quarta-feira, 27 de junho de 2012

Glossário de Política Contemporânea


Sustentabilidade:

1 Para as populações representadas na Cúpula dos Povos, levada a cabo na cidade do carnaval por ocasião da Conferência Rio+20, em junho de 2012, princípio condutor da civilização e da atividade humanas segundo o qual a sociedade, seus membros e suas economias devem satisfazer suas necessidades e realizar seus potenciais sem prejuízo da biodiversidade, dos ecossistemas naturais e da garantia de desfrute dessas mesmas condições pelas gerações futuras.

2 Para a maioria dos chefes de Estado reunidos no resort de luxo de Los Cabos, México, por ocasião da Conferência Rio+20, capacidade revelada pelos grandes bancos e fundos de investimento de serem – contra todas as evidências de racionalidade econômica, legitimidade política e sustentabilidade na acepção (1) – periodicamente salvos da bancarrota por meio da pilhagem governamental dos respectivos Tesouros Nacionais.

2012-06-27

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Glossário de Política Contemporânea


Bolha imobiliária:

Eufemismo que faz passar por secundário o papel da indústria do financiamento imobiliário e seus derivativos na economia de mercado contemporânea e por conjunturais os seus espasmos cada vez mais frequentes e devastadores. Sabe-se, no entanto, que o prestígio cada vez maior da mencionada indústria junto aos banqueiros e investidores - vale dizer, os proprietários privados de terabytes de capital sedento de valorização - provém da miraculosa capacidade que tem o solo urbanizado e bem localizado, ao contrário de quase todas as demais mercadorias que inundam esse mundo de Deus sem ter, muitas vezes, quem as queira comprar, de tornar-se a cada dia mais essencial, mais escasso e, por conseguinte, mais valorizado e lucrativo – e o que é melhor: sem demandar um único centavo de investimento privado! O problema é que, por mais que os agiotas, digo, os banqueiros e investidores, se aproveitem da contínua valorização da terra urbana para fabricar dinheiro refinanciando os imóveis e vendendo os papagaios a outros agiotas, no fim das contas – no início da fila, para ser exato -, é indispensável que os pobres dos mutuários honrem seus compromissos. E é aí que a porca torce o rabo.

2012-06-20

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sábado, 16 de junho de 2012

Glossário de Política Contemporânea


Grécia:

Montagem: Avebarna
País mítico do sudeste da Europa que, em fins do século XX e começo do XXI, serviu de "laranja" aos bancos das comunidades europeia e internacional (V. verbete) para a  fabricação  de torrentes de riqueza fictícia em forma de dívida pública (V. verbete) e privada, olímpica e imobiliária, decisivas para a prosperidade econômica do continente, com reflexos positivos em todo o mundo. Com o advento da inadimplência, muitos economistas perderam o rumo e não sabem dizer se a Grécia atual não tem importância alguma ou se é a chave do equilíbrio econômico e político mundial.

2012-06-16

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http://www.avebarna.com/p/democracia-1_10.html

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Financista do povo (Viva Bussunda!)

G1 Economia 08-06-2012, por Reuters
http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/06/kkr-indica-henrique-meirelles-para-conselheiro-senior-1.html

Americana KKR indica Henrique Meirelles para conselheiro sênior

Montagem Avebarna
Imagem original: Internet
Empresa atua com fundos de investimentos de private equity.
Meirelles terá papel importante nas operações no Brasil e na AL.

Em seu extenso currículo constam também a atuação atual como presidente do conselho da J&F Participações (controladora da JBS), presidente do conselho da Lazard Americas e membro do conselho da companhia área Azul. (..)

2012-06-11

sábado, 9 de junho de 2012

A investidura dos investidores

IG economia de  04-06-2012 e O Globo de 09-06-2012 

Portugal injetará 6,65 bilhões de euros em seus principais bancos

Socorro financeiro à Espanha pode chegar a €100 milhões

«…quinta-feira, foram prestadas homenagens ao conde. Realizaram-se segundo as fórmulas estabelecidas, na ordem seguinte: – Em primeiro lugar fizeram a homenagem assim: – O conde perguntou ao futuro vassalo se ele queria ser seu verdadeiro homem, e este respondeu: “Eu quero”. Depois, colocando as mãos entre as do conde, aliaram-se, beijando-se. Em segundo lugar, o que havia prestado homenagem, prestou juramento perante o conde, nestes termos: – “Prometo, por minha honra, ser, a partir deste instante, fiel ao conde Guilherme, guardar-lhe, contra todos e inteiramente, a minha homenagem, de boa fé e sem mentira”. E, em terceiro lugar, fez este juramento sobre as relíquias dos santos.

Em seguida, com a vara que tinha na mão, o conde deu-lhe a investidura, a ele e a todos os que acabavam de lhe prestar homenagem, de lhe prestar fidelidade e também de lhe prestar juramento».

Galberto de Bruges - Hist. du meurtre de Charles le Bon, ed. Pirenne.


Fonte: Clio na Internet Blog de História


2012-06-09

terça-feira, 5 de junho de 2012

Trilha sonora: O Tempo Não Para



O Tempo Não Para
Cazuza 
Arnaldo Brandao

Disparo contra o sol
Sou forte, sou por acaso
Minha metralhadora cheia de mágoas
Eu sou um cara
Cansado de correr
Na direção contrária
Sem pódio de chegada ou beijo de namorada
Eu sou mais um cara
Mas se você achar
Que eu tô derrotado
Saiba que ainda estão rolando os dados
Porque o tempo, o tempo não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para
Eu não tenho data pra comemorar
Às vezes os meus dias são de par em par
Procurando agulha num palheiro
Nas noites de frio é melhor nem nascer
Nas de calor, se escolhe, é matar ou morrer
E assim nos tornamos brasileiros
Te chamam de ladrão, de bicha, maconheiro
Transformam um país inteiro num puteiro
Pois assim se ganha mais dinheiro
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
O tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para
Dias sim, dias não
Eu vou sobrevivendo sem um arranhão
Da caridade de quem me detesta
A tua piscina tá cheia de ratos
Tuas ideias não correspondem aos fatos
Não, o tempo não para
Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não, não, não, não para