Mostrando postagens com marcador Junho de 2013. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Junho 2013 revisitado III

Folha de S Paulo 08-07-2023
https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2023/07/junho-de-2013-tornou-passe-livre-um-debate-possivel-diz-pesquisador.shtml

(..) o urbanista Roberto Andrés acaba de lançar o livro A Razão dos Centavos - Crise Urbana, Vida Democrática e as Revoltas de 2013 (ed. Zahar). (..) Andrés mostra como a urbanização descontrolada e os problemas de transporte público geram impactos econômicos e sociais, intensificam a desigualdade e estimulam revoltas ao longo da história.


Professor da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, Andrés realça em sua pesquisa o vínculo central da crise urbana com Junho de 2013 (..). " o livro é um esforço para, a partir do que aconteceu ali, fazer uma retomada e buscar jogar luz sobre por que era por R$ 0,20 sim, embora tenha sido também por outras questões. E como essa questão do transporte urbano, dos ônibus de circulação na cidade, estrutura as formas de vida, gera impactos na vida cotidiana das pessoas, simboliza e catalisa insatisfações. Uma coisa que acontece historicamente", comenta Andrés.

Como legado positivo dos protestos, ele destaca que o passe livre, a ideia da tarifa zero para ônibus, deixou de ser um sonho para se tornar um debate público possível (..).


2023-07-20

segunda-feira, 19 de junho de 2023

Junho 2013 revisitado II

O Globo 17-06-2023, por Pablo Ortellado
https://oglobo.globo.com/opiniao/pablo-ortellado/coluna/2023/06/junho-de-2013-abriu-crise-de-legitimidade-da-democracia.ghtml

"(..) Junho de 2013 faz parte de um ciclo de levantes populares que também aconteceu noutros países entre os anos de 2011 e 2013. Eles tinham em comum a denúncia dos limites da democracia representativa e a proposição de outra forma de fazer política, mais direta. Os gritos de “Não me representam!” estavam também presentes em protestos noutras partes do mundo. O lema do 15M, movimento espanhol primo de junho de 2013, dizia “Democracia real já!”. O de outro primo, Occupy Wall Street, dizia “Nós somos os 99%”. Todos contrapunham o teatro farsesco dos parlamentos à pulsação viva e comunitária das ruas. (..)"


2023-06-19

segunda-feira, 12 de junho de 2023

Junho 2013 revisitado

O Globo 10-06-2023, por Pablo Ortellado
https://oglobo.globo.com/opiniao/pablo-ortellado/coluna/2023/06/junho-de-2013-foi-o-ovo-da-serpente.ghtml

A tese é uma explicação sem pé nem cabeça que atribui a ascensão de Bolsonaro à mobilização popular por direitos e retira do PT qualquer tipo de responsabilidade


A inserção, sobre a chamada de O Globo, de uma imagem emblemática das grandes manifestações de junho de 2013 no Rio de Janeiro é um imperativo do combate à prática sistemática da grande imprensa internacional, seja reacionária ou liberal-progressista, de ilustrar matérias sobre as grandes manifestações democráticas, em todo o mundo, com fotos de eventos periféricos de vandalismo, queima de objetos e choques com forças policiais. 

2023-06-12

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018: passando a borracha

G1 21-08-2018, por G1

Pesquisa Ibope de 20 de agosto para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça


Comentários: 

(1) Lula, o autodesignado candidato dos pobres e da felicidade nacional, nada de braçada num oceano de popularidade, tanto maior quanto mais clara é a percepção coletiva
de estar pagando sozinho, com a liberdade do próprio bolso, o saldo devedor da República das Empreiteiras. Nulos, brancos, indecisos e revoltados em geral manifestam seu decontentamento à margem do PSOL, que submerge na irrelevância. Marina, opção default dos ecologistas com mais de 60 e libertários com mais de 30, especula com a chance de ascensão no vácuo do veto judicial ao líder. Ciro, o eterno plano B do nacional-desenvolvimentismo, respira por aparelhos. 

(2) A democracia revolucionária de Junho de 2013 não se faz representar na disputa presidencial. A independência de classe do trabalhadorado também não. 

