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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A viúva agradece

Boletim ADEMI / O Globo Online 27-12-2016 por Selma Schmidt e Luiz E Magalhães  

União cuidará de arenas olímpicas na Barra da Tijuca
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original Youtube/Raid

Município faz acordo com o Ministério do Esporte após anulação de edital para concessão. O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta quinta-feira uma solução para o impasse sobre as instalações esportivas do Parque Olímpico da Barra. O Ministério do Esporte vai arcar com os custos de manutenção das arenas que integrarão o futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT), do Comitê Olímpico Brasileiro. O governo federal também vai pagar a desmontagem da arena de handebol, que será transformada em quatro novas escolas municipais. 
(..) O edital estabelecia um investimento de R$ 166,5 milhões do município nos três primeiros anos de concessão.(..) Além disso, a prefeitura teria que gastar R$ 382,7 milhões ao longo de 25 anos. (..)

2016-12-27

terça-feira, 19 de julho de 2016

Quod erat demonstrandum

Journal of Economic Perspectives (American Economic Association)
Primavera de 2016, by Robert A. Baade and Victor A. Matheson

Going for the Gold: The Economics of the Olympics

Abstract
Montagem: Avebarna
In this paper, we explore the costs and benefits of hosting the Olympic Games. (..) Each of these costs and benefits will be addressed in turn, but the overwhelming conclusion is that in most cases the Olympics are a money-losing proposition for host cities; they result in positive net benefits only under very specific and unusual circumstances. Furthermore, the cost–benefit proposition is worse for cities in developing countries than for those in the industrialized world. In closing, we discuss why what looks like an increasingly poor investment decision on the part of cities still receives significant bidding interest and whether changes in the bidding process of the International Olympic Committee (IOC) will improve outcomes for potential hosts.

2016-07-19

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Legado olímpico é a alegre empulhação das sociedades emergentes

Destak SP
http://www.destakjornal.com.br/_vp/2430/virtual/index.html#/8/zoomed

"Sem uso, Ninho de Pássaro acumula prejuízo”

“Quatro anos após os Jogos, o Ninho de Pássaro sofre com a falta de uso. Sem futebol e atletismo, o estádio já abrigou até rodeio e um parque temático de inverno. O governo [chinês] calcula que vai precisar de 30 anos para recuperar o investimento de R$ 1bilhão”

Montagem: Avebarna
Muito já se falou sobre o legado da olimpíada de Atenas, que, fora os estádios vazios e as instalações sucateadas, deu uma substancial contribuição para a bancarrota do país, sob os auspícios da UE e seus bancos, principalmente franceses e alemães.

Agradecidos pela generosidade dos banqueiros e clarividência dos governantes, os trabalhadores gregos vão pagar [quase tudo] com cortes voluntários em seus próprios empregos e salários e comemorar um ano inteiro com desfiles e fogueiras por toda Atenas.

Muito se tem falado também sobre o legado da Copa do Mundo da África do Sul: mais estádios vazios, instalações sucateadas e uma imensa dívida que, se não parece suficiente para uma passagem até o Hades grego, certamente contribuirá para aprofundar o apartheid sócio-econômico em que ainda se arrasta o país. Mas que importa, diria Bush, se nos bantustões já se pode até votar? 

Agora é a vez de Pequim, literalmente, “abrir o bico”. Se o que diz a matéria acima for verdade, a situação nem é tão ruim. Afinal, 30 anos para recuperar um investimento de 1 bilhão de reais parece até aceitável num horizonte de projeto público. Resta saber se um estádio de futebol poderá, de fato, retornar um investimento de R$ 1 bilhão com rodeios e parques temáticos sazonais. É melhor, nesse caso, os chineses acrescentarem Neymar e Michel Teló à sua pauta de importações brasileiras.

Um bilhão de reais é, também, quanto vai custar (fora os aditivos) a demolição-reconstrução do Maracanã. E para sermos minimamente honestos com a contabilidade pública, teríamos de agregar a essa conta o custo da reforma para o Pan-Americano de 2007 – devidamente transformada em pó. 

Tudo bem. Ninguém fará mesmo essa conta e, no final, Eike, o Grande, futuro concessionário do Brasil, poderá explorar à vontade o fabuloso legado olímpico e copal multi-uso, novinho em folha, oferecendo ao público rendosos espetáculos de rodeio, missas campais, ex-roqueiros em atividade, cultos evangélicos, campeonatos de curling e patinação no gelo, Galvão UFC Bueno e até comícios de Primeiro de Maio – porque não? –, além de futebol, é claro - sem ter investido um único tostão.

$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$. 
Delícia... delícia... Ai, se eu te pego!

2012-04-12