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quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

AH: Anais do capitalismo mais-que-tardio


Estadão 30-01-2025
https://www.estadao.com.br/economia/lula-vou-criar-um-pais-de-classe-media/
Exame   03-10-2012
https://exame.com/economia/dilma-busca-um-brasil-da-classe-media-afirma-ft/

Montagem: Avebarna
Evidência irrefutável de que as chamadas 'forças progressistas', esse peixe liso da sociologia pós-moderna também conhecido como 'a esquerda', estão a andar em círculos, perdidas num loop histórico; como se o retorno triunfal do Führer de Mar-a-Lago, com sua corte de super-ricos baba-ovos liderada por Strangelove Jr., não fosse a manifestação mais conspícua e atualizada da implosão do Sonho Americano e da sua versão europeia, o Estado do Bem-Estar - vale dizer do pacto de classes do pós II-GM que garantiria ao trabalhadorado o paraíso eterno da pequena propriedade - prenunciada pela recessão dos anos 1980 e detonada pela debacle imobiliário-financeira de 2007!

2025-01-30

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Despautério burocrático

Deu no El País Brasil
26-09-2018, por Marina Rossi
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/24/politica/1537815456_213002.html
"(..) Como não há provas concretas contra o Lula, o senso comum diz que não tem provas. Então acho que eles perderam. Historicamente acho que é a maior derrota que a direita já teve no Brasil." (José Dirceu)
Montagem Avebarna
Imagens originais Internet
P. Dentro desse contexto, o senhor acha que existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar?
R. Acho improvável que o Brasil caminhará [sic] para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.  (Continua)



O Comandante Dirceu assegura que a direita brasileira acaba de sofrer a maior derrota de sua história. Mas deposita suas esperanças de garantia de uma vitória eleitoral do PT na "comunidade internacional". E culmina dizendo que "dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder (..), que é diferente de ganhar uma eleição".

Pergunta: "A gente" quem, cara pálida? A burocracia petista, os lulocapitalistas e alguma improvável clique de "coronéis do povo"? Que dependem da "comunidade internacional" (EUA? União Europeia? Putin-Erdogan-Assad? Xi? Diaz-Canel? Maduro?) para lhes assegurar uma simples vitória eleitoral depois da "maior derrota histórica da direita no Brasil"?

A parcela esclarecida do eleitorado de Haddad deve estar perplexa.

Bolsonaro e Mourão devem estar rindo de orelha a orelha mesmo sem ter entendido nada.

2018-09-28

sábado, 7 de abril de 2018

Fora da ordem


A “crítica da esquerda” que pulula nas redes sociais é uma saudável negativa, já bastante disseminada entre as novas gerações, de submissão aos padrões e exigências da cultura política legada ao século XXI pelos partidos socialdemocrata e comunista, dirigida, por caminhos diferentes e métodos peculiares, à manutenção a qualquer custo do pacto social e do marco geopolítico legados pela reconstrução capitalista do pós-Segunda Guerra Mundial, abalados em seus alicerces pela crise de rentabilidade de fins da década de 1970 e impiedosamente destroçados pelo colapso financeiro de 2007.

2018-04-07


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Síndrome de Podemos

Deu no Correio do Estado online
19-02-2018, por Brasil 247
https://www.correiodoestado.com.br/politica/frente-de-esquerda-prepara-manifesto-para-reconstruir-o-brasil/321850/
PT, PDT, PSB, PCDOB E PSOL: Frente de esquerda prepara manifesto para reconstruir o Brasil 
Os braços de formação política das legendas, representados pelas fundações Lauro Campos (PSB), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT), Perseu Abramo (PT), Maurício Grabois (PCdoB) e João Mangabeira (PSOL) lançarão no próximo dia 20 de fevereiro o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil.
(..) A frente de esquerda reúne quatro pré-candidatos à Presidência: Lula, que lidera as intenções de votos em todos os cenários, mas pode ser inabilitado da disputa, Manuela D'Ávila pelo PCdoB, Ciro Gomes pelo PDT e o PSOL já anunciou o nome do coordenador do MTST Guilherme Boulos. Eles ainda não estão confirmados no evento. (Continua)
*

Pergunta: a liderança do PSOL não se dá conta de que reivindicar as jornadas democráticas de Junho de 2013 e tê-la como parte de seu patrimônio político é incompatível com a estratégia da “frente de esquerda”?

