quarta-feira, 19 de julho de 2017

Lagartixa na parede

Refletindo, não por acaso, sobre a Primavera Democrática de 2011-2013 - Árabe, Turca, Espanhola, Norte-Americana, Brasileira - sou levado a pensar que a Revolução vindoura, quando e onde quer que comece, a tempo quem sabe de salvar nosso meio ambiente para o desfrute geral, será Planetária no alcance, Francesa na forma e inexoravelmente tendente à Russa no conteúdo pela simples razão de que do que se trata, afinal de contas, é de desalojar os potentados financeiros, energéticos, tecnológicos, comerciais, industriais e midiáticos do controle da economia mundial em prol de uma economia global, com certeza, mas de interesse dos povos, vale dizer essencialmente planejada - recursos técnico-científicos para tanto estão disponíveis a serviço dos potentados - e sustentável sob todos os aspectos. 

Enquanto aguardo o entrelaçamento das Primaveras Nacionais, fico com a palavra de ordem transitória: "Todo o poder ao Painel do Clima!" 

2017-07-19


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Guerra nas estrelas

Deu na Fórum
17-07-2017, por Redação

Record faz matéria denunciando a Globo por querer impedir delação de Palocci. Assista

Imagem: Internet
É forçoso admitir que, numa economia planetária tiranicamente dominada por potentados financeiros, tecnológicos, energéticos, comerciais e midiáticos norte-americanos, europeus, médio-orientais e asiáticos - todos estreitamente associados, ainda que por vínculos históricos distintos, aos seus respectivos Estados nacionais -, o programa lulista para o Grande BRIC do Sudoeste Mundial é bastante coerente: o consórcio do Estado com o Mercado promovido, afiançado, arbitrado e gerido, na falta de uma classe empresarial minimamente prestigiosa aos olhos da nação, pelo Partido dos Pobres e seu Campeão – sendo a incompreensão deste fato capital (!) o calcanhar-de-aquiles da Operação Lava-Jato e o motivo primeiro de ter sido por eles declarada, a despeito de sua igualmente vasta e mais do que justificada simpatia popular, a Desgraça Suprema do Brasil.

Aguardemos os próximos episódios.


2017-07-17


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Sem muxiba, por favor!

O blogueiro se declara à disposição para assinar quaisquer petições contra a condenação de Lula no caso do Guarujá, que considera baseada em suspeitas, indícios e delações relevantes, mas carente de provas cabais - desde que as exigências sejam claras e o preâmbulo não pretenda impingir contrabandos do gênero “Lula 2018 é a solução”, “Vivemos num Estado de exceção”, “Moro condenou os programas sociais do PT”, “A Lava-Jato é a justiça dos coxinhas” ou, de maneira mais geral, alguma “análise de conjuntura” produzida nos gabinetes da cúpula petista. 

Todos esses juízos são direito inalienável de quaisquer cidadãos, inclusive os organizadores de movimentos em defesa de Lula, mas não se pode, com base neles, construir uma campanha unitária, isto é, que respeite os distintos pontos de vista sobre o que está em jogo.


2017-07-13


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Hipótese entrópica

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagens e texto originais: Internet
Onde um dia existiram a classe trabalhadora e seu recém-fundado partido disputando a liderança do movimento democrático e a herança do movimento socialista brasileiros, temos hoje o “lulismo”: um movimento social de natureza de classe pouco clara, unido pela imensa força aglutinadora do prestígio do Líder, coesionado por um importante segmento da intelectualidade de esquerda e estruturado por uma máquina político-partidária em luta pela sobrevivência de todos como cabeça, tronco e membros de um tardio “Estado do bem-estar social” tupiniquim em prematuro processo de decomposição. 

10-07-2017


sábado, 8 de julho de 2017

Erdoganização local

Lula e o PT qualificam seu próprio ex-vice e aliado preferencial de presidente ilegítimo, o que de fato é, mas não movem uma palha para ajudar o país a concretizar o “Fora Temer”.

Classificam o impeachment de Dilma como golpe, o que de fato foi, mas não exigem a dissolução imediata do congresso golpista em favor de uma Assembléia Nacional livre da influência do dinheiro e dos potentados midiáticos.

Chamam o STF de acovardado e a Lava-Jato de tendenciosa, o que de fato são, mas não indicam nenhum caminho para a construção de uma Justiça imparcial e cidadã. 

A julgar pelas falas do ex-presidente e as matérias do saite do partido, todo o problema da democracia no Brasil se resume e subsume... à candidatura presidencial de Lula em 2018! 

