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domingo, 14 de janeiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Bruegel newsletter 18-01-2023
The boom, bust and future of China's real estate sector (bruegel.org)

Since the global financial crisis in 2008, China’s real estate sector has emerged as one of the most important engines of growth in China, contributing more to the economy than even external exports.


A huge investment binge in infrastructure and real estate resulted in a policy push away from external product demand, and housing prices consequently grew at the speed of light. China’s well-known high saving ratio, together with capital controls, have been instrumental in channelling funds to finance the real estate bubble. Chinese households invested up to 80% of their wealth into real estate, and many bought up to several property units, depending on their ability to do so.

As a result, Chinese real estate developers became the largest in the world. That was until the bubble ended abruptly some 18 months ago. (..)

2024-01-14

terça-feira, 3 de outubro de 2023

Flertando com o colapso climático

Poder360 26-09-2023
https://www.poder360.com.br/economia/crescimento-heroico-da-china-chegou-ao-fim-diz-nobel-de-economia/

Paul Krugman afirma que a situação afeta países como o Brasil e que os chineses precisam “incentivar o consumo”.


Longe de mim achar que os chineses não têm direito ao consumo socialmente necessário, ao qual a imensa maioria ainda não tem acesso. Mas "incentivar o consumo" de pelo menos 100 milhões* de chineses abonados visando o "crescimento sustentável" nos termos do capitalismo planetário - concentrador da riqueza e dos rendimentos, como nos EUA - para salvar a economia chinesa da "armabolha" em que se meteu, cheira a negacionismo climático ilustrado.

domingo, 1 de outubro de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Investing.com
https://br.investing.com/news/economy/a-verdadeira-face-dos-bancos-centrais-ricos-ficam-mais-ricos-e-os-pobres-mais-pobres-1156220

(..) Charles Hugh Smith destaca que a acessibilidade que caracterizava a década de 1990, onde trabalhadores e professores poderiam adquirir residências em áreas respeitáveis, foi extinta. A elite financeira aproveitou-se da liquidez fornecida pelos bancos centrais para monopolizar o mercado imobiliário, ignorando limites de preços. Como resultado, propriedades que uma vez trocaram de mãos por 30 a 40 mil dólares, agora possuem etiquetas de preço na casa dos milhões.


Smith quantifica o valor das bolhas criadas por essa política monetária em aproximadamente 55 trilhões de dólares, um montante criado, em essência, do nada. Em um ambiente econômico estável, o valor líquido dos ativos deveria alinhar-se com o crescimento econômico total, situando-se em torno de 90 trilhões de dólares, em contraste com os 145,9 trilhões estimados pelo Fed.

Esta disparidade monumental tem consequências graves, corroendo salários reais e acumulando dívidas astronômicas. A estratégia adotada pelos bancos centrais, enquanto enriquecia uma minoria, teve um efeito dilapidante sobre a maioria, diminuindo salários reais e evaporando riquezas pessoais. A propriedade residencial, juntamente com outros bens de valor, como carros novos, transformou-se em luxos inalcançáveis para muitos, minando a estabilidade da economia orientada ao consumo e gerando incertezas sobre a possibilidade de um crescimento futuro sustentável.

2023-10-01

domingo, 6 de agosto de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Wikipedia 15-09-2022
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_financeira_de_2007%E2%80%932008

Birmingham, início de 2007.
Fila de clientes do Banco Northern
Rock, o primeiro a sofrer intervenção
no Reino Unido desde 1860
Crise financeira de 2007–2008

(..) Origem

Alguns economistas consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" (em inglês, dot-com bubble), em 2001, quando o índice Nasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações) despencou. Segundo Paul Krugman, "para combater a recessão, o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) precisava de mais do que uma recuperação rápida; precisava aumentar dramaticamente as despesas das famílias para compensar o moribundo investimento das empresas. E, para fazer isso, como Paul McCulley da PIMCO coloca, Alan Greenspan, presidente do Fed, precisava criar uma bolha imobiliária para substituir a bolha do Nasdaq, orientando os investimentos para o setor imobiliário.[7][8]


O Fed adotou uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras, induzindo os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis, principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que já vinham crescendo muito desde que diferentes governos e políticos dos Estados Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas. Bancos de vários países do mundo, atraídos pelas garantias do governo, acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo.

