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domingo, 10 de setembro de 2023

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

Al Jazeera 09-09-2023
https://www.aljazeera.com/program/inside-story/2023/9/9/why-are-saudi-arabia-and-russia-continuing-with-oil-production-cuts

Both nations have their own domestic reasons for their decisions. Some speculate that a decline in relations between Saudi Arabia and the United States may be driving new alliances between the Saudis, Russia and China. But how much is geopolitics influencing Moscow and Riyadh’s oil policy? Or is it simply economics and business – to make more money? (..)

2023-09-10

terça-feira, 31 de maio de 2022

Crescimento descrescente

Folha de S Paulo 27-05-2022
https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2022/05/china-admite-que-crescer-pib-virou-tarefa-bastante-dificil.shtml

Pela primeira vez, o premiê Li Keqiang admitiu a quadros do Partido Comunista que alcançar a meta de crescimento de 5,5% do PIB em 2022 será uma tarefa bastante difícil. A fala foi dada em uma conferência realizada na quarta (25) com quase 100 mil representantes vindos de 2.844 condados e distritos chineses. Li tem enfatizado desde o mês passado a necessidade de medidas extraordinárias para aquecer a economia, mas a sucessão de lockdowns para combater a Covid virou um grande obstáculo. (..)
  
Montagem: Avebarna

Não tenho dúvida de que a Covid é um sério embaraço ao crescimento econômico. Mas me pergunto se, mesmo desfrutando das vantagens da subordinação do capital ao Estado - por oposição a todos os demais países, onde o Estado se subordina ao capital -, a China pode fugir às leis de ferro do mercado mundial, a primeira delas a de que quanto mais cresce menos poderá crescer.

2022-05-31

sábado, 24 de novembro de 2018

Ladrões de casaca


Deu no El País Economía online
Em 24-11-2018, por J.S.G

El Banco de España da por perdidos 42.017 millones (de momento) del rescate a los bancos
El supervisor actualiza el balance de la crisis financiera a 31 de diciembre y señala que de momento se han recuperado 4.477 millones
Thomas Marsh, “Robber Barons”.  Início do séc. XX
El Banco do España considera pérdidos unos 42.017 millones de euros de los 54.353 millones de dinero público destinado a rescatar 14 entidades financeiras españolas desde 2009, según el último balance sobre las ayudas públicas para rescatar al sector financiero publicado este viernes. El supervisor también tiene en cuenta las garantías concedidas a las cajas de ahorro en la integración y venta de entidades. Además, calcula que, hasta el 31 de diciembre de 2017, solo se han recuperado 4.477 millones, y que otros 9.857 millones aún podrían regresar a las arcas públicas a través de operaciones pendientes, como la colocación pendiente de Bankia.
La institución que dirige Pablo Hernández de Cos ha actualizado el balance de las ayudas financieras en el proceso de reestructuración del sistema bancario español entre 2009 y 2017. Una de las consecuencias más polémicas de la aguda crisis financiera, que estalló en 2008 y se prolongó durante casi una década. La primera entidad en caer fue Caja Castilla-La Mancha. El Gobierno socialista de Zapatero tuvo que salir a su rescate en marzo de 2009. Desde entonces, cerca de una docena de cajas de ahorro requirieron ayudas públicas. (Continua)


2018-11-24



sexta-feira, 15 de junho de 2018

A natureza da dialética

Montagem: AvebarnaImagens originais Internet
O resgate, pelos Bancos Centrais,  de instituições financeiras afogadas em suas próprias torrentes especulativas - com a consequente conversão de dívida privada em dívida pública - tornou-se um procedimento tão corriqueiro e generalizado no âmbito dos Estados nacionais, e tão odiosamente cínico em face da desigualdade galopante, da destruição do emprego e da devastação do meio ambiente, que a estatização dos bancos, a mais clássica das reivindicações transitórias ao socialismo, passou a ser, no século XXI, a mais banal das reivindicações democráticas. 

