ESPN 11-06-2015
Definitivamente, esse buraco é muito mais fundo do que sugere a ideia da "moralização do futebol".
O falecido Joelmir Betting, um entusiasta, mas nem por isso menos economista, do ludopédio, costumava assinalar aos seus leitores que o futebol é o maior segmento de um dos ramos mais importantes da economia mundial: a indústria do entretenimento.
Um negócio da China - mais exatamente da Europa, controlado com mão de ferro por um vetusto monopólio burocrático; algo que, com certeza, não agrada aos EUA, onde a modalidade começa a se tornar extremamente popular e lucrativa sob o impulso das novas gerações de migrantes, latinos principalmente, mas também europeus e asiáticos.
O soccer pode ser um lenitivo nada desprezível para uma economia que, ainda aturdida pela fragorosa derrocada do eldorado imobiliário que acreditava ter descoberto, necessita desesperadamente de novas soluções para a valorização dos brontobytes de capital registrados nos servidores de suas casas bancárias.
O "caso FBI-FIFA" pode ser o primeiro capítulo de uma longa disputa entre os EUA e a Europa pela repartição dos lucros do ludopédio global. A tempestiva intervenção do Parlamento Europeu é, nesse sentido, bastante sintomática.
2015-06-11