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domingo, 6 de setembro de 2026

O capital no séc. XXI: rendas pra que te quero!

Isto É Dinheiro 22-08-2026 / Redação
Mercado de luxo imobiliário em SP atinge R$ 90 mil por m²

Foto: Isto É Dinheiro 
O mercado imobiliário de altíssimo padrão da cidade de São Paulo estabeleceu um novo patamar histórico de preços. O valor do metro quadrado em empreendimentos ultra-exclusivos alcançou a marca de R$ 90 mil, consolidando uma trajetória de valorização que acumula alta de 181,3% desde as fases iniciais de lançamento. Um dos maiores exemplos desse movimento é o projeto 280 ART Boulevard, da Benx, onde a referência inicial do metro quadrado saltou de R$ 32 mil para os atuais R$ 90 mil, registrando rentabilidade anualizada de 25,8%.

Essa escalada expressiva evidencia uma mudança fundamental no perfil e nas motivações de compra dos investidores de alta renda. A precificação tradicional por metro quadrado perde espaço para a valoração de ativos que não podem ser replicados. Elementos como grandes dimensões territoriais na malha urbana já adensada, afastamento arquitetônico em relação às vias públicas e vistas panorâmicas permanentes tornaram-se os reais vetores de precificação.

A dinâmica desse nicho opera à margem dos solavancos da macroeconomia tradicional. Enquanto os segmentos de média e baixa renda sofrem os impactos da Selic e do custo do financiamento habitacional bancário, o público do ultra-luxo atua predominantemente com capital próprio. Essa característica protege as incorporadoras focadas no nicho contra taxas de inadimplência e garante uma liquidez acelerada nas fases de pré-lançamento.

Analistas ressaltam, contudo, que os percentuais de valorização refletem o avanço nominal dos preços de tabela das incorporadoras. Eles não configuram retorno líquido imediato para o investidor individual, uma vez que não descontam a inflação do período, a incidência de impostos (como o ITBI e Ganho de Capital), emolumentos cartorários e custos de manutenção do imóvel.

Orientações Práticas para Imóveis de Ultra-Luxo

Para investidores que buscam preservação de patrimônio ou valorização de capital no segmento de altíssimo padrão em São Paulo, é necessário adotar critérios rigorosos antes da alocação:
  • Mapeamento de Escassez Irreplicável: Dê preferência a projetos situados em terrenos com metragens difíceis de serem reunidas novamente na cidade (como eixos Jardins, Itaim Bibi, Faria Lima e Vila Nova Conceição) ou que possuam vista definitiva para áreas protegidas/parques.
  • Cálculo do Retorno Real Liquido: Ao projetar a rentabilidade, deduza do ganho nominal o imposto sobre ganho de capital (de 15% a 22,5%), o ITBI (3% em São Paulo), as taxas de intermediação imobiliária e o custo de carregamento (condomínio e IPTU) durante o período de vacância.
  • Análise do Perfil das Incorporadoras: Verifique se o projeto possui estrutura de “torre boutique” com poucas unidades, garantia de baixa concorrência interna para futuras revendas e liquidez pré-testada na fase de pré-lançamento.
  • Comparativo com Fundos Imobiliários (FIIs): Avalie o custo de oportunidade entre a aquisição direta do imóvel físico (menor liquidez, maior barreira de entrada) e a compra de cotas de FIIs com portfólios corporativos prime, que oferecem isenção de imposto de renda sobre proventos para pessoas físicas. [Destaques PJ]
2026-09-06

domingo, 17 de março de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Valor Investe 07-03-2024, por Marília Almeida
https://valorinveste.globo.com/produtos/investimento-no-exterior/noticia/2024/03/07/queda-de-28percent-nos-precos-onde-pode-chegar-a-crise-do-imoveis-comerciais-nos-eua.ghtml

(..) A queda de preços e mudança estrutural do setor impactará negativamente os empréstimos de escritórios que vencem este ano. Segundo dados de final de ano de 2023 da Mortgage Bankers Association (MBA), 20% dos US$ 4,7 trilhões de hipotecas comerciais pendentes detidas por credores e investidores vencerão este ano. Dessas hipotecas, 25% são garantidas por imóveis de escritórios.

