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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Autogolpe: retrospecto

Deu no Click PB
08-09-2018, por Catraca Livre
Mourão defende ‘autogolpe’ em caso de anarquia
Pensando bem, o autogolpe do general Mourão carece de originalidade

2018-09-11

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Eleições 2018: passando a borracha

G1 21-08-2018, por G1

Pesquisa Ibope de 20 de agosto para presidente por sexo, idade, escolaridade, renda, região, religião e raça


Comentários: 

(1) Lula, o autodesignado candidato dos pobres e da felicidade nacional, nada de braçada num oceano de popularidade, tanto maior quanto mais clara é a percepção coletiva
de estar pagando sozinho, com a liberdade do próprio bolso, o saldo devedor da República das Empreiteiras. Nulos, brancos, indecisos e revoltados em geral manifestam seu decontentamento à margem do PSOL, que submerge na irrelevância. Marina, opção default dos ecologistas com mais de 60 e libertários com mais de 30, especula com a chance de ascensão no vácuo do veto judicial ao líder. Ciro, o eterno plano B do nacional-desenvolvimentismo, respira por aparelhos. 

(2) A democracia revolucionária de Junho de 2013 não se faz representar na disputa presidencial. A independência de classe do trabalhadorado também não. 

(3) O "partido da Lava Jato", cujo principal porta-voz é hoje o ministro Barroso, não tem um candidato para chamar de seu. Um fato intrigante, considerando a imensa popularidade de que desfrutou pelo menos até a fragorosa derrota de novembro de 2016, quando o Congresso povoado de bandidos, que acabara de derrubar Dilma Rousseff por motivo fútil e substituí-la pelo "progressista" Michel Temer, rejeitou o projeto de lei anticorrupção proposto pelo Ministério Público com considerável apoio popular. Ou seja, a regeneração das instituições apodrecidas da Nova República a cargo da cúspide dessas mesmas instituições - a Presidência, o Congresso e o STF - provou ser uma quimera reacionária. Com efeito: do ponto de vista do significado político do cerco popular ao Congresso em junho de 2013, a Lava Jato é um fiasco.

(4) Lula trabalha para transferir seu prestígio, uma vez mais, para um membro de sua corte, fiel à sua burocracia e, o mais importante, devoto do bipartidarismo das pombas e falcões da classe proprietária dominante. A deposição da subcomandanta Rousseff num motim parlamentar liderado pela própria "base aliada" já foi há muito contabilizada como despesa contingente. A novidade é o PT ter sido levado, pela força das circunstâncias e a contrapelo de seu próprio ethos, a fazer a única campanha eleitoral que questiona de alguma forma a legitimidade dessas eleições: Lula Candidato, Lula nos Debates. Afinal, pergunto eu, como entender que Lula não pode ser candidato quando toda a malta de congressistas sob investigação estará na TV, à sombra das imunidades constitucionais, exortando os respectivos currais eleitorais a reconduzi-los aos seus cargos para mais quatro anos de cambalachos premiados? 

(5) Para mim, essa eleição é uma trampa, se não uma fraude completa - sem Lula ou com Lula -, usada pelos lados direito e esquerdo da Ordem, golpeadores e golpeados, como narcótico do clamor nacional Fora Temer! e purgante de seu corolário Eleições Gerais, ou Assembléia Constituinte, para reconstruir a democracia sobre novas bases. Sua missão, ao contrário, é “normalizar” o país com a transmissão do posto do usurpador Michel Temer ao político mais votado - de preferência, mas não necessariamente, um que não tenha ligação com a memória da organização de classe parida pelo trabalhadorado em 1980 - para tentar ressuscitar a Nova República passando uma borracha no tsunami democrático de Junho de 2013, no golpe parlamentar contra Dilma Rousseff e nas investigações da Lava Jato. E se possível, para exorcizar a nova crise econômico-financeira que assoma no horizonte. Uma pretensão desorbitada, mas essa é outra história. 

