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domingo, 19 de agosto de 2018

Trilha sonora: Muito Estranho

Dalto



Muito Estranho
Claudio Rabello
Dalto

Hum! Mas se um dia eu chegar muito estranho
Deixa essa água no corpo lembrar nosso banho
Hum! Mas se um dia eu chegar muito louco
Deixa essa noite saber que um dia foi pouco
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir nosso sonho
Hum! Minha cara, pra que tantos planos
Se quero te amar e te amar e te amar muitos anos
Hum! Tantas vezes eu quis ficar solto
Como se fosse uma Lua a brincar no teu rosto
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir nosso sonho
Cuida bem de mim
Então misture tudo dentro de nós
Porque ninguém vai dormir nosso sonho

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Trilha sonora: All Star

Nando Reis
 


All Star
Nando Reis

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias, mas a terra avisto em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul (azul)
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri, quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Estranho
Mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu All Star azul combina
Com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua
Como ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas
Na sua voz parece exato
Estranho é gostar tanto do seu All Star azul (azul)
Estranho é pensar...
E agora é pra vocês cantarem
Laranjeiras, satisfeito sorri
Quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje
Hoje
Hoje

domingo, 18 de março de 2018

Trilha sonora: Benke

 







Benke
Márcio Borges
Milton Nascimento


Beija-flor me chamou: olha
Lua branca chegou na hora
O Beija-Mar me deu prova:
Uma estrela bem nova
Na luminária da mata
Força que vem e renova
Beija-Flor de amor me leva
Como o vento levou a folha
Minha Mamãe soberana
Minha Floresta de jóia
Tu que dás brilho na sombra
Brilhas também lá na praia
Beija-Flor me mandou embora
Trabalhar e abrir os olhos
Estrela d'Água me molha
Tudo que ama e chora
Some na curva do rio
Tudo é dentro e fora
Minha Floresta de jóia

Tem a água
tem a água
tem aquela imensidão
tem sombra da Floresta
tem a luz do coração
Bem-querer!!!

*

Beija-flor em va cridar: mira,
Lluna blanca ha arribat a l'hora.

El Beija-mar m'assegura
que hi ha una estrella ben nova
al lluminar de la selva,
força que arriba i renova.

Beija-flor de l'amor, endú-te'm
com el vent se n'ha endut la fulla.

Tu, la mamà sobirana,
la meva jungla de joies,
tu que, brillant dins l'ombra,
brilles també allà a la platja.

Beija-flor m'ha enviat?
a fer feina i a obrir els ulls.

Estrella d'aigua que em mulla.
Tot el que estima i que plora
fuig pel meandre del riu.
Tot és a dins i és a fora,
la meva jungla de joies.
Tu tens aigua, tu tens aigua,
tens aquella immensitat.
Tu tens l'ombra de la selva,
tens la llum que ve del cor.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Trilha sonora: Nuvem Cigana

Lô Borges e Ronaldo Bastos
em Mar Azul, Niterói, 1972
Uma das vivências mais legais era quando a gente recebia a visita de um letrista: era uma canção que a gente ganhava naquele dia. Ronaldo Bastos, por ser niteroiense, era assíduo, e fizemos “Nuvem Cigana” em Mar Azul. Na verdade, a maioria das músicas do “Clube da Esquina” foi concebida lá. 

Lô Borges, "Memórias de Mar Azul, Niterói, 1972"
Folha de São Paulo 24-01-2016






Nuvem Cigana
Lô Borges/Ronaldo Bastos
Voz: Milton Nascimento

Se você quiser eu danço com você
No pó da estrada
Pó, poeira, ventania
Se você soltar o pé na estrada
Pó, poeira
Eu danço com você o que você dançar

Se você deixar o sol bater
Nos seus cabelos verdes
Sol, sereno, ouro e prata
Sai e vem comigo
Sol, semente, madrugada
Eu vivo em qualquer parte de seu coração

Se você deixar o coração bater sem medo

Se você quiser eu danço com você
Meu nome é nuvem
Pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem
Ventania, flor de vento
Eu danço com você o que você dançar

Se você deixar o coração bater sem medo
Se você deixar o coração bater sem medo
Se você deixar o coração bater sem medo



domingo, 27 de novembro de 2016

Trilha sonora: Ravel, Concerto em Sol Maior


Maurice Ravel
(1975-1937)


Maurice Ravel’s Piano Concerto in G major was composed between 1929 and 1931. The concerto is in three movements and is heavily influenced by jazz, which Ravel had encountered on a concert tour of the United States in 1928.