Montagem: Avebarna

Nesse cenário, os analistas estimam que uma parte desses empréstimos de escritórios provavelmente se tornará problemática e/ou inadimplente.

A qualidade do crédito do setor provavelmente irá se deteriorar, especialmente se o Fed mantiver uma abordagem de taxas mais altas por mais tempo em sua política monetária, na tentativa de levar a inflação de volta ao seu objetivo de 2%. O risco de taxa de juros é significativo para escritórios, pois empréstimos fixos com vencimento precisarão ser renovados a taxas de juros de mercado significativamente mais altas.

O próprio Fed alertou para os riscos potenciais em seu último Relatório de Estabilidade Financeira, dizendo que uma correção nas avaliações de propriedades de escritórios acompanhada até mesmo de uma recessão leve poderia resultar em "perdas significativas para uma série de instituições financeiras com exposições consideráveis", incluindo alguns bancos regionais e comunitários, juntamente com companhias de seguros.

Mesmo que as condições se deteriorem significativamente mais do que o esperado, as chances de um resgate federal, como durante a crise das S&Ls, são baixas, a menos que a deterioração nos escritórios represente um risco sistêmico para o sistema financeiro ou para a economia em geral. Até agora, esse risco não parece iminente, apontam os analistas. A chave é como o problema continuará a se desenrolar. "Pode ser um processo lento semelhante à experiência das S&Ls ou algo pior", concluem.

2024-03-17

domingo, 10 de março de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Valor Econômico 07-03-2024
https://valor.globo.com/financas/noticia/2024/03/07/lista-de-bancos-problematicos-dos-eua-aumenta-em-meio-a-juros-altos-e-crise-no-setor-imobiliario-comercial.ghtml

(..) A Federal Deposit Insurance Corp. (FDIC, o garantidor de depósitos bancários americanos) disse nesta quinta-feira (7) que sua contagem confidencial de bancos com deficiências financeiras, operacionais ou gerenciais aumentou em oito bancos, para 52, representando 1,1% das instituições que supervisiona. O total de ativos detidos por essas empresas aumentou em US$ 12,8 bilhões no último trimestre, para US$ 66,3 bilhões. (..)

Montagem: Avebarna
2024-03-10

domingo, 18 de fevereiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

CNN 06-02-2024
Wall Street teme nova crise em setor bancário nos EUA | CNN Brasil

(..) Os esforços do Federal Reserve (Fed) para combater a inflação através do aumento das taxas de juro também prejudicaram a indústria dependente do crédito. Isso é uma má notícia para os bancos regionais. Os bancos dos EUA detêm cerca de US$ 2,7 trilhões em empréstimos imobiliários comerciais.


A maior parte desse montante, cerca de 80%, segundo economistas da Goldman Sachs, é detida por bancos regionais menores – aqueles que o governo dos EUA não classificou como “demasiado grandes para falir”.

Grande parte dessa dívida está prestes a vencer e, num mercado conturbado, os bancos regionais poderão ter problemas para cobrar esses empréstimos. Mais de US$ 2,2 trilhões vencerão até o final de 2027, de acordo com a empresa de dados Trepp. Os temores foram exacerbados na semana passada, quando o New York Community Bancorp relatou uma perda surpresa de US$ 252 milhões no último trimestre, em comparação com um lucro de US$ 172 milhões no quarto trimestre de 2022. (..)

2024-02-18

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Bloomberg 01-02-2024
https://www.bloomberglinea.com.br/mercados/bancos-enfrentam-alerta-sobre-us-560-bi-em-divida-em-imoveis-comerciais-nos-eua/


O mercado imobiliário comercial dos Estados Unidos tem estado em turbulência desde o início da pandemia de covid-19. Mas um alerta recém-emitido pelo New York Community Bancorp serve como um lembrete de que alguns bancos estão apenas começando a sentir a dor. (..) Como pano de fundo há uma mudança induzida pela pandemia para o trabalho remoto e um rápido aumento nas taxas de juros, o que tem aumentado a vacância, levado à queda nos valores dos imóveis e tornado mais caro para mutuários em dificuldades obter o refinanciamento.