Nessas condições, é difícil enxergar na proposta “Lula 2018!” outra coisa que não a esperança mais ou menos consciente, ou a gestação mais ou menos inconsciente, de uma solução de viés bonapartista - pela esquerda e pelo voto, por que não? - para as desgraças que assolam a nação.

2017-07-14


segunda-feira, 3 de julho de 2017

O fundo do poço?

Deu na Folha de S Paulo online
02-07-2017, por Painel
Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio articulam manifesto para questionar o Judiciário e o MP 
Imagem: Internet
Defender-se publicamente, com o apoio de juristas independentes, personalidades e organizações civis, do que considera uma iminente condenação sem base em provas, é um dever político de Lula e de seu partido. Expor, numa campanha desse tipo, a sua opinião sobre a Lava Jato, o MP, o Judiciário e tudo quanto queiram é um direito sem o qual nenhuma ação unitária entre pessoas e organizações de distintos pontos de vista pode ser realizada. 

Por essa exata razão, pretender impor (como de hábito por default), a quantos gostariam de defender Lula neste caso, a plataforma da denúncia da Lava Jato como a grande desgraça do país e Lula Presidente como a única solução, é uma estupidez inominável, equivalente àquela que, faz poucos meses, consistiu em assimilar a defesa do mandato de Dilma à defesa de seu governo e, por, extensão, da onipresente sabedoria dos líderes petistas - com o resultado que todos conhecemos: derrota acachapante e confusão catastrófica.

Agora, defender-se da Lava Jato por meio de uma associação política espúria com a pior canalha de golpistas, bandidos e reacionários, amigos da onça e inimigos jurados da classe trabalhadora e da democracia substantiva, boa parte deles acusados com base em indícios avassaladores, seria, pura e simplesmente, um crime pelo qual a cúpula do PT haveria de pagar, "de direito", com a debandada geral de seus perplexos seguidores rumo a um partido que, pelo menos, honrasse o próprio nome.


PS: Lula desmentiu a nota do Painel/Folha. O que não quer dizer que atrás dessa fumaça não tenha uma fogueira de São João: além de compatível com a tradicional duplicidade dos líderes petistas, ela é decorrência lógica das consignas "defesa da política” e "defesa da classe política” - contra a Lava Jato -, recém postuladas pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (ver neste blog a postagem “Uma noite na ópera”). https://avebarna.blogspot.com.br/2017/06/uma-noite-na-opera.html


2017-07-03


sábado, 1 de julho de 2017

30 de Junho: muita fumaça e pouca greve

Universitários de Chapecó, SC, atendem 
à convocação de Greve Geral em 30 de junho
Foto: Internet
Com todo respeito e apoio incondicional àqueles que se mobilizaram por todo o país neste 30 de junho, não consigo enxergar mais do que um rotundo fracasso da iniciativa. Uma greve geral não é o mesmo que uma jornada de manifestações de rua - e pior -, qualitativamente iguais e quantitativamente menores do que as da mobilização precedente.

O saite do PT saiu com a seguinte pérola: “PARALISAÇÕES EM ATOS (sic!) de norte a sul do Brasil dizem não às reformas do governo usurpador de Michel Temer”. O que é isso? Querem enganar quem?

A convergência de iniciativas dos partidos e frentes de esquerda com os aparatos das centrais sindicais não é, infelizmente (ou felizmente?) condição suficiente para o sucesso de uma greve geral. Faltam os trabalhadores... parando de trabalhar! Para tanto são indispensáveis clareza absoluta de objetivos, formas de organização adequadas e lideranças próprias e confiáveis, em todos os níveis, algo cuja construção supõe um mínimo histórico de luta - de classe - da geração presente! 

Por outro lado, não se pode minimizar a importância, pela negativa, da já longeva autoconversão voluntária do PT de partido de classe dos trabalhadores em partido parlamentar “de esquerda”, assim como da sua estratégia de cambalachos de Estado com o empresariado companheiro e, para culminar, da vergonhosa derrubada sem luta, ainda fresca na memória coletiva, do seu governo pelas mãos dos próprios aliados. Que trabalhador arriscará o seu emprego para seguir tão temerária (uh!) liderança?

Em resumo, eu penso que a classe trabalhadora QUE NÃO SE RECONHEÇA COMO TAL só fará greve geral sendo arrastada por um tsunami democrático como o de Junho de 2013 e se reconstruindo como classe dentro do turbilhão! O PT deu as costas, conscientemente, a essa chance quando ela se apresentou, e o PSOL, aparentemente, ainda não se deu conta de tal necessidade. O preço está sendo pago: muita fumaça - literalmente - e pouca greve. 

