quarta-feira, 23 de março de 2016

Nova República: descanse em paz

Qualquer que seja o desenlace da crise política em curso, vamos combinar, a Nova República faleceu, levando nas asas de sua alma ascensionária a Constituição de 1988. Que Deus as tenha em bom lugar. O ataúde já está pronto, à espera de que a ilustríssima senhora seja convencida a se deitar para as exéquias de praxe. 

Não creio que valha a pena lamentar. As novas gerações do trabalhadorado brasileiro têm o direito se de dar o direito de tentar fazer coisa melhor salvando apenas aquilo que lhes convenha aproveitar. 

E como é que se enterra democraticamente uma república finada? Do meu ponto de vista, impondo-se, pela via da mobilização popular, uma Assembléia Constituinte soberana para, nos termos da recente declaração da bancada do PSOL,

promover uma reforma política profunda com ampla participação popular, mudar radicalmente os rumos da economia, auditar a dívida pública, priorizar o consumo e a produção, taxar as grandes fortunas e baixar a taxa de juros de forma consistente,

                                                                                          sem prejuízo de uma enorme quantidade de propostas mais ou menos convergentes apresentadas por outras organizações e partidos amantes, ainda que eventualmente infiéis, do progresso social e da democracia.

De minha parte eu me limito, modestamente, a acrescentar a sugestão de que se desmonte a República das Empreiteiras e se desprivatize o Estado para felicidade geral de quase toda a nação. 

2016-03-22