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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Who's who

Deu na Carta Capital online
18-10-2018, por Carta Capital
Quem é Onyx Lorenzoni, cotado por Bolsonaro para a Casa Civil

Montagem: Avebarna
Imagens originais: Internet


2018-10-19


segunda-feira, 8 de outubro de 2018

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

O caminho do Egito

Deu no El País online
29-09-2018, por Gil Alessi e Flavia Marreiro

“Não aceito resultado diferente da minha eleição”, desafia Bolsonaro na TV aberta


A candidatura Bolsonaro é o balão de ensaio; a oscilação à direita das multidões desorientadas a oportunidade; esta declaração a senha: tudo indica que se prepara uma “solução militar”.

Em caso de derrota no voto, na forma de um putsch armado ou de um novo motim parlamentar; em caso de vitória, de uma semiditadura bonapartista com o apoio do Congresso. 

Em todos os casos, com a cobertura do STF.

E sempre em benefício dos bancos, financeiras e grandes cadeias globais de negócios. 

Ave, Sisi!


2018-10-04


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

A serpente do ovo

Estadão 03-09-2018, por Redação
Candidatos do PSL destroem placa com homenagem a Marielle Franco
A Capitania dos Energúmenos,
cria da recessão global amamentada
pela República das Empreiteiras,
bota as mangas de fora.
2018-10-03

terça-feira, 2 de outubro de 2018

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

#EleNão

As jornadas #EleNão de 29 de setembro são um fato político novo e qualitativamente distinto nessas eleições pseudodemocráticas.

Mobilizados por círculos de mulheres, milhões se reuniram nas praças de todo o país, e até do estrangeiro, num tsunami multipartidário de repúdio ao demagogo ultradireitista Bolsonaro.

Uma lufada de ar fresco recendente à primavera de indignação transnacional de 2011-2013 contra os gases mefíticos da decomposição da Nova República. 

Nas palavras de um inspirado psolista do Facebook, "se tem alguma frente antifascista acontecendo, ela estará nas ruas hoje."


Largo da Batata, São Paulo

Não seria então o caso, no atual cenário de intenções de voto, de os candidatos que reivindicam o caráter civilizatório do #EleNão darem uma resposta positiva ao movimento por meio de um debate público, uma "cúpula democrática" transmitida pelas redes, sobre a hipótese de retirada coletiva em favor daquele mais bem situado nas pesquisas – sem pré-condições, vale dizer, sem qualquer compromisso de renúncia a divergências, críticas ou mesmo oposição aberta ao futuro governo?  

Não seria salutar obstruir o acesso de Bolsonaro, e do conventículo de conspiradores e nazistas que o secundam e sustentam, à propaganda gratuita de suas ideias degradantes numa inútil campanha de 2º turno?  

Por que não estender imediatamente ao plano eleitoral o revés acachapante que acaba de lhes ser imposto pela mobilização feminista e popular? 

Qualquer candidato pode tomar a iniciativa. Não há tempo a perder.


2018-09-29


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Despautério burocrático

El País Brasil 26-09-2018, por Marina Rossi
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/09/24/politica/1537815456_213002.html

Montagem Avebarna
"(..) Como não há provas concretas contra o Lula, o senso comum diz que não tem provas. Então acho que eles perderam. Historicamente acho que é a maior derrota que a direita já teve no Brasil." (José Dirceu)

P. Dentro desse contexto, o senhor acha que existe a possibilidade de o PT ganhar essas eleições e não levar?

R. Acho improvável que o Brasil caminhará [sic] para um desastre total. Na comunidade internacional isso não vai ser aceito. E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição. (..)


O Comandante Dirceu assegura que a direita brasileira acaba de sofrer a maior derrota de sua história. Mas deposita suas esperanças de garantia de uma vitória eleitoral do PT na "comunidade internacional". E culmina dizendo que "dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder (..), que é diferente de ganhar uma eleição".

Pergunta: "A gente" quem, cara pálida? A burocracia petista, os lulocapitalistas e alguma improvável clique de "coronéis do povo"? Que dependem da "comunidade internacional" (EUA? União Europeia? Putin-Erdogan-Assad? Xi? Diaz-Canel? Maduro?) para lhes assegurar uma simples vitória eleitoral depois da "maior derrota histórica da direita no Brasil"?

A parcela esclarecida do eleitorado de Haddad deve estar perplexa.

Bolsonaro e Mourão devem estar rindo de orelha a orelha mesmo sem ter entendido nada.

