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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Anais do capitalismo mais-que-tardio

Vamos combinar: já não se trata de 'desigualdade'. Essa gente não é 'rica'. O que estamos testemunhando é a pura e simples ascensão, por força das leis da economia de mercado e de seu arcabouço jurídico - o direito de propriedade como 'cláusula pétrea' das constituições democráticas dos modernos Estados nacionais - de um grupúsculo de capitalistas concentrados em uma dúzia de países à condição de 'enclosurers' das forças produtivas que a humanidade vem criando e desenvolvendo, sob diferentes formas históricas, desde tempos imemoriais. O capitalismo não acabou, como quer Varoufakis, pela simples razão de que o trabalho assalariado segue sendo a fonte de todo valor, e seus produtos e serviços o lastro de todo título de valor, mas é hoje, de fato, regido por um pequeno consorcio internacional de barões da tecnologia, energia, comunicações, entretenimento, imóveis, automóveis, medicina, armamentos, serviços públicos etc., além, é claro, da prolífica, tão prolífica que parece ter vida própria, indústria planetária de títulos de direito econômico sobre tudo isso, que chamamos de finança! 

A 'função social da propriedade', tão cara ao urbanismo progressista, é uma reivindicação necessária, diria mesmo indispensável no mais amplo sentido, precisamente porque essas 12 pessoas "que concentram mais riqueza que metade da humanidade" têm em mãos, com base na dinâmica imparável da acumulação de sua riqueza e poder, o destino da civilização - cidades obviamente incluídas.

2026-02-08

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O capital no século XXI: à espera do Big One

The Economist 15-10-2025, por Gita Gopinath
https://www.economist.com/by-invitation/2025/10/15/gita-gopinath-on-the-crash-that-could-torch-35trn-of-wealth

Gita Gopinath on the crash that could torch $35trn of wealth

The world has become dangerously dependent on American stocks, writes the former IMF chief economist

Imagem: Avebarna
The American stockmarket has see-sawed lately amid a flare-up in trade tensions, but remains near its all-time high. The surge, fuelled by enthusiasm around artificial intelligence, has drawn comparisons to the exuberance of the late 1990s that culminated in the dotcom crash of 2000. Though technological innovation is undeniably reshaping industries and increasing productivity, investors have good reasons to worry that the current rally may be setting the stage for another painful market correction. The consequences of such a crash, however, could be far more severe and global in scope than those felt a quarter of a century ago.

At the heart of this concern is the sheer scale of exposure, both domestic and international, to American equities. Over the past decade and a half, American households have significantly increased their holdings in the stockmarket, encouraged by strong returns and the dominance of American tech firms. Foreign investors, particularly from Europe, have for the same reasons poured capital into American stocks, while simultaneously benefiting from the dollar’s strength. This growing interconnectedness means that any sharp downturn in American markets will reverberate around the world.

To put the potential impact in perspective, I calculate that a market correction of the same magnitude as the dotcom crash could wipe out over $20trn in wealth for American households, equivalent to roughly 70% of American GDP in 2024. This is several times larger than the losses incurred during the crash of the early 2000s. The implications for consumption would be grave. Consumption growth is already weaker than it was preceding the dotcom crash. A shock of this magnitude could cut it by 3.5 percentage points, translating into a two-percentage-point hit to overall GDP growth, even before accounting for declines in investment.

The global fallout would be similarly severe. Foreign investors could face wealth losses exceeding $15trn, or about 20% of the rest of the world’s GDP. (..)

2025-12-31

domingo, 8 de dezembro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Michael Roberts Blog 19-11-2024
https://thenextrecession.wordpress.com/2024/11/19/private-equity-vampire-capital/

Private equity: vampire capital


(..) Over the last two decades, the vampires of private equity have gorged themselves on the profits of labour in the companies they have sweated, while avoiding sharing those profits with their investors or with governments through taxation. They engage in various forms of ‘financial engineering’ to increase their gains. And in doing so, they have leveraged key sectors of the economy into huge debt, at the expense of productive investment. Now rising debt servicing costs are adding to the risk of a major financial crash, acting as a stake through the heart of many of these vampires. 


2024-12-08

domingo, 21 de abril de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

O Globo 19-04-2024

(..) Campos Neto citou ainda a questão da liquidez que o os sistemas conectados podem implicar:
— E se todos quiserem fazer isso ao mesmo tempo? Então, essas são as coisas que eu acho que ainda precisam ser resolvidas, acho que é mais uma questão de confiança do que de tecnologia, acho que a questão tecnológica está indo muito bem — disse. (..)