Av Presidente Vargas - Rio de Janeiro
Junho de 2013

Não vê que a intelligentsia do maior partido “de esquerda”, alvo prioritário dessa estratégia sem o qual ela não faz o menor sentido, considera Junho de 2013 um movimento de origem suspeita, no melhor dos casos, ou manifestamente “de direita”, no pior, uma espécie de Marcha da Família responsável pela desestabilização política e queda do governo Dilma?

Não percebe que na "Unidade" de PT e PCdoB "para Reconstruir o Brasil" não cabem, e nunca caberão, multidões de indignados como as que tomaram as ruas do país para exigir, do governo desses mesmos partidos, a prestação de contas das nebulosas transações com os sócios maiores do milagre social lulista - empreiteiras, concessionárias, bancos, impérios de comunicação, FIFA, Comitê Olímpico Internacional etc? 

A frente de esquerda é o caminho mais curto e certo para o PSOL dilapidar o prestígio duramente conquistado junto a importantes segmentos da juventude libertária e do trabalhadorado brasileiro do século XXI.

2018-02-20


sábado, 7 de outubro de 2017

Lei Seca

Esquerdômetro padrão
Fonte: Internet
O escasso interesse e a fraquíssima mobilização dos ativistas virtuais em defesa da insurgência nacional, republicana, democrática e popular da Catalunha independentista talvez derive, no caso dos simpatizantes  do PSOL, do fato de que, a despeito da declaração oficial do partido a favor do referendo, importantes gurus intelectuais da legenda ainda não concluíram os mais de 2 milhões de laudos do Teste do Esquerdômetro que mandaram aplicar aos catalães que paralisaram o país e tomaram as ruas em 3 de outubro para defender o direito de sua nacionalidade à autodeterminação.

No caso dos simpatizantes do PT...

2017-10-06

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Esquerda vou ver VI

Ara Cat 25-09-2017, por Dani Sánchez Ugart
El PSOE considera "raonable" la intervenció dels Mossos dictada pel fiscal
"El govern d'Espanya no pot permetre el referèndum de l'1-O", diu Carmen Calvo

La portaveu d'Igualtat del PSOE, Carmen Calvo / Ara Cat 
2017-09-25

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Arcanos de Avebarna


Reunião da fundação da Associação Internacional dos Trabalhadores 
em 28 de Setembro de 1864

(..) contra o poder coletivo das classes possuidoras o proletariado não pode atuar como classe senão se constituindo a si mesmo em partido político distinto, oposto a todos os antigos partidos formados pelas classes possuidoras. (..) a constituição do proletariado em partido político é indispensável para assegurar o triunfo da revolução social e de seu objetivo supremo: a abolição das classes. (Resolução sobre a Ação Política da Classe Trabalhadora, Conferência da Associação Internacional dos Trabalhadores, Londres, setembro de 1871.) 

2017-09-08

sábado, 1 de julho de 2017

30 de Junho: muita fumaça e pouca greve

Universitários de Chapecó, SC, atendem 
à convocação de Greve Geral em 30 de junho
Foto: Internet
Com todo respeito e apoio incondicional àqueles que se mobilizaram por todo o país neste 30 de junho, não consigo enxergar mais do que um rotundo fracasso da iniciativa. Uma greve geral não é o mesmo que uma jornada de manifestações de rua - e pior -, qualitativamente iguais e quantitativamente menores do que as da mobilização precedente.

O saite do PT saiu com a seguinte pérola: “PARALISAÇÕES EM ATOS (sic!) de norte a sul do Brasil dizem não às reformas do governo usurpador de Michel Temer”. O que é isso? Querem enganar quem?