2018-09-28

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Autogolpe: retrospecto

Deu no Click PB
08-09-2018, por Catraca Livre
Mourão defende ‘autogolpe’ em caso de anarquia
Pensando bem, o autogolpe do general Mourão carece de originalidade

2018-09-11

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Autogolpe: prospecto

Click PB 08-09-2018, por Catraca Livre
Mourão defende ‘autogolpe’ em caso de anarquia
O capitão Bolsonaro treina  intensivamente 
a opção do autogolpe preconizada pelo general Mourão

2018-09-10

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018: passando a borracha

G1 21-08-2018, por G1

Pesquisa Ibope de 20 de agosto para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça


Comentários: 

(1) Lula, o autodesignado candidato dos pobres e da felicidade nacional, nada de braçada num oceano de popularidade, tanto maior quanto mais clara é a percepção coletiva
de estar pagando sozinho, com a liberdade do próprio bolso, o saldo devedor da República das Empreiteiras. Nulos, brancos, indecisos e revoltados em geral manifestam seu decontentamento à margem do PSOL, que submerge na irrelevância. Marina, opção default dos ecologistas com mais de 60 e libertários com mais de 30, especula com a chance de ascensão no vácuo do veto judicial ao líder. Ciro, o eterno plano B do nacional-desenvolvimentismo, respira por aparelhos. 

(2) A democracia revolucionária de Junho de 2013 não se faz representar na disputa presidencial. A independência de classe do trabalhadorado também não. 

(3) O "partido da Lava Jato", cujo principal porta-voz é hoje o ministro Barroso, não tem um candidato para chamar de seu. Um fato intrigante, considerando a imensa popularidade de que desfrutou pelo menos até a fragorosa derrota de novembro de 2016, quando o Congresso povoado de bandidos, que acabara de derrubar Dilma Rousseff por motivo fútil e substituí-la pelo "progressista" Michel Temer, rejeitou o projeto de lei anticorrupção proposto pelo Ministério Público com considerável apoio popular. Ou seja, a regeneração das instituições apodrecidas da Nova República a cargo da cúspide dessas mesmas instituições - a Presidência, o Congresso e o STF - provou ser uma quimera reacionária. Com efeito: do ponto de vista do significado político do cerco popular ao Congresso em junho de 2013, a Lava Jato é um fiasco.

(4) Lula trabalha para transferir seu prestígio, uma vez mais, para um membro de sua corte, fiel à sua burocracia e, o mais importante, devoto do bipartidarismo das pombas e falcões da classe proprietária dominante. A deposição da subcomandanta Rousseff num motim parlamentar liderado pela própria "base aliada" já foi há muito contabilizada como despesa contingente. A novidade é o PT ter sido levado, pela força das circunstâncias e a contrapelo de seu próprio ethos, a fazer a única campanha eleitoral que questiona de alguma forma a legitimidade dessas eleições: Lula Candidato, Lula nos Debates. Afinal, pergunto eu, como entender que Lula não pode ser candidato quando toda a malta de congressistas sob investigação estará na TV, à sombra das imunidades constitucionais, exortando os respectivos currais eleitorais a reconduzi-los aos seus cargos para mais quatro anos de cambalachos premiados? 

(5) Para mim, essa eleição é uma trampa, se não uma fraude completa - sem Lula ou com Lula -, usada pelos lados direito e esquerdo da Ordem, golpeadores e golpeados, como narcótico do clamor nacional Fora Temer! e purgante de seu corolário Eleições Gerais, ou Assembléia Constituinte, para reconstruir a democracia sobre novas bases. Sua missão, ao contrário, é “normalizar” o país com a transmissão do posto do usurpador Michel Temer ao político mais votado - de preferência, mas não necessariamente, um que não tenha ligação com a memória da organização de classe parida pelo trabalhadorado em 1980 - para tentar ressuscitar a Nova República passando uma borracha no tsunami democrático de Junho de 2013, no golpe parlamentar contra Dilma Rousseff e nas investigações da Lava Jato. E se possível, para exorcizar a nova crise econômico-financeira que assoma no horizonte. Uma pretensão desorbitada, mas essa é outra história. 

