Mostrando postagens com marcador Jogos Olímpicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jogos Olímpicos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 28 de junho de 2023

Apartheid socioetílico

OGlobo 27-06-2023,
https://oglobo.globo.com/esportes/noticia/2023/06/olimpiadas-apenas-vips-terao-acesso-a-bebida-alcoolica-nos-jogos-de-paris-2024.ghtml

Torcedora sueca bebe cerveja enquanto assiste à partida da Euro 2016 em uma fanzone perto da Torre Eiffel, em Paris Geoffroy Van der Hasselt. Foto AFP/ legenda O Globo

2023-06-28

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Pérolas e porcos

Deu n'O Globo online
09-06-2017, por Editorial
https://oglobo.globo.com/opiniao/gastos-publicos-excessivos-de-ma-qualidade-21453506#ixzz4jX5ssLBT
Gastos públicos excessivos e de má qualidade
A crise fiscal deveria inspirar os governos a colocarem em suas agendas o cuidado com as despesas, para saber se o dinheiro do contribuinte é bem aplicado
www.avebarna.blogspot.com.br
A julgar pela pérola editorial de 21-06-2016, intitulada "Olimpíada está acima da crise da dívida: 0 pessimismo devido à crise contamina os Jogos, mas nada indica que os complexos esportivos deixarão de ser entregues, sem se falar do legado ja visível no Rio"[1], as Organizações Globo não consideram "excessivos e de má qualidade"[2] os gastos estatais com os Jogos Olímpicos de 2016 e, por tabela, da Copa da FIFA de 2014, que aliás lhes foram entregues, em bandejas de prata, por ninguém menos do que Lula da Silva, o Rei Bastardo da prosperidade econômica convertido, pelas moiras da crise cíclica em conluio com o demônio da ingratidão política, em Besta Negra do apocalipse fiscal.

Resumindo: a burguesia caga - Cazuza já alertava que ela fede - para o gasto público, na verdade se refestela nele como porcos, até o dia em que... a porca torce o rabo!

Acesse os dois editoriais d'O Globo pelos links
[1] http://noblat.oglobo.globo.com/editoriais/noticia/2016/06/olimpiada-esta-acima-da-crise-da-divida.html

2017-06-09

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A viúva agradece

Boletim ADEMI / O Globo Online 27-12-2016 por Selma Schmidt e Luiz E Magalhães  

União cuidará de arenas olímpicas na Barra da Tijuca
Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
Imagem original Youtube/Raid

Município faz acordo com o Ministério do Esporte após anulação de edital para concessão. O prefeito Eduardo Paes anunciou nesta quinta-feira uma solução para o impasse sobre as instalações esportivas do Parque Olímpico da Barra. O Ministério do Esporte vai arcar com os custos de manutenção das arenas que integrarão o futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT), do Comitê Olímpico Brasileiro. O governo federal também vai pagar a desmontagem da arena de handebol, que será transformada em quatro novas escolas municipais. 
(..) O edital estabelecia um investimento de R$ 166,5 milhões do município nos três primeiros anos de concessão.(..) Além disso, a prefeitura teria que gastar R$ 382,7 milhões ao longo de 25 anos. (..)

2016-12-27

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Prof. Merval chega atrasado à aula magna

O Globo 09-11-2016, por Merval Pereira
http://blogs.oglobo.globo.com/merval-pereira/post/irresponsabilidade-fiscal.html

Montagem www.avebarna.blogspot.com.br
Irresponsabilidade Fiscal

(..) A crise no Rio, causada pelo aumento das despesas com aposentadorias e pensões, é "didática", segundo Meirelles, e mostra o que pode acontecer se a reforma da Previdência não for aprovada. (..) 

2016-06-21

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Jogos Verazes II

UOL online 24-07-2016, por Guilherme Costa e Rodrigo Mattos

COI admite problemas na Vila Olímpica e vai realocar mais atletas

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br

2016-08-04

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Ethica usurpatoris

IG 29-07-2016, por Estadão Conteúdo  

Michel Temer se diz "preparadíssimo" para vaias na abertura dos Jogos Rio 2016

Montagem: Avebarna
Imagem: O Amigo da Onça, por Péricles (1924-1961)

2016-08-02


terça-feira, 19 de julho de 2016

Quod erat demonstrandum

Journal of Economic Perspectives (American Economic Association)
Primavera de 2016, by Robert A. Baade and Victor A. Matheson