A convergência de iniciativas dos partidos e frentes de esquerda com os aparatos das centrais sindicais não é, infelizmente (ou felizmente?) condição suficiente para o sucesso de uma greve geral. Faltam os trabalhadores... parando de trabalhar! E para tanto são indispensáveis clareza absoluta de objetivos, formas de organização adequadas e lideranças próprias e confiáveis em todos os níveis, itens cuja produção supõe um histórico mínimo de luta - de classe - da geração presente! 

Por outro lado, não se pode minimizar a importância, pela negativa, da já longeva autoconversão voluntária do PT de partido de classe dos trabalhadores em partido parlamentar “de esquerda”, assim como da sua desmoralizante estratégia de cambalachos de Estado com o empresariado companheiro e, para culminar, da vergonhosa derrubada sem luta, ainda fresca na memória coletiva, do seu governo pelas mãos dos próprios aliados. Que trabalhador arriscará o seu emprego para seguir tão temerária (uh!) liderança?

Em resumo, eu penso que a classe trabalhadora QUE NÃO SE RECONHEÇA COMO TAL só fará greve geral sendo arrastada por um tsunami democrático como o de Junho de 2013 e se reconstruindo como classe para si dentro do turbilhão! O PT deu as costas, conscientemente, a essa chance quando ela se apresentou, e o PSOL, aparentemente, ainda não se deu conta de tal necessidade. O preço está sendo pago: muita fumaça - literalmente - e pouca greve. 

A luta continua, mas um balanço honesto é necessário!

2017-07-01

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Unidos Podemos fraudar os Indignados


El País online 16-11-2016, por Francesco Manetto e Elsa García de Blas

Unidos Podemos, el nombre de la coalición de Podemos e IU
La federación de Garzón renuncia a la palabra izquierda en la marca electoral para el 26-J

Protestantes alzan sus manos durante una asamblea general
de los "indignados" en la plaza de Puerta del Sol en Madrid.
(La Semana 29-05-2011)
Foto: AP/Pedro Acosta

Se frentes de esquerda servissem para alguma coisa não teria havido o 15-M na Puerta del Sol. 

Sob a liderança de Iglesias, Podemos se converte naquilo contra o quê foi criado. E dá à moribunda Izquierda Unida de Garzon a ilusão de enganar o Destino fantasiando-se de Indignada.
 
2016-11-17

sábado, 10 de setembro de 2016

Esquerda vou ver V

Deu no Pátria Latina
01-09-2016 Postagem
Lula articula frente ampla contra Temer com Ciro Gomes como possível candidato para 2018
Após a consumação do impeachment, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs a aliados a formação de uma frente ampla de esquerda contra o governo de Michel Temer. Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, Lula acredita que o ex-ministro Ciro Gomes é o candidato mais preparado para liderar a resistência ao golpe em 2018. (..) Além dos partidos que se opuseram ao impeachment, o bloco de oposição a Temer deverá reunir sindicatos, associações, movimentos de esquerda, intelectuais e artistas.
Montagem www.avebarna.blogspot.com.br
Imagens originais Internet
A diferença entre a “frente pela governabilidade” - antigamente dita "Frente Popular" - e a “frente ampla de esquerda” é que agora se trata de prolongar o cortejo fúnebre da Nova República com a inclusão de personagens de prestígio nunca dantes convidados e a concessão de certo status - o menor possível - às organizações de base do aparato petista. 

Problema para o PSOL, que vai ter de ou aderir à “frente ampla de esquerda” ou explicar que a sua “frente de esquerda” é só para esquerdistas de carteirinha - e aspirantes, naturalmente.

De todo modo, a pergunta ao alcance de todos é: se a "ampla frente de todos os que se opuseram ao impeachment" é hoje a resposta necessária ao golpe consumado e à confirmação de Michel Temer, por que diabos não o foi há dois meses, quando se tratava de impedir a consumação do golpe e a entronização do carcamano?

Que jogo joga Lula, afinal?

