sábado, 31 de outubro de 2026

Palestina laica, multiétnica e democrática!


Haaretz 28-10-2026
Acesse o video pelo link
https://www.facebook.com/reel/2965070700537185/

É uma meia-verdade, no mínimo uma mentira conveniente, dizer que não surgiu maioria nas eleições israelenses. Se contabilizados os votos dos partidos árabes-palestinos de Israel, há uma clara maioria multiétnica anti-Netanyahu. É hora dos estudantes entrarem em cena, como no Brasil e na Sérvia, por um governo multiétnico na perspectiva - quem sabe um dia - de um único Estado israelo-palestino multiétnico, laico e radicalmente democrático. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Plano B



O que significa que o plano A de F Bolsonaro era se refugiar da Polícia Federal e dos processos judiciais subsequentes no Palácio da Alvorada, sob a oportuna cobertura da liderança política dos patriotários bozolóides e dos paladinos do ajuste fiscal e da extinção dos direitos trabalhistas.


domingo, 18 de outubro de 2026

Me imprensa que eu gosto


The Guardian 17-10-2026
https://www.theguardian.com/world/2026/oct/17/protests-france-high-prices-social-security-gilets-jaunes

O pavor que mesmo os jornais mais progressistas do mundo têm das grandes mobilizações sociais urbanas faz com que, invariavelmente, as matérias a respeito sejam ilustradas com imagens de gente mascarada, objetos incendiados, vitrines quebradas e pelotões de choque.

Esta matéria do The Guardian sobre as manifestações de "centenas de milhares" de pessoas em toda a França, que na chamada de capa eram "dezenas de milhares", começa não por seus motivos e seu alcance social, mas pelas prisões de "ultra-esquerdistas" efetuadas pela polícia.

Só mais adiante ficamos sabemos que tais eventos aconteceram "nas franjas das manifestações contra a falta de professores, as escolas decrépitas e a violência policial."

Por incrível que pareça, até no G1-Globo é dito que os protestos que abalam toda a França são também contra "o aumento do custo de vida". Por sua vez o El País, diário progressista espanhol que nunca fugiu à regra da preferência pelas ilustrações incendiárias, nos informa ao final de sua cobertura:

“La convocatoria también ha reunido ahora a organizaciones juveniles, colectivos ecologistas, agricultores y sindicatos. La confluencia de luchas y de organizaciones implicadas refleja la amplitud de las reivindicaciones sociales, que van más allá de una única cuestión y reúnen distintas expresiones de descontento frente a la situación económica y las dificultades cotidianas de numerosos ciudadanos. Todo ocurre cuando el Parlamento debe debatir unas nuevas cuentas públicas que incluyen recortes de hasta 54.000 millones de euros para controlar una deuda disparada cuyo coste supone ya una carga mayor que la partida de Educación Nacional.”

sábado, 17 de outubro de 2026

Brasil: de volta à Capitania dos Energúmenos?



Além de constitutivamente antidemocrático, reacionário e desonesto, o governo Trump é um caos total - como foi o de Bolsonaro pai. Difícil é entender como podem 55 milhões de brasileiros acreditar que o de Bolsonaro Jr, que é 100% filho do pai e já se declarou pau-mandado de Trump no Brasil, é a melhor opção para si e para o país. A explicação mais promissora, a meu juízo, é que o voto de cabresto renasceu entre nós, numa escala assombrosa, com o vale-tudo das redes digitais - leia-se Big Techs - sob o olhar complacente dos três poderes da República.


quinta-feira, 15 de outubro de 2026

República Bolsonarista da Banânia

 

Montagem: Avebarna

Estando cientificamente comprovado que “Brasil” é um nome inventado pelos perversos esquerdistas portugueses que aqui aportaram no século XVI com a intenção de sabotar as Capitanias Hereditárias, a primeira lei a ser aprovada pela nova maioria bolsonarista no Congresso Nacional vai ser a mudança do nome do país para Banânia. Ou Bananaland se Trump assim o desejar.


domingo, 11 de outubro de 2026

O capital no séc. XXI: rendas pra que te quero!


Linkedin 16-01-2026, por Nicolas Gold, Univ. of California, College of the Law, S Francisco
Imagem: LinkedIn / Nicolas Gold
A growing share of the modern economy, especially online, is shifting from value creation to rent extraction. This is often described as a consumer problem: subscriptions instead of ownership, rising fees, limited choice, and the sense that you are never finished paying.

That description is accurate, but incomplete. The deeper problem is macroeconomic. An economy increasingly organized around rents rather than productivity is structurally hostile to long-term growth.

For individuals, the shift is obvious. Software is rented, not bought. Media is licensed, not owned. Platforms charge for access to markets, audiences, and even visibility. Switching costs rise quietly. Prices increase incrementally. Exit becomes expensive.

This is not primarily because products are improving faster. It is because control over access has become the business model.

In economic terms, rents are returns above competitive levels. They arise not from creating new value, but from controlling scarce assets, choke points, or barriers to entry. In today’s economy, those assets are often digital: platforms, networks, data, standards, and ecosystems that others must pass through to participate.

Because rents are captured without proportional new output, they are redistributive by design. Income flows upward to asset owners and intermediaries rather than being shared through wages, competition, or lower prices.

At this point, it is useful to draw an uncomfortable comparison. Economically, rents and taxes share a basic similarity: both are compulsory payments that reduce disposable income and shape behavior. The difference is not how they are experienced, but how they are justified. Taxes earn legitimacy when they are predictable, rule-based, and used to finance public goods and long-term capacity. Rents offer no such justification. They are extracted privately, without accountability, reciprocity, or obligation to reinvest in collective welfare. That is precisely why erratic, toll-like charges feel so corrosive, and why societies that rightly scrutinize taxes should be at least as skeptical of private rent extraction, which often imposes comparable costs with far fewer benefits.

Over time, the consequences are predictable. Income concentration weakens demand, as a growing share of earnings accrues to those least likely to spend it. Investment shifts toward defending moats rather than improving productivity. Capital rewards lock-in, leverage, and control more than innovation. Competition erodes. Entry slows. Innovation still occurs, but its gains diffuse more slowly and are increasingly captured by gatekeepers.

The economy may continue to show profits and even headline growth. But that growth is increasingly the result of reallocating existing surplus rather than expanding it.

Digital markets amplify these dynamics. Network effects favor winner-take-most outcomes. Data advantages compound. Marginal costs fall, but prices remain sticky. Platforms begin to resemble private market governors, setting terms rather than competing on them.

This is why rent-based systems often appear stable and successful until they are not. They can sustain high profits and concentration for long periods while quietly eroding the foundations of broad-based growth. When adjustment finally comes, it does not arrive as a gentle correction. It arrives as slower growth, rising instability, and abrupt efforts to reassert control over systems that have already hardened. By then, the costs of unwinding them are far higher than the costs of preventing them.

The shift toward rents is therefore not just a consumer grievance. It is a system-level warning. An economy that prioritizes extraction over creation does not merely frustrate individuals. It undermines its own capacity to endure. 

[destaques Avebarna]

2026-09-13