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quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Prof. Merval chega atrasado à aula magna

O Globo 09-11-2016, por Merval Pereira
http://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/irresponsabilidade-fiscal.html

Montagem www.avebarna.blogspot.com.br
Irresponsabilidade Fiscal

(..) A crise no Rio, causada pelo aumento das despesas com aposentadorias e pensões, é "didática", segundo Meirelles, e mostra o que pode acontecer se a reforma da Previdência não for aprovada. (..) 

2016-06-21

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Por que as ruas não saíram de casa?

O Globo 14-12-2015, por Cleide Carvalho 

Análise: é cedo para avaliar mobilização
Especialistas dizem que população ainda não assimilou processo de impeachment

Montagem: Avebarna
Imagem original Internet
Foto: O professor Merval estuda a situação das ruas na democracia capitalista brasileira para saber se o movimento popular pró-impeachment não decola porque (1) a nata dos capitalistas está no xilindró por corrupção ativa e prática contumaz do capitalismo de Estado ou porque (2) a população ainda não assimilou
as lideranças do movimento parlamentar pró-impeachment, flor da nossa democracia de onde deverá, como se sabe, sair o eventual substituto da presidenta - Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, Aécio Neves, Sóstenes Cavalcante, Cristiane Brasil, Mendonça Filho, Jarbas Vasconcelos, Darcísio Perondi, Lúcio Vieira Lima, Arthur Maia, Ronaldo Caiado, Roberto Freire et caterva.

2015-12-15

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Vrazilía parásita

Bom Dia Cidade / Ribeirão Preto 08-11-2013

Conheça as plantas parasitas que fazem mal para as árvores
  
A rafflesia, planta parasita de Sumatra, é polinizada por moscas e exala odor de carniça. Sua flor, expandida de um botão que leva até 21 meses para se abrir completamente, é a maior que se conhece, com 80cm de diâmetro e 7kg. 

Conquanto alguns cientistas acreditem que a rafflesia arnoldi é uma espécie em extinção, no Brasil os parasitas deste gênero, polinizados por densos enxames de varejeiras estatais, se fortalecem a olhos vistos, com amplo predomínio das espécies bancum, empreiteirae e concessionarii. 

O Professor Merval examina atentamente uma rafflesia empreiteirae para estabelecer cientificamente se se trata de um produto bastardo da democracia capitalista ocidental ou de um transgênico contrabandeado do capitalismo de Estado chinês.

Para melhor entendimento da questão, acesse a postagem abaixo e outros links relacionados  


2015-10-19

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Big deal!

O Globo 19-07-2015, por C de Gois, E Bresciani e F Leali 

Documentos mostram que Lula fez lobby para a Odebrecht no exterior

Foto: Roberto Stuckert Filho / O Globo

Lula fez lobby para trazer a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos para o Brasil. 

Prometeu - e concedeu - mundos e fundos para os teramonopólios burocráticos da indústria do entretenimento esportivo COI e FIFA, abrindo excelentes perspectivas de negócios para empreiteiras, imobiliárias, cadeias hoteleiras e redes de comunicação, sem falar dos milhares de clientes do SEBRAE e milhões de fornecedores informais de todo tipo, que parece nem terem se importado de ficar só com a xepa dessa feira. 

Se bem me lembro, O Globo não viu nada demais - imagino que por achar que ele estava a serviço do “interesse nacional”, exercendo legitimamente o seu papel de líder eleito da Democracia Capitalista do Professor Merval. 

Só para entender: no caso em tela, se ele tivesse feito lobby para o Clube das Empreiteiras, tudo bem?

2015-07-20

Leia também, em Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona
"Na democracia capitalista do Prof. Merval - LXXVII"

quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Capital no Século ¼ XXI

A Operação Lava-Jato e suas momentosas repercussões nos três poderes da República são as dores do parto de uma nova ordem econômica baseada no rateio justo e transparente dos negócios do Estado brasileiro entre empreiteiras, concessionárias, monopólios de entretenimento esportivo e, naturalmente, bancos, de quaisquer bandeiras, incluídas as devidas comissões, que passarão a ser legais.

Inspirado nos mais modernos conceitos internacionais de governança, o referido Modelo de Partilha deverá chamar-se "Democracia Capitalista do Professor Merval".