2016-09-10

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Erdoganização global: aforismos

Deu no Brasil247 em 07-08-2016

Mais de 1 mi vão às ruas da Turquia em apoio a Erdogan 
O corolário do desenvolvimento capitalista inexoravelmente parasitário dos Estados nacionais - a despeito das ilusões disseminadas sobre a progressiva dissolução destes últimos na "economia globalizada" - e irremediavelmente debilitado pelo colapso do maná neoliberal em 2008 é a confirmação do bonapartismo, em suas inúmeras variantes institucionais e orientações cardeais, como regime político padrão do século XXI.


Claro indício do fenômeno - pela negativa - é o desconcertante resultado dos esforços das potências ocidentais para “livrar o mundo” dos resquícios da maré anti-colonial pan-árabe do II Pós-Guerra: a desintegração da ordem petroleira mundial num emaranhado quase incompreensível de guerras civis travestidas, como recém explicou o Papa Francisco(!), de conflitos religiosos. Conclusão tardia: era melhor um Sadam/ Kadhafi/ Assad mais ou menos na mão em seu espaço nacional do que milhares de jihadistas voando pelo mundo à caça de alvos aleatórios.

3  
Três importantes aspectos da erdoganização global são: (1) a "judicialização da política" - também dita "politização da justiça", (2) a ritualização da democracia e a mumificação de suas instituições, em aberta contradição com a potência criadora das multidões trabalhadoras urbanas; (3) a implosão da dicotomia metafísica esquerda/direita (democracia/ fascismo na versão dos manuais da burocracia pós-bolchevique de Moscou), a começar do tsunami popular que consumou a inglória debandada desta última em fins da década de 1980. 


A grande incógnita deste século adolescente é o trabalhadorado planetário, imerso numa crise hamletiana de identidade e de perspectiva histórica - confiscadas aos seus avoengos pela social-democracia europeia, lançadas ao buraco da memória pelo termidor soviético e ainda não remidas pelas novas gerações.

5
Por ora, continua valendo a máxima política do inesquecível deputado Francelino Pereira: "O futuro a Deus pertence".

2016-08-08

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Esquerda vou ver IV


Imagem Internet
— Deputado, e a crise? Qual é a saída?
     — A saída é pela esquerda!
     — Sim, pela esquerda, mas qual é a saída pela esquerda?
     — A saída pela esquerda é sair todo o mundo pela esquerda!
     — Sim, deputado, mas como saber que esse é o caminho certo?
     — Sair pela esquerda é o melhor critério. Sempre pela esquerda. Esquerda o tempo todo.
     — Mas, deputado, seguindo o tempo todo pela esquerda eu saio onde?
     — Sai na esquerda, onde mais poderia ser?
     — Sei. E estando na esquerda eu faço o quê?
     — Permanece na esquerda, que é o lugar onde todo o mundo deveria estar.
     — Mas e enquanto nem todo o mundo está na esquerda?
     — Você diz pra eles irem saindo de onde estão, um por um ou em grupos organizados, pela esquerda!
     — Por que?
     — Porque a saída é sempre pela esquerda.
     — Sempre?
     — Sempre.
     — Pela esquerda?
     — Pela esquerda.
     — A saída?
     — Exatamente.
     — Por falar nisso, Deputado: quando é que vocês vão apontar a saída?
     — Quando toda a esquerda estiver de acordo...
     — A respeito...

     — …De que a saída é pela esquerda!


2014-04-11


sábado, 12 de março de 2016

A incubação bonapartista num fôlego só

Mussolini dos trópicos
Robespierre tupiniquim?
Não. É o Falcão Negro de Curitiba.