No primeiro trimestre de 2021, a proporção global dívida-PIB atingiu o recorde histórico de 362%*. Minha leitura das palavras do doutor Campos é: numa economia de muita dívida para pouca mercadoria - e não porque não se possam produzi-las, mas porque não se conseguem vendê-las -, os pagamentos planetários instantâneos multiplicariam o risco de hecatombes financeiras. Ou seja, é muito capital para pouco lastro, desequilíbrio que não deixará de crescer e produzir novas catástrofes sociais e políticas. Considerando ainda a marcha batida para o colapso climático, é mais do que hora de nos perguntarmos se o mundo do doutor Campos não é um beco sem saída e conceber um modo viável de mudar de fase. 

2024-04-21
_____
* “Dívida global bate recorde de US$ 307 trilhões e sobe para 336% do PIB”. Valor Econômico 19-09-2023, por Bloomberg
https://valor.globo.com/financas/noticia/2023/09/19/divida-global-bate-recorde-de-us-307-trilhoes-e-sobe-para-336percent-do-pib.ghtml

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

CNN 06-02-2024
Wall Street teme nova crise em setor bancário nos EUA | CNN Brasil

(..) Os esforços do Federal Reserve (Fed) para combater a inflação através do aumento das taxas de juro também prejudicaram a indústria dependente do crédito. Isso é uma má notícia para os bancos regionais. Os bancos dos EUA detêm cerca de US$ 2,7 trilhões em empréstimos imobiliários comerciais.


A maior parte desse montante, cerca de 80%, segundo economistas da Goldman Sachs, é detida por bancos regionais menores – aqueles que o governo dos EUA não classificou como “demasiado grandes para falir”.

Grande parte dessa dívida está prestes a vencer e, num mercado conturbado, os bancos regionais poderão ter problemas para cobrar esses empréstimos. Mais de US$ 2,2 trilhões vencerão até o final de 2027, de acordo com a empresa de dados Trepp. Os temores foram exacerbados na semana passada, quando o New York Community Bancorp relatou uma perda surpresa de US$ 252 milhões no último trimestre, em comparação com um lucro de US$ 172 milhões no quarto trimestre de 2022. (..)

2024-02-18

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Bloomberg 01-02-2024
https://www.bloomberglinea.com.br/mercados/bancos-enfrentam-alerta-sobre-us-560-bi-em-divida-em-imoveis-comerciais-nos-eua/


O mercado imobiliário comercial dos Estados Unidos tem estado em turbulência desde o início da pandemia de covid-19. Mas um alerta recém-emitido pelo New York Community Bancorp serve como um lembrete de que alguns bancos estão apenas começando a sentir a dor. (..) Como pano de fundo há uma mudança induzida pela pandemia para o trabalho remoto e um rápido aumento nas taxas de juros, o que tem aumentado a vacância, levado à queda nos valores dos imóveis e tornado mais caro para mutuários em dificuldades obter o refinanciamento.

O investidor bilionário Barry Sternlicht alertou nesta semana que o mercado de escritórios caminha para perdas superiores a US$ 1 trilhão. Para bancos que são credores, isso significa a perspectiva de mais inadimplência, à medida que alguns proprietários lutam para pagar empréstimos ou simplesmente abandonam os edifícios.


Os bancos regionais, em particular, estão mais expostos à indústria e correm o risco de serem mais prejudicados do que seus pares maiores por não terem grandes carteiras de cartões de crédito ou negócios de banco de investimento que possam protegê-los.

Empréstimos imobiliários comerciais representam 28,7% dos ativos dos bancos pequenos, em comparação com 6,5% nas maiores instituições, de acordo com um relatório do JPMorgan Chase (JPM) publicado em abril. Essa exposição tem levado a um escrutínio adicional dos reguladores, que já estão em alerta máximo após a tumultuada situação dos bancos regionais no ano passado.

Embora os problemas imobiliários, especialmente em escritórios, tenham sido evidentes nos quase quatro anos desde o começo da pandemia, o mercado imobiliário estava em um limbo em alguns aspectos: as transações despencaram devido à incerteza tanto entre compradores quanto vendedores sobre o quanto os edifícios valem. (..)


2024-02-11

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

El País 02-02-1024
https://elpais.com/economia/2024-01-29/dinero-publico-para-la-banca-privada.html

El Banco Central Europeo y los bancos centrales nacionales han concedido unos 140.000 millones de euros de beneficios extraordinarios y sin riesgos a los bancos privados en 2023


2024-02-04

domingo, 8 de outubro de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Michael Roberts Blog 02-10-2023
Hiding in the shadows – Michael Roberts Blog (wordpress.com)

Hiding in the shadows



The cost of borrowing to invest or consume is reaching record levels. (..)