2018-08-21

Veja também, neste blog
“Transformam o país inteiro num puteiro (Cazuza)”
https://avebarna.blogspot.com/2012/04/paris-e-uma-festa.html

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Prato do dia: desarrumadinho à carreteiro

’O Globo online 21-05-2018, por Gelralda Doca, Dimitrius Dantas e Agencia Reuters
Caminhoneiros vão manter manifestações nesta terça-feira
Categoria bloqueou estradas para protestar contra o aumento de combustíveis e por direitos trabalhistas
2018-05-21

sábado, 19 de maio de 2018

Prato do dia: arrumadinho à moda do chefe

Congresso em Foco 18-05-2018, por Basilia Rodrigues e Fábio Góis
Na última entrevista antes da prisão, Dirceu aprova estratégia do PT: “Está tudo arrumadinho”
Imagem: http://www.paraibacriativa.com.br/artista/arrumadinho-paraibano/
“Do nosso lado, está tudo arrumadinho. [Guilherme] Boulos é candidato [do Psol]. Manuela [D'Ávila, do PCdoB] é candidata. Ciro [Gomes, do PDT] é candidato. Joaquim Barbosa, eu não sei o que vai acontecer, mas está no PSB, que em parte é do nosso campo”, vislumbrou o ex-cacique petista, que tem até as 17h desta sexta-feira (18) para se apresentar à Polícia Federal em Brasília.
2018-05-19

sábado, 10 de março de 2018

Lulolatria


Montagem: Avebarna
Imagens originais: Internet
A veia stalinofrênica dos ideólogos e propagandistas do lulismo anda tão saltada e exposta com o risco do morubixaba acabar excluído - pelos de sua nova tribo, é bom que se diga - da pajelança eleitoral de 2018, que não dá mais para achar que é simples cacoete ou mera coincidência: urge uma explicação sociológica.

2018-03-10

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Como de hábito

Imagem: Internet
Apesar da força indiscutível do bordão, o manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, que se pretende instrumento de mobilização democrática contra um "puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país", não passa de mal-disfarçado veículo de um abaixo-assinado de apoio à candidatura "Lula 2018" e à "união das esquerdas" por uma “vitória consagradora” sua em primeiro turno, [que] “significaria o fracasso do golpe [e] possibilitaria a abertura de um novo ciclo político”. 

Diz o manifesto que “o Brasil vive um momento de encruzilhada: ou restauramos os direitos sociais e o Estado Democrático de Direito ou seremos derrotados e assistiremos a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores”. 


Dado que a absolvição de Lula e a preservação de seus direitos políticos não têm, por si só, o dom de “restaurar os direitos sociais e o Estado democrático de direito” (até porque o governo deposto - pelo Congresso, com a cobertura do STF e por iniciativa da própria "base aliada" - foi o de Dilma, não o de Lula), muito menos de impedir “a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores”[*], deduz-se que os autores do manifesto só podem estar falando – de um modo francamente abusivo, salvo para os acólitos – dos efeitos esperados de sua recondução ao posto de presidente da República. 

Assinar essa “pegadinha” política é profundamente constrangedor para quem defende a absolvição de Lula no "processo do Guarujá" por insuficiência de provas, e a consequente preservação de seus direitos políticos, mas não tem intenção de reelegê-lo por discordar de sua atuação na Presidência e da política de seu partido.

O abaixo-assinado não visa mobilizar o maior número possível de pessoas em defesa dos direitos de Lula, mas coesionar seus próprios seguidores ao redor da mais recente contrafação petista da realidade brasileira - o "golpe da Lava Jato" - , agregar as personalidades de costume e os desavisados de ocasião e, na medida do possível, constranger os recalcitrantes do seu almejado monopólio da “política progressista” a concordar com aquilo de que discordam e dissuadi-los de desenvolver uma linha de ação independente.


Para mim, por exemplo, a eleição prevista para 2018 é fraude com ou sem Lula. Consumado o impeachment casuístico da presidenta eleita e estabelecido pelo tsunami de investigações em curso que o Congresso golpista é - perdoem-me as eventuais exceções - um antro de trambiqueiros, capachos do patronato e parasitas do Estado agindo à sombra da Constituição de 1988 e, desgraçadamente, dos próprios governos Lula e Dilma, só posso considerar legítima a eleição para um novo Congresso, ou Assembléia, de caráter Constituinte, imposto pelas multidões trabalhadoras - um tsunami democrático como o de junho de 2013, uma greve geral contras as reformas econômicas - com candidaturas oriundas dos movimentos civis e livre do poder do dinheiro e da aristocracia judiciária. 

Que espécie de "ciclo político", eu me pergunto, abrirá o governo Lula caso eleito, de maneira "consagradora" como quer o Manifesto, para administrar a massa falida da Nova República e seguir arrastando o seu cadáver insepulto?


PS: Os interessados podem acessar o manifesto e o abaixo assinado pelo link
https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil  

_____
(*) "impedir a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores” é uma curiosa, mas extremamente significativa formulação da intelligentsia lulista, a indicar que seu programa é a manutenção de uma sociedade de capitalismo com regulações, baseada na exploração normal dos trabalhadores. 


2018-01-15