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segunda-feira, 24 de julho de 2023

E agora, José?

La Vanguardia 23-07-2023

Montagem: Avebarna. Gráfico: El País 23-07-2023 
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Para seguir governando e fechar a porta aos fascistas de Vox, o bloco das esquerdas capitaneado pelo PSOE de Pedro Sànchez dependerá dos votos independentistas de Junts per Catalunya, cujos líderes ainda enfrentam prisão e exílio pela iniciativa democrático-revolucionária do plebiscito popular de outubro de 2017. 

Moral da história: a defesa das liberdades democráticas inclui obrigatoriamente o direito à autodeterminação dos povos que compõem o Reino da Espanha. 

2023-07-24

sábado, 22 de julho de 2023

Inércia radical

La Vanguardia 19-07-2023
https://www.lavanguardia.com/politica/20230719/9118759/23-j-elecciones-sanchez-psoe-pp-vox.html

Pedro Sánchez asegura todos los días que en esta legislatura tuvo que “buscar votos hasta debajo de las piedras” para aprobar su agenda de reformas y avances en derechos y libertades. Pero, ya en la recta final de esta campaña electoral, el líder del PSOE está empeñado en arañar hasta el último escaño en juego por toda España para tratar de impedir una mayoría que le permita a Alberto Núñez Feijóo desalojarle de la Moncloa. (..)

Montagem: Avebarna
Si Sánchez necesita “arañar hasta el último escaño en juego por toda España para tratar de impedir una mayoría que le permita a Alberto Núñez Feijóo desalojarle de la Moncloa” y gubernar con los fascistas de Vox ¿no sería porque, hace tiempo ya, a la mayoría de trabajadores e pequeños propietarios españoles no les basta la “agenda de reformas y avances en derechos y libertades” del PSOE?

2023-07-22

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Tábua de salvação

Correio Braziliense 31-01-2022
https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2022/01/4981444-eleicoes-em-portugal-vitoria-socialista-com-maioria-absoluta.html


"(..) Agarrar-se à social-democracia e seus análogos, depois de tê-los rejeitado por incúria na debacle de 2008, é mero reflexo defensivo - saudável por certo - de um trabalhadorado mundial em pânico, privado de sua identidade de classe e sem qualquer perspectiva histórica, em face do perigo fascista. (..)"
https://avebarna.blogspot.com/.../01/rasante-data-venia.html


2022-01-31


sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Data venia, professor

O Globo 17-01-2022
https://oglobo.globo.com/mundo/com-esquerda-esvaziada-tres-candidatos-da-direita-lutam-para-ir-ao-segundo-turno-contra-macron-25354969

"(..) Para Thomas Piketty, economista best-seller com seus ensaios sobre as desigualdades econômicas e sociais no mundo, o macronismo tem enorme responsabilidade na direitização da paisagem política francesa. Na economia, o governo aplicou o programa da direita, resume ele.


O macronismo não tem "uma enorme responsabilidade na direitização da paisagem política francesa"; ele é a própria direitização. Responsabilizar Macron pela "direitização da França" soa como pura e simples tergiversação. Macron é parte do problema, não da solução. É por essas e outras que a social-democracia francesa, gerente e fiadora do acordão histórico dos sindicatos com as "200 famílias", também chamado "Estado do bem-estar", só voltará a ser chamada quando, a exemplo de Espanha, EUA, Bolívia, Brasil e - em alguma medida - Chile, o fascismo passar de espectro distante a catástrofe iminente. Agarrar-se à social-democracia e seus análogos, depois de tê-los rejeitado por incúria na debacle de 2008, é mero reflexo defensivo - saudável, por certo - de um trabalhadorado mundial em pânico, privado de sua identidade de classe e sem qualquer perspectiva histórica, em face do perigo fascista. A ruína da civilização capitalista - caos econômico, precarização em massa, degradação ambiental - seguirá seu curso, ainda que mais lentamente. Quanto ao socialismo fiscal de Piketty, reitero o que já escrevi em outra parte: no dia em que os povos reunirem força política suficiente para aplicá-lo, não haverá razão para não dar início à construção de um novo sistema econômico, sustentável sob todos os aspectos, vale dizer socialmente orientado e planejado à escala planetária. 

2022-01-21

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

Dr Mantega optimism pills

Folha de S Paulo
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2022/01/bolsonarismo-levou-brasil-a-crise-e-retomada-vira-com-o-seu-fim.shtml

(..) O que está em jogo nas próximas eleições é se continuaremos com a política econômica desastrosa do governo Bolsonaro e de outros candidatos neoliberais, ou se vamos retomar a via do social-desenvolvimentismo rumo ao Estado de bem-estar social.