Going for the Gold: The Economics of the Olympics

Abstract
Montagem: Avebarna
In this paper, we explore the costs and benefits of hosting the Olympic Games. (..) Each of these costs and benefits will be addressed in turn, but the overwhelming conclusion is that in most cases the Olympics are a money-losing proposition for host cities; they result in positive net benefits only under very specific and unusual circumstances. Furthermore, the cost–benefit proposition is worse for cities in developing countries than for those in the industrialized world. In closing, we discuss why what looks like an increasingly poor investment decision on the part of cities still receives significant bidding interest and whether changes in the bidding process of the International Olympic Committee (IOC) will improve outcomes for potential hosts.

2016-07-19

sábado, 16 de julho de 2016

Legado pra ninguém botar defeito

O Globo 16-07-2016, por Carolina Oliveira Castro e Roberto Maltchik

Sem interessados, Prefeitura vai desistir de PPP do Parque Olímpico

Imagem: Charlie Brown, por Schulz (Internet)
Órgão deve administrar arenas com ajuda da União

"Há também um problema de atratividade do negócio. Algumas arenas que têm pouco valor comercial, como o velódromo, o centro de tênis e o Estádio Aquático Maria Lenk. Além disso, nem todas as confederações teriam como arcar com a manutenção. Hoje fechadas, só a prefeitura gasta R$ 10 milhões por mês com a manutenção de cada uma dessas instalações. E o Comitê Rio-2016 ainda arca com outra parte." (..)

2016-07-16

terça-feira, 3 de maio de 2016

A tocha é nossa!


O presidente Nuzman, um dos vários que o Brasil terá durante os Jogos, desce cautelosamente as escadas de seu lava-jato particular para não deixar morrer a chama onde o co-presidente Temer concluirá a fritura da co-presidenta Rousseff

2016-05-03

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Revezamento de tocha

Folha de S Paulo 27-04-2016, por Juliano Machado
Nuzman recebe tocha das mãos do chefe do comitê grego, Spyros Capralos

Montagem: Avebarna
Foto: Alkis Konstantinidis/Reuters/Folha SP

2016-04-29

domingo, 20 de março de 2016

Responsabilidade seletiva

O Globo 18-03-2016, por Eduardo Bresciani 

OAB decide apoiar o impeachment de Dilma Rousseff

(..) Relator do caso na entidade, o conselheiro Erick Venâncio, do Acre, apontou quatro atos que se configurariam como crimes de responsabilidade: as pedaladas fiscais, as isenções fiscais concedidas para a organização da Copa do Mundo, a tentativa de atrapalhar as investigações denunciada pelo senador Delcídio Amaral e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o ministério da Casa Civil como forma de mudar o foro em que ele é investigado. (..)

Quando, poucos meses atrás, o Brasil de Lula e Dilma era a salvação da lavoura, a locomotiva-auxiliar do crescimento mundial, a pátria amada do pleno emprego, a menina dos olhos do FMI, a Meca dos migrantes qualificados, o Eldorado dos capitais ociosos e, é claro, o afortunado guardião do Ideal Olímpico, nenhum prócer atual do impeachment, das reformas estruturais da economia e da transcendência do equilíbrio fiscal para a boa constituição do caráter nacional deu a menor importância às "isenções fiscais concedidas para a organização da Copa do Mundo":
           

     — Um pequeno sacrifício dos princípios para grande benefício dos fins, cavalheiros. Afinal, não se fazem omeletes sem quebrar os ovos!


2016-03-20

Leia também neste blog:

“Distração fatal”

“Copa e Olimpíada: política anti-crise, de desenvolvimento ou de prestígio?”
http://avebarna.blogspot.com.br/2011/10/copa-e-olimpiada-politica-anti-crise-de.html

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Jogos Verazes

Sputinik News Brasil 10-04-2015

Audiência dos Jogos do Rio 2016 poderá alcançar 5 bilhões de pessoas no mundo todo

Há não mais de cinco séculos a Humanidade era uma abstração, um objeto tão vago e incorpóreo quanto o próprio Deus. Hoje, a Humanidade - salvo os muito pobres e periféricos que não têm acesso à TV - é partícipe de um único Projeto (Público-Privado) de Investimento.

Isto me faz pensar no prazo de validade e nas condições de sobrevivência do dogma pertinaz de que a Economia dos humanos não está ao alcance do seu Governo.