2018-08-21

Veja também, neste blog
“Transformam o país inteiro num puteiro (Cazuza)”
https://avebarna.blogspot.com/2012/04/paris-e-uma-festa.html

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Carga pesada

Deu no Estado de Minas online
Pedro Parente deixa a presidência da Petrobras
Imagem: Internet
Vitória indiscutível dos caminhoneiros, e da imensa maioria dos brasileiros que os apoiou passivamente por puro instinto, sem exigir, como os animadores das redes sociais lulistas, carteira de identidade de classe (vejam só!) e certificado de idoneidade ideológica. E ainda tem caras-de-pau reivindicando para o 1/2 dia de paralisação dos petroleiros a queda de Parente!

Se a FUP e a CUT os tivessem apoiado no momento certo com greves nacionais autênticas, e não livrado a própria cara com um fiasco programado, o governo ilegítimo do usurpador Michel Temer teria ido inteiro pro buraco.

Em vez de especular sobre o candidato mais apto a arrastar o cadáver insepulto da Nova República, poderíamos estar agora debatendo as Eleições Gerais - abertas a candidaturas populares e livres da interferência do arquirreacionário STF, das máfias parlamentares usufrutárias de imunidades e, principalmente, do poder do dinheiro que as financia - para retrofitar a democracia, reescrever a Constituição e instituir um poder responsável perante a maioria do povo.

2018-06-01

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Inconveniente

Deu no PT online

Nota do PT: Governo entreguista criou crise dos combustíveis

Montagem: Avebarna
Imagens originais: Internet
     
Em tempo: na nota do PT, a palavra "caminhoneiro" não aparece uma vez sequer.


2018-05-25


terça-feira, 3 de abril de 2018

Pacto sinistro

Estado de S. Paulo 02-04-2018, por Luiz Vassallo e Fausto Macedo
‘Celebrou-se pacto oligárquico de saque ao Estado brasileiro’, afirma Barroso
The Bosses of the Senate. American anti-trust cartoon, 1889, by Joseph Keppler
Fonte: Internet

Não há como negá-lo, ainda que o insigne Ministro só se refira às formas manifestamente ilegais de pilhagem do Estado, deixando de lado as semi-legais, como as privatizações de monopólios públicos, e a legalíssima e sacrossanta dívida pública.

Desgraça ainda maior, que transcende amplamente o problema de se Lula é culpado ou inocente no processo do Guarujá, é este pacto sinistro, selado à sombra da Constituição de 1988 e custodiado pelos clubes patronais, ter sido ratificado, no governo, pelo partido criado pela classe trabalhadora na já longínqua década de 1980 para representá-la politicamente e construir organizações e um programa de classe para o século XXI.

A debacle política, moral e intelectual do PT é uma tragédia de dimensões históricas.

A organização política de classe dos trabalhadores brasileiros - como de todo o mundo, aliás - está vacante. Cabe ao próprio trabalhadorado recriá-la, sob formas que, tal como no Brasil da década de 1980 (e em outras partes também: quem não se lembra do Solidarnosc?) só no calor da luta se poderão forjar.

Fora Temer... agora mesmo! Dissolução imediata do Congresso povoado de trambiqueiros e golpistas! Justiça igual para todos! Assembléia Constituinte já para retrofitar a democracia, livre da influência do dinheiro e aberta a candidaturas independentes oriundas dos movimentos sociais!

2018-04-03

terça-feira, 17 de outubro de 2017

A força é a união dos diferentes (Zao Tsi-fu)

Zao Tsi-fu, conhecido no 
Ocidente como Sara Mago, 
escreveu numerosos 
ensaios sobre a cegueira,
dentre os quais o best-seller
"O pior cego é aquele 
que não enxerga 
absolutamente nada".


No íntimo de cada brasileiro que um dia elegeu Lula presidente e que, independentemente do grau de desilusão com os governos PT-PMDB, percebeu no impeachment de Dilma uma manobra descarada para beneficiar clubes empresariais em estresse recessivo e proteger escroques parlamentares em pânico investigativo, há de haver a indagação do motivo pelo qual os dois grandes partidos nacionais autoidentificados como de esquerda, o PT e PSOL, se mostram tão desinteressados de organizar iniciativas comuns capazes de reunir as multidões brasileiras em prol dos objetivos de quase todos: defenestrar o presidente usurpador, encurralar o Congresso impostor e, por tabela, neutralizar o STF fiador dessa ordem malsã para abrir passo – no mais curto prazo possível – a eleições gerais verdadeiramente democráticas, isto é, livres da influência predatória do poder do dinheiro.

