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domingo, 9 de janeiro de 2022

Ato falho do baralho

Folha de S Paulo 2021-12-29
https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/12/moro-diz-que-lava-jato-combateu-pt-de-forma-eficaz-mas-recua.shtml

"Tudo isso por medo do quê? Do PT? Não. Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato", disse Moro na entrevista. Logo em seguida, porém, o ex-ministro de Bolsonaro recuou e disse que a Lava Jato apenas descobriu "os esquemas de corrupção e mostrou o que o PT verdadeiramente é".


2022-01-09

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Procurados

O Globo online 17-12-2018, por Lauro Jardim

Cadê o Queiroz?
 
Moro! Ó Moro! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes? 
Montagem Avebarna
Imagem: Internet
Verso original:Vozes d'África (Castro Alves 1868)

2018-12-18

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Falcão Negro cai no abismo: escapará?

UOL Notícias 01-11-2018, por Gustavo Maia e Hanrrikson de Andrade
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/11/01/moro-aceita-convite-ministro-da-justica-bolsonaro.htm

Moro aceita convite e será ministro da Justiça de Bolsonaro

Montagem: Avebarna
Imagem original: Internet
Se a democracia no Brasil fosse um pouquinho mais substantiva, Jair Messias Bolsonaro, com sua longa folha corrida de crimes de ódio, incitação à violência e apologia da ditadura e da tortura, não poderia candidatar-se a nenhum cargo eletivo, muito menos eleger-se presidente numa disputa decidida por torrentes de notícias falsas transmitidas por whatsapp com financiamento empresarial clandestino e manifestamente ilegal.

Pergunta-se: o que faz o campeão do rigor judiciário e do combate à corrupção no governo da caça - se será bem sucedida é outra história - aos direitos sociais e democráticos dos trabalhadores e dos povos, aí incluído o acesso já precário e  limitado aos benefícios da ciência e da cultura? 

Reivindica a tradição de Francisco Campos e Alfredo Buzaid?

2018-11-01

terça-feira, 2 de outubro de 2018

terça-feira, 18 de julho de 2017

Contra a condenação de Lula!

Sigo aguardando a oportunidade de me manifestar em uma campanha suprapartidária contra a condenação de Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro, com base em indícios meramente circunstanciais.

Estaria até propenso a reativar o Comitê Suprapartidário Avebarna contra o Impeachment (de Dilma)*, agora na forma de um Comitê Suprapartidário Avebarna Contra a Condenação de Lula, não fosse a convicção de que o próprio Lula e seu partido não têm qualquer interesse em sair da posição de mártires da tendenciosidade política da Lava Jato em geral e de Sergio Moro em particular (que a esta altura pode ser clara para você e eu, leitor, que somos cidadãos politizados, mas não para a imensa maioria dos brasileiros mais do que compreensivelmente indignados com a pilhagem sistemática dos recursos do Estado e suas empresas por agentes públicos a serviço do cartel de grandes empreiteiras e concessionárias que há décadas controla o acesso às obras e serviços públicos no país), na esperança de uma hipotética absolvição em 2ª Instância que lhe dê trânsito livre à eleição presidencial prevista para 2018, objeto central, diria mesmo único, da política lulista que, para tanto, finge defender a queda imediata de Temer mas dedica o melhor de seus esforços a manobrar, tergiversar e rezar para que até lá ele permaneça firme no timão (uh..)!

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagens: Internet
O blogueiro tem fé que a maioria senão todos os membros do Comitê Avebarna Contra o Impeachment (de Dilma)* firmariam igualmente contra a condenação de Lula com base em indícios meramente circunstanciais, ainda que o tesão de defendê-lo pudesse estar, em alguns casos, amolecido (!) pela persistente ambiguidade do potencial condenado e de seu partido em face do conluio Congresso-STF para a deposição de Dilma e da continuidade do governo ilegítimo e arquirreacionário de Temer e Meirelles, os amigos da lula, digo, da onça dos trabalhadores do Brasil.

