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domingo, 6 de julho de 2025

Anais do capitalismo mais-que-tardio


Substack 30-06-2025, por Paul Krugman
https://paulkrugman.substack.com/p/were-all-rats-now

“ (..) The fact is that the Trump administration already contains a number of figures with strong ties to antisemitic extremists. The Great Replacement Theory, which has de facto become part of MAGA’s ideology, doesn’t just say that there’s a conspiracy to replace whites with people of color; it says that it’s a Jewish conspiracy.

So I’m definitely scared of what the many antisemites inside or with close ties to the Trump administration may eventually do. And no, I’m not frightened at all by the prospect that New York may soon have a somewhat leftist Muslim mayor.

Anyway, my personal fears are beside the point. Everyone who cares about keeping America America needs to take a stand against the resurgence of bigotry. Because the truth is that we’re all rats now.”


2025-07-06

terça-feira, 3 de outubro de 2023

AHerald: Flertando com o colapso climático


Poder360 26-09-2023
https://www.poder360.com.br/economia/crescimento-heroico-da-china-chegou-ao-fim-diz-nobel-de-economia/

Paul Krugman afirma que a situação afeta países como o Brasil e que os chineses precisam “incentivar o consumo”.


Longe de mim achar que os chineses não têm direito ao consumo socialmente necessário, ao qual a imensa maioria ainda não tem acesso. Mas "incentivar o consumo" de pelo menos 100 milhões* de chineses abonados visando o "crescimento sustentável" nos termos do capitalismo planetário - concentrador da riqueza e dos rendimentos, como nos EUA - para salvar a economia chinesa da "armabolha" em que se meteu, cheira a negacionismo climático ilustrado.

domingo, 17 de setembro de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI


Jornal Opção 03-09-2023, por Euler de França Belém
https://www.jornalopcao.com.br/editorial/paul-krugman-diz-que-crise-da-china-pode-nao-afetar-eua-mas-afeta-o-brasil-e-goias-526788/
(..) O que Krugman está sugerindo, portanto, é que “uma crise chinesa não surtiria muito efeito direto na demanda por produtos americanos. O efeito seria maior em países que vendem mais para a China, como a Alemanha e Japão, e algo poderia ricochetear nos Estados Unidos por meio das vendas a esses países. Mas o efeito geral ainda seria pequeno”. (O texto do economista saiu num jornal brasileiro, mas não há referência ao Brasil, país que, certamente, perderá com uma possível grande crise da China. O país vende soja, minérios e carnes para os asiáticos.)
Krugman conclui que a crise será da China, e não do mundo. Mas é possível que ele esteja enganado, ao menos parcialmente. Uma crise da China, se de grandes proporções, sobretudo se abalar seus parceiros — que também são parceiros dos Estados Unidos —, pode afetar todo o mundo, inclusive o país do poeta William Carlos Williams.

2023-09-17

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Ave, Trump!

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Foto original: Internet

How republics end

(..) One thing all of this makes clear is that the sickness of American politics didn’t begin with Donald Trump, any more than the sickness of the Roman Republic began with Caesar. The erosion of democratic foundations has been underway for decades, and there’s no guarantee that we will ever be able to recover.

But if there is any hope of redemption, it will have to begin with a clear recognition of how bad things are. American democracy is very much on the edge.

O atormentado Krugman recua dois milênios e descobre o cesarismo.  Se recuasse apenas dois séculos toparia com o bonapartismo, que é o cesarismo da época burguesa - uma analogia muito mais rica em possibilidades, para bem e para mal, do mundo em que vivemos.

Considerando, no entanto, a notória ojeriza norte-americana de espelhar-se em antecedentes franceses, o indisfarçável orgulho ianque da grandeza de seu império e, o mais importante, a dificuldade que talvez tenha o autor de reconhecer a existência de uma "época burguesa", a referência a Roma está de bom tamanho.

2016-12-23

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Falta luz no fim do túnel!


O New York Times deu amplo destaque ao relatório do Painel Internacional da Mudança Climática (IPCC/ONU 02-11-2014), reconhecido como "o mais incisivo já publicado" pela instituição. 

Montagem: Avebarna
Como se vê, o nome do articulista Paul "Green Economy" 
Krugman já vem sendo ventilado como possível candidato do jornal à presidência do Painel. 

