sexta-feira, 12 de julho de 2013

Insatisfação globalizada

Al Jazeera 11-07-2013, por Mandeep  Tiwana
http://www.aljazeera.com/indepth/opinion/2013/07/201374123247912933.html 
  
Neoliberalism and public unrest: Time to make the connection
The people are angry. In Turkey, Brazil, and most recently again, Egypt, thousands have taken to the streets to voice their anger and frustration at the lack of social and economic justice. Political and economic elites, working in tandem, have managed to neutralise the aspirations of ordinary people, in part spurring the disenfranchisement driving the protests.

Whether it is the removal of subsidies protecting the poor against inflation and price shocks in Egypt, or the enormous cost of hosting high profile sporting events in Brazil at the expense of social services, or government plans to commercialise a beloved public park in the heart of Istanbul, the headlong embrace of neoliberal economic policies by governments is likely to cause further dissatisfaction and unrest across the globe. (..) 

Mandeep Tiwana, lawyer specialising in human rights and civil society issues and the Head of Policy and Advocacy at CIVICUS, the global civil society alliance.

2013-07-12

terça-feira, 9 de julho de 2013

Congresso Constituinte Já!


Aqui, na minha lista de amigos do facebook, tem gente de todas as linhas de pensamento.      

Por exemplo, tem admiradores
incondicionais e adversários ferrenhos do governo Dilma Roussef. A imensa maioria não é nem uma coisa nem outra, talvez até seja as duas coisas ao mesmo tempo – o que nada tem de estranho, diria até que, nas circunstâncias, é bastante saudável. Mas somos todos importantes, todos temos o nosso lado da história para contar e ser ouvido.

(Jamais compartilhei, e serei adversário até a morte, da
sociologia metafísica dos atuais dirigentes do PT, que fornecem aos seus seguidores um prisma através do qual o mundo sempre aparece dividido em dois reinos: governo e oposição, esquerda e direita, democracia e fascismo. O adepto é obrigado, o tempo todo, a classificar tudo o que vê, imediatamente, em algum desses dois campos, morto de medo de ser classificado pelos próprios gurus com o rótulo 'errado'. Não espanta que, diante de um imenso tsunami político como o que estamos vivendo, esses dirigentes entrem em pânico e suas bases se quedem perplexas. A cúpula do PT e seu séquito de teóricos deixa aos maus escritores a tarefa de lembrar às pessoas que a realidade é feita de infinitos tons de cinza.)

Contudo, tenho, como todos, os meus critérios. Com base neles, acabo de defenestrar da minha lista um óbvio provocador que vem publicando mensagens convocando à “greve geral para mostrar quem manda no país” aos berros de “fora Dilma”. Sugiro que todos façam o mesmo. Deve haver por aí muitos outros, mas tenho coisa melhor para fazer.

Permitam-me, para terminar, esclarecer que rompi com o PT, jamais serei defensor incondicional de um governo PT-PMDB, mas sempre defenderei, do meu modesto posto de observador virtual, e à minha maneira, o que entendo serem conquistas democráticas e sociais encarnadas nas figuras e cargos políticos de Lula e Dilma contra a plutocracia brasileira e seus advogados no governo, no Congresso, no judiciário, na imprensa e nas ruas.

É por isso que acho que está na hora de pensarmos em um Congresso Constituinte. Sinceramente, não vejo como resolver passe livre, aborto, Estado laico, contratos de serviços públicos, reforma agrária, distribuição da renda da terra urbana, distribuição de royalties das riquezas do subsolo e tantas outras coisas democráticas com este congresso que temos. Dilma representa até aqui, creio, a vontade da maioria. Mas este congresso está morto. Só falta deitar.


2013-09-09

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Expresso 2013



Montagem: www.avebarna.blogspot.com.br
I magens originais: O Dia

2103-07-08

sábado, 6 de julho de 2013

sexta-feira, 5 de julho de 2013

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Problemas de sociologia contemporânea




Se a periferia não chegou a tempo e o operariado não se moveu, quem é essa gente toda aí ao lado?



(A) Uma reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade

(B) Um ensaio de católicos para a Jornada Mundial da Juventude

(C) Um perigoso ajuntamento de fascistas enrustidos

(D) Uma manifestação de empregados de concessionárias, empreiteiras, imobiliárias, bancos, financeiras, casas de câmbio, fundos de investimento, universidades privadas, comércio e serviços em geral, além de estudantes, é claro, em protesto contra os estádios faraônicos, as concessões de mão beijada, os serviços urbanos não prestados, os serviços privados ardilosos, os juros bancários escorchantes, as anuidades impagáveis, os aluguéis exorbitantes, as tarifas abusivas...