This record cost of borrowing in real terms has already caused a mini-banking crisis in the US, with several smaller banks hitting the dust. And it has led to a batch of governments in so-called emerging economies to default on their loan obligations to creditors, both state and private, in the rich Western economies. And more are set to join the current defaulters.

But the other spillover from this ‘liquidity squeeze’ is the increasing risk of a new meltdown in financial markets, not dissimilar from the collapse in mortgage and speculative in the global financial crash of 2008. The financial ‘regulators are getting worried. (..)


2023-10-08

domingo, 1 de outubro de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Investing.com
https://br.investing.com/news/economy/a-verdadeira-face-dos-bancos-centrais-ricos-ficam-mais-ricos-e-os-pobres-mais-pobres-1156220

(..) Charles Hugh Smith destaca que a acessibilidade que caracterizava a década de 1990, onde trabalhadores e professores poderiam adquirir residências em áreas respeitáveis, foi extinta. A elite financeira aproveitou-se da liquidez fornecida pelos bancos centrais para monopolizar o mercado imobiliário, ignorando limites de preços. Como resultado, propriedades que uma vez trocaram de mãos por 30 a 40 mil dólares, agora possuem etiquetas de preço na casa dos milhões.


Smith quantifica o valor das bolhas criadas por essa política monetária em aproximadamente 55 trilhões de dólares, um montante criado, em essência, do nada. Em um ambiente econômico estável, o valor líquido dos ativos deveria alinhar-se com o crescimento econômico total, situando-se em torno de 90 trilhões de dólares, em contraste com os 145,9 trilhões estimados pelo Fed.

Esta disparidade monumental tem consequências graves, corroendo salários reais e acumulando dívidas astronômicas. A estratégia adotada pelos bancos centrais, enquanto enriquecia uma minoria, teve um efeito dilapidante sobre a maioria, diminuindo salários reais e evaporando riquezas pessoais. A propriedade residencial, juntamente com outros bens de valor, como carros novos, transformou-se em luxos inalcançáveis para muitos, minando a estabilidade da economia orientada ao consumo e gerando incertezas sobre a possibilidade de um crescimento futuro sustentável.

2023-10-01

domingo, 27 de agosto de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Sin Permiso 02-12-2018, por Michael Roberts
https://www.sinpermiso.info/textos/financiarizacion-o-rentabilidad

¿Financiarización o rentabilidad?

(..) Lo más importante, si la 'financiarización' no es la causa, tales reformas fiscales no funcionan para poner fin a la creciente desigualdad o las crisis regulares y recurrentes en las economías. La escuela de la financiarización tiene que recordar lo que uno de sus iconos, Joan Robinson, dijo una vez: “Cualquier gobierno que tenga tanto el poder como la voluntad de solucionar los principales defectos del sistema capitalista tendría la voluntad y el poder de abolirlo por completo”.


Por completo, si. Pero se trata de um "desmontaje" desde arriba hacia abajo, en un sentido más bien literal que metafórico, por ajustes sucesivos. Este orden es sumamente importante porque no se podrá hacerlo sin una alianza de los de abajo con los del medio - por óbvias razones políticas y probables razones económicas relativas al desarrollo desigual y a cuestiones de capilaridad. Las grandes cadenas de suministros y los grandes flujos financieros, productivos y distributivos planetarios y nacionales ya no serán un gran problema para la IA e los ordenadores cuanticos. ¿Quien los comandará? Es la pregunta de mil millones de millones de dólares. 

2023-08-27

domingo, 13 de agosto de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Metrópoles 11-08-2023
https://www.metropoles.com/blog-do-noblat/artigos/reinventar-o-capitalismo-por-antonio-carlos-de-medeiros

Deu no New York Times: permanece crescente a formação de monopólios na economia americana. É tendência de várias décadas. Na edição do último 21 de julho, German Lopez mostra que apenas 1% das corporações detém 97% das ações das empresas americanas, considerando-se o setor de manufaturas, o setor financeiro e o setor de serviços. 


(..) É o capitalismo monopolista em seu auge. Esta tendência é mundial. Acentuada pela Era do monopólio de Big Techs – a Alphabet, a Amazon, a Meta, a Apple, e a Microsoft. (..) Quase como um corolário do avanço dos monopólios, é também crescente os riscos do avanço da “financeirização” do mundo. Trata-se do fato de que os mercados financeiro e imobiliário crescem mais rápido do que a economia “real” (a economia produtiva). (..)

