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| Kim Jong Il |
O PCdoB é um partido-membro da aliança política da
meia-esquerda com a lateral-esquerda, a zaga esquerda e direita, a lateral-direita, a meia-direita e mais um monte de
cabeças-de-bagre sem posição definida que ajudam (?) a presidenta Dilma a governar
o Brasil sob os auspícios do meu partido, o Partido dos Trabalhadores.
Esta semana, o PCCaju (muita gente pensa que é ponta-esquerda, mas ele joga nas mais inusitadas posições) da aliança para o progresso do Brasil divulgou uma nota lamentando a morte do
presidente, secretário do PC e comandante das forças armadas coreanas Kim Jong
Il. Trata-se de uma vigorosa peça política, digna da tradição teórica – em vias de extinção, mas disposta a lutar até o fim – do socialismo num só país.
O texto é tocante, com os salamaleques de praxe ao
patriotismo e internacionalismo (!) do camarada subitamente falecido, paladino das causas da
reunificação da Coréia, da paz, da amizade e da solidariedade
entre os povos, da luta antiimperialista, da construção de um Estado e uma
economia prósperos e socialistas e da defesa das conquistas do socialismo em
sua pátria.
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| Kim Jong Ill |
Dizem os jornais que Kim Jong Il deverá ser sucedido pelo seu próprio
filho Kim Jong-Un, como reza (se é que não diz por escrito) a Constituição
socialista e internacionalista da Coréia do Norte. Indagado sobre o número da
Internacional coreana, supostamente herdeira da I, II, III e IV, o sucessor declarou:
- O meu pai era Kim Jong Il; eu serei Kim Jong Ill.
E, depois de refletir
profundamente por um décimo de segundo, concluiu:
- L’Internationale c’est
moi!
Trabalhadores do Brasil e do mundo, a sua emancipação será obra do PCdoB
e do PCdaC sob a preclara liderança do camarada Kim Jong Ill, herdeiro de uma
vetusta linhagem da esquerda mundial capaz de realizar o sonho do socialismo numa só, ou melhor, em ½ Coréia.