Foi assim criado o sistema das hipotecas subprimes, empréstimos hipotecários de alto risco e de taxa variável concedidos às famílias "frágeis", ou seja, para os clientes apelidados de "ninja" (um acrônimo para "sem renda, sem emprego e sem patrimônio"). Na realidade, eram financiamentos de casas, muitas vezes conjugados com a emissão de cartões de crédito, concedidos a famílias que os bancos sabiam de antemão não ter renda familiar suficiente para poder arcar com suas prestações.

Num passo seguinte, os bancos que criaram essas hipotecas criaram derivativos negociáveis no mercado financeiro, instrumentos sofisticados para securitizá-las, isto é, transformá-las em títulos livremente negociáveis - por elas lastreados - que passaram a ser vendidos para outros bancos, instituições financeiras, companhias de seguros e fundos de pensão pelo mundo afora. Por uma razão que se desconhece, as agências mundiais de crédito deram a chancela de AAA - a mais alta - a esses títulos.

Além da facilitação do crédito, outro aspecto que contribuiu para o endividamento familiar foi a estagnação da renda de muitas famílias norte-americanas a partir da década de 1980, sendo essa estagnação associada a um processo de concentração de renda. Nesse contexto, o endividamento médio das famílias, que, em 1980, correspondia a 72% da renda disponível, chegou, em 2006, a representar 140% da renda disponível.[9]

Quando a Reserva Federal, em 2005, aumentou a taxa de juros para tentar reduzir a inflação, desregulou-se a máquina; o preço dos imóveis caiu, tornando impossível seu refinanciamento para os clientes ninja, que se tornaram inadimplentes em massa, e esses títulos derivativos se tornaram impossíveis de ser negociados, a qualquer preço, o que desencadeou um efeito dominó, fazendo balançar o sistema bancário internacional, a partir de agosto de 2007.

A jornalista Hanna Rosin argumenta que os milhões de adeptos da teologia da prosperidade podem ter influenciado o problema no mercado imobiliário, que causou a crise econômica de 2008-2009, por ignorar fatores como salários por hora e extrato de conta bancária, bem como causa e efeito, e um cálculo prudente dos gastos oferecidos, em favor de "milagres financeiros e a ideia de que o dinheiro é uma substância mágica que vem como um dom do alto".[10] (..)

2023-08-06

quinta-feira, 14 de junho de 2018

La economía del siglo XXI: rentadicción

Deu no DN Opinião
11-06-2018, por Anselmo Crespo
A bolha
(..) O dinheiro, na altura, chegava para tudo. Para comprar casa, mobilá-la e ainda para umas férias no Algarve. "O banco empresta e isto são só mais 50 euros por mês, não custa nada." Claro que correu mal. Muito mal. Com a crise veio o desemprego, com o desemprego começaram a chegar aos bancos molhos de chaves de casas que as pessoas já não conseguiam pagar e para as quais os bancos não tinham destino. São os tais NPL (non performing loans), ou créditos incobráveis, para os quais o Banco de Portugal vem, ainda agora, alertar: "O stock de NPL ainda é significativo e a elevada exposição à dívida pública e ao imobiliário tornam o setor particularmente sensível a evoluções desfavoráveis nos preços destes ativos". Ou seja, os bancos ainda não se curaram da loucura anterior e já estão a meter-se noutra.
Senão vejamos: contava-me um amigo no outro dia que lhe ligaram do banco. "Para me dizerem que eu tinha um crédito pré-aprovado de 300 mil euros para comprar casa e se não queria aproveitar." O espanto na cara do meu amigo, que ainda está a pagar um empréstimo, foi equivalente ao meu quando li no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal que "os bancos portugueses não são os principais dinamizadores do mercado imobiliário". Se isto não é dinamizar o mercado, não sei o que seja.
Ainda assim, o Banco de Portugal avisa que podemos estar à beira de uma bolha imobiliária. Carlos Costa não tem bem a certeza, mas suspeita que isso possa vir a acontecer. Talvez porque ainda não lhe pediram dez mil euros por metro quadrado, ou 150 mil euros por um apartamento do tamanho de um quarto. Talvez nunca ninguém tenha pedido a Carlos Costa 1200 euros por um T1 nas Laranjeiras, ou 600 euros por um quarto de estudante. Mas, se o governador do Banco de Portugal lesse as notícias, ficava a saber que não estamos apenas à beira de uma bolha. Já estamos dentro dela. (Continua)

