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O Professor
Merval,
PhD em Semiótica Econômica , discorre sobre a simbologia do PIB nos países que fazem o Dever de Casa |
Devastação
periódica a que - na opinião de jornalistas abalizados, acadêmicos judiciosos e
economistas empedernidos - os países devem se submeter, voluntariamente ou não,
para fazer jus às alegrias do crescimento econômico e da prosperidade social. Até
fins do século XX julgava-se que este método só era benéfico para os países
pobres e “em desenvolvimento”. Considerando, porém, a prova empírica dos BRICS,
que, tendo feito o “dever de casa” nas décadas de 1980 e 1990, iniciaram na
década de 2000 uma etapa de crescimento impetuoso a ponto de conquistar o
status de “emergentes”, essa técnica passou a ser usada também nos países ricos
– a começar, é claro, de sua periferia imediata - para desespero da comunidade
de economistas keynesianos.
(Sinônimos: “políticas de austeridade”, "reformas estruturais", "remédio amargo"; termo correlato: “capitalismo do desastre”; indicação para pesquisa: Davis, Mike: Planeta Favela).