2016-01-12

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A Olimpíada do Dr. Pangloss

El País Brasil 05-08-2015, por Dilma Rousseff, 

A maior festa do esporte no coração do Brasil

Os investimentos dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016 buscam superar as desigualdades
Falta, ainda, um ano, mas o coração do Brasil já começa a bater mais forte. O generoso coração brasileiro que teima em acelerar quando nele se cruzam duas emoções que nos apaixonam: abraçar gente de todas as partes do mundo e disputar, com fervor e fairplay, um magnífico espetáculo do esporte. Foi assim na Copa do Mundo.

Será assim, a partir de 5 de agosto de 2016, quando acenderemos a chama olímpica da paixão pelo esporte e hastearemos a bandeira dos cinco círculos coloridos no nosso magnífico Maracanã. Acho que não é por acaso que o Brasil está tendo a honra de ser o primeiro país da América do Sul a sediar uma Olímpíada. Somos um país, que além da natureza grandiosa e diversificada, acolheu diferentes povos e culturas, em um histórico de tolerância e respeito, que nos faz um símbolo mundial de convivência, hospitalidade e alegria.

Nosso povo —nossos trabalhadores, empresários, estudantes, cientistas e artistas— conseguiu erguer uma das nações mais abertas do mundo com sua capacidade criativa, amabilidade e solidariedade. Construímos uma vigorosa cultura de paz e de trabalho. É com estes valores que estamos trabalhando duro para fazer destas Olímpiadas a melhor festa que o esporte mundial já viveu. Conseguimos isso na Copa do Mundo e temos tudo para conseguir, outra vez, nos Jogos Olímpicos  de 2016. 

Trata-se de um grande desafio que estamos vencendo dia a dia, hora a hora, muito antes que as competições, efetivamente, comecem. A lição começou com investimento no que é mais importante: os nossos atletas. Tem se prolongado com investimentos maciços na infraestrutura esportiva, e atinge seu clímax na grande reforma urbana porque passa o Rio de Janeiro —sem dúvida o mais lindo cenário, desde a Grécia Antiga, onde já se realizou uma Olimpíada. Ao longo dos últimos anos, fizemos um investimento público maciço para apoiar nossos melhores atletas, seus técnicos e suas equipes, com programas como o Bolsa Atleta e o Plano Brasil Medalhas.

Nossos atletas de excelência, que têm conseguido melhorar suas marcas a cada competição, são os nossos grandes ídolos e inspiradores. Uma prova concreta são os resultados que obtivemos nos últimos Jogos Pan Americanos. Estes investimentos trarão resultados ainda mais duradouros, que vão, inclusive, ultrapassar os limites temporais dos Jogos Olímpicos. Estamos disseminando a prática do esporte entre os jovens de todo o país, com investimentos em centros esportivos em todas as regiões, nas mais diversas modalidades.

Esse será um dos maiores legados que colheremos com os Jogos Rio 2016. Acreditamos que a educação e o esporte são os nossos melhores aliados para assegurar a inclusão e a integração social, estimulando os jovens a lutar por seus objetivos, a viver a alegria da superação, a atuar em equipe e respeitar o adversário. O esporte inspira a cultura da cooperação, a ética da honra e do trabalho árduo para alcançar objetivos e celebrar conquistas. Quando juntamos isso com a felicidade e autoestima de nosso povo acolhedor e hospitaleiro, eis o maior legado da Olimpíada.

Teremos, também, o legado monumental de modernização urbana do Rio de Janeiro, uma das cidades mais lindas do mundo e o nosso maior cartão postal. Dois terços dos gastos com os Jogos Rio 2016 estão sendo investidos em obras de infraestrutura urbana na cidade. São obras as mais diversas —uma nova linha de metrô, um veículo leve ligando todo o centro da cidade e BRTs (linhas expressas de ônibus) que unirão as áreas de competição. Todo esse investimento é para melhorar muito o transporte público e a circulação das pessoas durante e depois dos jogos, em especial aquelas que vivem nas áreas mais afastadas e mais necessitam de transporte de qualidade. 

A transformação urbana não para por aí. A área do porto, por exemplo, antes um lugar degradado, está se tornando um novo polo de lazer e de cultura para a população local e para os milhares de turistas que recebemos a cada ano. No futuro, o Porto Maravilha vai abrigar novos prédios de escritórios e residências. Estamos recuperando o brilho da Cidade Maravilhosa que sempre encantou o mundo desde os tempos em que era a capital da nossa República. 

