Mostrando postagens com marcador dever de casa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador dever de casa. Mostrar todas as postagens

sábado, 8 de abril de 2017

Trair e coçar é só começar

Deu no Le Monde online
08-04-2016, por Adéa Guillot
Accord surprise entre la Grèce et ses créanciers à l’Eurogroupe
Athènes a accepté des mesures d’économies supplémentaires de 3,6 milliards d’euros entre 2019 et 2020
Foto: L'Echo 10-04/Reuters
2017-04-08

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Corte especial

O Globo 09-10-2016, por Simone Iglesias, Eduardo Bresciani e Catarina Alencastro
http://oglobo.globo.com/economia/estamos-cortando-na-carne-diz-temer-deputados-em-jantar-20264115#ixzz4Mip6znD1
‘Estamos cortando na carne’, 
diz Temer a deputados em jantar

Montagem www.avebarna.blogspot.com.br
Foto original Palácio da Alvorada - Divulgação
2016-10-12

terça-feira, 24 de março de 2015

Glossário de Sociologia e Política


Dever de casa:

O Professor Merval,
PhD em Semiótica Econômica ,
discorre sobre a simbologia do
PIB nos países
que fazem o Dever de Casa
Devastação periódica a que - na opinião de jornalistas abalizados, acadêmicos judiciosos e economistas empedernidos - os países devem se submeter, voluntariamente ou não, para fazer jus às alegrias do crescimento econômico e da prosperidade social. Até fins do século XX julgava-se que este método só era benéfico para os países pobres e “em desenvolvimento”. Considerando, porém, a prova empírica dos BRICS, que, tendo feito o “dever de casa” nas décadas de 1980 e 1990, iniciaram na década de 2000 uma etapa de crescimento impetuoso a ponto de conquistar o status de “emergentes”, essa técnica passou a ser usada também nos países ricos – a começar, é claro, de sua periferia imediata - para desespero da comunidade de economistas keynesianos
.

(Sinônimos: “políticas de austeridade”, "reformas estruturais", "remédio amargo"; termo correlato: “capitalismo do desastre”; indicação para pesquisa: Davis, Mike: Planeta Favela).

Para acessar o glossário, clique 

2015-03-24

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

O Prof. Merval decifra o αίνιγμα της Σφίγγας

Montagem: Avebarna
Imagens originais Internet
"Assim como a presidente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Christine Lagarde indicou que a Grécia tem que manter os compromissos assumidos com a comunidade europeia mas, sobretudo, tem que realizar as reformas na economia que darão estabilidade ao país, muitos outros líderes, nos debates acontecidos em Davos, mostraram-se preocupados com a falta de reformas estruturais na região."

Merval Pereira, "O enigma grego"


Adepto de seringadas no traseiro alheio, o Professor Merval, Medical Doctor, manifesta a sua contrariedade com a injeção monetária do Banco Central Europeu e advoga para a Europa, a Grécia, o Brasil e o mundo - inclusive o da lua - uma rigorosa terapia que permita à economia planetária iniciar um novo ciclo virtuoso de crescimento.

O remédio se chama "Reforma Estrutural" e consiste no seguinte: implode-se o edifício existente, com tudo o que tem dentro - móveis, roupas, utensílios, Chaves, Castros, Lula, Evo, Syriza, Hezbollah, Estado Islâmico, Kim Jong-il (os chineses não, porque significaria a bancarrota geral) - e constrói-se um residencial novo, no mesmo terreno, com apartamentos de 12m2, toilette gourmet e generosos serviços da dívida pública! 

Os residentes que não puderem pagar pela benfeitoria deverão ser removidos junto com o entulho.

2015-01-28

quarta-feira, 15 de maio de 2013

A outra volta do parafuso

El País 12-05-2013, por Agencias

Berlín pide una nueva vuelta de tuerca a la reforma laboral en España

Berlín se suma a Bruselas y espera que el Gobierno de Mariano Rajoy de otra vuelta de tuerca a la reforma laboral, según Der Spiegel. La Comisión Europea reclama que España reduzca el coste del despido improcedente, en la última reforma se bajó hasta los 33 días por año trabajado con un límite de 24 mensualidades, una rebaja sustancial respecto al anterior (45 días con un tope de 42 meses). Para Berlín, se trata de “superar la rigidez” del mercado laboral. (..)


2013-05-15

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

O Professor Merval ensina o dever de casa


Montagem: Avebarna
Indagado, na edição de anteontem à noite do Jornal das Dez, sobre a razão de os BRICs estarem, até certo ponto, conseguindo sobreviver à recessão mundial, o insigne Merval Pereira, mais novo usufrutário de um fardão da Academia Brasileira de Letras, respondeu: “Porque eles fizeram o dever de casa nas décadas de 1980 e 1990”.