2017-07-18

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Guerra nas estrelas

Fórum 17-07-2017 
Record faz matéria denunciando a Globo por querer impedir delação de Palocci. 
Imagem: Internet
É forçoso admitir que, numa economia planetária tiranicamente dominada por potentados financeiros, tecnológicos, energéticos, comerciais e midiáticos norte-americanos, europeus, médio-orientais e asiáticos - todos estreitamente associados, ainda que por vínculos históricos distintos, aos seus respectivos Estados nacionais -, o programa lulista para o Grande BRIC do Sudoeste Mundial é bastante coerente e realista: o consórcio do Estado com o Mercado - vale dizer com potentados nacionais emergentes que disputam, conforme as regras gerais do pragmatismo político, um lugar ao sol na promoção do caos econômico global -, consórcio este promovido, afiançado, gerido e - por último mas não menos importante - arbitrado, na falta de uma classe empresarial minimamente prestigiosa aos olhos da nação, pelo Partido dos Pobres e seu Campeão, sendo a incompreensão desta ordem (!) de coisas o calcanhar-de-aquiles da Operação Lava-Jato e o motivo primeiro de ter sido por eles declarada, a despeito de sua igualmente vasta e mais do que justificada simpatia popular, a Inimiga No. 1 do Progresso do Brasil. 

Aguardemos os próximos episódios. 

2017-07-17


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sem muxiba, por favor!

O blogueiro se declara à disposição para assinar quaisquer petições contra a condenação de Lula no caso do Guarujá, que considera baseado em suspeitas, indícios e delações relevantes, mas carente de provas cabais - desde que as exigências sejam claras e o preâmbulo não pretenda impingir contrabandos do gênero “Lula 2018 é a solução”, “Vivemos num Estado de exceção”, “Moro condenou os programas sociais do PT”, “A Lava-Jato é a justiça dos coxinhas” ou, de maneira mais geral, alguma “análise de conjuntura” produzida nas farmácias de manipulação da cúpula petista. 

Todos esses juízos são direito inalienável de quaisquer cidadãos, inclusive os organizadores de movimentos em defesa de Lula, mas não se pode, com base neles, construir uma campanha unitária, isto é, que respeite os distintos pontos de vista sobre o que está em jogo.

2017-07-13

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O fundo do poço?

Folha de S Paulo 02-07-2017, por Painel
Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio articulam manifesto para questionar o Judiciário e o MP 
Imagem: Internet
Defender-se publicamente, com o apoio de juristas independentes, personalidades e organizações civis, do que considera uma iminente condenação sem base em provas, é um dever político de Lula e de seu partido. Expor, numa campanha desse tipo, a sua opinião sobre a Lava Jato, o MP, o Judiciário e tudo quanto queiram é um direito sem o qual nenhuma ação unitária entre pessoas e organizações de distintos pontos de vista pode ser realizada. 

Por essa exata razão, pretender impor (como de hábito por default), a quantos gostariam de defender Lula neste caso, a plataforma da denúncia da Lava Jato como a grande desgraça do país e Lula Presidente como a única solução, é uma estupidez inominável, equivalente àquela que, faz poucos meses, consistiu em assimilar a defesa do mandato de Dilma à defesa de seu governo e, por, extensão, da onipresente sabedoria dos líderes petistas - com o resultado que todos conhecemos: derrota acachapante e confusão catastrófica.

Agora, defender-se da Lava Jato por meio de uma associação política espúria com a pior canalha de golpistas, bandidos e reacionários, amigos da onça e inimigos jurados da classe trabalhadora e da democracia substantiva, boa parte deles acusados com base em indícios avassaladores, seria, pura e simplesmente, um crime pelo qual a cúpula do PT haveria de pagar, "de direito", com a debandada geral de seus perplexos seguidores rumo a um partido que, pelo menos, honrasse o próprio nome.