(3) O "partido da Lava Jato", cujo principal porta-voz é hoje o ministro Barroso, não tem um candidato para chamar de seu. Um fato intrigante, considerando a imensa popularidade de que desfrutou pelo menos até a fragorosa derrota de novembro de 2016, quando o Congresso povoado de bandidos, que acabara de derrubar Dilma Rousseff por motivo fútil e substituí-la pelo "progressista" Michel Temer, rejeitou o projeto de lei anticorrupção proposto pelo Ministério Público com considerável apoio popular. Ou seja, a regeneração das instituições apodrecidas da Nova República a cargo da cúspide dessas mesmas instituições - a Presidência, o Congresso e o STF - provou ser uma quimera reacionária. Com efeito: do ponto de vista do significado político do cerco popular ao Congresso em junho de 2013, a Lava Jato é um fiasco.

(4) Lula trabalha para transferir seu prestígio, uma vez mais, para um membro de sua corte, fiel à sua burocracia e, o mais importante, devoto do bipartidarismo das pombas e falcões da classe proprietária dominante. A deposição da subcomandanta Rousseff num motim parlamentar liderado pela própria "base aliada" já foi há muito contabilizada como despesa contingente. A novidade é o PT ter sido levado, pela força das circunstâncias e a contrapelo de seu próprio ethos, a fazer a única campanha eleitoral que questiona de alguma forma a legitimidade dessas eleições: Lula Candidato, Lula nos Debates. Afinal, pergunto eu, como entender que Lula não pode ser candidato quando toda a malta de congressistas sob investigação estará na TV, à sombra das imunidades constitucionais, exortando os respectivos currais eleitorais a reconduzi-los aos seus cargos para mais quatro anos de cambalachos premiados? 

(5) Para mim, essa eleição é uma trampa, se não uma fraude completa - sem Lula ou com Lula -, usada pelos lados direito e esquerdo da Ordem, golpeadores e golpeados, como narcótico do clamor nacional Fora Temer! e purgante de seu corolário Eleições Gerais, ou Assembléia Constituinte, para reconstruir a democracia sobre novas bases. Sua missão, ao contrário, é “normalizar” o país com a transmissão do posto do usurpador Michel Temer ao político mais votado - de preferência, mas não necessariamente, um que não tenha ligação com a memória da organização de classe parida pelo trabalhadorado em 1980 - para tentar ressuscitar a Nova República passando uma borracha no tsunami democrático de Junho de 2013, no golpe parlamentar contra Dilma Rousseff e nas investigações da Lava Jato. E se possível, para exorcizar a nova crise econômico-financeira que assoma no horizonte. Uma pretensão desorbitada, mas essa é outra história. 

2018-08-21

Veja também, neste blog
“Transformam o país inteiro num puteiro (Cazuza)”
https://avebarna.blogspot.com/2012/04/paris-e-uma-festa.html

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Síndrome de Podemos

Deu no Correio do Estado online
19-02-2018, por Brasil 247
https://www.correiodoestado.com.br/politica/frente-de-esquerda-prepara-manifesto-para-reconstruir-o-brasil/321850/
PT, PDT, PSB, PCDOB E PSOL: Frente de esquerda prepara manifesto para reconstruir o Brasil 
Os braços de formação política das legendas, representados pelas fundações Lauro Campos (PSB), Leonel Brizola-Alberto Pasqualini (PDT), Perseu Abramo (PT), Maurício Grabois (PCdoB) e João Mangabeira (PSOL) lançarão no próximo dia 20 de fevereiro o Manifesto Unidade para Reconstruir o Brasil.
(..) A frente de esquerda reúne quatro pré-candidatos à Presidência: Lula, que lidera as intenções de votos em todos os cenários, mas pode ser inabilitado da disputa, Manuela D'Ávila pelo PCdoB, Ciro Gomes pelo PDT e o PSOL já anunciou o nome do coordenador do MTST Guilherme Boulos. Eles ainda não estão confirmados no evento. (Continua)
*

Pergunta: a liderança do PSOL não se dá conta de que reivindicar as jornadas democráticas de Junho de 2013 e tê-la como parte de seu patrimônio político é incompatível com a estratégia da “frente de esquerda”?

Av Presidente Vargas - Rio de Janeiro
Junho de 2013

Não vê que a intelligentsia do maior partido “de esquerda”, alvo prioritário dessa estratégia sem o qual ela não faz o menor sentido, considera Junho de 2013 um movimento de origem suspeita, no melhor dos casos, ou manifestamente “de direita”, no pior, uma espécie de Marcha da Família responsável pela desestabilização política e queda do governo Dilma?

