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domingo, 26 de maio de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

CNN 23-05-2024
https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/haddad-volta-a-defender-taxacao-internacional-de-super-ricos-para-enfrentar-mudancas-climaticas/

Montagem: Aveberna
Estou 100% com Haddad nessa questão. Mas vamos combinar: 

2% das super-fortunas para financiar ações climáticas,

+ 2% para a renda mínima de bilhões de des-e-sub empregados tecnológicos,

+ 2% para o transporte dos trabalhadores em megalópoles que não param de crescer,

+ 2% para o retrofit dos hipercentros urbanos abandonados pela economia virtual,

+ 2% para os juros do Minha Casa Minha Vida planetário etc.*


Nessa toada, chegaremos à conclusão de que os super-ricos são fontes indispensáveis de recursos para compensar as fabulosas desigualdades criadas por um sistema econômico destinado à produção de super-ricos cada vez mais super-ricos.


É ou não é o cachorro tentando morder o próprio rabo? 


2020-05-26

* Sem falar das guerras patentes (como a da Rússia contra a Ucrânia e a de Israel contra a Palestina) e latentes (como a do Ocidente desenvolvido contra o resto do mundo), que consomem rios de recursos públicos no interesse das oligarquias de super-ricos associadas aos respectivos Estados nacionais.

domingo, 14 de abril de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Metrópoles 09-04-2024
https://www.metropoles.com/brasil/haddad-washington-taxacao-super-ricos-apoio

O ministro Fernando Haddad (..) vai viajar na próxima semana a Washington, nos Estados Unidos, tendo como um dos focos principais mostrar que sua proposta de taxação dos super-ricos tem recebido apoio internacional. A proposta foi apresentada em fevereiro deste ano a representantes dos países integrantes do G20 (que reúne as maiores economias do mundo). (..)


A taxação dos super-ricos deveria, creio eu, ser imediatamente associada à criação da renda mínima universal. Mas a sua maior virtude seria ajudar a sociedade a refletir se a existência dos super-ricos faz algum sentido. Ou não seria o congelamento do binômio "taxação dos super-ricos / renda mínima universal" a normalização da super-desigualdade social? E que dizer da relação entre a economia geradora de super-ricos e a marcha rumo ao colapso climático?

2024-04-14

terça-feira, 29 de agosto de 2023

Haddadada na rapaziada

G1 Globo 28-08-2023

A taxação dos fundos exclusivos, que são fundos de alta renda, já havia sido anunciada pelo governo como fonte de compensação do aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que recebem até R$ 2.640 mensais, aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula nesta segunda. (..) Segundo informações divulgadas pelo Planalto, o texto da MP assinada por Lula acaba com a tributação única no resgate. A medida determina que a cobrança será realizada duas vezes ao ano — o chamado "come-cotas". (..) Lula também enviou ao Congresso de um projeto de lei que prevê tributação anual de rendimentos de capital aplicado no exterior — nas chamadas offshores. A cobrança será progressiva de 0% a 22,5%. (..)


2023-08-29

quarta-feira, 9 de agosto de 2023

Paraísos sem fundo

Folha de S Paulo 03-08-2023
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/08/fundos-exclusivos-sao-paraisos-fiscais-dentro-do-brasil-diz-haddad.shtml

(..) Também conhecidos como fundos dos super-ricos, os fundos exclusivos geralmente possuem um único cotista, e são conhecidos pelos investimentos milionários, porque é preciso ter entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões para estruturar esse tipo de aplicação. Diferentemente dos demais fundos que existem no Brasil, os exclusivos não têm as chamadas "come-cotas", que adiantam periodicamente o recolhimento do Imposto de Renda sobre os rendimentos, mesmo sem o resgate do dinheiro. (..)


Segundo André Roncaglia, professor de economia da Unifesp, “os superricos emprestam a juros para o Estado o dinheiro que não pagaram em tributos” (Folha de S Paulo 03-08-2023). 

segunda-feira, 10 de abril de 2023

Mentiras sinceras

Folha de S Paulo 07-04-2023
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/04/sem-lira-e-pacheco-nos-nao-estariamos-aqui-hoje-diz-haddad.shtml

(..) "Sem Lira e Pacheco, nós não estaríamos aqui, hoje. Eles foram os grandes responsáveis pela transição. Tem que assinalar isso. Isso é um reconhecimento justíssimo. Eu sou testemunha disso. Não creio que eles vão faltar [agora], sobretudo com a agenda de recuperação fiscal e aquilo que é política de Estado, não é política de governo", afirma ele, sobre a possibilidade de o arcabouço fiscal enfrentar empecilhos no Congresso, onde precisa ser aprovado. (..)

Montagem: Avebarna. Foto: O Globo

2022-04-10

sábado, 8 de abril de 2023

Falou e disse

Folha de S Paulo 06-04-2023
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2023/04/haddad-diz-que-vai-escancarar-bilionarios-que-mamam-no-orcamento-publico.shtml

Segundo estimativa da Fazenda, o Estado brasileiro subvenciona custeio de empresas no patamar de R$ 88 bilhões. De acordo com o ministro, o governo avalia tributar cerca de 500 companhias de grande porte que se encaixam nessas condições. "Não estamos falando da pequena empresa, da média empresa, não estamos falando sequer da grande empresa. Estamos falando de enormes empresas", enfatizou Haddad. "De 400 a 500 empresas com superlucros, que, por expedientes, na minha opinião, ilegítimos, fizeram constar no sistema tributário, que é indefensável, como subvencionar o custeio de uma empresa que está tendo lucro. Se uma empresa está tendo lucro, por que o governo vai entrar com dinheiro subvencionando essa empresa?"

