segunda-feira, 26 de junho de 2017

Greve geral ou feriadão sindical?

A quatro dias da Greve Geral contra as reformas Trabalhista e da Previdência, a chamada para o assunto no saite do partido que se reclama "dos trabalhadores" aparece quase no pé da página digital! 

E por que, outra vez, numa sexta-feira? Feriadão sindical?

O mais importante: não tem Comando de Greve? Como pode uma GG convocada por 9 centrais sindicais não ter um comando unificado que centralize e coordene as paralisações? Com comitês de greve em cada grande cidade? 
A quem devem se dirigir os trabalhadores não sindicalizados que aderirem à greve? Ou os movimentos de bairro que quiserem apoiar a greve?

E se a greve geral ganhar impulso, entrar pelo sábado e continuar na 2a-feira? E se se transformar numa greve geral política pelo fim do governo Temer, que só acabe quando ele cair? Quem, ou qual fórum, formulará propostas sobre o rumo a seguir? Quem assume a responsabilidade?



Com a escalada da crise decorrente da denúncia de Temer pelo MP, não se pode descartar - mesmo contra todas as expectativas (!) - que a greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 30 desencadeie um tsunami político que faça lembrar junho de 2013, caso em que a bandeira Fora Temer/Eleições Gerais teria, creio, de ser complementada com as exigências "Congresso com poderes constituintes e direito de candidaturas populares". 

É tempo de dar fim à República das Empreiteiras (e dos bancos, concessionárias etc).

2017-06-26


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