Não percebe que na "Unidade" de PT e PCdoB "para Reconstruir o Brasil" não cabem, e nunca caberão, multidões de indignados como as que tomaram as ruas do país para exigir, do governo desses mesmos partidos, a prestação de contas das nebulosas transações com os sócios maiores do milagre social lulista - empreiteiras, concessionárias, bancos, impérios de comunicação, FIFA, Comitê Olímpico Internacional etc? 

A frente de esquerda é o caminho mais curto e certo para o PSOL dilapidar o prestígio duramente conquistado junto a importantes segmentos da juventude libertária e do trabalhadorado brasileiro do século XXI.

2018-02-20


segunda-feira, 24 de julho de 2017

Lagartixa na parede


Montagem: Avebarna
Refletindo sobre a Primavera Democrática de 2011-2013 - Árabe, Turca, Espanhola, Estadunidense, Brasileira -, sou levado a pensar que a Revolução vindoura, quando e onde quer que deslanche, a tempo quem sabe de salvar nosso meio ambiente para o desfrute geral, será Planetária no alcance, Francesa na forma e inexoravelmente tendente à Russa no conteúdo pela simples razão de que do que se trata, afinal de contas, é de desalojar os potentados financeiros, energéticos, tecnológicos, comerciais, industriais e midiáticos do controle da economia mundial em prol de uma economia global, com certeza, mas de interesse dos povos, vale dizer essencialmente planejada - recursos técnico-científicos para tanto estão disponíveis a serviço exclusivo dos potentados, além dos financeiros, é claro, sob sua Propriedade - e sustentável sob todos os aspectos. 


Enquanto aguardo o entrelaçamento das Primaveras Nacionais, o 1848 do século XXI e a edição atualizada da Associação Internacional dos Trabalhadores, fico com a palavra de ordem transitória, digo, provisória: "Todo o poder ao Painel do Clima!" 

2017-07-24

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Junho de 2013 e a Internacional Bonapartista

Piauí Junho de 2017, por Fernando Haddad

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet
Vivi na pele o que aprendi nos livros - um encontro com o patrimonialismo brasileiro 
(..) Durante os protestos de 2013 no Brasil, a percepção de alguns estudiosos da rede social já era de que as ações virtuais poderiam estar sendo patrocinadas.

(..) Bem mais tarde, eu soube que Putin e Erdogan haviam telefonado pessoalmente para Dilma e Lula com o propósito de alertá-los sobre essa possibilidade.

(..) Tenho para mim que o impeachment de Dilma não ocorreria não fossem as Jornadas de Junho [de 2013]. (..)

2017-07-14

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Dentro da caixa

Piauí Junho de 2017, por Fernando Haddad
http://piaui.folha.uol.com.br/materia/vivi-na-pele-o-que-aprendi-nos-livros/

Vivi na pele o que aprendi nos livros - um encontro com o patrimonialismo brasileiro

Montagem: Avebarna
(..) 
Durante os protestos de 2013 no Brasil, a percepção de alguns estudiosos da rede social já era de que as ações virtuais poderiam estar sendo patrocinadas. Não se falava ainda da Cambridge Analytica, empresa que, segundo relatos, atuou na eleição de Donald Trump, na votação do Brexit, entre outras, usando sofisticados modelos de data mining e data analysis. Mas já naquela ocasião vi um estudo gráfico mostrando uma série de nós na teia de comunicação virtual, representativos de centros nervosos emissores de convocações para os atos. O que se percebia era uma movimentação na rede social com um padrão e um alcance que por geração espontânea dificilmente teria tido o êxito obtido. Bem mais tarde, eu soube que Putin e Erdogan haviam telefonado pessoalmente para Dilma e Lula com o propósito de alertá-los sobre essa possibilidade.

Eu estava decidido a manter posição diante dos protestos, apesar das pressões. Eis que recebo um telefonema do Eduardo Paes, a quem o Planalto também tinha pedido o adiamento do reajuste da tarifa, dizendo que era melhor ceder. “Não vou segurar, você vai ficar sozinho”, me disse o prefeito do Rio. A pressão interna sobre nós já atingia patamares insuportáveis e o telefonema era a gota d’água. Foi então que resolvi ir ao Palácio dos Bandeirantes e propor ao governador Alckmin que fizéssemos juntos o anúncio da revogação do aumento. Contrariado, certo de que aquilo nada tinha a ver com tarifa de ônibus, tentei com o gesto despartidarizar a questão e iniciar um processo de construção de uma política tarifária metropolitana.
Na chegada, quando apertamos as mãos, pouco antes da coletiva em que faríamos o anúncio, eu disse ao governador o que pressentia: “Podemos estar às vésperas de uma crise institucional.”