Depois do “Maracanã em pó” (ver postagem anterior), uma aplicação localizada, temos aqui uma lição abrangente de capitalismo do desastre (ver Naomi Klein) ministrada pelo professor Merval: para poder  crescer, os países precisam, primeiro, se deixar devastar por políticas de ajuste estrutural de suas economias.

Para propiciar ao leitor  uma imagem do impacto do “dever de casa” do Professor Merval sobre a economia brasileira, eu apresento um gráfico com as taxas de crescimento do PIB brasileiro desde 1964. O dever de casa consistiu, como se vê, em aprender a escrever o “W”, que naquela época não fazia parte do nosso alfabeto.

Incluo, no gráfico, uma “linha de tendência” automática do Excel, que, a mim pelo menos, reforça a desagradável intuição de que o melhor que podemos esperar do alardeado avanço do Brasil ao status de potência econômica num mundo governado pelo capital financeiro é... uma economia cronicamente estagnada em taxas médias de menos de 3% muito antes de alcançarmos os retardatários do pelotão da frente!

Ao leitor interessado em se aprofundar no ensinamento do professor Merval e seus efeitos sobre a geografia humana mundial, eu recomendo enfaticamente a leitura de Planeta Favela, de Mike Davis (tradução de Beatriz Medina, pósfácio de Ermínia Maricato), Boitempo Editoral, 2006. O título do livro fala por si.

Seguem três passagens do capítulo “Desajustando” o Terceiro Mundo: o big bang da pobreza urbana.

“Em agosto de 1982, quando o México ameaçou deixar de pagar as parcelas da dívida, tanto o FMI quanto o Banco Mundial, em sincronia com os maiores bancos comerciais, tornaram-se instrumentos explícitos da revolução capitalista internacional promovida pelos governos Reagan, Thatcher e Kohl. O Plano Baker de 1985 (...) exigiu sem rodeios que os 15 maiores devedores do Terceiro Mundo abandonassem as estratégias de desenvolvimento conduzido pelo Estado em troca de novas facilidades para empréstimos e de continuar participando da economia mundial” [DAVIS, p. 156]. 
(..)
Segundo uma pesquisa da OIT, a pobreza urbana na América Latina cresceu extraordinários 50% somente na primeira metade da década, de 1980 a 1986. A renda média da população economicamente ativa caiu 40% na Venezuela, 30% na Argentina e 21% no Brasil e na Costa rica. No México o emprego informal quase dobrou entre 1980 e 1987, enquanto os gastos sociais caíram para metade do nível de 1980. No Peru, a década de 1980 terminou com uma “hiper-recessão” induzida pelo PAE [Plano de Ajuste Estrutural] que, em três anos, reduziu o emprego formal de 60% para 11% da força de trabalho urbana (...) [DAVIS, p. 160].
(..)
Em todo o Terceiro Mundo os choques econômicos dos anos 1980 obrigaram os indivíduos a se reagrupar em torno da soma dos recursos da família, principalmente, da capacidade de sobrevivência e da engenhosidade desesperada das mulheres. Quando as oportunidades de empregos formais dos homens desapareceram, mães, irmãs e esposas, em geral, foram obrigadas a agüentar bem mais que metade do peso do ajuste estrutural urbano. (..) Como enfatiza a geógrafa Sylvia Chant, sob os PAES as mulheres urbanas pobres tiveram de trabalhar mais, tanto dentro quanto fora de casa, para compensar os cortes nos gastos com serviços públicos e da renda masculina; ao mesmo tempo, o aumento ou a criação de tarifas cobradas dos usuários limitaram ainda mais o seu acesso à educação e à assistência médica [DAVIS, p.161].

Tendo em vista tudo isso, não me surpreende a advertência dos pesquisadores do projeto Observatório Urbano da ONU: Em 2020 a pobreza urbana do mundo chegará a 45% ou 50% do total de moradores das cidades. 

Na dúvida, leitor, sobre as causas desse intrigante fenômeno, não hesite em  perguntar ao professor Merval Pereira, PhD, Jornal das Dez.

2011-12-08

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Inferno grego

Mail online 29-11-2011, por David Williams e Christine Pirovolakis

Athens burns in riots: protests explode as Greek MPs debate EU's call for £25bn in cuts

Anger: Clouds of tear gas in Syntagma Square
in front of the Greek parliament where MPs debated over cuts

AFP/Getty Images. Fonte: Mail Online

2011-11-30