Os Jogos Rio 2016 atraíram fortemente investimentos do setor privado brasileiro —e não apenas para os patrocínios e a modernização e construção da nova rede hoteleira. O Parque Olímpico da Barra, por exemplo, foi construído, em boa parte, com investimentos privados, incluindo as obras de infraestrutura do local. A Vila Olímpica, que hospedará os atletas de todo o mundo, também está sendo construída pela iniciativa privada, que já começou a comercializar os apartamentos. Com isso, já é possível afirmar que os Jogos do Rio 2016 terão um dos mais altos níveis de investimento privado das edições do evento nos últimos 20 anos. O Complexo Esportivo de Deodoro, um dos locais de competição, localizado no coração de uma área carente do Rio e com a maior concentração de jovens da cidade, se tornará um espaço para a prática de esportes radicais da população local. Vai ser palco também de treinamento para os nossos melhores atletas. 

Já o Parque Olímpico da Barra será a base do futuro centro olímpico de treinamento, responsável pela preparação dos futuros atletas de alto rendimento do País. Ajudará, ainda, a intensificar a cooperação esportiva com outros países, em especial com os vizinhos da América do Sul. O esforço está sendo acrescido dos investimentos feitos em todo o Brasil. São 12 centros de treinamento e 261 centros de iniciação esportiva, além de 46 pistas oficiais de atletismo. O investimento no legado esportivo do Rio e do País já soma 1,2 bilhão de dólares. 

Nós estamos zelando também pela eficiência do gasto e a sustentabilidade das instalações. A Arena do Futuro, local das competições de handebol no Parque Olímpico, é um exemplo. Construída em módulos, a Arena será desmontada depois dos Jogos e transformada em quatro escolas. 

O bom andamento desse grandioso projeto tem exigido atenção permanente e um trabalho conjunto do Governo Federal, estadual e municipal, além do Comitê Organizador e da Autoridade Pública Olímpica. O empenho de todos será mantido até o final dos Jogos Paraolímpicos, em setembro de 2016. Um evento com essa complexidade exige atenção constante aos mínimos detalhes. As obras e a estrutura do Rio já começaram a ser testadas com os primeiros eventos que se espalham pela cidade. Até o início de 2016, vamos ter competições de 40 modalidades esportivas.
Como vocês podem ver, o Brasil está plenamente preparado para a chegada dos Jogos. Junto com a organização do evento, vamos mostrar ao mundo, orgulhosamente, nossas conquistas recentes de uma democracia forte e consolidada, empenhada em reduzir as desigualdades sociais por meio do desenvolvimento econômico e do investimento. Esse é o esforço coletivo de um país inteiro.

Vamos mostrar aos 15 mil atletas olímpicos e paraolímpicos, milhares de torcedores e bilhões de telespectadores a nossa energia para superar tantos desafios.

A sociedade brasileira vai receber os atletas e turistas tão bem como fez na Copa de 2014, quando o país encantou o mundo com o clima de festa, de segurança e eficiência. Naquela época, todos que assistiam nossa festa pela TV queriam estar aqui no Brasil.

Não fiquem, portanto, só no desejo. Venham desfrutar de tudo de bom que uma Olimpíada pode temporariamente lhe dar e de tudo que, em qualquer momento, um país, como o Brasil, pode lhe oferecer: paz, amor, alegria e muita, muita, felicidade! Esperamos vocês de coração e braços abertos.

Dilma Rousseff é presidenta do Brasil.


2015-12-22

terça-feira, 4 de agosto de 2015

O Grande Satã em seu inferno

O Globo 03-08-2015, com agências internacionais 

Mais de 20 incêndios obrigam milhares de pessoas a deixarem [sic] suas casas na Califórnia

Foto: Josh Edelson / AFP (O Globo)
Enquanto isso, nós, cariocas, podemos nos dar ao luxo de ignorar a sórdida campanha internacional de difamação das águas da Baía de Guanabara como impróprias para a navegação olímpica e seguir desfrutando – nas praias oceânicas, por via das dúvidas – este incrível inverno tropical de temperaturas escaldantes e soberbos congestionamentos de tráfego.

Deus é mesmo brasileiro!

2015-08-04

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Big deal!

O Globo 19-07-2015, por C de Gois, E Bresciani e F Leali 

Documentos mostram que Lula fez lobby para a Odebrecht no exterior

Foto: Roberto Stuckert Filho / O Globo

Lula fez lobby para trazer a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos para o Brasil. 