Não é, definitivamente, a unidade ou frente das esquerdas o que importa – cada indivíduo tem a sua opinião e cada organização o seu programa. O que importa é a unidade dos diferentes - trabalhadores com e sem partido, socialistas e ambientalistas, nacionalistas e internacionalistas, lulistas e não lulistas - em luta por objetivos democráticos comuns; é a frente das multidões por metas parciais compartilhadas que ajudem a construção de uma democracia substantiva em nosso país.

Esperar passivamente, cada um na sua, as eleições previstas para 2018 é passar recibo no impeachment, dar mole para a vampiragem generalizada em que se transformou a Nova República e deixar crescer o desconcerto e a frustração coletiva, ambiente ideal para a multiplicação das chances do azar.

2017-10-15

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Rumo à normalidade

O Estado de S Paulo 20-09-2017, por Cláudia Trevisan e Eduardo Laguna
Temer diz que investidores não terão problema com corrupção no Brasil
Montagem: avebarna.blogspot.com.vr
Foto original: Internet
2017-09-20

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Hora extra

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagens originais: Internet
A resposta do PT à notória putrefação da Nova República todo o mundo não adepto do autoengano já sabe: o governo arquirreacionário Temer-Meirelles (que reúne 2/3 da aliança arquiprogressista Lula-Temer-Meirelles!!!) fica até dezembro de 2018, o Congresso golpista dos trambiqueiros a serviço do patronato também, todos esquentando o lugar para o retorno triunfal de Lula Presidente porque, se Deus quiser, até lá o STF "normalizou" a Lava Jato e o pior da recessão econômica passou. Aí, tudo volta a ser mais ou menos como antes, isto é, sai a República das Empreiteiras, que está na boca de Matilde, entra a República das Concessionárias, que continua com a boca na botija. 

Mas e o PSOL? Que “saída pela esquerda” propõe, afinal, a liderança do PSOL? Continuar batendo cartão de ponto na oposição parlamentar? 

2017-09-14

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Juntando o inútil ao desagradável

Estadão 21-08-2017, por Lu Aiko Otta

Semipresidencialismo seria 'extremamente útil para o Brasil', diz Temer

Presidente do TSE defendeu também o sistema; Temer disse que 'sempre' se encontra com Gilmar Mendes para debater o tema 

Montagem:www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet
2017-08-21

terça-feira, 18 de julho de 2017

Contra a condenação de Lula!

Sigo aguardando a oportunidade de me manifestar em uma campanha suprapartidária contra a condenação de Lula da Silva, pelo juiz Sergio Moro, com base em indícios meramente circunstanciais.

Estaria até propenso a reativar o Comitê Suprapartidário Avebarna contra o Impeachment (de Dilma)*, agora na forma de um Comitê Suprapartidário Avebarna Contra a Condenação de Lula, não fosse a convicção de que o próprio Lula e seu partido não têm qualquer interesse em sair da posição de mártires da tendenciosidade política da Lava Jato em geral e de Sergio Moro em particular (que a esta altura pode ser clara para você e eu, leitor, que somos cidadãos politizados, mas não para a imensa maioria dos brasileiros mais do que compreensivelmente indignados com a pilhagem sistemática dos recursos do Estado e suas empresas por agentes públicos a serviço do cartel de grandes empreiteiras e concessionárias que há décadas controla o acesso às obras e serviços públicos no país), na esperança de uma hipotética absolvição em 2ª Instância que lhe dê trânsito livre à eleição presidencial prevista para 2018, objeto central, diria mesmo único, da política lulista que, para tanto, finge defender a queda imediata de Temer mas dedica o melhor de seus esforços a manobrar, tergiversar e rezar para que até lá ele permaneça firme no timão (uh..)!