2018-06-12


sábado, 21 de abril de 2018

A luz no fim do túnel

Deu no El País online
20-04-2018, por José Carlos Díez

El FMI lanza su advertencia
Estamos viendo otra vez niveles muy bajos de aversión al riesgo, como antes de la crisis
El FMI ha presentado sus previsiones de primavera. El crecimiento de la economía mundial seguirá próximo al 4%. Sigue siendo un punto inferior al crecimiento de antes de la crisis, y ha cambiado mucho su composición. Hoy China y la India suponen ya el 25% del PIB mundial y explican casi la mitad del crecimiento global.
Montagem Avebarna
Imagens originais Internet
China tenía un superávit exterior próximo al 10% de su PIB antes de la crisis y era una economía dependiente del consumo privado en EE UU y Europa. Hoy ha reducido su superávit al 1% del PIB. India tiene un déficit exterior del 2%, y ambas economías crecen principalmente gracias a su consumo interno, favoreciendo las exportaciones y el empleo industrial europeo y estadounidense.
Pero lo más relevante y preocupante ha sido el informe de estabilidad financiera del Fondo, donde advierte que estamos de nuevo viendo niveles muy bajos de aversión al riesgo por parte de los inversores y comportamientos como los que provocaron la Gran Recesión. Los precios de la vivienda vuelven a subir próximos al 10% en varios países que siguen teniendo un elevado endeudamiento. EE UU, Reino Unido, Suecia, España e Irlanda replican el comportamiento que nos llevó a la crisis. (Continua)

2018-04-21




sábado, 7 de fevereiro de 2015

Alocação mais-que-eficiente

El País 07-02-2015, por Sandra López Letón
http://economia.elpais.com/economia/2015/02/06/vivienda/1423219373_792313.html

Más de 500.000 casas buscan dueño

Cerca del 41% del excedente de viviendas que existe en España está alejado de núcleos urbanos y carece de infraestructuras y servicios
Montagem e texto: Avebarna
Ocho años después del estallido de la burbuja, España sigue de resaca con cientos de miles de viviendas que permanecen vacías. Ahora son el recuerdo de una época de excesos. "Hay en torno a 700.000 casas nuevas sin vender, pero entre 150.000 y 175.000 son necesarias para un funcionamiento normal del mercado, sin tensiones en los precios", señala Julio Gil, presidente de la Fundación de Estudios Inmobiliarios (FEI). Así, la sobreoferta se mueve entre las 525.000 y 550.000 viviendas. 

(..) De ese medio millón, "cerca del 41% (207.865 viviendas) se concentra en áreas deslocalizadas de la gran demanda", concreta Rodríguez de Acuña. 
"Muchas están en poblaciones de menos de 20.000 habitantes con un exceso de oferta para más de 20 años", calcula Bernardos. En ese afán por "construir hasta el infinito y más allá, se edificaron promociones en la periferia lejana de las grandes ciudades y a 40 o 50 kilómetros de la costa. Lo último que se levantó está en el quinto carajo", prosigue. 

(..) "Los bancos están regalando los pisos a fondos buitres a precios ridículos, entre 30.000 y 40.000 euros, cuando lo normal sería la cesión a los municipios para hacer política social, sobre todo, porque las entidades han sido rescatadas por los ciudadanos y mucha gente está en la calle con una mano delante y otra detrás", opina Bernardos. 

