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sábado, 23 de julho de 2016

Bad news

El País 23-07-2016, por Luis Doncel e Álvaro Sánchez
La policía cree que el ataque de Múnich fue um acto de locura sin vínculos islamistas
El estudiante de 18 años tenía en su habitación información sobre matanzas y no hay rastro de un móvil islamista

Montagem: avebarna

2016-07-23

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Esprits Criminels: unité sans frontières

El País 22-07-2016 por Carlos Yárnoz
Hollande ordena reforzar al Ejército iraquí con suministros de artillería pesada
Francia aumentará sus bombardeos en Siria e Irak a raíz de la matanza de Niza
Montagem: Avebarna

2016-07-22

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Hollande, holiste

Reuters Brasil 30-11-2015, por John Irish, 
http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRKBN0TJ11320151130

Lutas contra mudanças climáticas e terrorismo estão relacionadas, diz Hollande
Imagem: Internet
François France, né Hollande, companheiro de lutas contra a estagnação econômica e o desemprego mundiais, apresentou-se à COP 21 em traje de escafandrista antiterror por não ter tido tempo de se trocar depois da última incursão da marinha de guerra francesa no mar de 500 milhas ao redor da Córsega, reclamado pelos jihadistas do Greenpeace como santuário da fauna mediterrânea. 

2015-12-01

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Follow the money


As reações dos governos à chacina de Paris foram as esperadas - esconjuros, ganidos de dor, urros de ódio, ranger de dentes, rompantes de indignação, luto oficial, manifestações de pesar, demonstrações de grandeza, apelos à calma, condolências diplomáticas, discursos humanistas, declarações bombásticas, palavras acerbas, arroubos patrióticos, tributos à Marselhesa, minutos de silêncio, chamados à unidade, brados de alerta, promessas de vingança, toque de recolher, suspensão de direitos, caçadas policiais, fechamento de fronteiras, rufar de tambores, ameaças tonitruantes, demonstrações de força, bombardeios punitivos etc. 

Mas não me lembro de nenhum chefe de Estado ter dito que vai mandar investigar, e divulgar, para o mundo inteiro ficar sabendo, as fontes e canais de financiamento do Daesh (ISIS).

2015-11-20


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Microcefalia mata


Francia confirma que el cerebro de la matanza del 13-N murió en Saint-Denis
 

Desconfiados da insignificância do órgão, de tamanho equivalente ao de uma galinha, os legistas da polícia local concluíram, depois de submetê-lo a autópsia, que seu proprietário era portador do zika vírus.

2015-11-19

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Tiro no próprio pé

Público (Portugal) 18-11-2015 
Montagem: Avebarna
Manifestação promovida pela organização não-governamental 350.org levaria centenas de milhares de pessoas às ruas da capital francesa no dia 29

Terrorismo: os mercadores do clima, portanto do petróleo, portanto dos direitos nacionais dos povos islâmicos e da sua cultura, agradecem.

2015-11-18

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O sobrenome da rosa


O pasmo, o horror e a náusea, inegavelmente intensificados pelo sentimento de que, em Paris – diferentemente de Beirute, Bagdá, Sudão e Sinai – os massacrados eram meus iguais, gente da minha cultura e da minha classe social, não são, contudo, suficientes para me fazer confundir os parisinos, em especial a sua juventude e os seus assalariados, com o Estado francês, um dos principais responsáveis pelas catástrofes econômicas, políticas e sociais que há pelo menos um século dilaceram a África, a Ásia e o Oriente Médio. 

O jihadismo islâmico contemporâneo é uma degeneração histórica do nacionalismo laico e mais ou menos democrático pan-árabe, sistematicamente desmoralizado por derrotas em mãos de xeiques, generais, sicofantas e todo tipo de espiões a soldo das potências norte-atlânticas sedentas de petróleo, mercados e poder estratégico, sob a ativa supervisão, a partir de 1948, do Estado dissimuladamente teocrático e racista, além de atômico clandestino, de Israel.

O fascínio exercido pelo terrorismo jihadista contemporâneo sobre segmentos da juventude islâmica emana, não por acaso, da Revolução Iraniana de 1979, vitória histórica tardia do mundo muçulmano contra as potências coloniais, cristalizada não mais no Estado parlamentar democrático divisado em 1952 por Mossadegh, mas no novo Estado teocrático política, cultural e militarmente dirigido pelos aiatolás xiitas. 