Estima-se que os 500+ do ranking da Fortune destinaram recentemente US$ 5 trilhões para recompra de ações. A consultoria McKinsey estima que desde 2000 o estoque mundial da riqueza em papel saltou para cerca de US$ 160 trilhões!

Para Gillian Tett, este estoque de riqueza em papel (o preço especulativo e não realizado de todos os ativos financeiros) reflete em parte o crescimento econômico real. “Mas decorre principalmente de um grande aumento da dívida global e da oferta de dinheiro”. A McKinsey estima que “para cada dólar de investimento global feito desde 2000, cerca de US$ 1,90 em dívida foi acrescentado. Em 2020 e 2021 isso acelerou para US$ 3,40 para cada US$ 1 de investimento líquido”.

A resultante foi a elevação do valor presumido de todos os ativos globais, em relação ao PIB, de cerca de 470% do PIB mundial em 2000 para mais de 600% hoje, diz Tett. “Com os mercados imobiliário e de ações crescendo mais rápido que a economia real, para um grau verdadeiramente notável (US$ 160 trilhões)”. (..)

Enquanto isto, o “novo normal” tem sido o baixo crescimento mundial, combinado com novo patamar de inflação mais alta e de taxas de juros mais altas e resilientes. Com preços de ativos que nem sempre sobem. Neste “novo normal”, a formação da riqueza não necessariamente resulta em prosperidade. (..)

2022-08-13

domingo, 6 de agosto de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Wikipedia 15-09-2022
https://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_financeira_de_2007%E2%80%932008

Birmingham, início de 2007.
Fila de clientes do Banco Northern
Rock, o primeiro a sofrer intervenção
no Reino Unido desde 1860
Crise financeira de 2007–2008

(..) Origem

Alguns economistas consideram que a crise dos subprimes tem sua causa primeira no estouro da "bolha da Internet" (em inglês, dot-com bubble), em 2001, quando o índice Nasdaq (que mede a variação de preço das ações de empresas de informática e telecomunicações) despencou. Segundo Paul Krugman, "para combater a recessão, o Sistema de Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) precisava de mais do que uma recuperação rápida; precisava aumentar dramaticamente as despesas das famílias para compensar o moribundo investimento das empresas. E, para fazer isso, como Paul McCulley da PIMCO coloca, Alan Greenspan, presidente do Fed, precisava criar uma bolha imobiliária para substituir a bolha do Nasdaq, orientando os investimentos para o setor imobiliário.[7][8]


O Fed adotou uma política de taxas de juros muito baixas e de redução das despesas financeiras, induzindo os intermediários financeiros e imobiliários a incitar uma clientela cada vez maior a investir em imóveis, principalmente através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que já vinham crescendo muito desde que diferentes governos e políticos dos Estados Unidos as usaram para financiar casas aos mais pobres. O governo garantia os investimentos feitos por essas duas empresas. Bancos de vários países do mundo, atraídos pelas garantias do governo, acabaram emprestando dinheiro a imobiliárias através da Fannie Mae e da Freddie Mac, que estavam autorizadas a captar empréstimos em qualquer lugar do mundo.

Foi assim criado o sistema das hipotecas subprimes, empréstimos hipotecários de alto risco e de taxa variável concedidos às famílias "frágeis", ou seja, para os clientes apelidados de "ninja" (um acrônimo para "sem renda, sem emprego e sem patrimônio"). Na realidade, eram financiamentos de casas, muitas vezes conjugados com a emissão de cartões de crédito, concedidos a famílias que os bancos sabiam de antemão não ter renda familiar suficiente para poder arcar com suas prestações.

Num passo seguinte, os bancos que criaram essas hipotecas criaram derivativos negociáveis no mercado financeiro, instrumentos sofisticados para securitizá-las, isto é, transformá-las em títulos livremente negociáveis - por elas lastreados - que passaram a ser vendidos para outros bancos, instituições financeiras, companhias de seguros e fundos de pensão pelo mundo afora. Por uma razão que se desconhece, as agências mundiais de crédito deram a chancela de AAA - a mais alta - a esses títulos.

