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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Sendero mais-que-luminoso

Extra 24-11-2016, por Marina Navarro Lins
Arco Metropolitano tem 4 mil postes de iluminação sem necessidade, segundo Dnit
Foto: Extra.globo.com
Para instalar os 4.310 postes com placas de energia solar ao longo dos 72 quilômetros do Arco Metropolitano, o governo do estado desembolsou R$ 96,7 milhões, mais de R$ 22 mil por unidade. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), porém, as rodovias federais — como é o caso do Arco — não precisam de iluminação. Como o EXTRA mostrou nesta quarta-feira, a empresa contratada para fornecer as estruturas foi o consórcio Kyocera-Soter, cujo sócio Sérgio Benincá é um dos donos do helicóptero usado pelo ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, preso pela Operação Calicute.
Embora a regra de que “rodovias federais não precisam de iluminação” seja um tanto discutível em se tratando da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, fato é que, neste caso, temos uma lâmpada a cada 16,7 metros, o que não acontece nem na minha rua! 

Calicute-se, pois, esta mais-que-provável tenebrosa transação!

2016-12-16

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Se a memória não me falha e se a vista não me pisca, era tudo pra ser feito com dinheiro do Batista

Destak SP 04-05-2012

Custo inicial com estádios triplica e vai a R$ 6,9 bilhões
Estádio Nacional de Brasília "Mané Garrincha"

Se bem me lembro, primeiro vieram as indefectíveis declarações dos interessados diretos asseverando que seria tudo feito com dinheiro privado, ante o silêncio conivente das autoridades federais, estaduais e municipais, todas perfeitamente conscientes de que tais promessas não passavam de uma conveniente mentira - como no Pan2007. 

Um aspecto incontornável da política de gastos públicos (se não é política é o que?) com a Copa do Mundo e as Olimpíadas é deixarem-se de lado, ou postergarem-se, projetos alternativos. 

A propósito, vale refletir sobre  uma notícia que deu n'O Globo há algum tempo, dando conta de que o Arco Rodoviário atrasaria 4 anos e custaria o dobro do preço.[1] 

Na linguagem do Maracanã de antigamente, ficaria assim: "A SUDERJ informa: Substituição no Rio de Janeiro: Sai Arco Rodoviário, entra Maracafifa". 

O trade-off governamental entre  infraestruturas críticas e estádios de retorno duvidoso é um  interessante tema para um futuro desdobramento do artigo “Copa e Olimpíada: política anti-crise, de desenvolvimento ou de prestígio?”, postado em Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona em 09-10-2011. [2] 

2012-05-10
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[2] http://www.avebarna.com/2011/10/copa-e-olimpiada-politica-anti-crise-de.html