Mostrando postagens com marcador Assad B. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assad B. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Custou, mas foi. E agora?


O Globo 14-12-2024 

Qualquer semelhança com a ocupação da Praça Tahir, Cairo, em dezembro de 2011, não é mera coincidência. Assim como na praça Tahir, o sentido histórico dessa impressionante manifestação popular é o da revolução democrática e nacional pan-árabe que, desde o fim da Segunda Guerra Mundial, busca a plena independência dos Estados-nação do Magreb e Oriente Médio em face das potências estrangeiras. 

Contudo, é preciso considerar que o significado da queda da ditadura bonapartista dos Assad não é o mesmo para cada um dos cidadãos que aparece nesta foto, cada facção das milícias vitoriosas, cada classe e segmento social da sociedade síria e cada potência estrangeira com interesses no país e na região.

A pergunta inevitável é: na ausência de um tsunami democrático-revolucionário como foi, em 2011, a Primavera Árabe, contemporânea dos Indignados da Puerta de Sol, de Wall Street e até de Israel (!) - sem falar do vazio político deixado pela crise histórica de identidade do trabalhadorado mundial -, quanto tempo poderá durar uma Síria democrática economicamente enfraquecida e intensamente assediada por potências estrangeiras e seus Estados vassalos no Oriente Médio? 

2024-12-16

sábado, 14 de dezembro de 2024

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Síria: a caminho da desintegração?

DW 07-12-2024
ttps://www.dw.com/en/syria-updates-assad-in-russia-granted-asylum-reports/live-70993412

Rebel groups faced no resistance entering Damascus on Sunday after taking the city of Homs. Russian media report, citing unnamed Kremlin sources, that Assad is now in Moscow having gained asylum. DW has the latest.


A absoluta incapacidade demonstrada por Assad de defender o seu próprio regime, e por Putin de vir em seu socorro, bem como, de outro lado, a tomada do poder em Damasco por uma facção armada tão obscura que nenhum grande jornal sabia ao certo sua origem política e fontes de financiamento demonstram que, como dizia o Barão de Itararé, há algo no ar além dos aviões de carreira.


O capitalismo do século XXI não é, definitivamente, um ambiente propício ao crescimento minimamente distribuído da riqueza global, portanto ao fortalecimento do Estado democrático em geral e à democratização, ainda que lenta e atribulada, dos Estados monárquicos e ditaduras bonapartistas (a Síria dos Assad, p. ex.), teocráticas muitas delas, espalhadas pelo mundo. Israel que o diga: à parte os inúmeros crimes cometidos, desde a sua criação, contra o povo palestino, se depender de Netanyahu e seu governo em breve sequer continuará existindo no país um judiciário independente.  

Combinada com a crise de perspectivas da economia global, a ascensão generalizada, no Ocidente, de ideias e correntes políticas neofascistas, vale dizer radicalmente nacionalistas, torna mais provável um cenário de multiplicação de failed states: grandes crises nas relações entre as potências e blocos econômicos (como no caso da invasão da Ucrânia) e desintegração de Estados nacionais vassalos situados na periferia do sistema econômico. Está aberta a bolsa de apostas. 

2024-12-09

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Decifra-me ou te devoro, Primavera

Al Jazeera 12-10-2011

Thousands rally in support of Syria's Assad

Tens of thousands take to streets of Damascus in solidarity with Syrian president, chanting slogans against US and EU

Tens of thousands of Syrians have rallied in central Damascus in show of support for President Bashar al-Assad, who is battling a six-month uprising against his rule in which the UN says about 2,900 people have been killed.

"America, out, out, Syria will stay free," chanted the crowd on Wednesday, many of them carrying pictures of Assad and Syrian flags. They also shouted slogans warning the European Union not to intervene in their country. "God, Syria and Bashar," they sang.

State television described the government-backed rally as a "million-strong march ... supporting national independence and rejecting foreign intervention". At the start of the demonstration, a man holding the flags of Russia and China, which vetoed a European-drafted resolution against Syria at the UN last week, flew over the crowd, suspended from a helicopter by rope. It was the biggest demonstration for months in the centre of the capital, which has been relatively untouched by the protests which have rocked Damascus suburbs and other parts of the country.

Speaking to Al Jazeera, Nir Rosen, journalist and author, said: "We might not like to think that but authoritarian regimes sometimes have popular support. "In the whole of the Arab countries, certainly the Syrian regime has the largest base of popular support and much of the country still supports him [Assad]. "Not only Alawite and the Christian community, but even Sunni Bourgeoisie in Damascus and Aleppo support President Assad." "They may be afraid of the unknown, or the civil war, or they may genuinely believe that Assad has done good stuff for the country. "The regime is kind of a marriage between Alawite-dominated security forces and the Sunni business class. "See the Iraq scenario, Christians of Iraq were destroyed, they came to Syria in large numbers. So, Christians fear what may happen to them?

"The opposition has failed to reach out successfully to Alawites, Christians and Druze. Many of them believe there will be civil war should the regime fall, and I think it is quite likely."

2011-10-13