O investidor bilionário Barry Sternlicht alertou nesta semana que o mercado de escritórios caminha para perdas superiores a US$ 1 trilhão. Para bancos que são credores, isso significa a perspectiva de mais inadimplência, à medida que alguns proprietários lutam para pagar empréstimos ou simplesmente abandonam os edifícios.


Os bancos regionais, em particular, estão mais expostos à indústria e correm o risco de serem mais prejudicados do que seus pares maiores por não terem grandes carteiras de cartões de crédito ou negócios de banco de investimento que possam protegê-los.

Empréstimos imobiliários comerciais representam 28,7% dos ativos dos bancos pequenos, em comparação com 6,5% nas maiores instituições, de acordo com um relatório do JPMorgan Chase (JPM) publicado em abril. Essa exposição tem levado a um escrutínio adicional dos reguladores, que já estão em alerta máximo após a tumultuada situação dos bancos regionais no ano passado.

Embora os problemas imobiliários, especialmente em escritórios, tenham sido evidentes nos quase quatro anos desde o começo da pandemia, o mercado imobiliário estava em um limbo em alguns aspectos: as transações despencaram devido à incerteza tanto entre compradores quanto vendedores sobre o quanto os edifícios valem. (..)


2024-02-11

domingo, 14 de janeiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Bruegel newsletter 18-01-2023
The boom, bust and future of China's real estate sector (bruegel.org)

Since the global financial crisis in 2008, China’s real estate sector has emerged as one of the most important engines of growth in China, contributing more to the economy than even external exports.


A huge investment binge in infrastructure and real estate resulted in a policy push away from external product demand, and housing prices consequently grew at the speed of light. China’s well-known high saving ratio, together with capital controls, have been instrumental in channelling funds to finance the real estate bubble. Chinese households invested up to 80% of their wealth into real estate, and many bought up to several property units, depending on their ability to do so.

As a result, Chinese real estate developers became the largest in the world. That was until the bubble ended abruptly some 18 months ago. (..)

2024-01-14

domingo, 20 de agosto de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Project Syndicate 17-08-2021, por Kenneth Rogoff

While some economists may argue that secular stagnation is to blame for China’s economic slowdown, concerns about sustained slower growth are overblown. If the country falls into a recession, it would constitute the next turn of the debt supercycle that began in the US in 2008 and moved to Europe in 2010.


The 2008 financial crisis in the United States kicked off a debt supercycle, which spread to Europe in 2010 and has recently engulfed many of the world’s low-income and lower-middle-income countries. Could the debt woes of Country Garden, the behemoth Chinese real-estate developer now facing billions of dollars in losses, augur the cycle’s next turn?

The answer remains unclear. While the Chinese authorities have a remarkable track record when it comes to containing economic crises, the challenges posed by a significant growth slowdown, combined with high debt levels – especially for local governments and the property sector – are unprecedented. (..)

2023-08-20

quinta-feira, 14 de junho de 2018

La economía del siglo XXI: rentadicción

Deu no DN Opinião
11-06-2018, por Anselmo Crespo
A bolha
(..) O dinheiro, na altura, chegava para tudo. Para comprar casa, mobilá-la e ainda para umas férias no Algarve. "O banco empresta e isto são só mais 50 euros por mês, não custa nada." Claro que correu mal. Muito mal. Com a crise veio o desemprego, com o desemprego começaram a chegar aos bancos molhos de chaves de casas que as pessoas já não conseguiam pagar e para as quais os bancos não tinham destino. São os tais NPL (non performing loans), ou créditos incobráveis, para os quais o Banco de Portugal vem, ainda agora, alertar: "O stock de NPL ainda é significativo e a elevada exposição à dívida pública e ao imobiliário tornam o setor particularmente sensível a evoluções desfavoráveis nos preços destes ativos". Ou seja, os bancos ainda não se curaram da loucura anterior e já estão a meter-se noutra.
Senão vejamos: contava-me um amigo no outro dia que lhe ligaram do banco. "Para me dizerem que eu tinha um crédito pré-aprovado de 300 mil euros para comprar casa e se não queria aproveitar." O espanto na cara do meu amigo, que ainda está a pagar um empréstimo, foi equivalente ao meu quando li no Relatório de Estabilidade Financeira do Banco de Portugal que "os bancos portugueses não são os principais dinamizadores do mercado imobiliário". Se isto não é dinamizar o mercado, não sei o que seja.
Ainda assim, o Banco de Portugal avisa que podemos estar à beira de uma bolha imobiliária. Carlos Costa não tem bem a certeza, mas suspeita que isso possa vir a acontecer. Talvez porque ainda não lhe pediram dez mil euros por metro quadrado, ou 150 mil euros por um apartamento do tamanho de um quarto. Talvez nunca ninguém tenha pedido a Carlos Costa 1200 euros por um T1 nas Laranjeiras, ou 600 euros por um quarto de estudante. Mas, se o governador do Banco de Portugal lesse as notícias, ficava a saber que não estamos apenas à beira de uma bolha. Já estamos dentro dela. (Continua)