A luta continua, mas um balanço honesto é necessário!


2017-07-01


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Elo forte

Deu n’O globo online 
30-06-2017, por André de Souza

Ministro do STF diz que Aécio tem 'carreira política elogiável' e 'fortes elos com o Brasil'
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Foto original: Internet
 

2017-06-30


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Quem sabe, sabe

Deu na folha de S Paulo online 
26-06-2016, por Igor Gielow 

Para russos, Stalin é a figura mais notável da história mundial
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Clique na imagem para ampliar

2017-06-29


quarta-feira, 28 de junho de 2017

terça-feira, 27 de junho de 2017

Bizu

Deu na Folha de S Paulo online
26-06-2017, por UOL

'Não há democracia sem política e sem político', diz Gilmar Mendes

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Foto: arquivo O Globo 01-02-2010 Fonte: Internet

2017-06-27


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Greve geral ou feriadão sindical?

A quatro dias da Greve Geral contra as reformas Trabalhista e da Previdência, a chamada para o assunto no saite do partido que se reclama "dos trabalhadores" aparece quase no pé da página digital! 

E por que, outra vez, numa sexta-feira? Feriadão sindical?

O mais importante: não tem Comando de Greve? Como pode uma GG convocada por 9 centrais sindicais não ter um comando unificado que centralize e coordene as paralisações? Com comitês de greve em cada grande cidade? 
A quem devem se dirigir os trabalhadores não sindicalizados que aderirem à greve? Ou os movimentos de bairro que quiserem apoiar a greve?

E se a greve geral ganhar impulso, entrar pelo sábado e continuar na 2a-feira? E se se transformar numa greve geral política pelo fim do governo Temer, que só acabe quando ele cair? Quem, ou qual fórum, formulará propostas sobre o rumo a seguir? Quem assume a responsabilidade?



Com a escalada da crise decorrente da denúncia de Temer pelo MP, não se pode descartar - mesmo contra todas as expectativas (!) - que a greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 30 desencadeie um tsunami político que faça lembrar junho de 2013, caso em que a bandeira Fora Temer/Eleições Gerais teria, creio, de ser complementada com as exigências "Congresso com poderes constituintes e direito de candidaturas populares". 

É tempo de dar fim à República das Empreiteiras (e dos bancos, concessionárias etc).

2017-06-26


sábado, 24 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Don't get me wrong

Deu no PT online
19/06/2017, por Gleisi Hoffmann

Gleisi: Precisamos defender a ‘Democracia’ e a ‘Política’
“(..) a [lava-jato] retirou a credibilidade de toda a classe política brasileira e transferiu definitivamente a tomada de decisões do sistema de representação para um consórcio formado pelo grande capital, a mídia oligopolizada, procuradores messiânicos e juízes partidarizados.”
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet


2017-06-21


terça-feira, 20 de junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Uma noite na ópera

Deu no PT online
19/06/2017, por Gleisi Hoffmann

Gleisi: Precisamos defender a ‘Democracia’ e a ‘Política’
"É um completo absurdo afirmar que o PT “institucionalizou a corrupção”. Na realidade, o PT institucionalizou uma luta mais efetiva contra a corrupção."
“uma análise fria do período histórico recente do Brasil demonstra que os governos do PT foram os que mais contribuíram para o combate à corrupção, ao atacar as suas causas e os fatores que a acarretam.”
“os governos do PT fortaleceram extraordinariamente as instituições de controle da administração estatal e promoveram intensamente a transparência da gestão pública.”
“os governos do PT iniciaram um processo de “desprivatização” do Estado, direcionando fortemente as políticas públicas para o combate à exclusão econômica e social da maioria da população. Geraram também um processo lento, mas seguro, de construção e fortalecimento de cidadania, que tendia a colocar o aparelho estatal sob a égide e controle de um verdadeiro interesse público, e não mais sob interesses privados dos grupos secularmente dominantes.”
“a [lava-jato] retirou a credibilidade de toda a classe política brasileira e transferiu definitivamente a tomada de decisões do sistema de representação para um consórcio formado pelo grande capital, a mídia oligopolizada, procuradores messiânicos e juízes partidarizados.”
“Para sair da crise precisamos [...] de eleições diretas, da antecipação das eleições de 2018 para 2017, única forma de “passar o país a limpo” e nos livrarmos daqueles que terceirizam ao mercado, literalmente falando, a gestão do Estado.”




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2017-06-19