The Guardian 18-09-2026
https://www.theguardian.com/inequality/2026/sep/18/global-leaders-urged-to-join-initiative-to-fight-extreme-inequality
Global leaders urged to join initiative to fight extreme inequality
More than 1,500 academics and economists sign letter, calling growing gap between richest and poorest ‘a policy choice that can be reversed’
Before the UN general assembly in New York next week, the experts have signed an open letter backing the International Panel on Inequality (IPI)
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| Imagem e legenda: The Guardian |
Sou inequivocamente a favor, e saúdo a criação, de um Painel da Desigualdade inspirado no exemplo do Painel do Clima, sob a autoridade da ONU.
E o digo ainda que discorde enfaticamente da ideia, inspirada por sua vez em Piketty 2019 [1], de que "o fosso crescente entre os mais ricos e os mais pobres é uma uma escolha política" que pode ser revertida - para mim, manifestação inequívoca do programa do 'capitalismo esclarecido' (?) do primeiro quarto do século XXI, que é ressuscitar o keynesianismo no mundo das Big Techs e do capitalismo de direitos monopolistas e, junto com ele, o pacto social do II pós-guerra.
Inspiração por inspiração, considero muito mais realista, corajoso e atual o pensamento da economista Joan Robinson (1903-1983), que disse no já longínquo ano de 1936: “Qualquer governo que tenha o poder e a vontade de solucionar os principais defeitos do sistema capitalista há de ter também a vontade e o poder de aboli-lo por completo”. [2]
Como não se trata de uma disputa de opiniões, mas de iniciativas políticas e sua eficácia, que venha o Painel da Desigualdade e vejamos no que vai dar. Eu começo reivindicando a ampliação do seu escopo: a desigualdade não é assunto exclusivo de economistas, a diversidade de pontos de vista, economistas incluídos, é fundamental e a escolha dos membros, comissões e coordenadores do IPI deve ser a mais transparente possível.
Segue abaixo um relevante resumo da concepção de Robinson produzido… por IA (!) em 18-09-2026, dia da publicação da matéria do Guardian.
Esta célebre frase de la economista británica Joan Robinson resume de forma brillante una de las críticas más profundas desde la economía heterodoxa y de izquierda hacia el reformismo capitalista.
A continuación, se desglosa el significado, el contexto y las implicaciones de su pensamiento:
El significado de la frase
Robinson plantea una paradoja de poder y voluntad política. Su argumento central es que los "defectos principales" del capitalismo (como la desigualdad extrema, el desempleo estructural, las crisis cíclicas y la explotación) no son fallos fortuitos, sino características intrínsecas e indispensables para el funcionamiento del propio sistema.
Por lo tanto:
- El poder necesario: Para corregir de raíz estos defectos, un gobierno necesitaría intervenir de forma tan drástica en los derechos de propiedad privada y en los mercados que destruiría la lógica interna del capitalismo.
- La voluntad política: Si un gobierno llega a tener la determinación ideológica y el apoyo popular para desafiar las bases del sistema y someter a las élites económicas, ese mismo impulso político lo llevaría de forma natural a sustituir el capitalismo por un modelo alternativo (como el socialismo), en lugar de intentar "arreglar" un sistema diseñado para beneficiar a unos pocos.
Contexto y corriente de pensamiento
Joan Robinson fue una de las figuras más prominentes de la Escuela Poskeynesiana y una estrecha colaboradora de John Maynard Keynes en la Universidad de Cambridge. A diferencia de Keynes, que buscaba reformar y salvar el capitalismo a través de la intervención estatal, Robinson adoptó una postura mucho más crítica y cercana al marxismo en sus últimos años.
Ella argumentaba que las políticas de bienestar y regulación económica (como el New Deal) eran paños de agua tibia que contenían los problemas temporalmente, pero que no resolvían la contradicción fundamental entre la acumulación de capital y el bienestar social. (Conteúdo AI 18 09 2026)
2026-09-20
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NOTAS
[1] “A desigualdade não é econômica ou tecnológica: é ideológica e política." Esta é, sem dúvida, a conclusão mais óbvia da investigação histórica apresentada neste livro. Em outras palavras, o mercado e a concorrência, os lucros e os salários, o capital e a dívida, os trabalhadores qualificados e não qualificados, os nacionais e os estrangeiros, os paraísos fiscais e a competitividade, não existem como tais. São construções sociais e históricas que dependem inteiramente do sistema jurídico, fiscal, educacional e político que escolhemos estabelecer e das categorias que escolhemos criar.” [“A desigualdade é ideológica e política”: extratos do novo livro de Thomas Piketty”. Instituto Unisinos 12-09-2019]
https://ihu.unisinos.br/categorias/592400-a-desigualdade-e-ideologica-e-politica-extratos-exclusivos-do-novo-livro-de-thomas-piketty
[2] “(..) in the present age, any government which had both the power and the will to remedy the major defects of the capitalist system would have the will and the power to abolish it altogether, while governments which have the power to retain the system lack the will to remedy its defects.” [ROBINSON Joan, “The Trade Cycle, by R. F. Harrod”.
The Economic Journal Vol. 46, No. 184 (Dec.1936), pp. 691-693