Sob a égide de grupos políticos e paramilitares constituídos para a defesa desse Estado, como o Estudantes Islâmicos Seguidores do Imã – responsável pelo longo e momentoso sequestro dos funcionários da embaixada americana em Teerã, em novembro de 1979 - e outros associados à Guarda Revolucionária Iraniana, acostumados a se exibir com detonadores e explosivos atados à cintura, o nome deste ramo do islamismo entrou para o vocabulário mundial como sinônimo de “radical”, “anti-americano” e, por ilação, “terrorista”. 

Por ironia - essa favorita da História -, o Estado Islâmico, ou ISIS, ou Daesh, é tido como um desdobramento direto da decisão de George Bush e seus pares de destruir, por motivo fútil, a casta burocrático-militar sunita de seu antigo peão Saddam Hussein. A Casa Branca é, pois, a principal animadora da nova convergência de objetivos e métodos entre antigos jihadistas xiitas pró-Khomeini, hoje em relativo desprestígio, com novos jihadistas sunitas ligados a Saddam.

Em perspectiva, é impossível evitar a ideia reflexa de que os ovos dessa serpente foram postos pelos titulares do Eliseu, de Downing Street, de La Moncloa e da Casa Branca a chocar nos vastos depósitos de miséria, precariedade e desemprego crônico do Oriente Médio, de onde sua prole acabou transportada, como por um inevitável efeito bumerangue do colonialismo da era da Internet, para os subúrbios empobrecidos de Madri, Londres e Paris.

O terrorismo político não nasceu ontem – mas, no mundo islâmico, aumentou vastamente o seu poder de destruição na proporção direta da disseminação do tráfico de armamentos financiado pelo petróleo e da democratização da violência proporcionada pela ideologia do martírio individual em nome da fé. 

A única via para a sua superação é a elevação rápida, generalizada e sustentável dos níveis de vida material, política e cultural das nações árabes e islâmicas, algo que as potências estrangeiras, seus bancos, petroleiras e empreiteiras levam já um século tratando de impedir pelas vias da partilha territorial, da guerra delegada, do golpe de Estado e da repressão a cargo de suas castas sociais favorecidas.  

O maior e mais eficaz inimigo histórico do terrorismo é, há muito tempo, o movimento socialista – e por uma razão simples: trata-se da única perspectiva capaz de, no mundo moderno, satisfazer a ânsia dos jovens por soluções solidárias, terrenais e sustentáveis, educando-os para a luta franca e aberta das massas trabalhadoras e camadas médias das sociedades nacionais pela conquista do poder político. O terrorismo islâmico floresceu, sem sombra de dúvida, no vácuo de autoridade ideológica - há muito tempo já espúria e em avançado estado degenerativo, não esqueçamos - legado pela agonia e morte do Estado burocrático herdeiro da revolução socialista de outubro de 1917.  

Por isso, nada hoje é mais ensurdecedor do que o silêncio conivente das velhas organizações da classe trabalhadora com os chefes democráticos 'esclarecidos' dos Estados norte-atlânticos; nada mais angustiante e opressivo que a exposição total e incontestada das multidões urbanas de todo o mundo aos apelos histéricos de seus governos por uma guerra total contra 'inimigos da liberdade' nascidos e criados nos depósitos mundiais de lixo econômico de Wall Street.

O leitor não encontrará neste blog palavras de apoio às cruzadas civilizatórias da "comunidade internacional" contra os povos árabes e islâmicos, quer sejam lideradas por Cameron, Merkel, Rajoy, Putin, Hollande ou Obama! 

Aos mortos no estúpido massacre de Paris, Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona dedica uma rosa, de sobrenome Luxemburgo: nossas alternativas são o socialismo - libertário e internacionalista, desembaraçado pelas novas gerações de trabalhadores da abjeta submissão socialdemocrata aos donos do dinheiro e da infame adicção filoestalinista às engrenagens do Estado - ou a barbárie - da competição predatória entre conglomerados parasitários dos Estados nacionais, de suas devastações econômicas e militares recorrentes, da doutrina da guerra econômica permanente de todos contra todos e da destruição sistemática e inexorável do único planeta que temos para viver.

2015-11-16

A redação deste ex abrupto foi disparada pelo desconforto do blogueiro com uma mensagem recebida do Avaaz com os dizeres "Os ataques em Paris e Beirute tiveram um motivo: desestabilizar a base de nossas sociedades".