"The G-major Concerto took two years of work, you know. The opening theme came to me on a train between Oxford and London. But the initial idea is nothing. The work of chiseling then began. We've gone past the days when the composer was thought of as being struck by inspiration, feverishly scribbling down his thoughts on a scrap of paper. Writing music is seventy-five percent an intellectual activity." [Maurice Ravel]
 
The concerto was deeply infused with jazz idioms and harmonies, which, at the time, were highly popular in Paris as well as the United States, where Ravel was traveling on a piano tour. Ravel remarked that "The most captivating part of jazz is its rich and diverting rhythm. ...Jazz is a very rich and vital source of inspiration for modern composers and I am astonished that so few Americans are influenced by it." After his well-received tour, Ravel wanted to give the first public performance of this new work himself. However, health issues precluded this possibility, with his preparatory practice of Liszt’s and Chopin's etudes leading to fatigue. He then planned a premiere for March 9, 1931, in Amsterdam, but these plans also were canceled due to his work on the Concerto for the Left Hand, his many public appearances, and his performances of his other works.

Eventually, Ravel offered the premiere and dedicated the concerto to Marguerit Long, who was known for her performances of the works of Fauré and Debussy and had earlier asked Ravel for a new work. She received the score on November 11, 1931, and played the concerto on January 14, 1932, with Ravel conducting the Orchestre Lamoureux. A few days after this highly successful premiere, Ravel and Long started a tour of twenty cities in Europe, where the work was received with consistent enthusiasm. (Wikipedia)

Acesse o artigo completo pelo link
https://en.wikipedia.org/wiki/Piano_Concerto_(Ravel)



domingo, 20 de novembro de 2016

Trilha sonora: O Pássaro de Fogo


Igor Stravinsky
(1882-1971)
The Firebird (French: L'Oiseau de feu; Russian: Жар-птица, Zhar-ptitsa) is a ballet by the Russian composer Igor Stravinsky, written for the 1910 Paris season of Dergei Diaghilev's Ballets Russes, with choreography by Michel Fokine. The scenario by Alexandre Benois and Michel Fokine is based on Russian fairy tales of the magical glowing bird that can be both a blessing and a curse to its owner. At the premiere on 25 June 1910 in Paris, the work was an instant success with both audience and critics.
The ballet has historic significance not only as Stravinsky's breakthrough piece, but also as the beginning of the collaboration between Diaghilev and Stravinsky that would also produce Petrushka, The Rite of Spring, Pulcinella and others.
(..) Besides the complete 50-minute ballet score of 1909–10 (written for a very large orchestra including quadruple woodwind and three harps, as well as a piano), there are three shorter suites arranged by the composer himself for concert performance which date from 1911, 1919 and 1945. The 1919 and 1945 suites are scored for smaller orchestras. While the 1919 suite remains the most well known and often played, the 1945 version contains the most music from the original ballet score (partly motivated by the need to secure copyright in a USA that did not recognize European agreements).
There is no consensus for the precise naming of either the different versions, or of the movements, or the numbering of the movements. Different recordings tend to follow different naming conventions. While this partly might be due to the English translation from the original French names, some recordings of the orchestral suites even avoid referring to the tale by just calling the movements by their tempo markings (i.e., Adagio, Allegro, etc.) or the name of the musical form (Scherzo, Rondo, etc.).
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Firebird


domingo, 24 de julho de 2016

Trilha sonora: Gayane Ballet Suite (Adagio)