(..) Para otros, lo más sensato es dejar hablar al mercado. "El libre mercado debería ser el mejor regulador, aunque sería deseable más flexibilidad en los precios de la Sareb y las entidades, lo que permitiría dinamizar el mercado", dice el portavoz de JLL (..) Su receta: "tener una carga impositiva mucho menor de IVA, ITP y AJD".

2015-02-07

domingo, 30 de novembro de 2014

Avebarna Courier

Miles de personas reclaman en toda España “pan, techo y trabajo”

Las 'Marchas por la Dignidad' vuelven a reivindicar los derechos sociales

Miles de personas han salido esta tarde a las calles de 40 ciudades espanõlas contra los recortes y a favor de la dignidad bajo el lema de Pan, trabajo, techo y dignidad. La manifestación más numerosa se ha producido en Madrid, entre la glorieta de Atocha y la céntrica Puerta del Sol, epicentro de las acampadas y protestas del 15-M.

Las llamadas Marchas por la Dignidad han arrancado pasadas las cinco de la tarde desde Atocha procedentes de varios puntos de ciudad organizadas en nueve columnas, pese a la amenaza de lluvia que planeaba sobre la capital. En el camino, en concreto en la plaza de Cibeles, se han unido a la marcha otras columnas procedentes de la zona norte de la comunidad para partir todas juntas hacia la Puerta del Sol por la calle de Alcalá. (..)  

2014-11-30

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O charme nada discreto da burguesia 3

O Globo 14-04-14
http://oglobo.globo.com/economia/imoveis/projeto-preve-mansoes-suspensas-12193747#ixzz2zotbjlTw

Projeto prevê mansões suspensas

Montagem:avebarna
Imagem original: Internet
Um condomínio de casas dúplex, com dois mil metros quadrados de área total e jardins circulares de 1.400 m². Imaginou um enorme terreno dividido em lotes com gramados verdinhos? Então, esqueça. Desenhado pelo arquiteto carioca Bruno Villela Lins, o Sky Houses é um condomínio de casas, mas vertical. A vantagem? Em vez de ocupar uma área de 24 mil m² — o necessário para construção de seis casas nesse porte —, o prédio de casas ocuparia um terreno seis vezes menor.

As unidades, além de dois andares, têm pés-direitos de três metros em cada andar. A área construída tem cerca de 600 m² e fica no centro de cada laje. Todo o resto é formado por um jardim circular que inclui piscinas em todos os andares. Cada uma tem dois elevadores privativos. E até mesmo as garagens têm entradas exclusivas com espaço amplo: para até oito carros, além de lugar para um quarto ou depósito. (..)

2014-04-25

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Elixir da rentabilidade

Económico 29-04-2013

Montagem: Avebarna
Mercado imobiliário anima Wall Street

Os mercados norte-americanos abriram hoje em alta com os investidores optimistas em relação ao dados do mercado imobiliário nos EUA, que vão ser divulgados hoje, e com a possibilidade de o Banco Central Europeu anunciar uma descida da taxa de juro directora. (..)

Os investidores acreditam que o número de contratos de promessa de compra e venda de casas aumentou quase 1% em Março, mais um sinal de que o sector da construção está a recuperar nos EUA. (..)

2013-05-06

domingo, 12 de agosto de 2012

Cronologia da catástrofe

The Guardian 07-08-2012, por Patrick Kingsley
https://www.theguardian.com/business/2012/aug/07/credit-crunch-boom-bust-timeline

Financial crisis: timeline 
9 August 2007 
The financial crisis, five years on: how the world economy plunged into recession

Richard Drew/AP/TheGuardian
BNP Paribas freeze three of their funds, indicating that they have no way of valuing the complex assets inside them known as collateralised debt obligations (CDOs), or packages of sub-prime loans. It is the first major bank to acknowledge the risk of exposure to sub-prime mortgage markets. Adam Applegarth (right), Northern Rock's chief executive, later says that it was "the day the world changed" (..) 