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagens: Internet
O blogueiro tem fé que a maioria senão todos os membros do Comitê Avebarna Contra o Impeachment (de Dilma)* firmariam igualmente contra a condenação de Lula com base em indícios meramente circunstanciais, ainda que o tesão de defendê-lo pudesse estar, em alguns casos, amolecido (!) pela persistente ambiguidade do potencial condenado e de seu partido em face do conluio Congresso-STF para a deposição de Dilma e da continuidade do governo ilegítimo e arquirreacionário de Temer e Meirelles, os amigos da lula, digo, da onça dos trabalhadores do Brasil.

2017-07-18

sábado, 8 de julho de 2017

Erdoganização local

Lula e o PT qualificam seu próprio ex-vice e aliado preferencial de presidente ilegítimo, o que de fato é, mas não movem uma palha para ajudar o país a concretizar o “Fora Temer”.

Classificam o impeachment de Dilma como golpe, o que de fato foi, mas não exigem a dissolução imediata do congresso golpista em favor de uma Assembléia unicameral com poderes Constituintes, eleita sem a influência do dinheiro e dos potentados midiáticos.

Chamam o STF de acovardado e a Lava-Jato de tendenciosa, o que de fato são, mas não indicam nenhum caminho para a construção de uma Justiça imparcial e cidadã. 

A julgar pelas falas do ex-presidente e as matérias do saite do partido, todo o problema da democracia no Brasil se resume e subsume... à candidatura presidencial de Lula em 2018! 

Nessas condições, é difícil enxergar na proposta “Lula 2018!” outra coisa que não a esperança mais ou menos consciente, ou a gestação mais ou menos inconsciente, de uma solução de viés bonapartista - pela esquerda e pelo voto, por que não? - para as desgraças que assolam a nação.

2017-07-14

sexta-feira, 7 de julho de 2017

quinta-feira, 6 de julho de 2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

O fundo do poço?

Folha de S Paulo 02-07-2017, por Painel
Advogados de Temer, Dilma, Lula e Aécio articulam manifesto para questionar o Judiciário e o MP 
Imagem: Internet
Defender-se publicamente, com o apoio de juristas independentes, personalidades e organizações civis, do que considera uma iminente condenação sem base em provas, é um dever político de Lula e de seu partido. Expor, numa campanha desse tipo, a sua opinião sobre a Lava Jato, o MP, o Judiciário e tudo quanto queiram é um direito sem o qual nenhuma ação unitária entre pessoas e organizações de distintos pontos de vista pode ser realizada. 

Por essa exata razão, pretender impor (como de hábito por default), a quantos gostariam de defender Lula neste caso, a plataforma da denúncia da Lava Jato como a grande desgraça do país e Lula Presidente como a única solução, é uma estupidez inominável, equivalente àquela que, faz poucos meses, consistiu em assimilar a defesa do mandato de Dilma à defesa de seu governo e, por, extensão, da onipresente sabedoria dos líderes petistas - com o resultado que todos conhecemos: derrota acachapante e confusão catastrófica.

Agora, defender-se da Lava Jato por meio de uma associação política espúria com a pior canalha de golpistas, bandidos e reacionários, amigos da onça e inimigos jurados da classe trabalhadora e da democracia substantiva, boa parte deles acusados com base em indícios avassaladores, seria, pura e simplesmente, um crime pelo qual a cúpula do PT haveria de pagar, "de direito", com a debandada geral de seus perplexos seguidores rumo a um partido que, pelo menos, honrasse o próprio nome.

PS: Lula desmentiu a nota do Painel/Folha. O que não quer dizer que atrás dessa fumaça não tenha uma fogueira de São João: além de compatível com a tradicional duplicidade dos líderes petistas, ela é decorrência lógica das consignas "defesa da política” e "defesa da classe política” - contra a Lava Jato -, recém postuladas pela presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (ver neste blog a postagem “Uma noite na ópera”). https://avebarna.blogspot.com.br/2017/06/uma-noite-na-opera.html

2017-07-03

sábado, 1 de julho de 2017

30 de Junho: muita fumaça e pouca greve

Universitários de Chapecó, SC, atendem 
à convocação de Greve Geral em 30 de junho
Foto: Internet
Com todo respeito e apoio incondicional àqueles que se mobilizaram por todo o país neste 30 de junho, não consigo enxergar mais do que um rotundo fracasso da iniciativa. Uma greve geral não é o mesmo que uma jornada de manifestações de rua - e pior -, qualitativamente iguais e quantitativamente menores do que as da mobilização precedente.

