Mostrando postagens com marcador COP30. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador COP30. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Avebarna Fridays for Future

O Estado de S Paulo 11-11-2025, por Karla Spotorno
https://www.estadao.com.br/ciencia/a-meta-que-carlos-nobre-defende-mudar-para-salvar-planeta-de-colapso-climatico-risco-de-epidemias/

"Tem de mudar a meta do Acordo de Paris”, disse Nobre, que está em Belém para a COP-30, em entrevista ao Estadão / Broadcast. 


“Estamos muito perto de chegar ao 1,5º Celsius de aquecimento global. Se mantivermos a direção de zerar as emissões líquidas só em 2050, vamos passar de 2º Celsius”, afirmou Nobre, acrescentando que alguns estudos mostram o risco de a temperatura média global do planeta aumentar em 2,5º Celsius. Além do derretimento de geleiras e da extinção de 18% a 25% da biodiversidade dos oceanos, um aquecimento mais alto vai aumentar o já “risco gigantesco de epidemias, como já vimos na Amazônia em 2024”, segundo Nobre.

“Se continuarmos a perturbar a natureza desse jeito, vamos ver mais epidemias e pandemias. No ano passado, a região da Amazônia já viu epidemias da febre mayaro e da febre oropouche”, afirmou Nobre, único cientista brasileiro a participar da coalizão de universidades e organizações científicas chamada Planetary Science. (..)


2025-12-05

sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Avebarna Fridays for Future

CNN COP 30 22-11-2025, por Fernando Nakagawa
https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/fernando-nakagawa/internacional/analise-cop30-mostra-que-o-mundo-precisa-vender-veneno-para-pagar-antidoto/

COP30 mostra que mundo precisa vender veneno para pagar antídoto


Belém não alcança consenso para combustíveis fósseis; Brasil da energia verde e Margem Equatorial resumem contradição climática e econômica


Os combustíveis fósseis drenaram parte do capital político da presidência brasileira nos últimos meses, mas o esforço diplomático esbarrou na dura realidade econômica.

Em Belém, o recado foi claro: o mundo ainda não está pronto para desligar as máquinas que nos trouxeram até aqui. E, assim, a COP30 explicitou que a transição energética continua refém do dinheiro do petróleo.

Para compreender esse impasse global, não é necessário olhar para longe. Basta examinar o quintal – ou melhor, o mar – do anfitrião. O Brasil de 2025 encarna, com precisão cirúrgica, as contradições do planeta Terra.

Nas últimas duas semanas, diplomatas brasileiros agiram como nunca para costurar um compromisso de redução da dependência fóssil.

O argumento era claro: essa é a energia que mais polui, e uma transição desordenada será infinitamente mais cara e instável do que um declínio planejado. A ministra Marina Silva liderou o discurso, tentando vender a ideia de que a “ordem” no abandono do petróleo é tão vital quanto o abandono em si.

No entanto, a proposta naufragou nas salas de reunião bem refrigeradas de Belém. E a ironia é que os argumentos usados pelas potências globais para derrubar o plano são os mesmos ouvidos nos corredores de Brasília para defender a exploração da Margem Equatorial.

O governo Lula vive esse dualismo, essa incongruência: advoga pela descarbonização no palco, mas, na prática, segue com o petróleo como uma prioridade nos bastidores e principalmente nas contas.

A exploração de novas fronteiras de óleo e gás não é apresentada como um projeto de futuro, mas como uma necessidade fiscal — uma "vaca leiteira" indispensável para financiar a própria revolução verde.

A lógica do “mal necessário” prevaleceu. Sem os royalties do petróleo, argumentam os pragmáticos de Brasília, não há capacidade econômica para subsidiar eólicas, solares ou hidrogênio.

Ao final, a COP30 expôs a realpolitik climática.

O Brasil defendeu a necessidade urgente de um antídoto para a febre do planeta. É um remédio amargo e caríssimo. E o mundo respondeu a esse plano: a única forma para pagar a conta é continuar vendendo o veneno.

