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domingo, 20 de setembro de 2026

Domingo Avebarna: O capital no século XXI

The Guardian 18-09-2026
https://www.theguardian.com/inequality/2026/sep/18/global-leaders-urged-to-join-initiative-to-fight-extreme-inequality

Imagem e legenda: The Guardian
Global leaders urged to join initiative to fight extreme inequality

More than 1,500 academics and economists sign letter, calling growing gap between richest and poorest ‘a policy choice that can be reversed’

Before the UN general assembly in New York next week, the experts have signed an open letter backing the International Panel on Inequality (IPI)


Sou inequivocamente a favor, e saúdo a criação, de um Painel da Desigualdade inspirado no exemplo do Painel do Clima, sob a autoridade da ONU.

E o digo ainda que discorde enfaticamente da ideia, inspirada por sua vez em Piketty 2019 [1], de que "o fosso crescente entre os mais ricos e os mais pobres é uma uma escolha política" que pode ser revertida - para mim, manifestação inequívoca do programa político do 'capitalismo esclarecido' (?) do primeiro quarto do século XXI, que é ressuscitar o keynesianismo no mundo das Big Techs e do capitalismo parasitário de direitos monopolistas e, junto com ele, o pacto social do II pós-guerra. 

Inspiração por inspiração, considero muito mais realista, corajoso e atual o pensamento da economista Joan Robinson (1903-1983), expresso numa resenha publicada no já longínquo ano de 1936: “Qualquer governo que tenha o poder e a vontade de solucionar os principais defeitos do sistema capitalista há de ter a vontade e o poder de aboli-lo por completo”. [2] Para mim, é somente no marco da situação-limite de Robinson que a 'escolha política' pikettiana pode vir a ser o aspecto decisivo do desenvolvimento histórico.

Como não se trata, aqui, de uma disputa de opiniões, mas de iniciativas políticas e sua eficácia, que venha o Painel da Desigualdade e vejamos no que vai dar. Eu começo reivindicando a ampliação do seu escopo: a desigualdade não é assunto exclusivo de economistas, a diversidade de pontos de vista, economistas incluídos, é fundamental para o sucesso do Painel e a escolha de seus membros, comissões e coordenadores deve ser a mais transparente possível.

Segue abaixo um relevante resumo da concepção de Joan Robinson produzido… por IA (!) em 18-09-2026, dia da publicação da matéria do Guardian.

Esta célebre frase de la economista británica Joan Robinson resume de forma brillante una de las críticas más profundas desde la economía heterodoxa y de izquierda hacia el reformismo capitalista.

A continuación, se desglosa el significado, el contexto y las implicaciones de su pensamiento:

El significado de la frase

Robinson plantea una paradoja de poder y voluntad política. Su argumento central es que los "defectos principales" del capitalismo (como la desigualdad extrema, el desempleo estructural, las crisis cíclicas y la explotación) no son fallos fortuitos, sino características intrínsecas e indispensables para el funcionamiento del propio sistema.

Por lo tanto:
  • El poder necesario: Para corregir de raíz estos defectos, un gobierno necesitaría intervenir de forma tan drástica en los derechos de propiedad privada y en los mercados que destruiría la lógica interna del capitalismo.
  • La voluntad política: Si un gobierno llega a tener la determinación ideológica y el apoyo popular para desafiar las bases del sistema y someter a las élites económicas, ese mismo impulso político lo llevaría de forma natural a sustituir el capitalismo por un modelo alternativo (como el socialismo), en lugar de intentar "arreglar" un sistema diseñado para beneficiar a unos pocos.

Contexto y corriente de pensamiento

Joan Robinson fue una de las figuras más prominentes de la Escuela Poskeynesiana y una estrecha colaboradora de John Maynard Keynes en la Universidad de Cambridge. A diferencia de Keynes, que buscaba reformar y salvar el capitalismo a través de la intervención estatal, Robinson adoptó una postura mucho más crítica y cercana al marxismo en sus últimos años.

Ella argumentaba que las políticas de bienestar y regulación económica (como el New Deal) eran paños de agua tibia que contenían los problemas temporalmente, pero que no resolvían la contradicción fundamental entre la acumulación de capital y el bienestar social. (Conteúdo AI 18 09 2026)

2026-09-20

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NOTAS

[1] “A desigualdade não é econômica ou tecnológica: é ideológica e política." Esta é, sem dúvida, a conclusão mais óbvia da investigação histórica apresentada neste livro. Em outras palavras, o mercado e a concorrência, os lucros e os salários, o capital e a dívida, os trabalhadores qualificados e não qualificados, os nacionais e os estrangeiros, os paraísos fiscais e a competitividade, não existem como tais. São construções sociais e históricas que dependem inteiramente do sistema jurídico, fiscal, educacional e político que escolhemos estabelecer e das categorias que escolhemos criar.” [“A desigualdade é ideológica e política”: extratos do novo livro de Thomas Piketty”. Instituto Unisinos 12-09-2019]
https://ihu.unisinos.br/categorias/592400-a-desigualdade-e-ideologica-e-politica-extratos-exclusivos-do-novo-livro-de-thomas-piketty

[2] “(..) in the present age, any government which had both the power and the will to remedy the major defects of the capitalist system would have the will and the power to abolish it altogether, while governments which have the power to retain the system lack the will to remedy its defects.” [ROBINSON Joan, “The Trade Cycle, by R. F. Harrod”. The Economic Journal Vol. 46, No. 184 (Dec.1936), pp. 691-693
 

domingo, 24 de março de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

The Guardian 13-03-2024
https://www.theguardian.com/global-development/2024/mar/13/growth-of-gulf-between-rich-and-poor-countries-recipe-for-much-darker-future-says-un


The gulf between rich and poor countries continues to grow, according to the UN, furthering the reversal of a 20-year trend where the gap steadily shrank until 2020.