Tenho para mim que o impeachment de Dilma não ocorreria não fossem as Jornadas de Junho. (..) [Destaques Avebarna] 

2017-07-10

sábado, 3 de dezembro de 2016

O Globo fareja o perigo

O Globo 01-12-2016, por Editorial

Momento é de conversa e de entendimento

Há muita tensão na política e na economia, e, se não houver diálogo entre os poderes, não será possível encaminhar como é necessário as mudanças que a crise exige.

Brasília, junho de 2013
2016-02-12

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Avebarna Quiz



O ministério Dilma-2015 é
(A) uma enorme frustração para os simpatizantes e ativistas que se empenharam em derrotar o candidato da plutocracia brasileira e transnacional

(B) uma afronta às reivindicações do tsunami democrático de junho de 2013

(C) uma humilhação a mais para a classe que, há 35 anos, pariu o PT para resgatar sua identidade como força social e política na cena brasileira e mundial.

(D) Todas as respostas anteriores

2015-01-02

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Vou de táxi

O Dia online 30-07-2013
 
Sérgio Cabral: ‘Eu estava precisando de humildade’
Montagem AvebarnaImagem original: Internet
Governador diz que visita do Papa o ‘tocou’ e faz ‘apelo de pai’ para que não façam protestos em frente ao prédio onde mora.
 
(..) Fez promessas: “Meu comportamento será menos unilateral. Vou ouvir os dois lados.” Explicou que mora no Leblon porque seu governo “priorizou” as reformas dos palácios Guanabara e Laranjeiras (residência oficial). Garantiu que sua família não está mais usando os helicópteros oficiais para ir a Mangaratiba e que a Casa Civil está buscando uma forma de normatizar o uso do transporte por ele e o primeiro escalão.

2013-08-01

terça-feira, 9 de julho de 2013

Congresso Constituinte Já!


Aqui, na minha lista de amigos do facebook, tem gente de todas as linhas de pensamento.      

Por exemplo, tem admiradores
incondicionais e adversários ferrenhos do governo Dilma Roussef. A imensa maioria não é nem uma coisa nem outra, talvez até seja as duas coisas ao mesmo tempo – o que nada tem de estranho, diria até que, nas circunstâncias, é bastante saudável. Mas somos todos importantes, todos temos o nosso lado da história para contar e ser ouvido.

(Jamais compartilhei, e serei adversário até a morte, da
sociologia metafísica dos atuais dirigentes do PT, que fornecem aos seus seguidores um prisma através do qual o mundo sempre aparece dividido em dois reinos: governo e oposição, esquerda e direita, democracia e fascismo. O adepto é obrigado, o tempo todo, a classificar tudo o que vê, imediatamente, em algum desses dois campos, morto de medo de ser classificado pelos próprios gurus com o rótulo 'errado'. Não espanta que, diante de um imenso tsunami político como o que estamos vivendo, esses dirigentes entrem em pânico e suas bases se quedem perplexas. A cúpula do PT e seu séquito de teóricos deixa aos maus escritores a tarefa de lembrar às pessoas que a realidade é feita de infinitos tons de cinza.)

Contudo, tenho, como todos, os meus critérios. Com base neles, acabo de defenestrar da minha lista um óbvio provocador que vem publicando mensagens convocando à “greve geral para mostrar quem manda no país” aos berros de “fora Dilma”. Sugiro que todos façam o mesmo. Deve haver por aí muitos outros, mas tenho coisa melhor para fazer.

Permitam-me, para terminar, esclarecer que rompi com o PT, jamais serei defensor incondicional de um governo PT-PMDB, mas sempre defenderei, do meu modesto posto de observador virtual, e à minha maneira, o que entendo serem conquistas democráticas e sociais encarnadas nas figuras e cargos políticos de Lula e Dilma contra a plutocracia brasileira e seus advogados no governo, no Congresso, no judiciário, na imprensa e nas ruas.

É por isso que acho que está na hora de pensarmos em um Congresso Constituinte. Sinceramente, não vejo como resolver passe livre, aborto, Estado laico, contratos de serviços públicos, reforma agrária, distribuição da renda da terra urbana, distribuição de royalties das riquezas do subsolo e tantas outras coisas democráticas com este congresso que temos. Dilma representa até aqui, creio, a vontade da maioria. Mas este congresso está morto. Só falta deitar.


