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sábado, 28 de março de 2015

NYTimes valida verbete de Avebarna

NYTimes 26-03-2015, Editorial ("A Dangerous Escalation in Iraq")

Relief aid, including electricity and water, should be delivered immediately to Tikrit. The militias must be marginalized or their fighters integrated into Iraqi institutions like the army and the police so that they serve the state rather than a warlord or faction. Grand Ayatollah Ali al-Sistani, the senior leader of the Shiite world, can have an important function in making the case for a more inclusive government. So can Iran, whose fitness for rejoining the international community will be judged by its willingness to cooperate on security in the region.


Comunidade internacional:

Entidade virtual e informal alternativa à ONU, inventada pela Casa Branca para reverberar as suas opiniões como sendo o ponto de vista da humanidade civilizada, constituída por suas alianças diplomáticas e militares, instituições estatais, para-estatais e privadas, além de uma vasta rede mundial de acadêmicos e jornalistas que lhe prestam tributo diariamente. Embora nada tenham que ver com isso, muitos desavisados costumam não apenas admitir a sua existência real como atribuir-lhe foros de indiscutível legitimidade. Olho vivo, gente. 

Acesse o Glossário de Sociologia e Política Contemporâneas clicando em 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A revolução democrática pan-árabe e o assassinato de Khadafi


Se o movimento das multidões líbias - parte integrante da revolução democrática pan-árabe iniciada na Tunísia e cujo ponto mais alto até aqui foi o Egito de Mubarak - tivesse desembocado numa revolução radicalmente democrática como, digamos, a Francesa, que investigasse devidamente os negócios de Khadafi, sua família e seus sicários com os líderes e serviços secretos das potências imperialistas e suas empresas petroleiras, o califado burocrático da Lìbia teria, quem sabe, acabado com a condenação à morte do califa... por traição à memória histórica da revolução nacional pan-árabe, em cujo panteão figuram personagens ilustres como Mossadegh, do Irã, Nasser, do Egito e... Khadafi, da Líbia! 

Ocorre, porém, que Khadafi foi executado por instigação da propaganda dos Estados Unidos e aliados europeus e provável ordem direta dessa organização de origem e composição desconhecidas chamada Conselho Nacional de Transição, reconhecida com indisfarçável sofreguidão e interesse pelos governos da França e Itália logo nos primeiros dias de transformação das manifestações de rua em conflito armado. 

O motivo? É o que explica, por incrível que pareça, O Globo online deste 21-10-2011: 

Qualquer tribunal poderia dar a Khadafi uma nova oportunidade de constranger tanto os novos líderes da Líbia quanto as potências internacionais e lembrar questões que todos preferem deixar esquecidas. Além disso, ele poderia relembrar laços com importantes companhias de petróleo que na última década assinaram contratos bilionários com o regime. (“Morte de Khadafi evita julgamento longo que poderia dividir a Líbia e constranger líderes ocidentais”. O Globo Online, 21-10-2011)

A matéria d'O Globo Online é uma confissão aberta do caráter absolutamente antidemocrático e pró-imperialista - numa palavra, reacionário - da intervenção da OTAN na Líbia em comum acordo com o CNT - a nova liderança líbia assumida a priori pela "comunidade internacional" como legítima encarnação e representação do que ela chama de "primavera árabe". (Continua)

2011-10-21