O atual titular, faquir Rajendra Pachauri, engenheiro industrial convertido ao vegetarianismo devido à vigorosa expansão, em seu organismo, dos gases do efeito estufa quando em contato com carne animal, teria recentemente confidenciado a um cientista do IPCC estar "de saco cheio de falar para as paredes" - e o que é pior - "sem ser ouvido!!"
 
2014-11-12

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"A Civilização no Cassino", por P Krugman, no Outras Palavras


www.avebarna.blogspot.com.br
Muita gente boa que conheço não está convencida do aquecimento global e seus perigos, por alegada insuficiência de provas científicas.

Eu não apenas acredito nele,  piamente, como boto fé que o buraco da camada de ozônio não fica em cima (ou embaixo?) da Antártida (sou do tempo em que Antártica era marca de cerveja) como indicam todas as ilustrações que encontrei
no Google sobre o tema, mas acolhe uma linha reta que vai do centro do Sol ao centro da Terra passando por Santa Rosa, Niterói, e é responsável pelo calor saariano que começa a fazer por aqui, trazendo consigo enxames cada vez mais numerosos e agressivos de caminhões-pipa.

Para contribuir com o alerta global – contra o excesso de efeito estufa e a falta d’água –, Uma Estranha e Gigantesca Ave Sobre Barcelona traz um link para o artigo do keynesiano verde Paul "Hulk" Krugman, “A Civilização no Cassino” (resenha de The Climate Casino: Risk, Uncertainty, and Economics for a Warming World, de William D. Nordhaus, Yale University Press), tradução de Cristiana Martin, recém-chegado ao meu all-in-one por via do boletim Outras Palavras, Atualização No. 329, de 09-11-2013.

O link para o artigo é  http://outraspalavras.net/destaques/krugman-a-civilizacao-no-cassino/


Seguem algumas passagens: 

"Claro que Nordhaus está ciente disso, mas creio que ele minimiza quão ruim está o cenário. (..) O ponto é: há poderes reais por trás da oposição a qualquer tipo de ação climática – poderes que desvirtuam o debate, tanto negando a ciência climática quanto exagerando os custos para reduzir a poluição. E esse não é o tipo de poder que pode ser afastado com argumentos tranquilos e racionais. (..)

Para além disso tudo está a ideologia. “Os mercados sozinhos não resolverão esse problema”, declara Nordhaus. “Não há ‘solução de livre mercado’ genuína para o aquecimento global.” Isso não é uma afirmação radical, é apenas economia básica. Contudo, é um anátema para os entusiastas do livre mercado. Se você gosta de se imaginar como personagem de um romance de Ayn Rand, e alguém diz a você que o mundo não é daquele jeito, que ele necessita intervenção do governo – não importa quão amigável ao mercado ele possa ser – sua resposta provavelmente será rejeitar a informação e se apegar a suas fantasias. E, é triste dizer, um bom número de pessoas influentes na vida pública norte-americana acredita estar atuando no Atlas Shruged.

Finalmente, há um forte traço no conservadorismo norte-americano moderno que nega não só a ciência climática, mas também os métodos científicos em geral. Uma enquete sugere, por exemplo, que a grande maioria dos republicanos rejeita a teoria da evolução. Para pessoas com essa mentalidade, permanecer alheio ao consenso científico sobre a questão apenas sustenta e alimenta fantasias sobre conspirações malucas.
Daí minha preocupação com a utilidade de livros como The Climate Casino. Dado o estado atual da política norte-americana, a combinação de interesse próprio, ideologia e hostilidade à ciência constitui um enorme obstáculo à ação, e a argumentação racional provavelmente não ajudará. Enquanto isso, o tempo está se esgotando, à medida que a concentração de carbono continua a subir. (..)

2013-11-12

sábado, 2 de julho de 2011

Boa pergunta!

New York Times 15-09-2006, por Paul Krugman
https://www.nytimes.com/2006/09/15/opinion/15krugman.html


Progress or regress?

(..) The United States economy is far richer and more productive than it was a generation ago. Statistics on economic growth aside, think of all the technological advances that have made workers more productive over the past generation. In 1973, there were no personal computers, let alone the Internet. Even fax machines were rare, expensive items, and there were no bar-code scanners at checkout counters. Freight containerization was still uncommon. The list goes on and on.

Yet in spite of all this technological progress, which has allowed the average American worker to produce much more, we’re not sure whether there was any rise in the typical worker’s pay. Only those at the upper end of the income distribution saw clear gains — gains that were enormous for the lucky few at the very top. (..)

2011-07-02