Aram Kachaturian
















Gayane (Gayaneh or Gayne (the e is pronounced); Armenian: Գայանե; Russian: Гаянэ) is a four-act ballet with music by Aram Kachaturian. Originally composed in or before 1939, when it was first Produced (in Yerevan) as "Happiness". [The Concise Oxford Dictionary of Music, Third Edition, by Michael Kennedy, 1980. Same information in The New Penguin Dictionary of Music by Paul Griffiths, 2004.] Revised in 1941–42 to a libretto by Konstantin Deerzhavin and with choreography by Nina Alexsandrovna Anisimova (Derzhavin's wife), the score was revised in 1952 and in 1957, with a new plot. The stage design was by Nathan (scenery) and Tatyana Bruni (costumes).

The first performance took place on 9 December 1942, staged by the Kirov Ballet while in Perm (Russia) during the Second World War evacuation, and was broadcast on the radio. The principal dancers were: Natalia Dudinskaya (Gayane), Nikolai Zubkovsky (Karen), Konstantin Sergeyev (Armen), Tatanya Vecheslova (Nune), and Boris Shavrov (Giko). The conductor was Pavel Feldt. The most famous parts of the ballet are the "Sabre Dance ", which has been covered by many pop artists, and the "Adagio", which featured prominently in Stanley Kubrik’s film 20001: A Space Odissey. (Continua)


(Wikipedia) Leia o artigo completo clicando em

domingo, 17 de julho de 2016

Trilha sonora: A Day in the Life

A Day in the Life
Lennon e McCartney


I read the news today, oh boy
About a lucky man who made the grade
And though the news was rather sad
Well I just had to laugh
I saw the photograph.
He blew his mind out in a car
He didn't notice that the red lights had changed
A crowd of people stood and stared
They'd seen his face before
Nobody was really sure
If he was from the House of Lords.
I saw a film today, oh boy
The English army had just won the war
A crowd of people turned away
But I just had to look
Having read the book
I'd love to turn you on.

Woke up, fell out of bed,
Dragged a comb across my head
Found my way downstairs and drank a cup,
And looking up I noticed I was late.
Found my coat and grabbed my hat
Made the bus in seconds flat
Found my way upstairs and had a smoke,
Somebody spoke and I went into a dream.
I read the news today oh boy
Four thousand holes in Blackburn, Lancashire
And though the holes were rather small
They had to count them all
Now they know how many holes it takes to fill the Albert Hall.
I'd love to turn you on.




domingo, 17 de janeiro de 2016

Trilha sonora: Tropicália

Caetano Veloso

Tropicália
Caetano Veloso

Sobre a cabeça os aviões
Sob os meus pés os caminhões
Aponta contra os chapadões
Meu nariz
Eu organizo o movimento
Eu oriento o carnaval
Eu inauguro o monumento no planalto central
Do país

Viva a bossa-sa-sa
Viva a palhoça-ça-ça-ça-ça
Viva a bossa-sa-sa
Viva a palhoça-ça-ça-ça-ça

O monumento é de papel crepom e prata
Os olhos verdes da mulata
A cabeleira esconde atrás da verde mata
O luar do sertão
O monumento não tem porta
A entrada de uma rua antiga, estreita e torta
E no joelho uma criança sorridente, feia e morta
Estende a mão

Viva a mata-ta-ta
Viva a mulata-ta-ta-ta-ta
Viva a mata-ta-ta
Viva a mulata-ta-ta-ta-ta

No pátio interno há uma piscina
Com água azul de Amaralina
Coqueiro, brisa e fala nordestina e faróis
Na mão direita tem uma roseira
Autenticando eterna primavera
E nos jardins os urubus passeiam a tarde inteira
Entre os girassóis

Viva Maria-ia-ia
Viva a Bahia-ia-ia-ia-ia
Viva Maria-ia-ia
Viva a Bahia-ia-ia-ia-ia

No pulso esquerdo bang-bang
Em suas veias corre muito pouco sangue
Mas seu coração balança a um samba de tamborim
Emite acordes dissonantes
Pelos cinco mil alto-falantes
Senhora e senhores ele põe os olhos grandes
Sobre mim