2018-06-12


sábado, 7 de fevereiro de 2015

Alocação mais-que-eficiente

El País 07-02-2015, por Sandra López Letón
http://economia.elpais.com/economia/2015/02/06/vivienda/1423219373_792313.html

Más de 500.000 casas buscan dueño

Cerca del 41% del excedente de viviendas que existe en España está alejado de núcleos urbanos y carece de infraestructuras y servicios
Montagem e texto: Avebarna
Ocho años después del estallido de la burbuja, España sigue de resaca con cientos de miles de viviendas que permanecen vacías. Ahora son el recuerdo de una época de excesos. "Hay en torno a 700.000 casas nuevas sin vender, pero entre 150.000 y 175.000 son necesarias para un funcionamiento normal del mercado, sin tensiones en los precios", señala Julio Gil, presidente de la Fundación de Estudios Inmobiliarios (FEI). Así, la sobreoferta se mueve entre las 525.000 y 550.000 viviendas. 

(..) De ese medio millón, "cerca del 41% (207.865 viviendas) se concentra en áreas deslocalizadas de la gran demanda", concreta Rodríguez de Acuña. 
"Muchas están en poblaciones de menos de 20.000 habitantes con un exceso de oferta para más de 20 años", calcula Bernardos. En ese afán por "construir hasta el infinito y más allá, se edificaron promociones en la periferia lejana de las grandes ciudades y a 40 o 50 kilómetros de la costa. Lo último que se levantó está en el quinto carajo", prosigue. 

(..) "Los bancos están regalando los pisos a fondos buitres a precios ridículos, entre 30.000 y 40.000 euros, cuando lo normal sería la cesión a los municipios para hacer política social, sobre todo, porque las entidades han sido rescatadas por los ciudadanos y mucha gente está en la calle con una mano delante y otra detrás", opina Bernardos. 

(..) Para otros, lo más sensato es dejar hablar al mercado. "El libre mercado debería ser el mejor regulador, aunque sería deseable más flexibilidad en los precios de la Sareb y las entidades, lo que permitiría dinamizar el mercado", dice el portavoz de JLL (..) Su receta: "tener una carga impositiva mucho menor de IVA, ITP y AJD".

2015-02-07

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O charme nada discreto da burguesia 3

O Globo 14-04-14
http://oglobo.globo.com/economia/imoveis/projeto-preve-mansoes-suspensas-12193747#ixzz2zotbjlTw

Projeto prevê mansões suspensas

Montagem:avebarna
Imagem original: Internet
Um condomínio de casas dúplex, com dois mil metros quadrados de área total e jardins circulares de 1.400 m². Imaginou um enorme terreno dividido em lotes com gramados verdinhos? Então, esqueça. Desenhado pelo arquiteto carioca Bruno Villela Lins, o Sky Houses é um condomínio de casas, mas vertical. A vantagem? Em vez de ocupar uma área de 24 mil m² — o necessário para construção de seis casas nesse porte —, o prédio de casas ocuparia um terreno seis vezes menor.

As unidades, além de dois andares, têm pés-direitos de três metros em cada andar. A área construída tem cerca de 600 m² e fica no centro de cada laje. Todo o resto é formado por um jardim circular que inclui piscinas em todos os andares. Cada uma tem dois elevadores privativos. E até mesmo as garagens têm entradas exclusivas com espaço amplo: para até oito carros, além de lugar para um quarto ou depósito. (..)

2014-04-25