PS: Lula desmentiu a nota do Painel/Folha. O que não quer dizer que atrás dessa fumaça não tenha uma fogueira de São João: além de compatível com a tradicional duplicidade dos líderes petistas, ela é decorrência lógica das consignas "defesa da política” e "defesa da classe política” - contra a Lava Jato -, recém postuladas pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (ver neste blog a postagem “Uma noite na ópera”). https://avebarna.blogspot.com.br/2017/06/uma-noite-na-opera.html

2017-07-03

sábado, 24 de junho de 2017

Descuido fatal

Folha de S Paulo 24-06-2017, por Demétrio Magnoli

A Lava Jato perecerá se não for contido o espírito jacobino

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet

2017-06-24

terça-feira, 13 de junho de 2017

No lucro

UOL Notícias 13-06-2017, por J Affonso, R Brandt, F Macedo e L Vassallo / Estadão
Cabral é condenado a 14 anos e 2 meses por corrupção e lavagem de dinheiro  
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
 2017-06-13

sábado, 10 de dezembro de 2016

Constituinte: precisa explicar?

Jornais online 10-12-2016
Brasília, junho de 2013
Delações da Odebrecht põem Temer e Alckmin na mira da Operação Lava-Jato (El País) Delação da Odebrecht cita Temer, Renan, Maia, ministros e parlamentares (O Globo) Diretor da Odebrecht delata entrega de dinheiro vivo em escritório de amigo de Temer (O Globo) Delator da Odebrecht cita Temer, Renan, Maia e mais de 20 políticos (Folha de S Paulo) Empreiteira relata pagamento de R$ 300 mil ao petista Jorge Viana (Folha de S Paulo) Pagamentos a Romero Jucá superam R$ 22 milhões, diz delator (O Globo) Odebrecht diz ter pago a Alckmin R$ 2 milhões via caixa 2 (O Globo) MP do DF denuncia Lula e um de seus filhos na Zelotes (O Globo) Justiça determina transferência de Cabral para Curitiba (O Globo) Juiz determina bloqueio de Eduardo Paes (O Globo) Delação da Odebrecht: Temer e Alckmin seriam beneficiários de caixa 2 (El País) Delatores citam Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin, Serra... (O Globo) PEC dos gastos é severa com mais pobres e violará direitos humanos, diz relator da ONU (El País) Lula é acusado de tráfico de influência na compra de 36 caças (El País) Cartel do Rio teve briga de construtoras, revela a Andrade Gutierrez (Folha de S Paulo) Delator da Odebrecht cita Temer e ministros do PMDB (O Estado de S Paulo) (..)

2016-12-10

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A Lava-Jato em seu labirinto

Folha de S Paulo 30-11-2016, por Leandro Colon
Janot critica Renan e diz estar 'estupefato' com votação da Câmara
O Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, afirmou à Folha que ficou “estupefato” com a postura da câmara de alterar o projeto de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público. 


Deixa ver se entendi: o Ministério Público e a força-tarefa da Lava-Jato querem que este Congresso povoado de trambiqueiros - que para agradar o patronato em "pânico recessivo" promoveu e votou, com a cobertura do Judiciário, não esqueçamos, o impeachment sem crime de responsabilidade de Dilma Rousseff – crie as condições para a sua própria punibilidade?


Espera, então, o MP, que este Congresso provoado de trambiqueiros - que amanhã votará a PEC do teto de gastos públicos para assegurar, em face da crise de receita, o pagamento integral dos juros escorchantes da dívida pública - acabe voluntariamente com o modus operandi da República das Empreiteiras?

Ou será que, no fim das contas, o MP e a força-tarefa estão menos interessados numa democracia substantiva do que em reservar-se o papel de Intocáveis numa quimérica República das Empreiteiras sem cambalachos nem corrupção?