Enquanto o patronato em geral e seus acólitos acadêmicos e jornalísticos se fazem de mortos em face dos cambalachos dos de sua classe com agentes públicos por contratos em geral, concessões de equipamentos e serviços, obras faraônicas, eventos planetários, isenções fiscais, representação no estrangeiro e, é claro, financiamento da dívida pública a juros escorchantes, em troca de grandes, pequenas e meta-propinas quer para eles próprios quer para a sustentação de suas máquinas político-partidárias, um segmento periférico de jovens e ambiciosos juízes de direito e promotores de justiça em plena ascensão social e profissional, educados na crença do caráter natural da economia de mercado e imbuídos da ideia razoável, embora historicamente pouco realista, na verdade totalmente extemporânea, e por isso mesmo letal para a estabilidade das instituições, de que o cumprimento das leis, ainda que momentaneamente prejudicial a certos capitalistas, é indispensável à saúde e ao bom funcionamento do sistema como um todo, se propõe a extrapolar os fundamentos sociais e as limitações políticas do poder de que se sabe depositário para assumir o papel de saneadores dos costumes administrativos do país, o que os conduz a eviscerar o pacto, por assim dizer, de Deus com o diabo nas terras do Planalto Central, já gravemente ferido pelos ventos gelados da estagnação econômica planetária, com justificada aprovação de parte substancial das renovadas multidões urbanas que, ao contrário do que parece crer a maioria das lideranças de esquerda, não entram na vida política munidas de carteirinhas de orientação ideológica, muito menos quando expedidas por um passado duvidoso e que não vêem como seu, mas como simples cidadãos indignados, trabalhadores em sua maioria embora, a exemplo de sua liderança política nominal, alienados de sua própria classe, propensos, alguns, à timorata passividade dos panelaços, outros a gigantescos tsunamis humanos capazes de abrir caminho tanto para a afirmação da democracia de massas quanto, no extremo oposto, para a reação policial-militar, como se deu na Primavera do Cairo, a depender, e este é o “x” da questão, da capacidade que tenham as referidas lideranças de esquerda de se integrar à classe trabalhadora e dotar a luta democrática de iniciativas políticas unificadoras, formas organizacionais adequadas e, o mais importante, uma perspectiva histórica que faça sentido, por exemplo um Congresso Constituinte com candidaturas populares para enterrar a Nova República convertida em República das Empreiteiras, Bancos e Concessionárias e instituir uma democracia substantiva para a maioria da nação, assim ajudando a referida classe trabalhadora a forjar novas lideranças nascidas de seu próprio meio para tornar a ser uma influência positiva para a grande massa oscilante, como quando um enorme contingente dos que hoje confiam suas aspirações democráticas à espada de Moro foram, a seu tempo, jovens admiradores de Lula, o metalúrgico, aliados de sua classe, simpatizantes do seu partido e mais tarde seus eleitores, tudo de maneira a manter isolados, pela via da educação política das multidões, os reacionários irredimíveis, ou, como se diria na linguagem preferencial do atual PT, "o maior partido de esquerda da América Latina", e de seguidores mais ou menos desavisados que preferem rotular antes de debater, de compreender, de diferenciar, de testar e de se explicar, a "separar o trigo progressista do joio fascista". 

2016-03-12

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Esquerda vou ver IIIA

Deu no saite do PSOL
Em 08-12-2015

http://www.psol50.org.br/2015/12/psol-inicia-5o-congresso-chamando-a-unidade-da-esquerda/

PSOL inicia 5º Congresso chamando a unidade da esquerda
www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem: Internet
Último a falar, o líder do PSOL na Câmara, deputado Chico Alencar iniciou sua saudação com um poema de Paulo Leminski sobre a luta de classes. Da mesma forma que os companheiros da mesa, ele apontou também os desafios do PSOL, neste momento de acirramento dos ataques da direita e dos setores conservadores, para dar uma resposta à esquerda. “Por mais complexa que seja a conjuntura, o desafio para nós, do pequenino PSOL, que não estamos sós, é chamar a unidade da esquerda”, disse.


2015-12-09


terça-feira, 8 de dezembro de 2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

A casa é sua!




Apesar de adversário convicto da politologia dos pontos cardeais, não há como fugir da pergunta: quem, afinal, neste país, está abrindo a porta para a Direita?