2022-01-11

sábado, 15 de setembro de 2018

Me imprensa que eu gosto

El País 14-09-2018, Editorial

Bombas saudíes

El Gobierno está obligado a garantizar que los misiles no serán usados contra población civil
Montagem: avebarna
Imagem original: Internet / autoria não identificada
(..) El Gobierno español está obligado a garantizar que esas bombas tan sofisticadas no van a ser utilizadas contra la población civil. No se trata de elegir entre la venta de armamento y los puestos de trabajo en unos astilleros, sino de conducir el debate al lugar donde debe estar. Es decir, en cumplir la ley y en obtener garantías saudíes de que el armamento español no será usado para castigar a una población civil indefensa.

2018-09-15

sábado, 7 de abril de 2018

Fora da ordem


A “crítica da esquerda” que pulula nas redes sociais é uma saudável negativa, já bastante disseminada entre as novas gerações, de submissão aos padrões e exigências da cultura política legada ao século XXI pelos partidos socialdemocrata e comunista, dirigida, por caminhos diferentes e métodos peculiares, à manutenção a qualquer custo do pacto social e do marco geopolítico legados pela reconstrução capitalista do pós-Segunda Guerra Mundial, abalados em seus alicerces pela crise de rentabilidade de fins da década de 1970 e impiedosamente destroçados pelo colapso financeiro de 2007.

2018-04-07


domingo, 1 de outubro de 2017

Una tortilla democrática, por favor!

Imagem: Internet
Qualquer que seja o desfecho do referendo independentista catalão, o regime de 1978 está liquidado como representação espanhola do que quer que se queira continuar chamando de “democracia ocidental”. 

A partir de 1 de outubro ele assume formalmente o estatuto de instituição criptofranquista encarregada de submeter - à luz do dia, sem disfarces e pela coerção sempre que necessário - os direitos e liberdades dos povos da Espanha às exigências da monarquia parasitária e dos grandes vampiros da economia contemporânea - bancos, fundos de pensão, imobiliárias, concessionárias de serviços públicos, monopólios energéticos, turísticos, comerciais e informáticos.

Não esqueçamos que o regime de 1978 é, ele próprio, uma sequela tardia e precária do Estado do bem-estar europeu subsequente à Segunda Guerra Mundial, abalado em seus alicerces pela resposta neoliberal à crise de rentabilidade de fins dos 1970s e atingido em cheio pela Grande Recessão dos 2010s - levando de roldão as bases materiais do bipartidarismo em geral e, muito particularmente, da social-democracia moderna, esteio da estabilidade política no continente e, por adaptação, em outras partes do mundo - o Brasil dos 2000s, por exemplo.

Salvo a vitória, no maravilhoso país da paella, do Quijote e do flamenco (não digo das corridas de toros em respeito aos direitos humanos dos bovídeos), de uma revolução democrática como a que se desenrola na Catalunha, a ascensão de um Novo Franco, "pequeno" e "civil" quem sabe, para começar, é questão de tempo.

Gostaria de estar equivocado. Quem dera eu pudesse ser, até o fim dos meus dias, apenas um despreocupado baby-boomer adepto da tortilla madrileña.


2017-10-01


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Dentro da caixa

Piauí Junho de 2017, por Fernando Haddad
http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

Vivi na pele o que aprendi nos livros - um encontro com o patrimonialismo brasileiro

Montagem: Avebarna
(..) 
Durante os protestos de 2013 no Brasil, a percepção de alguns estudiosos da rede social já era de que as ações virtuais poderiam estar sendo patrocinadas. Não se falava ainda da Cambridge Analytica, empresa que, segundo relatos, atuou na eleição de Donald Trump, na votação do Brexit, entre outras, usando sofisticados modelos de data mining e data analysis. Mas já naquela ocasião vi um estudo gráfico mostrando uma série de nós na teia de comunicação virtual, representativos de centros nervosos emissores de convocações para os atos. O que se percebia era uma movimentação na rede social com um padrão e um alcance que por geração espontânea dificilmente teria tido o êxito obtido. Bem mais tarde, eu soube que Putin e Erdogan haviam telefonado pessoalmente para Dilma e Lula com o propósito de alertá-los sobre essa possibilidade.

Eu estava decidido a manter posição diante dos protestos, apesar das pressões. Eis que recebo um telefonema do Eduardo Paes, a quem o Planalto também tinha pedido o adiamento do reajuste da tarifa, dizendo que era melhor ceder. “Não vou segurar, você vai ficar sozinho”, me disse o prefeito do Rio. A pressão interna sobre nós já atingia patamares insuportáveis e o telefonema era a gota d’água. Foi então que resolvi ir ao Palácio dos Bandeirantes e propor ao governador Alckmin que fizéssemos juntos o anúncio da revogação do aumento. Contrariado, certo de que aquilo nada tinha a ver com tarifa de ônibus, tentei com o gesto despartidarizar a questão e iniciar um processo de construção de uma política tarifária metropolitana.
Na chegada, quando apertamos as mãos, pouco antes da coletiva em que faríamos o anúncio, eu disse ao governador o que pressentia: “Podemos estar às vésperas de uma crise institucional.”