2016-12-02

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Leia também neste blog
"A incubação bonapartista num fôlego só"

sábado, 12 de março de 2016

A incubação bonapartista num fôlego só

Robespierre tupiniquim?
Mussolini dos trópicos? 
Não. É o Falcão Negro de Curitiba.

Enquanto o patronato em geral e seus acólitos acadêmicos e jornalísticos se fazem de mortos em face dos cambalachos dos de sua classe com agentes públicos por contratos em geral, concessões de equipamentos e serviços, obras faraônicas, eventos planetários, isenções fiscais, representação no estrangeiro e, é claro, financiamento da dívida pública a juros escorchantes, em troca de grandes, pequenas e meta-propinas quer para eles próprios quer para a sustentação de suas máquinas político-partidárias, um segmento periférico de jovens e ambiciosos juízes de direito e promotores de justiça em plena ascensão social e profissional, educados na crença do caráter natural da economia de mercado e imbuídos da ideia razoável, embora historicamente pouco realista, na verdade totalmente extemporânea, e por isso mesmo letal para a estabilidade das instituições, de que o cumprimento das leis, ainda que momentaneamente prejudicial a certos capitalistas, é indispensável à saúde e ao bom funcionamento do sistema como um todo, se propõe a extrapolar os fundamentos sociais e as limitações políticas do poder de que se sabe depositário para assumir o papel de saneadores dos costumes administrativos do país, o que os conduz a eviscerar o pacto, por assim dizer, de Deus com o diabo nas terras do Planalto Central, já gravemente ferido pelos ventos gelados da estagnação econômica planetária, com justificada aprovação de parte substancial das renovadas multidões urbanas que, ao contrário do que parece crer a maioria das lideranças de esquerda, não entram na vida política munidas de carteirinhas de orientação ideológica, muito menos quando expedidas por um passado duvidoso e que não vêem como seu, mas como simples cidadãos indignados, trabalhadores em sua maioria embora, a exemplo de sua liderança política nominal, alienados de sua própria classe, propensos, alguns, à timorata passividade dos panelaços, outros a gigantescos tsunamis humanos capazes de abrir caminho tanto para a afirmação da democracia de massas quanto, no extremo oposto, para a reação policial-militar, como se deu na Primavera do Cairo, a depender, e este é o “x” da questão, da capacidade que tenham as referidas lideranças de esquerda de se integrar à classe trabalhadora e dotar a luta democrática de iniciativas políticas unificadoras, formas organizacionais adequadas e, o mais importante, uma perspectiva histórica que faça sentido, por exemplo um Congresso Constituinte com candidaturas populares para enterrar a Nova República convertida em República das Empreiteiras, Bancos e Concessionárias e instituir uma democracia substantiva para a maioria da nação, assim ajudando a referida classe trabalhadora a forjar novas lideranças nascidas de seu próprio meio para tornar a ser uma influência positiva para a grande massa oscilante, como quando um enorme contingente dos que hoje confiam suas aspirações democráticas à espada de Moro foram, a seu tempo, jovens admiradores de Lula, o metalúrgico, aliados de sua classe, simpatizantes do seu partido e mais tarde seus eleitores, tudo de maneira a manter isolados, pela via da educação política das multidões, os reacionários irredimíveis, ou, como se diria na linguagem preferencial do atual PT, "o maior partido de esquerda da América Latina", e de seguidores mais ou menos desavisados que preferem rotular antes de debater, de compreender, de diferenciar, de testar e de se explicar, a "separar o trigo progressista do joio fascista". 

2016-03-12

domingo, 6 de março de 2016

Videocassetada

Folha de S Paulo 04-03-2016, por Mônica Bergamo

Montagem: Avebarna
Ministro do STF diz que decisão de Moro foi 'ato de força' que atropela regras

O ministro do STF Marco Aurélio Mello fez críticas contundentes à decisão do juiz Sergio Moro de conduzir coercitivamente o ex-presidente Lula para depoimento.

"Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente
, debaixo de vara, o cidadão que resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado", afirma ele.

2016-03-06