2015-11-27


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Esquerda vou ver II

Deu no PT online
Por Agência PT de notícias 21-11-2015

Lula destacou que PT é o mais importante partido de esquerda da América Latina. 

Lula nunca escondeu que sempre desconfiou da esquerda – e ninguém há de negar que lhe sobram bons motivos. Quando fundou o Partido dos Trabalhadores – se bem me lembro –, o fez para que a sua classe tivesse voz própria na cena política e achasse o seu próprio caminho em meio às infindáveis batalhas ideológicas das velhas organizações. 

Mas parece ter mudado de ideia, porque não apenas nunca mais usou o termo “classe trabalhadora” – diria até que passou a fazer questão de evitá-lo – como aceitou de bom grado que os intelectuais do PT o redefinissem como um partido “de esquerda”, o “mais importante do país”, que “se apoia” na classe trabalhadora – como diz a resolução de seu penúltimo congresso. 

Talvez Lula tenha encontrado na cúpula do PT, ou selecionado para a função, uma esquerda que considere afinada com os interesses de sua classe de origem e apta a conduzir a sua política.

Ou talvez acredite que, por ser o líder máximo do PT e concentrar em sua pessoa a representação da própria classe, é esta que – desde a fundação do partido – continua a “se apoiar” na esquerda, e a dirigi-la, pense a esquerda o que quiser pensar. 

A terceira possibilidade – mais provável – é que nem a classe trabalhadora nem a esquerda signifiquem, a essa altura, coisa alguma para Lula, somente “o Brasil”, cuja história há de ser redefinida segundo um “antes” e um “depois” do ano-referência de 2003, pelo fato elementar de o país jamais ter tido um presidente como ele!


2015-11-25

Leia também, neste blog, "Esquerda vou ver"
http://avebarna.blogspot.com.br/2014/12/esquerda-vou-ver.html





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Salvar o planeta não é para qualquer um!

Deu no El País Espanha online
Por Carlos Yárnoz, 05-11-2015
Francia suspende Schengen durante un mes por la Cumbre del Clima
www.avebarna.blogspot.com.br

Enquanto velhos e novos partidos de esquerda europeus se permitem continuar sonhando - voluntariamente acorrentados aos seus leitos de Procusto nacionais, como se viu nas crises grega e migratória - o sonho da União Europeia dos conglomerados industriais e financeiros, François France, Hollande, cuida de impedir que exércitos de europeus e imigrantes, desempregados e subempregados, jovens e trabalhadores de múltiplas nacionalidades, movidos por um instinto internacionalista represado, mas que o mundo do século XXI não pode senão impelir e aguçar, utilizem o direito que lhes confere o Tratado de Schengen para afluir a Paris em busca de seus direitos democráticos, trabalhistas e climáticos - vale dizer, uma economia mundial planejada e sustentável sob todos os aspectos, em todos os lugares e enquanto ainda há tempo!

2015-11-06

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Esquerda vou ver


Em setembro de 2001, a Resolução Política do IV Congresso do Partido dos Trabalhadores dizia, solene:

"Esta conquista [a construção histórica de um novo Estado democrático, republicano e popular no Brasil] só é possível em um quadro de um amplo e profundo ascenso dos partidos de esquerda, progressistas e democráticos, e dos movimentos sociais, [que se apoia] no fortalecimento estrutural das classes trabalhadoras e de seus direitos (...)" www.pt.org.br/biblioteca/ 

Três anos depois (03-11-2014), a Resolução pós eleitoral da Executiva Nacional declara,  com espavento, que o PT é o “principal partido da esquerda brasileira”www.pt.org.br/biblioteca/

Será mera impressão ou é fato que os xamãs da cúpula petista - aqueles que sob os auspícios dos caciques da aristocracia trabalhista coesionam a tribo, promovem as pajelanças e escrevem as resoluções - não concedem à classe social que pariu, batizou e deu de mamar ao Partido dos Trabalhadores mais do que um modesto papel de figurante no Carnaval da História?

2014-12-16