Viva Iracema-ma-ma
Viva Ipanema-ma-ma-ma-ma
Viva Iracema-ma-ma
Viva Ipanema-ma-ma-ma-ma

Domingo é o Fino da Bossa
Segunda-feira está na fossa
Terça-feira vai à roça
Porém
O monumento é bem moderno
Não disse nada do modelo do meu terno
Que tudo mais vá pro inferno, meu bem

Viva a banda-da-da
Carmem Miranda-da-da-da-da
Viva a banda-da-da
Carmem Miranda-da-da-da-da


domingo, 27 de dezembro de 2015

Trilha sonora: Rhapsody in Blue

George Gershwin
(1898-1937)

Rhapsody in Blue
George Gershwin
New York Philharmonic Orchestra
Piano: Leonard Bernstein
Conductor: Leonard Bernstein

Rhapsody in Blue is a musical composition by George Gershwin for solo piano and jazz band written in 1924, which combines elements of classical music with jazz-influenced effects.

Commissioned by bandleader Paul Whiteman, the composition was orchestrated by Ferde Grofé three times, in 1924, in 1926, and finally in 1942. The piece received its premiere in a concert entitled An Experiment in Modern Music, which was held on February 12, 1924, in Aeolian Hall, New York, by Whiteman and his band with Gershwin playing the piano.

The editors of the Cambridge Music Handbooks opined that "The Rhapsody in Blue (1924) established Gershwin's reputation as a serious composer and has since become one of the most popular of all American concert works." (Wikipedia)

Acesse o artigo completo pelo link



domingo, 20 de dezembro de 2015

Trilha sonora: Rádio Capvespre

Maria Cinta
Radio Capvespre
Maria Cinta

Veus massa televisió, a mi ja ni em mires.
T'estires en un racó i em dius que sóc avorrida.
Sento que el temps va passant tinc mals i punxades
Se m'arruga la veu i la pell ja no canta.

Tot el que em queda per dir des de Radio Capvespre
És que avui tinc més fred que ahir: tanca la finestra…

Sento que em pesen els anys i tot fa pujada
Cada cop que es fa de nit tinc més por dels fantasmes.

Tot el que em queda per dir des de Radio Capvespre
És que avui tinc més fred que ahir: tanca la finestra…

Avui la lluna no hi és, és nit de cors foscos.
No hi ha ningú pels carrers i borden els gossos.
Uns fanals s'han adormit uns altres tartamudegen
Em fan enveja els vampirs ells almenys mosseguen.

Tot el que em queda per dir des de Radio Capvespre
És que avui tinc més fred que ahir: tanca la finestra…

Tu fas i desfàs el camí
Jo busco dreceres.

Tot el que em queda per dir
Des de Radio Capvespre


domingo, 13 de dezembro de 2015

Trilha sonora: Carmina Burana



Carl Orff
(1895-1982)
Carmina Burana (Carl Orff)
Seiji Osawa, conductor
UC Davis Symphony Orchestra, the University Chorus and Alumni Chorus, and the Pacific Boychoir

Carmina Burana (latim; em português: "Canções da Beuern", sendo "Beuern" uma abreviação de Benediktbeuern) é o nome dado a poemas e textos dramáticos manuscritos do século XII. As peças são em sua maioria picantes, irreverentes e satíricas e foram escritas principalmente em latim medieval, algumas partes em médio-alto-alemão e alguns com traços de francês antigo ou provençal. Há também partes macarrônicas, uma mistura de latim vernáculo, alemão ou francês.

Os manuscritos refletem um movimento europeu "internacional", com canções originárias de Occitânia, França, Inglaterra, Escócia, Aragão, Castela e do Sacro Império. 