2015- 07-08

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Na democracia capitalista do Prof. Merval

El País 27-04-2015, por José Manuel Abad Liñán

Japón retoma la carrera de los ‘supertrenes’ con un ‘maglev’ que supera los 600 km/h

(..) La tecnología del Shinkansen se ha exportado a Taiwán, China, incluso al Eurotúnel, pero con el ‘maglev’ y la competencia de los alemanes el país parece dañado en su orgullo. Las compañías Siemens y ThyssenKrupp consiguieron el contrato de la única línea de este tipo —aunque basada en otra tecnología— que ya está en uso comercial para unir los 34 kilómetros que separan el aeropuerto de Shanghái de uno de los extremos de su red de metro. El país [Japão] compite por vender su ingenio fuera. Sobre todo, a Estados Unidos, que recupera su tiempo perdido construyendo una red de la alta velocidad a la que España también quiere hincar el diente. El primer ministro japonés, Shinzo Abe, ha ofrecido a los estadounidenses ahorrarse los costes de licencia con tal de que escojan a empresas de su país para unir por alta velocidad, convencional o maglev, Washington y Baltimore, a 60km de distancia, y más adelante para llegar a Boston. (..) (Destaques PJ

Montagem: Avebarna
A matéria do jornal espanhol El País corrobora, sem margem para dúvida, o ensinamento do Professor Merval segundo o qual o Brasil e - devo inferir - por extensão os Estados Unidos, a Espanha e o Japão são democracias capitalistas que ainda não praticam o "capitalismo de Estado" como o chinês. 

Contudo, ainda estou tentando diferenciar corretamente a prática criminosa de se exigir propina para que este ou aquele cartel seja escolhido, pelos executivos de uma estatal, como executor de uma grande refinaria no país, dita 'corrupção', e o serviço prestado por chefes de Estado a tais e quais carteis e monopólios privados para que sejam escolhidos - sabe Deus como - executores de grandes projetos de infraestrutura e fornecedores de tecnologia em outros países, dito 'promoção do interesse nacional'!

2015-04-27

quinta-feira, 26 de março de 2015

PPPs e DDDs

Folha de S Paulo 24-03-2015, por Sérgio Rangel

'Não vamos fazer lucro com os Jogos', diz diretor-geral do comitê da Rio-2016

Entrevista com Sidney Levy, diretor-geral do comitê organizador da Rio-2016

A imagem da Vila Olímpica 
Rio 2016 sintetiza a
composição orgânica do
Capital no Século XXI (©Piketty):
No primeiro plano a Festa,
no segundo a Ordem,
no terceiro a Taxa de Lucro 
O relevante depoimento do Dr. Levy, CEO do COI, sugere ao blogueiro a seguinte descrição da Democracia Capitalista do Professor Merval, que, como deveria saber todo leitor deste nefando blog político-escatológico, "ainda NÃO é um Capitalismo de Estado como o chinês".

Para promover grandes eventos e empreendimentos urbanos suficientemente lucrativos (artigo raro nos dias de hoje e origem de toda essa confusão), mas que dependem de montanhas de gastos em infraestrutura e equipamentos públicos (fora as vantagens fiscais e direitos extraconstitucionais), os proprietários das grandes marcas internacionais se associam aos Estados pela via das chamadas PPPs - Parcerias Público-Privadas - e suas congêneres.

A característica essencial das PPPs é que o lucro dos empreendimentos fica todo com os privados e a dívida com os Estados para ser repartida entre os agradecidos cidadãos. As PPPs são uma moderna técnica auxiliar do já secular conluio terapêutico conhecido como DDD - Diálise Despesa-Dívida [Pública], do qual depende a saúde e longevidade da vetusta tutelanda do Professor Merval. 

A versão contemporânea da DDD compreende duas fases: na primeira (Despesa Pública) ganham as empreiteiras e concessionárias, na segunda (Dívida Pública), os bancos. O governo é o "laranja", o nível de emprego (ou a revitalização da cidade) o álibi e os trabalhadores em geral os "pagadores de última instância". 

Quando o Tesouro não tem mais grana para honrar a dívida, a diálise colapsa e a paciente entra em crise. Alarme! É a hora do E.R.: os bancos credores passam a pedir a “contenção do gasto público”, o professor Merval a perorar as virtudes do “dever de casa” e o outro Levy - o ministro – a ministrar, como compete ao cargo, o “remédio amargo”. Restabelecidos os sinais vitais, a veneranda senhora retorna à santa rotina da sua DDD!

E la nave va, com mais uma rodada de concessões e PPPs.