Leia também, neste blog,

“Todas são primaveras, mas algumas mais floridas do que outras” (05-01-2012)

“Carniça para os urubus” (16-12-2014)

“Queima de fogos em Bagdá” (01-01-2012)

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O terrorismo islâmico e o espírito da social-democracia

BBC News 13-01-2015
France attacks: War with terrorism not Islam, PM Valls says
He told the French National Assembly that the Islamist gunmen who murdered 17 people in Paris had wanted to kill the "spirit of France", but had failed
Fonte: http://archive.constantcontact.com/fs095/1101297535809/archive/1105739836051.html

Queriam matar "o espírito da França”!

Por que será que os chefes da social-democracia francesa, diante do perigo, invariavelmente se refugiam atrás de bazófias patrióticas?

Hipótese 1: porque é o caminho que lhes resta para tentar se salvar da crise histórica de representatividade junto às multidões trabalhadoras, que eles se acostumaram a manipular com vantagens econômicas diretas e indiretas desde a época gloriosa do Plano Marshall.

Hipótese 2: para dissimular as responsabilidades, tanto histórias como muito recentes, do Estado francês no caos político, econômico, social e cultural a que está reduzida a região do mundo de onde provém o terrorismo islâmico.

Para refletir: a matança de Paris, assumida pela Al Qaeda, tem de fato a sua marca: uma ação espetacular e chocante no coração – no ventrículo europeu, vá lá – da ordem mundial. Mas pode, também, ser uma reação dessa organização, de propósitos obscuros, ao prestígio recém-adquirido junto à juventude islâmica pelo EIIL, ou simplesmente EI (Estado Islâmico), cuja violência tem se concentrado na execução exemplar de estrangeiros indesejáveis no território que pretende circunscrever como “o Califado” e no massacre de comunidades que toma como "inimigos internos".

Vale lembrar que:

(1) o movimento pela unidade nacional dos povos do Oriente Médio e Magreb não é novo e teve a sua primeira materialização em formato laico na extinta República Árabe Unida (Egito e Síria), que existiu, não por acaso, entre 1958 e 1961, sob impulso dos baathistas sírios e dos nasseristas egípcios;

(2) o prestígio da ideia de “nação islâmica” aflorou com a Revolução Iraniana de 1979, em que a teocracia xiita se substituiu à democracia laica – e, indiretamente, aos regimes bonapartistas herdeiros do baathismo e do nasserismo, apoiados por Moscou – como única alternativa política e militarmente eficaz (Guarda Islâmica) ao imperialismo anglo-estadunidense representado pelo xá deposto, Reza Pahlevi;

(3) há apenas algumas semanas o recém-promovido “líder da democracia mundial” Netanyahu se propunha a inscrever definitivamente na Constituição o caráter judeu do Estado de Israel, em cuja formação, aliás, os métodos terroristas tiveram um papel nada desprezível.

Os intermináveis conflitos que assolam o Oriente Médio e o Magreb são uma espécie de Guerra do Fim do Mundo contemporânea, sobre o pano de fundo da economia do petróleo, cujos efeitos colaterais podem alcançar, a qualquer momento e lugar, as “comunidades pacíficas e ordeiras do Ocidente”, seja na forma de um jihadista suicida armado até os dentes ou – por que não? – de um drone mortal teleguiado.

O único fator capaz de modificar positivamente este cenário aterrorizante é o retorno da classe trabalhadora à cena política, com organização e objetivos próprios e uma perspectiva inflexivelmente internacionalista – livre, portanto, da tutela do baronato social-democrata e dos preconceitos de intelectuais saudosos do “socialismo real”. Se isto não acontecer - bem, com um pouco de sorte poderemos seguir desfrutando, no Brasil e na América Latina, e sabe Deus até quando, os até pouco tempo impensáveis benefícios do desenvolvimento desigual!


O ESPÍRITO DA FRANÇA SEGUNDO FRANÇOIS FRANCE, NÉ HOLLANDE

"Hollande anuncia ampliação de luta contra EI no Iraque
Presidente diz que porta-aviões está pronto para apoiar combate

A França tem 800 militares, nove aviões de combate, uma aeronave de patrulha marítima e um avião de reabastecimento em sua base nos Emirados Árabes como parte da missão no Iraque “Chammal”, bem como um navio de Guerra com dispositivos anti-aviões no Golfo. A França ainda opera seis caças da Jordânia e tem ainda mais de três mil soldados que realizam operações contra extremistas ligados à al-Qaeda na região do Sahel, no Saara."

2015-01-14

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Cretino, patético ou simplesmente abjeto?