Vinte e quatro poemas do Carmina Burana foram musicalizados por Carl Orff em 1936; a composição de Orff rapidamente se tornou popular, o movimento de abertura e de fecho "O Fortuna", tem sido utilizada em filmes e eventos se tornando a peça clássica mais ouvida desde que foi gravada. (Fonte: Wikipedia)

Carmina Burana
Seiji Ozawa 

· Fortuna Imperatrix Mundi (Fortune, Empress of the World)
1. O Fortuna
2. Fortune plango vulnera
·  I. Primo vere (In Springtime)
3. Veris leta facies (No strings and only a small chorus)
4. Omnia sol temperat
5. Ecce gratum
·     Uf dem anger (On the Lawn)
6. Tanz
7. Floret silva nobilis (Small and large choruses)
8. Chramer, gip die varwe mir (Small and large choruses) [German]
9. Reie [German]
10. Were diu werlt alle min [German]
·  II. In Taberna (In the Tavern)
11. Estuans interius
12. Olim lacus colueram (No violins used)
13. Ego sum abbas (Only percussion and brass with chorus)
14. In taberna quando sumus
·  III. Cour d'amours (The Court of Love)
15. Amor volat undique (Boys chorus with soprano)
16. Dies, nox et omnia
17. Stetit puella
18. Circa mea pectora
19. Si puer cum puellula
20. Veni, veni, venias (Double chorus with 2 pianos & 6 percussionists)
21. In truitina
22. Tempus est iocundum (2 pianos, percussion and all vocalists except tenor)
23. Dulcissime
·       Blanziflor et Helena (Blanziflor and Helena)
24. Ave formosissima (Three glockenspiels with independent parts)
·       Fortuna Imperatrix Mundi (Fortune, Empress of the World)
25. O Fortuna (Fortune, Empress of the World)

Para os versos originais e a tradução em inglês clique
http://www.classical.net/music/comp.lst/works/orff-cb/carmlyr.php





domingo, 6 de dezembro de 2015

Trilha sonora: A História de Lily Braun

Edu Lobo e
Chico Buarque
 
A História de Lily Braun
Edu Lobo - Chico Buarque/1982
Para o balé O grande circo místico

Por Maria Gadú

Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão
Foi desde então ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz


domingo, 22 de novembro de 2015

Trilha sonora: Dezesseis

Legião Urbana
Dezesseis
(Renato Russo/
Dado Villa-Lobos/
Marcelo Bonfá)
Legião Urbana

João Roberto era o maioral
O nosso Johnny era um cara legal

Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar

Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ver
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles 
e dos Rolling Stones

Mas de uns tempos prá cá
Meio sem querer
Alguma coisa aconteceu

Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu

Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no Caseb
Nem no Lago Norte, nem na Unb

As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou

E Johnny disse:
"- Eu vou prá curva do Diabo em Sobradinho e vocês ?"

E os motores sairam ligados a mil
Pra estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão

No dia seguinte, falou o diretor:
"- O aluno João Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis,
Que isso sirva de aviso pra vocês"

E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:

Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever

E até hoje, quem se lembra
Diz que não foi o caminhão
Nem a curva fatal
E nem a explosão

Johnny era fera demais
Pra vacilar assim
E o que dizem é que foi tudo
Por causa de um coração partido

Um coração

Bye, bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny


2015-11-22


domingo, 15 de novembro de 2015

Trilha sonora: Quadros de uma Exposição

Modest Mussorgsky
(1839-1881)

Pictures at an Exhibition (Russo: Картинки с выставки – Воспоминание о Викторе Гартмане, Kartínki s výstavki – Vospominániye o Víktore Gártmane, Pictures from an Exhibition – A Remembrance of Viktor Hartmann; Francês: Tableaux d'une exposition) is a suite of ten pieces (plus a recurring, varied Promenade) composed for the piano by Russian composer Modest Mussorgsky in 1874.

Capa da 1a edição
The suite is Mussorgsky's most famous piano composition and has become a showpiece for virtuoso pianists. It has become further known through various orchestrations and arrangements produced by other musicians and composers, with Maurice Ravel's arrangement being the most recorded and performed.

(..) The music depicts his tour of the exhibition, with each of the ten numbers of the suite serving as a musical illustration of works by Hartmann. 

Five days after finishing the composition, he wrote on the title page of the manuscript a tribute to Vladimir Stasov, to whom the work is dedicated. One month later, he added an indication that he intended to have it published.