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sábado, 29 de julho de 2023

Vamos combinar?

OlharDigital 25-07-2023
https://olhardigital.com.br/2023/07/25/pro/alemanha-retira-recursos-para-o-clima-e-anuncia-investimento-pesado-em-chips/


Você acredita que Estados, mais ou menos democráticos, cuja prioridade são guerras comerciais e armadas no interesse de suas oligarquias nacionais - por reservas de mercado, fontes de energia, metais raros, vantagens tecnológicas, produtos estratégicos, direitos de patente, espaço territorial, privilégios extraterritoriais etc - poderão ter um papel relevante na luta contra a catástrofe climática que assoma no horizonte? Eu não.


2023-07-29

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O capital no século XXI: competição global, Estado nacional, desbarato geral


Guerra abierta entre las aerolíneas de Estados Unidos y los países del golfo
Imagem: Internet
(..) Los ataques cruzados entre Delta y Qatar, American y Etihad o Emirates y United son continuos. Pasan desde asuntos anecdóticos hasta argumentaciones de mayor calado: desde Estados Unidos se acusa abiertamente a los gobiernos del golfo de haber subvencionado con cerca de 50.000 millones de dólares a sus compañías. Como respuesta a ello, Emirates publicó un informe analizando en profundidad a quienes la atacan y como resumen también aparecen ayudas, en este caso de la administración estadounidense con sus compañías de aviación, indicando que se ha apoyado con mas de 100.000 millones de dólares al sector en asuntos como pensiones, protección en casos de quiebra o bancarrota, exenciones fiscales, garantías de préstamos o subvenciones directas.

Por otro lado, cuando se menciona el asunto de la perdida de puestos de trabajo estadounidenses gracias al crecimiento de las aerolíneas del golfo, estas recuerdan los enormes contratos que tienen con el fabricante de aviones Boeing y toda la riqueza que la construcción de esos aviones que acabaran volando con los colores de esas aerolíneas generará no solo en las fabricas, sino también en los muchos proveedores estadounidenses en la cadena de suministros para la fabricación de los B-777 o 787 que volarán en el futuro. (..) 

2018-01-10

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

A Catalunha insurgente está só. Está?

Foto: Juan Medina / Reuters.
  Fonte: El Punt Avui / Internet
 
Os Estados do mundo passaram os últimos anos, meses e semanas - e até mesmo os dias que antecederam o referendo independentista - ignorando os desenvolvimentos da luta do povo catalão por sua autodeterminação política. 

De súbito, o afluxo de um autêntico tsunami cidadão ao referendo obstinadamente garantido pelas instituições autonômicas, organizações independentistas e lideranças civis da nação – a despeito dos confiscos, da sabotagem, das ameaças e da truculência policíaco-judicial do Estado central – converteu, como num passe de mágica, a indiferença generalizada em desconcerto, inquietação e pânico. 

Aonde poderia levar a insurreição nacional, republicana e popular, ao mesmo tempo radicalmente democrática e deliberadamente gandhiana, de 1º de Outubro? Que consequências poderia ter para a ordem espanhola, europeia e mundial? 

A começar da própria União Europeia - na qual milhões de catalães depositavam suas esperanças de um trânsito relativamente suave rumo à República, la desconexió -, um a um os chefes de Estado de todo o mundo passaram a manifestar sua adesão à indivisibilidade do território espanhol e à incolumidade de seu Estado, acompanhada de palavras de apoio ao governo Rajoy e melífluas exortações aos líderes catalães para que "se abram ao diálogo” e "busquem uma solução pactuada” - isto é, para que se submetam, pela enésima vez, ao pacto franqui-monárquico-parlamentar de 1978.

A Catalunha insurgente está só - ante a real possibilidade de uma intervenção policial-militar - no que respeita aos Estados nacionais. Resta saber se está só também no que respeita aos partidos e lideranças políticas que, em todo o mundo, exercem o papel de representantes das aspirações dos povos pela democracia, pela República, pelo progresso social e pelo socialismo. 

A Catalunha insurgente precisa, desde já e urgentemente, do apoio efetivo do Podemos espanhol, do França Insubmissa, do Syriza grego, do Partido Trabalhista britânico, do PT e do PSOL brasileiros, do Partido Democrata norte-americano, do Partido Comunista Cubano, dentre muitos outros que minha desmemória e minha ignorância política não me permitem citar. 

A Catalunha insurgente precisa, desde já e urgentemente, de manifestações inequívocas e iniciativas práticas por parte de lideranças políticas de expressão mundial como Iglesias, Corbyn, Mélenchon, Varoufakis, Piketty, Bernie Sanders, Lula, Mujica, Obama e tantos quantos sobrevenham à lembrança do leitor. 

Como, porém, essas importantes organizações e personagens - com raras e honrosas exceções - até aqui têm demonstrado menos apreço pela fama que ostentam do que por suas lealdades constituídas, resulta que a Catalunha insurgente continua virtualmente só, e no momento do maior perigo. 

Mas não desesperemos. Tudo é possível à Catalunha autodeterminada enquanto ela puder se alimentar da energia libertária das multidões de trabalhadores urbanos e indignados de todas as idades - da Praça Tahir, da Puerta del Sol, do Occupy Wall Street, do Junho de 2013 na Turquia e no Brasil, do Nuit Debout e, principalmente, do seu próprio 1º de Outubro.

Vejamos o que sucede.

2017-10-05

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O capital no século XXI: competição global, Estado nacional, desbarato geral

Deu no NY Times online
10-12-2016, por Amanda Taub (“How ‘Islands of Honesty’ Can Crush a System of Corruption”)

Montagem avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet 
For over a year, a global mystery has been growing: Why are so many governments around the world collapsing amid corruption scandals? (Continua)

2016-12-13

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Cristóvam Buarque dá aula magna sobre a internacionalização da Amazônia


Cristóvam Buarque
Durante debate em uma universidade dos Estados Unidos, o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador Cristóvam Buarque foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristóvam Buarque:


De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.  Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. 

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. 

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. 

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. 

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. 

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

2012-04-16