Montagem: Avebarna. Foto: O Globo
2023-04-08

sábado, 16 de setembro de 2017

Lulalá, la bourgeoisie c'est moi!

Piauí Setembro de 2017 (No 132), por Fernando Haddad 

(Des)ilusões liberais - FHC, Lula e a ficção histórica de Marcos Lisboa
Fernando Haddad não tem o
menor pejo de admitir que a
política externa do governo 
do Partido dos Trabalhadores 
brasileiro incentivou a exploração 
dos trabalhadores dos países 
vizinhos pelas nossas empresas 
campeãs nacionais. E entre os 
apoiadores dessa barbaridade na 
Internet há quem costume se 
apresentar com santinhos 
de Karl Marx. 
Montagem: Avebarna
Imagem original Internet
(..) FHC, desde sempre, não depositava muita confiança na burguesia nacional e imaginava um acoplamento da economia nacional à ordem mundial de tipo subcapitalista. Em outras palavras, FHC via a burguesia nacional apenas como um sócio menor e dependente do capital internacional. Lula, ao contrário, sem negar nossas dificuldades históricas, imaginava a possibilidade do exercício de um subimperialismo, de tipo regional, mediante a internacionalização do capital nacional feita com o apoio do Estado nacional, mas limitada pela ação do capital internacional. O BNDES, sob Lula, agiu para promover essa internacionalização regionalizada, impulsionando os setores que demonstravam maior aptidão para a tarefa: o agronegócio e a construção pesada. (Destaques Avebarna)

2017-09-16

sábado, 9 de setembro de 2017

Suma sociológica III

Piauí Setembro de 2017 (No 132), por Fernando Haddad 

(Des)ilusões liberais - FHC, Lula e a ficção histórica de Marcos Lisboa
Montagem: Avebarna
(..) FHC, desde sempre, não depositava muita confiança na burguesia nacional e imaginava um acoplamento da economia nacional à ordem mundial de tipo subcapitalista. Em outras palavras, FHC via a burguesia nacional apenas como um sócio menor e dependente do capital internacional.
Lula, ao contrário, sem negar nossas dificuldades históricas, imaginava a possibilidade do exercício de um subimperialismo, de tipo regional, mediante a internacionalização do capital nacional feita com o apoio do Estado nacional, mas limitada pela ação do capital internacional. O BNDES, sob Lula, agiu para promover essa internacionalização regionalizada, impulsionando os setores que demonstravam maior aptidão para a tarefa: o agronegócio e a construção pesada. (Destaques Avebarna)

2017-09-09

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Junho de 2013 e a Internacional Bonapartista

Piauí Junho de 2017, por Fernando Haddad

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet
Vivi na pele o que aprendi nos livros - um encontro com o patrimonialismo brasileiro 
(..) Durante os protestos de 2013 no Brasil, a percepção de alguns estudiosos da rede social já era de que as ações virtuais poderiam estar sendo patrocinadas.

(..) Bem mais tarde, eu soube que Putin e Erdogan haviam telefonado pessoalmente para Dilma e Lula com o propósito de alertá-los sobre essa possibilidade.

(..) Tenho para mim que o impeachment de Dilma não ocorreria não fossem as Jornadas de Junho [de 2013]. (..)

2017-07-14

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Dentro da caixa

Piauí Junho de 2017, por Fernando Haddad
http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

Vivi na pele o que aprendi nos livros - um encontro com o patrimonialismo brasileiro

Montagem: Avebarna
(..) 
Durante os protestos de 2013 no Brasil, a percepção de alguns estudiosos da rede social já era de que as ações virtuais poderiam estar sendo patrocinadas. Não se falava ainda da Cambridge Analytica, empresa que, segundo relatos, atuou na eleição de Donald Trump, na votação do Brexit, entre outras, usando sofisticados modelos de data mining e data analysis. Mas já naquela ocasião vi um estudo gráfico mostrando uma série de nós na teia de comunicação virtual, representativos de centros nervosos emissores de convocações para os atos. O que se percebia era uma movimentação na rede social com um padrão e um alcance que por geração espontânea dificilmente teria tido o êxito obtido. Bem mais tarde, eu soube que Putin e Erdogan haviam telefonado pessoalmente para Dilma e Lula com o propósito de alertá-los sobre essa possibilidade.

Eu estava decidido a manter posição diante dos protestos, apesar das pressões. Eis que recebo um telefonema do Eduardo Paes, a quem o Planalto também tinha pedido o adiamento do reajuste da tarifa, dizendo que era melhor ceder. “Não vou segurar, você vai ficar sozinho”, me disse o prefeito do Rio. A pressão interna sobre nós já atingia patamares insuportáveis e o telefonema era a gota d’água. Foi então que resolvi ir ao Palácio dos Bandeirantes e propor ao governador Alckmin que fizéssemos juntos o anúncio da revogação do aumento. Contrariado, certo de que aquilo nada tinha a ver com tarifa de ônibus, tentei com o gesto despartidarizar a questão e iniciar um processo de construção de uma política tarifária metropolitana.
Na chegada, quando apertamos as mãos, pouco antes da coletiva em que faríamos o anúncio, eu disse ao governador o que pressentia: “Podemos estar às vésperas de uma crise institucional.”

Tenho para mim que o impeachment de Dilma não ocorreria não fossem as Jornadas de Junho. (..) [Destaques Avebarna] 

2017-07-10