The latest human development report found that although each of the 38 OECD (Organisation for Economic Co-operation and Development) countries has recovered from the Covid pandemic, only half of the least-developed countries have done so.

“If you take [the index] as an average of all countries you see a story of recovery,” said Achim Steiner, the administrator of the UN Development Programme (UNDP). “But when you look more closely it is a recovery particular to high-income countries. It is not yet a recovery for the low-income and least-developed countries.”

2024-03-24

domingo, 21 de janeiro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

UOL Economia 21-01-2024
https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2024/01/21/desigualdade-no-mundo-relatorio-oxfam-davos.htm

No ritmo atual, demoraria cerca de 230 anos para que a pobreza fosse completamente erradicada do planeta. Por outro lado, em até dez anos o mundo deve ter o seu primeiro trilionário — provavelmente, Elon Musk. O cenário de extremos é detalhado pelo mais recente relatório Desigualdade S.A. da Oxfam, divulgado na última segunda-feira (15) em Davos, na Suíça, durante a 54ª reunião anual do Fórum Econômico Mundial.


Adivinhe qual dessas duas previsões é mais confiável!

2024-01-21

segunda-feira, 27 de novembro de 2023

domingo, 4 de junho de 2023

Avebarna Domingo: Centro ou periferia?

La Vanguardia 29-05-2023
https://www.lavanguardia.com/economia/20230529/9001396/paro-precariedad-baja-productividad-alejan-espana-europa.html

La economía española se aleja de Europa. No es que el producto interior bruto (PIB) haya dejado de crecer, que lo hace, sino que ese incremento se apoya fundamentalmente en empleos de bajo valor añadido o con ocupaciones a tiempo parcial. La distancia entre el PIB por habitante de España y el de Europa ha pasado del 9% en el 2006 al 17% el año pasado. (..) La paradoja es que cuando aumenta la afi­liación, al mismo tiempo crece la brecha con Europa en PIB per cápita porque los empleos que se crean son de bajo valor añadido. (..) Un ejemplo fácil es el de la hostelería. Si el empleo nuevo se crea en los bares u hoteles, crece el PIB en términos agregados, pero la media por habitante no. (..) “En España necesitamos más personas para producir el mismo nivel de PIB que otros países; tenemos una baja productividad”, reflexiona María Romero, analista de Afi


2023-06-04

quinta-feira, 9 de março de 2023

A nação invisível

El País 04-03-2023
https://www.lavanguardia.com/internacional/20230304/8799801/saqueo-altiplano-peru-recursos-naturales-cuzco-lima.html

"En un país que lo ha apostado todo por las materias primas, la convicción de que Pedro Castillo fue defenestrado de la presidencia bajo presiones de los lobbies del gas y la minería se repite en cada conversación en Cuzco. Esta es una región con grandes minas a cielo abierto de cobre, zinc, níquel, oro y otros minerales, y el principal depósito de gas del país, pero muchos se quejan de que las rentas procedentes de minerales e hidrocarburos acaban en Lima o en el extranjero. (..)"


2023-03-09

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Alonzanfã!

Metrópoles 18-02-2022
https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/deputado-da-familia-real-quer-cobrar-taxa-de-moradores-de-favela

O deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, do PSL de São Paulo, defende cobrar de moradores de favela o laudêmio, taxa sobre transações de imóveis paga ao governo. Os valores seriam repassados às prefeituras. A proposta, que se inspira na taxa paga por moradores de Petrópolis (RJ) a descendentes da família real, consta do site do deputado e até o momento não tramita na Câmara.


2022-02-21

domingo, 30 de janeiro de 2022

Efeito-Sísifo

Nações Unidas / Brasil
https://brasil.un.org/pt-br/169794-numero-de-pessoas-em-extrema-pobreza-na-america-latina-sobe-para-86-milhoes

O número de pessoas vivendo em extrema pobreza na América Latina e Caribe atingiu a marca de 86 milhões. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (27) pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), através do relatório anual Panorama Social da América Latina 2021. A Comissão estima que a taxa de extrema pobreza na região aumentou de 13,1% da população em 2020 (cerca de 81 milhões de pessoas) para 13,8% em 2021, um retrocesso de 27 anos nesse índice. (..) Por outro lado, a Comissão identificou que a taxa geral de pobreza teve uma ligeira diminuição, passando de 33,0% para 32,1% da população. Isso significa que o número de pessoas em situação de pobreza passou de 204 para 201 milhões entre 2020 e 2021.


2022-01-30