2018-06-15

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Pozinho da china

Gazeta do Povo 06-06-2018, por Folhapress 
https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/caixa-esta-sendo-preparada-para-privatizacao-diz-ex-homem-forte-da-fazenda-cbvr4ob77v3lqycee1bwf19zt
Pré-candidato ao Planalto, ex-ministro Henrique Meirelles defende pulverização de capital da Petrobras e bancos públicos, como o Banco do Brasil
Montagem: Avebarna
Imagem original Internet
2018-06-07

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O capital no século XXI: competição global, Estado nacional, desbarato geral


Guerra abierta entre las aerolíneas de Estados Unidos y los países del golfo
Imagem: Internet
(..) Los ataques cruzados entre Delta y Qatar, American y Etihad o Emirates y United son continuos. Pasan desde asuntos anecdóticos hasta argumentaciones de mayor calado: desde Estados Unidos se acusa abiertamente a los gobiernos del golfo de haber subvencionado con cerca de 50.000 millones de dólares a sus compañías. Como respuesta a ello, Emirates publicó un informe analizando en profundidad a quienes la atacan y como resumen también aparecen ayudas, en este caso de la administración estadounidense con sus compañías de aviación, indicando que se ha apoyado con mas de 100.000 millones de dólares al sector en asuntos como pensiones, protección en casos de quiebra o bancarrota, exenciones fiscales, garantías de préstamos o subvenciones directas.

Por otro lado, cuando se menciona el asunto de la perdida de puestos de trabajo estadounidenses gracias al crecimiento de las aerolíneas del golfo, estas recuerdan los enormes contratos que tienen con el fabricante de aviones Boeing y toda la riqueza que la construcción de esos aviones que acabaran volando con los colores de esas aerolíneas generará no solo en las fabricas, sino también en los muchos proveedores estadounidenses en la cadena de suministros para la fabricación de los B-777 o 787 que volarán en el futuro. (..) 

2018-01-10

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O capital no século XXI: competição global, Estado nacional, desabarato geral

USA Today 24-11-2016, por Isaac Scharf/Associated Press

Trump’s Mexican wall a boon for Israeli security company
Palestine apartheid wall
Fonte: Internet
(..) Magal was established in 1965 as a branch of the state-owned Israel Aerospace Industries. It was privatized 15 years later and has traded on the Nasdaq since 1993. Magal has served customers in over 80 countries, including airports, the seaport in Mombasa, Kenya, and sporting events and utilities.

With market capitalization below $100 million, the company is much smaller than potential competitors, which could include major global electronics and construction firms. But it’s a leader in a country that is in turn a global leader in the building of barriers.

Israeli defense officials confirmed Magal’s projects have included not only the West Bank barrier but a 150-mile (220-kilometer) structure that has halted an influx of African migrants across the Egyptian border as well as a high-tech fence separating the Hamas-ruled Gaza Strip from Israel. (..)

2016-12-01

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Na democracia capitalista do Prof. Merval

El País 27-04-2015, por José Manuel Abad Liñán

Japón retoma la carrera de los ‘supertrenes’ con un ‘maglev’ que supera los 600 km/h

(..) La tecnología del Shinkansen se ha exportado a Taiwán, China, incluso al Eurotúnel, pero con el ‘maglev’ y la competencia de los alemanes el país parece dañado en su orgullo. Las compañías Siemens y ThyssenKrupp consiguieron el contrato de la única línea de este tipo —aunque basada en otra tecnología— que ya está en uso comercial para unir los 34 kilómetros que separan el aeropuerto de Shanghái de uno de los extremos de su red de metro. El país [Japão] compite por vender su ingenio fuera. Sobre todo, a Estados Unidos, que recupera su tiempo perdido construyendo una red de la alta velocidad a la que España también quiere hincar el diente. El primer ministro japonés, Shinzo Abe, ha ofrecido a los estadounidenses ahorrarse los costes de licencia con tal de que escojan a empresas de su país para unir por alta velocidad, convencional o maglev, Washington y Baltimore, a 60km de distancia, y más adelante para llegar a Boston. (..) (Destaques PJ

Montagem: Avebarna
A matéria do jornal espanhol El País corrobora, sem margem para dúvida, o ensinamento do Professor Merval segundo o qual o Brasil e - devo inferir - por extensão os Estados Unidos, a Espanha e o Japão são democracias capitalistas que ainda não praticam o "capitalismo de Estado" como o chinês. 

Contudo, ainda estou tentando diferenciar corretamente a prática criminosa de se exigir propina para que este ou aquele cartel seja escolhido, pelos executivos de uma estatal, como executor de uma grande refinaria no país, dita 'corrupção', e o serviço prestado por chefes de Estado a tais e quais carteis e monopólios privados para que sejam escolhidos - sabe Deus como - executores de grandes projetos de infraestrutura e fornecedores de tecnologia em outros países, dito 'promoção do interesse nacional'!