2025-11-28

domingo, 23 de novembro de 2025

Anais do capitalismo mais-que-tardio

rfi Brasil 22-11-2025
https://www.rfi.fr/br/brasil/20251122-acordo-fraco-da-cop30-decepciona-em-bel%C3%A9m-mas-brasil-impulsiona-debate-para-afastamento-do-petr%C3%B3leo

Não foi desta vez que os países reunidos para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas atacaram o cerne do problema à altura da emergência climática. O acordo final da COP30 não menciona a necessidade de um roteiro para os países diminuírem a dependência dos combustíveis fósseis. No lugar, foi lançada uma iniciativa para debater o assunto entre os países.


Jura? Mas por quê só pensou nisso depois, e não antes, da COP30? 

2025-11-23

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Avebarna Fridays for Future

Folha de S Paulo 08-10-2025 / via Clima info
https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2025/10/nao-da-para-discutir-carro-eletrico-na-cop30-se-45-da-africa-nao-tem-eletricidade-diz-negociador.shtml


A fala do negociador Richard Muyungi, da Tanzânia, expõe uma das maiores contradições do debate climático global: enquanto países desenvolvidos pressionam por metas de descarbonização e adoção de veículos elétricos, quase metade da população africana ainda vive no escuro, sem acesso sequer à energia básica para cozinhar, estudar ou trabalhar.

Muyungi destacou que o continente africano enfrenta uma crise estrutural de energia, com redes elétricas frágeis, alto custo de expansão e dependência de fontes fósseis, mesmo tendo grande potencial em renováveis como solar e eólica. Para ele, antes de cobrar metas de eletrificação “verde”, é preciso garantir que a energia chegue a quem nunca teve. A prioridade deve ser o desenvolvimento, a infraestrutura e a inclusão energética, não apenas a substituição tecnológica.

Sem acesso universal à eletricidade, qualquer “transição energética” será apenas um privilégio de poucos. A justiça climática começa garantindo energia limpa e acessível para todos, não deixando quase meio continente para trás.


2025-11-07

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Avebarna Fridays for Future

The Guardian 28-10-2025
https://www.theguardian.com/environment/2025/oct/28/change-course-now-humanity-has-missed-15c-climate-target-says-un-head

In his only interview before next month’s Cop30 climate summit, António Guterres acknowledged it is now “inevitable” that humanity will overshoot the target in the Paris climate agreement, with “devastating consequences” for the world.


He urged the leaders who will gather in the Brazilian rainforest city of Belém to realise that the longer they delay cutting emissions, the greater the danger of passing catastrophic “tipping points” in the Amazon, the Arctic and the oceans.

“Let’s recognise our failure,” he told the Guardian and Amazon-based news organisation Sumaúma. “The truth is that we have failed to avoid an overshooting above 1.5C in the next few years. And that going above 1.5C has devastating consequences. Some of these devastating consequences are tipping points, be it in the Amazon, be it in Greenland, or western Antarctica or the coral reefs. (..)

2025-10-31

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Avebarna Fridays for future

 

O problema não é Lula querer ou não querer extrair petróleo na Margem Equatorial, mas não sinalizar ao mundo, aos ambientalistas e aos jovens em primeiro lugar, que não tem o poder de tomar essa decisão unilateralmente num mundo movido a petróleo produzido, em regime de competição oligopolista, por uma mixórdia indecifrável de capitais estatais e privados. Eu pergunto: com seu justificado prestígio e notório apreço por campanhas internacionais, por que Lula não propõe uma conferência internacional para discutir algo como uma moratória global do investimento em petróleo? Não seria esta uma boa proposta para a COP30?
   
2025-02-14

sexta-feira, 6 de dezembro de 2024

Avebarna Fridays for Future

Le Monde 30-12-2024
https://www.lemonde.fr/en/opinion/article/2024/11/30/from-dubai-to-belem-three-crucial-years-for-climate-action_6734637_23.html

After the half-hearted conclusion of COP29 in Baku, less than four years remain to try to curb the volume of greenhouse gas emissions in order to limit global warming to +1.5°C by the end of the century.


Do meu ponto de vista, é preciso que os movimentos ambientalistas, de jovens principalmente, em vez de 'participar' da COP 30, realizem ainda em 2025 um grande Congresso Internacional nos seus próprios termos, isto é, independente de Estados, governos e partidos políticos, para fazer saber ao mundo inteiro, inclusive à COP, que o caminho atual é inaceitável para as novas gerações. Ater-se às iniciativas dos bem-intencionados oficiais, como foi o 'G20 Social', é muito pouco. É o slow track para a catástrofe ambiental.

2024-12-06