Tenho para mim que o impeachment de Dilma não ocorreria não fossem as Jornadas de Junho. (..) [Destaques Avebarna] 

2017-07-10

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Síndrome de Bush

Estadão 15-01-2015, por Roberto Godoy
http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,franca-usara-porta-avioes-contra-estado-islamico-imp-,1620109
França usará porta-aviões contra Estado Islâmico
Presidente do país atacado, François Hollande anuncia envio de navios com poder nuclear para enfrentar grupo radical islâmico
Que os líderes da social-democracia francesa são fiéis devotos da plutocracia nacional - antigamente conhecida como "as 200 famílias" - o mundo inteiro já sabia. A novidade é que François France, né Hollande, parece acometido da Síndrome de Bush - um estado delirante em que o enfermo acredita ser o líder supremo das forças do bem em luta contra os senhores de guerra de Mordor.

2015-01-16

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

domingo, 11 de janeiro de 2015

Cretino, patético ou simplesmente abjeto?

O Globo / Agências internacionais 11-01-2015 

De braços dados, líderes mundiais comandam marcha de mais de um milhão nas ruas em Paris

Para quem vai a Bola de Ouro do Oportunismo Político? Para François France, né Hollande, ou para O Globo? 
O Troféu Estupidez Política da Década já tem dono, pela 2a vez consecutiva: Al Qaeda.

2014-01-11

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A pergunta que em mim não quer calar


O terrorismo jihadista é a doença senil do nacionalismo árabe. Cada grande atentado dá um novo fôlego aos opressores europeus, norte-americanos e até asiáticos. Uma onda de chauvinismo anti-islâmico poderá sobrevir em toda a Europa, acenando aos desempregados e arruinados pela crise. 

Que abram o olho os muçulmanos das periferias urbanas. E que fiquem espertos os trabalhadores em geral. 

A socialdemocracia estará protegida, enquanto durar o estupor, da crise que a corrói de alto abaixo. 

Será insistentemente invocada, uma vez mais, a Cruzada das Democracias Civilizadas contra a Barbárie Jihadista (leia-se Islâmica). 

Faria bem para todo o mundo o surgimento de uma nova Associação Internacional dos Trabalhadores. Mas de onde viria a iniciativa?

2015-01-07

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quem os representará?

Jornal de Notícias 12-05-2013, por Maria João Morais
https://www.jn.pt/mundo/interior/indignados-tomam-as-ruas-de-espanha-no-segundo-aniversario-do-15m-3215485.html

Indignados tomam as ruas de Espanha no segundo aniversário do 15M

Prestes a cumprirem-se dois anos desde aquele 15 de Maio de 2011, em que milhares de cidadãos decidiram ocupar as praças de várias cidades espanholas para demonstrar a revolta contra o sistema politico e económico, os "indignados" voltaram, este domingo, a sair à rua para atualizar os protestos contra os cortes nos direitos sociais aplicados pelo Governo de Mariano Rajoy.
Sob o lema "Da indignação à rebelião", milhares de pessoas marcharam em mais de 20 cidades entoando palavras de ordem como
"Não nos representam".
Em Madrid, a simbólica praça Puerta del Sol voltou a encher-se de manifestantes e cartazes reivindicativos. O protesto, que culminou com um grito de "Sim, podemos", dividiu-se depois em várias assembleias populares que fizeram reavivar o espírito do movimento que conhecido como 15-M.
Caracterizado inicialmente pela espontaneidade, o massivo movimento popular deu progressivamente lugar a uma rede de associações autónomas, dirigidas a problemas concretos.
Nas marchas eram bem visíveis os distintos ramos a que foram aderindo os ativistas: batas brancas na defesa da saúde pública, maré verde na luta pela educação, plataforma de apoio aos afetados pelas hipotecas... entre muitos outros.
Entretanto, o apoio aos dois principais partidos espanhóis continua em queda livre. Uma sondagem publicada ontem pelo El País indica que o PP não alcançaria mais de 22,5% dos votos (metade do obtido nas eleições de 2011), enquanto o PSOE ficaria pelos 20%. Esquerda Unida e UPyD seriam os beneficiados. 
2013-05-13

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Juventude transviada

El País English 08-05-2013, por Miguel Ángel Medina

Socialist youth leader claims “right could be behind” 15-M protest movement 

Montagem: Avebarna
The secretary general of the International Union of Socialist Youth (IUSY), Beatriz Talegón,
(..) turned her focus on the 15-M popular movement: "I am not one for conspiracy theories but at that time of attending protests and assemblies I started to see things that bothered me, and now I say it more strongly: there are those that say that the right might be behind this movement," the 29-year-old told Argentinean station Radio Hache.

Although the interview was taped several months ago, the recording started to circulate on social networking sites on Monday. Talegón states that at the beginning, 15-M was "a cry out against everything, against the system, and was quite right in much of what it said."

However, she then accuses 15-M of "opening the door to the right so it can destroy the welfare state."

2013-05-09