2015-03-26

terça-feira, 24 de março de 2015

Glossário de Sociologia e Política


Dever de casa:

O Professor Merval,
PhD em Semiótica Econômica ,
discorre sobre a simbologia do
PIB nos países
que fazem o Dever de Casa
Devastação periódica a que - na opinião de jornalistas abalizados, acadêmicos judiciosos e economistas empedernidos - os países devem se submeter, voluntariamente ou não, para fazer jus às alegrias do crescimento econômico e da prosperidade social. Até fins do século XX julgava-se que este método só era benéfico para os países pobres e “em desenvolvimento”. Considerando, porém, a prova empírica dos BRICS, que, tendo feito o “dever de casa” nas décadas de 1980 e 1990, iniciaram na década de 2000 uma etapa de crescimento impetuoso a ponto de conquistar o status de “emergentes”, essa técnica passou a ser usada também nos países ricos – a começar, é claro, de sua periferia imediata - para desespero da comunidade de economistas keynesianos
.

(Sinônimos: “políticas de austeridade”, "reformas estruturais", "remédio amargo"; termo correlato: “capitalismo do desastre”; indicação para pesquisa: Davis, Mike: Planeta Favela).

Para acessar o glossário, clique 

2015-03-24

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Na democracia capitalista do Prof. Merval

O Globo 27/02/2015, por L E Magalhães e M Grillo 

Empreiteiras citadas na lava-jato podem ter dificuldade na execução de obras para olimpíadas 

Sete empresas investigadas aparecem em 11 projetos considerados cruciais para a realização dos jogos de 2016 

"Muitos desses projetos são contratos de longo prazo. Como o Porto Maravilha, conduzido pela empresa Porto Novo S/A, que tem entre os acionistas a Odebrecht Infraestrutura (37,5%) e a OAS (37,5%). Esta última, de acordo com uma das cláusulas do contrato, também ficará responsável por conservar as áreas revitalizadas por um período. No Parque Olímpico, sob a responsabilidade do consórcio Rio Mais (33,3% Odebrecht Realizações Imobiliárias Ltda e 33,3% Andrade Gutierrez), o contrato de concessão também prevê a manutenção das áreas públicas por 15 anos." (..) 

2015-02-28

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Prof. Merval decifra o αίνιγμα της Σφίγγας

Montagem: Avebarna
Imagens originais Internet
"Assim como a presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde indicou que a Grécia tem que manter os compromissos assumidos com a comunidade europeia mas, sobretudo, tem que realizar as reformas na economia que darão estabilidade ao país, muitos outros líderes, nos debates acontecidos em Davos, mostraram-se preocupados com a falta de reformas estruturais na região."

Merval Pereira, "O enigma grego"


Adepto de seringadas no traseiro alheio, o Professor Merval, Medical Doctor, manifesta a sua contrariedade com a injeção monetária do Banco Central Europeu e advoga para a Europa, a Grécia, o Brasil e o mundo - inclusive o da lua - uma rigorosa terapia que permita à economia planetária iniciar um novo ciclo virtuoso de crescimento.

O remédio se chama "Reforma Estrutural" e consiste no seguinte: implode-se o edifício existente, com tudo o que tem dentro - móveis, roupas, utensílios, Chaves, Castros, Lula, Evo, Syriza, Hezbollah, Estado Islâmico, Kim Jong-il (os chineses não, porque significaria a bancarrota geral) - e constrói-se um residencial novo, no mesmo terreno, com apartamentos de 12m2, toilette gourmet e generosos serviços da dívida pública! 

Os residentes que não puderem pagar pela benfeitoria deverão ser removidos junto com o entulho.

2015-01-28

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Professor Merval ensina com quantos paus se faz uma sampana

Montagem: Avebarna
O Professor Merval explica à sua douta plateia que, nas Democracias Capitalistas, as empreiteiras vivem essencialmente de contratos privados e só se metem em obras públicas mediante licitações transparentes. 


No Capitalismo de Estado, ao contrário, as grandes empresas privadas dependem de relações privilegiadas, muitas vezes de honestidade duvidosa, com a burocracia estatal. O melhor exemplo de Capitalismo de Estado é a China.

Indagado por um ouvinte impertinente sobre os empreiteiros apanhados com a boca na botija da nossa virtuosa Democracia Capitalista, o insigne honoris causa não perdeu o rebolado:
 

- Bobagem. Eles só estavam tomando lições com a generosa dama sobre como se dar bem na Zona Franca de madame Peng.