2015-04-27

quinta-feira, 26 de março de 2015

PPPs e DDDs

Folha de S Paulo 24-03-2015, por Sérgio Rangel

'Não vamos fazer lucro com os Jogos', diz diretor-geral do comitê da Rio-2016

Entrevista com Sidney Levy, diretor-geral do comitê organizador da Rio-2016

A imagem da Vila Olímpica 
Rio 2016 sintetiza a
composição orgânica do
Capital no Século XXI (©Piketty):
No primeiro plano a Festa,
no segundo a Ordem,
no terceiro a Taxa de Lucro 
O relevante depoimento do Dr. Levy, CEO do COI, sugere ao blogueiro a seguinte descrição da Democracia Capitalista do Professor Merval, que, como deveria saber todo leitor deste nefando blog político-escatológico, "ainda NÃO é um Capitalismo de Estado como o chinês".

Para promover grandes eventos e empreendimentos urbanos suficientemente lucrativos (artigo raro nos dias de hoje e origem de toda essa confusão), mas que dependem de montanhas de gastos em infraestrutura e equipamentos públicos (fora as vantagens fiscais e direitos extraconstitucionais), os proprietários das grandes marcas internacionais se associam aos Estados pela via das chamadas PPPs - Parcerias Público-Privadas - e suas congêneres.

A característica essencial das PPPs é que o lucro dos empreendimentos fica todo com os privados e a dívida com os Estados para ser repartida entre os agradecidos cidadãos. As PPPs são uma moderna técnica auxiliar do já secular conluio terapêutico conhecido como DDD - Diálise Despesa-Dívida [Pública], do qual depende a saúde e longevidade da vetusta tutelanda do Professor Merval. 

A versão contemporânea da DDD compreende duas fases: na primeira (Despesa Pública) ganham as empreiteiras e concessionárias, na segunda (Dívida Pública), os bancos. O governo é o "laranja", o nível de emprego (ou a revitalização da cidade) o álibi e os trabalhadores em geral os "pagadores de última instância". 

Quando o Tesouro não tem mais grana para honrar a dívida, a diálise colapsa e a paciente entra em crise. Alarme! É a hora do E.R.: os bancos credores passam a pedir a “contenção do gasto público”, o professor Merval a perorar as virtudes do “dever de casa” e o outro Levy - o ministro – a ministrar, como compete ao cargo, o “remédio amargo”. Restabelecidos os sinais vitais, a veneranda senhora retorna à santa rotina da sua DDD!

E la nave va, com mais uma rodada de concessões e PPPs.

2015-03-26

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Avebarna Courier

El País online 17-12-2014, por Luca Barone
http://elpais.com/elpais/2014/12/08/ciencia/1418039790_527615.html

"Las inversiones revolucionarias siempre proceden del sector público"
La economista Mariana Mazzucato explica en su último libro que sin un papel clave del sector público no se puede garantizar un crecimiento basado en la innovación
¿Qué es lo que hace que tu teléfono sea tan “smart” (listo)? El dinero que ha pagado el Estado para financiar la investigación. Con este ejemplo tan cercano, la economista Mariana Mazzucato, profesora de Economía de la Innovación en la Universidad de Sussex (Reino Unido) y autora del libro recién traducido al castellano El Estado emprendedor (RBA, 2014), intenta desmontar los que ella denomina “mitos puramente ideológicos” sobre el papel que han jugado los inversores privados en la innovación. “Toda la tecnología que hace del iPhone un teléfono inteligente es deudora de la visión y el apoyo del Estado: internet, el GPS, la pantalla táctil e incluso la voz del asistente Siri del smartphone recibieron dinero del Estado.

La economía real, de bienes y servicios, ha experimentado un cambio similar al de la economía financiera: el riesgo se mueve cada vez más hacia el sector público y el sector privado recibe los beneficios”, escribe en su libro. (..) 

2014-12-22

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

O Professor Merval ensina com quantos paus se faz uma sampana

Montagem: Avebarna
O Professor Merval explica à sua douta plateia que, nas Democracias Capitalistas, as empreiteiras vivem essencialmente de contratos privados e só se metem em obras públicas mediante licitações transparentes. 


No Capitalismo de Estado, ao contrário, as grandes empresas privadas dependem de relações privilegiadas, muitas vezes de honestidade duvidosa, com a burocracia estatal. O melhor exemplo de Capitalismo de Estado é a China.

Indagado por um ouvinte impertinente sobre os empreiteiros apanhados com a boca na botija da nossa virtuosa Democracia Capitalista, o insigne honoris causa não perdeu o rebolado:
 

- Bobagem. Eles só estavam tomando lições com a generosa dama sobre como se dar bem na Zona Franca de madame Peng.