2013-09-09

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Expresso 2013



Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
I magens originais: O Dia

2103-07-08

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Problemas de sociologia contemporânea




Se a periferia não chegou a tempo e o operariado não se moveu, quem é essa gente toda aí ao lado?



(A) Uma reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade

(B) Um ensaio de católicos para a Jornada Mundial da Juventude

(C) Um perigoso ajuntamento de fascistas enrustidos

(D) Uma manifestação de empregados de concessionárias, empreiteiras, imobiliárias, bancos, financeiras, casas de câmbio, fundos de investimento, universidades privadas, comércio e serviços em geral, além de estudantes, é claro, em protesto contra os estádios faraônicos, as concessões de mão beijada, os serviços urbanos não prestados, os serviços privados ardilosos, os juros bancários escorchantes, as anuidades impagáveis, os aluguéis exorbitantes, as tarifas abusivas...

(E) NRA 


2013-07-04

terça-feira, 2 de julho de 2013

sábado, 29 de junho de 2013

Mantega vê mais longe que um falcão

Estadão 26-06-2013, por L Alegretti, A Fernandes e R Veríssimo
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,nao-vi-ninguem-na-rua-falando-em-descontrole-da-economia-diz-mantega,157611,0.htm

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 26, que não viu reclamações nas ruas sobre controle da economia.

Guido Mantega
Fonte: Internet
"Não vi ninguém na rua falando de descontrole da economia. Posso ter perdido alguma coisa".

(...) "Nos países avançados, reivindicam salários, empregos. Aqui, são reivindicações específicas e são feitas por jovens e classe média."

O ministro disse que a pauta das manifestações no Brasil é extensa e que se refere a várias esferas de governo.

"Compostas por diferentes partidos, é importante destacar", colocou. "A condição social do brasileiro melhorou muito nos últimos anos. É natural que se anseie por condições ainda melhores, que melhore segurança, saúde, educação.

Com seu jeito de professor entediado, Mantega explicitou, com simplicidade e clareza, o caráter democrático do tsunami de junho - algo demasiado complexo para a sociologia bizantina da cúpula petista.

E concluiu, de maneira bem direta:

Nós, governos e parlamento, temos que procurar atender.

Simples assim. Se os governos e os parlamentos atenderem aos reclamos das ruas por transportes, saúde, educação e - muito importante - controle social dos bens e recursos públicos, é porque se interessam, de algum modo, em representá-las. Se não, que peçam para sair. Se não saírem, pior para eles. As ruas se encarregarão de defenestrá-los - por bem ou por mal.

2013-06-29

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desamor é quase antipatia

A cúpula dos Partido dos Trabalhadores abandonou a maré democrática de junho à sua própria sorte.

Pior, mandou uma tropa de militantes provocar a manifestação pelo Passe Livre com a imposição de suas bandeiras e, com o esperado resultado, não apenas colocou em suspeição o caráter "progressista" do movimento como pôs-se a insuflar uma campanha em "defesa de Dilma contra a ameaça de golpe". 

A cúpula do PT está oferecendo à plutocracia brasileira o patrocínio da maré democrática de junho - um presente com que ela jamais poderia sonhar.

Admito que cansei. Cansei de sustentar uma posição, ao mesmo tempo racional e emocional, de me manter solidário ao PT para estar ao lado da classe social a que me sinto ligado desde que achei ter entendido alguma coisa sobre este mundo belo e estranho em que vivemos.

Está suspensa a minha autodesignada posição de simpatizante do PT, pelo menos até que, do longínquo posto de observação virtual em me encontro, consiga enxergar alguma vida na terra salgada a que o partido foi, paulatina e consistentemente, reduzido por seus dirigentes. 

Teoricamente, só a própria classe trabalhadora poderá salvar o PT. Mas é duvidoso que ela ainda tenha interesse em fazê-lo. O futuro dirá.

Se é que isto importa para alguém além de mim mesmo, considerem-me sem-partido no próximo período. E, em qualquer caso, limitar-me-ei a participar da vida pública por via de meus dois blogs, À beira do urbanismo e Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona.


2013-06-28


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sínodo do Oriente



Cúpula do PT reunida para decidir se a orientação daquela manifestação lá embaixo é da
Central para a Candelária ou da Candelária para a Central


2013-06-27