Além da facilitação do crédito, outro aspecto que contribuiu para o endividamento familiar foi a estagnação da renda de muitas famílias norte-americanas a partir da década de 1980, sendo essa estagnação associada a um processo de concentração de renda. Nesse contexto, o endividamento médio das famílias, que, em 1980, correspondia a 72% da renda disponível, chegou, em 2006, a representar 140% da renda disponível.[9]

Quando a Reserva Federal, em 2005, aumentou a taxa de juros para tentar reduzir a inflação, desregulou-se a máquina; o preço dos imóveis caiu, tornando impossível seu refinanciamento para os clientes ninja, que se tornaram inadimplentes em massa, e esses títulos derivativos se tornaram impossíveis de ser negociados, a qualquer preço, o que desencadeou um efeito dominó, fazendo balançar o sistema bancário internacional, a partir de agosto de 2007.

A jornalista Hanna Rosin argumenta que os milhões de adeptos da teologia da prosperidade podem ter influenciado o problema no mercado imobiliário, que causou a crise econômica de 2008-2009, por ignorar fatores como salários por hora e extrato de conta bancária, bem como causa e efeito, e um cálculo prudente dos gastos oferecidos, em favor de "milagres financeiros e a ideia de que o dinheiro é uma substância mágica que vem como um dom do alto".[10] (..)

2023-08-06

domingo, 30 de julho de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

NY Times 26-07-2023
https://www.nytimes.com/2023/07/26/business/credit-markets-uncertainty-interest-rates.html

If the Federal Reserve keeps interest rates high, bankruptcies and defaults could accelerate as debt comes due and businesses are forced to renew their financing at much higher borrowing costs.


The bankruptcies that have happened this year haven’t seriously dented the economy so far. But analysts have warned they are symptomatic of the excesses that developed during a decade of historically low interest rates. And financial stress is unpredictable, so it poses a wild-card risk for the Fed as it tries to tame inflation. It hopes to do that without causing a recession.

2023-07-30

domingo, 16 de julho de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

O Estado de S Paulo 10-07-2023
https://www.estadao.com.br/economia/divida-gigantesca-da-china-cresce-de-forma-acelerada-que-efeitos-isso-pode-ter-no-mundo/

A China, que emprestou quase US$ 1 trilhão para cerca de 150 países em desenvolvimento, tem relutado em cancelar grandes dívidas devidas por países que lutam para equilibrar suas contas. Isso se deve, em parte, ao fato de que a China está enfrentando uma bomba de dívidas em casa: trilhões de dólares devidos por governos locais - seus afiliados financeiros, em grande parte fora da contabilidade - e incorporadoras imobiliárias. (..)


É difícil saber exatamente [o tamanho da dívida da China], porque os dados oficiais são escassos. Pesquisadores do JPMorgan Chase calcularam no mês passado que a dívida total dentro da China (incluindo famílias, empresas e o governo) havia atingido 282% do produto interno bruto (PIB) anual do país. Isso se compara a uma média de 256% nas economias desenvolvidas em todo o mundo e 257% nos Estados Unidos.

O que distingue a China da maioria dos outros países é o quão rápido essa dívida se acumulou em relação ao tamanho de sua economia. Em comparação, nos Estados Unidos ou até mesmo no muito endividado Japão, a dívida aumentou menos precipitadamente. O forte aumento da dívida da China, mais que dobrando em relação ao tamanho de sua economia desde a crise financeira global de 15 anos atrás, torna mais difícil gerenciá-la. (..)

2023-07-16

domingo, 25 de junho de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

La Vanguardia 22-06-203
https://www.lavanguardia.com/economia/20230622/9058700/mortalidad-infantil-dispara-10-paises-mas-endeudados.html

(..) Si la crisis financiera se resuelve en tres años o antes, la mortalidad infantil crece un 2,2%. Si se prolonga más de tres años, la mortalidad se dispara un 11,4%. La media es del 10%. (..) La esperanza de vida también se resiente. Cae en un año y medio al principio de la crisis y se dispara hasta los tres años si ésta se prolonga durante una década. No solo mueren más niños y ancianos, sino también gente joven. (..) El impago dispara la pobreza. El PIB per capita cae un 2,5 % en el primer año después del impago. En una década se acumula una caída del 14,5%. La bola de nieve se hace tan grande que cada vez es más difícil devolver lo que se debe. (..)


2023-06-25

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Autodestruição capitalista

NY Times 31-05-2023
https://www.nytimes.com/2023/05/31/climate/climate-change-insurance-wildfires-california.html

The climate crisis is becoming a financial crisis. This month, the largest homeowner insurance company in California, State Farm, announced that it would stop selling coverage to homeowners. That’s not just in wildfire zones, but everywhere in the state.


2023-06-07