***

Para ler o tratado histórico-filosófico "O Estado e o Capitalismo", obra magna do Professor Merval,  clique em 


 2014-11-14

sábado, 18 de agosto de 2012

O tesouro de Bengala

O Globo 15-08-2012, por D Fariello, V Oswald, R Setti e P C Pereira

Empresários elogiam pacote e o chamam de ‘kit felicidade’

Montagem: Avebarna
Imagens originais: Google
Clique na imagem para ampliar
Concessão de rodovias e ferrovias injetará R$ 80 bilhões no setor de transporte em 5 anos. O empresariado gostou do novo programa de concessão de rodovias e ferrovias que, segundo o governo anunciou nesta quarta-feira, injetará R$ 79,5 bilhões nos setores até 2017. O bilionário Eike Batista resumiu a satisfação chamando o programa de “kit felicidade” para empresários. (...)


Pergunta: se os serviços públicos são tão bom negócio, por que o governo não os concede a si mesmo, contrata quem os opere por uma remuneração básica - como a que os incorporadores imobiliários pagam aos construtores - e fica com o excedente para custear o investimento na reforma e ampliação dos sistemas?


Serão as rodovias e ferrovias do Brasil concedidas à maneira anunciada para o "MaracaNew" - o Estado o reconstrói ao custo de R$ 1 bilhão e o concede a Eike, novinho em folha, para explorar?

Estaríamos caminhando para a concessão do Brasil a um consórcio de empreiteiras liderado por Clive Batista?

2012-08-18

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Namoro ou amizade?

Globo online 21-06-2011, por C Rocha, E Bottari e F Vasconcellos

Sérgio Cabral viajou em jato de Eike para festa de empresário com quem tem contratos de R$ 1 bilhão

Eike Batista e Sérgio Cabral no Rio em 2008
Foto: Fabio Motta / Estadão. Fonte Internet
(..) Cabral, ainda segundo o governo, embarcou no Aeroporto Santos Dumont às 17h de sexta-feira no jato Legacy de Eike. Estavam a bordo o governador, seu filho Marco Antonio e a namorada do rapaz, além de Cavendish e sua família. Após o pouso em Porto Seguro, parte do grupo embarcou no helicóptero para fazer a primeira viagem até o Jacumã Ocean Resort, de propriedade do piloto, Marcelo Mattoso de Almeida - um ex-doleiro acusado de fraude cambial há 15 anos e de crime ambiental de sua empresa, a First Class, na Praia do Iguaçu, na Ilha Grande, em Angra dos Reis. A decolagem foi às 18h31m, mas a aeronave desapareceu no mar. A última visualização de radar do helicóptero ocorreu às 18h57m. Cabral, seu filho Marco Antonio e Cavendish iriam na segunda viagem, rumo a Jacumã. A volta do governador ao Rio, na segunda-feira de manhã, foi num jatinho da Líder, pago pelo governo do estado. Eike doou R$ 750 mil para campanha.

Além de Cavendish, Eike mantém estreitas relações com o estado e com o governador. O megaempresário doou R$ 750 mil para a campanha de Cabral em 2010. Eike se comprometeu ainda a investir R$ 40 milhões no projeto das UPPs, a menina dos olhos da segurança do Rio.

Desta vez, a participação de Eike, ao oferecer o passeio até Porto Seguro, não tinha relação com projetos públicos. O motivo da viagem era o aniversário de Cavendish, comemorado sexta-feira.

Os laços do empresário e da Delta com o estado foram se estreitando nos últimos anos. Se é o "príncipe do PAC" por conta do expressivo número de obras do programa federal que estão na carteira de sua empresa, Cavendish é o rei do Rio, se for considerada a generosa fatia do bolo de recursos do estado que recebeu nos últimos anos ou está prestes a abocanhar, por obras como a reforma do Maracanã ou do Arco Rodoviário, ambas estimadas em R$ 1 bilhão cada. Em 2007, no primeiro ano do governo Cabral, a Delta teve empenhos (recursos reservados para pagamento) no valor total de R$ 67,2 milhões. No ano passado, o número deu um salto de 655%, para R$ 506 milhões.

Nascida em Recife, a Delta ganhou impulso, no Rio, no governo Anthony Garotinho. Hoje ocupa posição de destaque na execução orçamentária de Cabral. Apenas em rubricas com grande concentração de obras, as cifras se agigantam: o DER empenhou em favor da empresa, no ano passado, R$ 40,1 milhões, e a Secretaria estadual de Obras, R$ 67,9 milhões. (..) 

2011-06-22