O Globo / Agências internacionais 11-01-2015 

De braços dados, líderes mundiais comandam marcha de mais de um milhão nas ruas em Paris

Para quem vai a Bola de Ouro do Oportunismo Político? Para François France, né Hollande, ou para O Globo? 
O Troféu Estupidez Política da Década já tem dono, pela 2a vez consecutiva: Al Qaeda.

2014-01-11

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A pergunta que em mim não quer calar


O terrorismo jihadista é a doença senil do nacionalismo árabe. Cada grande atentado dá um novo fôlego aos opressores europeus, norte-americanos e até asiáticos. Uma onda de chauvinismo anti-islâmico poderá sobrevir em toda a Europa, acenando aos desempregados e arruinados pela crise. 

Que abram o olho os muçulmanos das periferias urbanas. E que fiquem espertos os trabalhadores em geral. 

A socialdemocracia estará protegida, enquanto durar o estupor, da crise que a corrói de alto abaixo. 

Será insistentemente invocada, uma vez mais, a Cruzada das Democracias Civilizadas contra a Barbárie Jihadista (leia-se Islâmica). 

Faria bem para todo o mundo o surgimento de uma nova Associação Internacional dos Trabalhadores. Mas de onde viria a iniciativa?

2015-01-07

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Carniça para urubus

El País 16-12-2014, por Ana Gabriela Rojas 

Al menos 132 escolares muertos en un ataque talibán en Pakistán
*
"Talibã e aliados são ameaça à civilização – quando se requer uma frente unida internacional contra grupos de fanáticos, o Brasil destoa com uma diplomacia que insiste no diálogo com facínoras." 


Montagem: Avebarna
Nada como uma matança insana e espetacular para dar aos beneficiários da ordem mundial em geral, e aos abutres que governam a economia em particular, material com que advertir o grande público de que existem coisas muito piores do que as catástrofes que eles promovem por todo o planeta e – o que muito convém à sua
maltrapilha legitimidade social e política – seguir posando de paladinos da civilização!

2014-12-16

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Eu entendi direito, companheiro?

"(…) En Reino Unido, los laboristas y los conservadores no se tiraban piedras hablando de algo tan serio como la politica antiterrorista. Utilizar el dolor de las víctimas o que unos partidos se ataquen a otros en cuestiones de Estado es lo que nos convierte en um país bananero. Esto no puede ser. Los temas de Estado, como la política antiterrorista, como la política de seguridad, en este caso tienen que ser elementos que cuenten con el consenso de mucha gente”.
(Entrevista de Pablo Iglesias, Secretário Geral de Podemos, ao Canal 24 Horas da TVE 08-12-2014)

 
2014-12-09

domingo, 1 de janeiro de 2012

Queima de fogos em Bagdá



Em março de 2003, a queima de fogos de destruição em massa intitulada Shock and Awe (Choque e Pavor, leia-se puro terror) abriu umas das mais devastadoras operações de guerra (mais de 100 mil civis mortos) já organizadas pela moderna “comunidade internacional” (capital financeiro, Casa Branca, OTAN e grande imprensa) contra os povos da periferia mundial – com base em um conjunto de alegações comprovadamente falsas pelas quais nenhum chefe político (Bush, Rumsfeld, Blair, Aznar e outros) foi ainda convocado a prestar contas no Tribunal Criminal Internacional. 

Nove anos depois, a mesma “comunidade internacional” anda flertando com a reedição da catástrofe iraquiana no Irã, desta vez por causa do programa nuclear dos aiatolás. Apreensivos e desconcertados, os povos se perguntam por que alguns países podem ter bombas atômicas - clandestinas no caso de Israel - e outros não.

O planeta precisa desesperadamente de fontes de energia alternativas ao petróleo, mas parece que as potências ocidentais, com seus Estados semi-falidos e seus banqueiros afogados num emaranhado de papagaios financeiros “micados” que nem eles mesmos sabem como deslindar, precisam desesperadamente de mais petróleo do que já têm assegurado, nem tanto para consumir, talvez, quanto para lastrear os cacifes que fazem girar a roleta financeira global. Produzir, lamentavelmente, não dá lucro bastante. A solução é especular. 

Se Wall Street não for efetivamente ocupada por quem vive do próprio trabalho, corremos o risco de entrar 2013 ainda em 2012 assistindo pela TV, incomodamente instalados em nossas melhores poltronas, na companhia de amigos e familiares, à queima de fogos de destruição em massa em Teerã.

Que Deus e Alá e todos os outros ouçam, pelo menos desta vez, os nossos votos por um feliz 2012.

2012-01-01