Prometeu - e concedeu - mundos e fundos para os teramonopólios burocráticos da indústria do entretenimento esportivo COI e FIFA, abrindo excelentes perspectivas de negócios para empreiteiras, imobiliárias, cadeias hoteleiras e redes de comunicação, sem falar dos milhares de clientes do SEBRAE e milhões de fornecedores informais de todo tipo, que parece nem terem se importado de ficar só com a xepa dessa feira. 

Se bem me lembro, O Globo não viu nada demais - imagino que por achar que ele estava a serviço do “interesse nacional”, exercendo legitimamente o seu papel de líder eleito da Democracia Capitalista do Professor Merval. 

Só para entender: no caso em tela, se ele tivesse feito lobby para o Clube das Empreiteiras, tudo bem?

2015-07-20

Leia também, em Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona
"Na democracia capitalista do Prof. Merval - LXXVII"

quinta-feira, 26 de março de 2015

PPPs e DDDs

Folha de S Paulo 24-03-2015, por Sérgio Rangel

'Não vamos fazer lucro com os Jogos', diz diretor-geral do comitê da Rio-2016

Entrevista com Sidney Levy, diretor-geral do comitê organizador da Rio-2016

A imagem da Vila Olímpica 
Rio 2016 sintetiza a
composição orgânica do
Capital no Século XXI (©Piketty):
No primeiro plano a Festa,
no segundo a Ordem,
no terceiro a Taxa de Lucro 
O relevante depoimento do Dr. Levy, CEO do COI, sugere ao blogueiro a seguinte descrição da Democracia Capitalista do Professor Merval, que, como deveria saber todo leitor deste nefando blog político-escatológico, "ainda NÃO é um Capitalismo de Estado como o chinês".

Para promover grandes eventos e empreendimentos urbanos suficientemente lucrativos (artigo raro nos dias de hoje e origem de toda essa confusão), mas que dependem de montanhas de gastos em infraestrutura e equipamentos públicos (fora as vantagens fiscais e direitos extraconstitucionais), os proprietários das grandes marcas internacionais se associam aos Estados pela via das chamadas PPPs - Parcerias Público-Privadas - e suas congêneres.

A característica essencial das PPPs é que o lucro dos empreendimentos fica todo com os privados e a dívida com os Estados para ser repartida entre os agradecidos cidadãos. As PPPs são uma moderna técnica auxiliar do já secular conluio terapêutico conhecido como DDD - Diálise Despesa-Dívida [Pública], do qual depende a saúde e longevidade da vetusta tutelanda do Professor Merval. 

A versão contemporânea da DDD compreende duas fases: na primeira (Despesa Pública) ganham as empreiteiras e concessionárias, na segunda (Dívida Pública), os bancos. O governo é o "laranja", o nível de emprego (ou a revitalização da cidade) o álibi e os trabalhadores em geral os "pagadores de última instância". 

Quando o Tesouro não tem mais grana para honrar a dívida, a diálise colapsa e a paciente entra em crise. Alarme! É a hora do E.R.: os bancos credores passam a pedir a “contenção do gasto público”, o professor Merval a perorar as virtudes do “dever de casa” e o outro Levy - o ministro – a ministrar, como compete ao cargo, o “remédio amargo”. Restabelecidos os sinais vitais, a veneranda senhora retorna à santa rotina da sua DDD!

E la nave va, com mais uma rodada de concessões e PPPs.

2015-03-26

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Sapo olímpico de 1 bilhão de reais

O Globo 24-02-2015. por Miguel Caballero e Marco Grillo  
Eduardo Paes: 'Odeio ter feito esse campo de golfe. Por mim, não faria nunca'

No mês passado, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) anunciou a abertura de uma investigação para apurar os termos da parceria entre a prefeitura e a Fiori Empreendimentos no local. Pelo acordo, a construtora arca com todo o custo de construção do campo de golfe (R$ 60 mihões) e ganha o direito de construir 23 prédios de 22 andares. O MP estima um lucro potencial de R$ 1 bilhão pela imobiliária e investiga um eventual ato de improbidade administrativa do prefeito. (..)

“O sol nasce para todos, mas não com essa vista”
Riserva Golfe – Vista Mare Residenziale (RJZ Cyrela)
Montagem: avebarna.blogspot.com.br
2015-02-24