2012-08-12

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Presságio ou déjà-vu?

IG Economia 25-07-2012, por NYT
Eu finjo que acredito.
A União Europeia,
como marido traído,
é a última a saber.
A Espanha,
como donzela iludida,
a primeira a se perder!
UE investiga como gastança nas obras de uma Hollywood na Riviera Espanhola, de porto para superiates e do circuito para corridas da Fórmula 1 descontrolaram as contas do país

Em tempos melhores, a Ciudad de la Luz (cidade da luz) foi projetada como um estúdio para megafilmes "onde os contos de fadas viram realidade". Suas avançadas máquinas de onda podiam criar um desastre ao estilo de um tsunami num tanque de água gigante de frente para o Mediterrâneo, como uma Hollywood na Riviera Espanhola.

Contudo, hoje em dia os canhões de água da Ciudad de la Luz estão secos e os 21 hectares de espaço do estúdio estão praticamente desertos. O complexo financiado com dinheiro público está à venda e luta para atrair produtoras de cinema.

(...) A criação do estúdio, em 2005, fez parte de uma farra construtiva vista por todas as 17 regiões autônomas da Espanha.][Agora, conforme a crise nacional se aprofunda, a mistura de interesses – banqueiros, magnatas da construção e autoridades dos governos regionais – responsáveis por excessos como a Ciudad de la Luz está sob novo escrutínio, aqui e em outros lugares.

2012-07-25

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Glossário de Política Contemporânea


Bolha imobiliária:

Eufemismo que faz passar por secundário o papel da indústria do financiamento imobiliário e seus derivativos na economia de mercado contemporânea e por conjunturais os seus espasmos cada vez mais frequentes e devastadores. Sabe-se, no entanto, que o prestígio cada vez maior da mencionada indústria junto aos banqueiros e investidores - vale dizer, os proprietários privados de terabytes de capital sedento de valorização - provém da miraculosa capacidade que tem o solo urbanizado e bem localizado, ao contrário de quase todas as demais mercadorias que inundam esse mundo de Deus sem ter, muitas vezes, quem as queira comprar, de tornar-se a cada dia mais essencial, mais escasso e, por conseguinte, mais valorizado e lucrativo – e o que é melhor: sem demandar um único centavo de investimento privado! O problema é que, por mais que os agiotas, digo, os banqueiros e investidores, se aproveitem da contínua valorização da terra urbana para fabricar dinheiro refinanciando os imóveis e vendendo os papagaios a outros agiotas, no fim das contas – no início da fila, para ser exato -, é indispensável que os pobres dos mutuários honrem seus compromissos. E é aí que a porca torce o rabo.

2012-06-20

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sábado, 3 de dezembro de 2011

The day the world changed

The Guardian 01-12-2011, por Jill Teanor
https://www.theguardian.com/business/2011/dec/01/credit-crunch-pinpointed-august-2007

Credit crunch pinpointed to 9 August 2007 – the day the world changed

The beginnings of the global debt crisis were first signalled by former Northern Rock chief executive Adam Applegarth

The former boss of Northern Rock, Adam Applegarth, pinpointed the start of the first credit crunch as 9 August 2007. It was the "day the world changed," he said.

The European Central Bank and the US Federal Reserve injected $90bn (£45bn) into jittery financial markets that day, but it was still not enough to stop banks being frozen out of the markets they relied on for funding.

Downing Street has now declared that "we are experiencing a credit crunch," while the governor of the Bank of England, Sir Mervyn King, reckons the eurozone is already in one. (..)

The reference to a "crunch" is the refusal of banks to lend to each other and it worries policymakers as it risks stymying economic growth by restricting credit to business and individuals. Barely a year after Applegarth signalled the start of the credit crunch, Lehman Brothers collapsed, unleashing mayhem in the market and a series of bank bailouts. (..) 

2011-12-03