***

Para ler o tratado histórico-filosófico "O Estado e o Capitalismo", obra magna do Professor Merval,  clique em 


 2014-11-14

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Professor Merval ensina o dever de casa


Montagem: Avebarna
Indagado, na edição de anteontem à noite do Jornal das Dez, sobre a razão de os BRICs estarem, até certo ponto, conseguindo sobreviver à recessão mundial, o insigne Merval Pereira, mais novo usufrutário de um fardão da Academia Brasileira de Letras, respondeu: “Porque eles fizeram o dever de casa nas décadas de 1980 e 1990”.

Depois do “Maracanã em pó” (ver postagem anterior), uma aplicação localizada, temos aqui uma lição abrangente de capitalismo do desastre (ver Naomi Klein) ministrada pelo professor Merval: para poder  crescer, os países precisam, primeiro, se deixar devastar por políticas de ajuste estrutural de suas economias.

Para propiciar ao leitor  uma imagem do impacto do “dever de casa” do Professor Merval sobre a economia brasileira, eu apresento um gráfico com as taxas de crescimento do PIB brasileiro desde 1964. O dever de casa consistiu, como se vê, em aprender a escrever o “W”, que naquela época não fazia parte do nosso alfabeto.

Incluo, no gráfico, uma “linha de tendência” automática do Excel, que, a mim pelo menos, reforça a desagradável intuição de que o melhor que podemos esperar do alardeado avanço do Brasil ao status de potência econômica num mundo governado pelo capital financeiro é... uma economia cronicamente estagnada em taxas médias de menos de 3% muito antes de alcançarmos os retardatários do pelotão da frente!

Ao leitor interessado em se aprofundar no ensinamento do professor Merval e seus efeitos sobre a geografia humana mundial, eu recomendo enfaticamente a leitura de Planeta Favela, de Mike Davis (tradução de Beatriz Medina, pósfácio de Ermínia Maricato), Boitempo Editoral, 2006. O título do livro fala por si.

Seguem três passagens do capítulo “Desajustando” o Terceiro Mundo: o big bang da pobreza urbana.

“Em agosto de 1982, quando o México ameaçou deixar de pagar as parcelas da dívida, tanto o FMI quanto o Banco Mundial, em sincronia com os maiores bancos comerciais, tornaram-se instrumentos explícitos da revolução capitalista internacional promovida pelos governos Reagan, Thatcher e Kohl. O Plano Baker de 1985 (...) exigiu sem rodeios que os 15 maiores devedores do Terceiro Mundo abandonassem as estratégias de desenvolvimento conduzido pelo Estado em troca de novas facilidades para empréstimos e de continuar participando da economia mundial” [DAVIS, p. 156]. 
(..)
Segundo uma pesquisa da OIT, a pobreza urbana na América Latina cresceu extraordinários 50% somente na primeira metade da década, de 1980 a 1986. A renda média da população economicamente ativa caiu 40% na Venezuela, 30% na Argentina e 21% no Brasil e na Costa rica. No México o emprego informal quase dobrou entre 1980 e 1987, enquanto os gastos sociais caíram para metade do nível de 1980. No Peru, a década de 1980 terminou com uma “hiper-recessão” induzida pelo PAE [Plano de Ajuste Estrutural] que, em três anos, reduziu o emprego formal de 60% para 11% da força de trabalho urbana (...) [DAVIS, p. 160].
(..)
Em todo o Terceiro Mundo os choques econômicos dos anos 1980 obrigaram os indivíduos a se reagrupar em torno da soma dos recursos da família, principalmente, da capacidade de sobrevivência e da engenhosidade desesperada das mulheres. Quando as oportunidades de empregos formais dos homens desapareceram, mães, irmãs e esposas, em geral, foram obrigadas a agüentar bem mais que metade do peso do ajuste estrutural urbano. (..) Como enfatiza a geógrafa Sylvia Chant, sob os PAES as mulheres urbanas pobres tiveram de trabalhar mais, tanto dentro quanto fora de casa, para compensar os cortes nos gastos com serviços públicos e da renda masculina; ao mesmo tempo, o aumento ou a criação de tarifas cobradas dos usuários limitaram ainda mais o seu acesso à educação e à assistência médica [DAVIS, p.161].

Tendo em vista tudo isso, não me surpreende a advertência dos pesquisadores do projeto Observatório Urbano da ONU: Em 2020 a pobreza urbana do mundo chegará a 45% ou 50% do total de moradores das cidades. 

Na dúvida, leitor, sobre as causas desse intrigante fenômeno, não hesite em  perguntar ao professor Merval Pereira, PhD, Jornal das Dez.

2011-12-08