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domingo, 9 de novembro de 2025

A indústria do século XXI - alienação digital

CNBC 06-11-2025, por Jonathan Vanian
https://www.cnbc.com/2025/11/06/meta-reportedly-projected-10percent-of-2024-sales-came-from-scam-fraud-ads.html

Meta projected that 10% of its overall sales in 2024, or about $16 billion, came from running online ads for scams and banned goods, according to a Thursday report from Reuters.

Those kinds of ads included promotions for “fraudulent e-commerce and investment schemes, illegal online casinos and the sale of banned medical products,” according to the Reuters report, which was based on internal company documents. Those documents showed the company’s attempts to measure the prevalence of fraudulent advertising on its apps like Facebook and Instagram.

Meta brought in more than $164.5 billion in overall sales for 2024. Last week, the company said that third-quarter sales rose 26% year-over-year to $51.24 billion and that it lifted the low end of its total expenses for the year by $2 billion as part of its massive investments into artificial intelligence.

The Reuters report cited a December 2024 document that showed how Meta each year generates roughly $7 billion in annualized sales from so-called “higher risk” scam ads, which are promotions that are clearly deceptive. Each day, Meta shows users an estimated 15 billion of these higher risk scam ads, the Reuters report said, citing a separate document.

Although some of the documents show that Meta aims to reduce the amount of bogus ads on its platform, the Reuters report also said that other documents suggest the company is concerned that its business projections could be impacted by any abrupt removal of the fraudulent promotions. (..)

2025-11-09

domingo, 22 de dezembro de 2024

Avebarna Domingo: O capital no século XXI

NYTimes 10-12-2024

How Beeing an Influencer Became a New American Dream  
Two preteen girls promote fashion and beauty products to thousands of online fans from their rural Alabama home.

Eis o motivo primeiro da fúria do capital em geral contra a regulação estatal das redes digitais.

Assim como, para os bancos e gestores, tanto faz a origem legal ou ilegal dos capitais aos seus cuidados, para a economia digital - cujo tamanho é assunto envolto em bruma espessa - tanto faz o caráter dos produtos que se vendem com base na atenção criada pelos influencers e, o que é muito pior, o conteúdo da própria indústria da atenção digital: se pré-adolescentes exibindo seus talentos de maquiadoras e modistas mirins, se sociopatas pequeno-burgueses apregoando seu ódio por tudo o que interpretam como privilégios para a classe trabalhadora, se um potentado digital anunciando ao mundo o seu fascínio pelo neonazismo alemão, se crimes online de racismo, misoginia, homofobia, pedofilia, calúnia, difamação, fake news etc. 

Dentre outras coisas, esta matéria deixa entrever que o capital no século XXI recebe de braços abertos o micro-empresariado infanto-digital como compensação necessária a
o desemprego tecnológico inexorável. Minha interpretação é: o Novo Sonho Americano, que na verdade é planetário, assinala a morte do Sonho Americano e do Estado do Bem-Estar nascidos do II pós-guerra e o advento, com a debacle de 2007-8, da Era do Salve-se Quem Puder.

2024-12-22