O saite do PT saiu com a seguinte pérola: “PARALISAÇÕES EM ATOS (sic!) de norte a sul do Brasil dizem não às reformas do governo usurpador de Michel Temer”. O que é isso? Querem enganar quem?

A convergência de iniciativas dos partidos e frentes de esquerda com os aparatos das centrais sindicais não é, infelizmente (ou felizmente?) condição suficiente para o sucesso de uma greve geral. Faltam os trabalhadores... parando de trabalhar! E para tanto são indispensáveis clareza absoluta de objetivos, formas de organização adequadas e lideranças próprias e confiáveis em todos os níveis, itens cuja produção supõe um histórico mínimo de luta - de classe - da geração presente! 

Por outro lado, não se pode minimizar a importância, pela negativa, da já longeva autoconversão voluntária do PT de partido de classe dos trabalhadores em partido parlamentar “de esquerda”, assim como da sua desmoralizante estratégia de cambalachos de Estado com o empresariado companheiro e, para culminar, da vergonhosa derrubada sem luta, ainda fresca na memória coletiva, do seu governo pelas mãos dos próprios aliados. Que trabalhador arriscará o seu emprego para seguir tão temerária (uh!) liderança?

Em resumo, eu penso que a classe trabalhadora QUE NÃO SE RECONHEÇA COMO TAL só fará greve geral sendo arrastada por um tsunami democrático como o de Junho de 2013 e se reconstruindo como classe para si dentro do turbilhão! O PT deu as costas, conscientemente, a essa chance quando ela se apresentou, e o PSOL, aparentemente, ainda não se deu conta de tal necessidade. O preço está sendo pago: muita fumaça - literalmente - e pouca greve. 

A luta continua, mas um balanço honesto é necessário!

2017-07-01

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Dúvida pertinente

Deu no UOL Notícias
27-06-2017, por UOL
https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/06/27/nao-sei-como-deus-me-colocou-aqui-diz-temer-em-pronunciamento.htm


Não sei como Deus me colocou aqui, diz Temer em pronunciamento

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet

2017-06-28

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Greve geral ou feriadão sindical?

A quatro dias da Greve Geral contra as reformas Trabalhista e da Previdência, a chamada para o assunto no saite do partido que se reclama "dos trabalhadores" aparece quase no pé da página digital! 

E por que, outra vez, numa sexta-feira? Feriadão sindical?

O mais importante: não tem Comando de Greve? Como pode uma GG convocada por 9 centrais sindicais não ter um comando unificado que centralize e coordene as paralisações? Com comitês de greve em cada grande cidade? 
A quem devem se dirigir os trabalhadores não sindicalizados que aderirem à greve? Ou os movimentos de bairro que quiserem apoiar a greve?

E se a greve geral ganhar impulso, entrar pelo sábado e continuar na 2a-feira? E se se transformar numa greve geral política pelo fim do governo Temer, que só acabe quando ele cair? Quem, ou qual fórum, formulará propostas sobre o rumo a seguir? Quem assume a responsabilidade?



Com a escalada da crise decorrente da denúncia de Temer pelo MP, não se pode descartar - mesmo contra todas as expectativas (!) - que a greve geral convocada pelas centrais sindicais para o dia 30 desencadeie um tsunami político que faça lembrar junho de 2013, caso em que a bandeira Fora Temer/Eleições Gerais teria, creio, de ser complementada com as exigências "Congresso com poderes constituintes e direito de candidaturas populares". 

É tempo de dar fim à República das Empreiteiras (e dos bancos, concessionárias etc).

2017-06-26