(E) NRA 


2013-07-04

terça-feira, 2 de julho de 2013

domingo, 30 de junho de 2013

Trilha sonora: Parabolicamará


Gilberto Gil
Parabolicamará
Gilberto Gil

Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena
Parabolicamará
Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
Antes longe era distante
Perto só quando dava
Quando muito ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes
dendê em casa camará
Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia
Que o balaio ía escorregar
Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
Esse tempo nunca passa
Não é de ontem nem de hoje
Mora no som da cabaça
Nem tá preso nem foge
No instante que tange o berimbau
Meu camará
Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará
De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação
De avião o tempo de uma saudade
Esse tempo não tem rédea
Vem nas asas do vento
O momento da tragédia
Chico Ferreira e Bento
Só souberam na hora do destino
Apresentar
Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará


sábado, 29 de junho de 2013

Mantega vê mais longe que um falcão

Estadão 26-06-2013, por L Alegretti, A Fernandes e R Veríssimo
http://economia.estadao.com.br/noticias/economia-brasil,nao-vi-ninguem-na-rua-falando-em-descontrole-da-economia-diz-mantega,157611,0.htm

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 26, que não viu reclamações nas ruas sobre controle da economia.

Guido Mantega
Fonte: Internet
"Não vi ninguém na rua falando de descontrole da economia. Posso ter perdido alguma coisa".

(...) "Nos países avançados, reivindicam salários, empregos. Aqui, são reivindicações específicas e são feitas por jovens e classe média."

O ministro disse que a pauta das manifestações no Brasil é extensa e que se refere a várias esferas de governo.

"Compostas por diferentes partidos, é importante destacar", colocou. "A condição social do brasileiro melhorou muito nos últimos anos. É natural que se anseie por condições ainda melhores, que melhore segurança, saúde, educação.

Com seu jeito de professor entediado, Mantega explicitou, com simplicidade e clareza, o caráter democrático do tsunami de junho - algo demasiado complexo para a sociologia bizantina da cúpula petista.

E concluiu, de maneira bem direta:

Nós, governos e parlamento, temos que procurar atender.

Simples assim. Se os governos e os parlamentos atenderem aos reclamos das ruas por transportes, saúde, educação e - muito importante - controle social dos bens e recursos públicos, é porque se interessam, de algum modo, em representá-las. Se não, que peçam para sair. Se não saírem, pior para eles. As ruas se encarregarão de defenestrá-los - por bem ou por mal.

2013-06-29

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Desamor é quase antipatia

A cúpula dos Partido dos Trabalhadores abandonou a maré democrática de junho à sua própria sorte.

Pior, mandou uma tropa de militantes provocar a manifestação pelo Passe Livre com a imposição de suas bandeiras e, com o esperado resultado, não apenas colocou em suspeição o caráter "progressista" do movimento como pôs-se a insuflar uma campanha em "defesa de Dilma contra a ameaça de golpe". 

A cúpula do PT está oferecendo à plutocracia brasileira o patrocínio da maré democrática de junho - um presente com que ela jamais poderia sonhar.

Admito que cansei. Cansei de sustentar uma posição, ao mesmo tempo racional e emocional, de me manter solidário ao PT para estar ao lado da classe social a que me sinto ligado desde que achei ter entendido alguma coisa sobre este mundo belo e estranho em que vivemos.

Está suspensa a minha autodesignada posição de simpatizante do PT, pelo menos até que, do longínquo posto de observação virtual em me encontro, consiga enxergar alguma vida na terra salgada a que o partido foi, paulatina e consistentemente, reduzido por seus dirigentes. 

Teoricamente, só a própria classe trabalhadora poderá salvar o PT. Mas é duvidoso que ela ainda tenha interesse em fazê-lo. O futuro dirá.

Se é que isto importa para alguém além de mim mesmo, considerem-me sem-partido no próximo período. E, em qualquer caso, limitar-me-ei a participar da vida pública por via de meus dois blogs, À beira do urbanismo e Uma estranha e gigantesca ave sobre Barcelona.


2013-06-28


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Sínodo do Oriente



Cúpula do PT reunida para decidir se a orientação daquela manifestação lá embaixo é da
Central para a Candelária ou da Candelária para a Central


2013-06-27

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Três postagens no facebook


1
Quem, perplexo diante do desconhecido e assustado com os danos colaterais, tiver a audácia de sugerir que isto é um produto de "pautas conservadoras", ou não está entendendo nada, como disse Caetano em idos tempos, ou é um burocrata empedernido à espera da primeira oportunidade de dizer que é tudo uma maquinação da "oposição conservadora e fascista" - para júbilo da ordem em geral, da oposição em particular e até dos eventuais fascistas, que nunca imaginaram ter tanto poder!

Acho que o resumo de tudo é: Dilma (ainda) tem legitimidade, mas com este Congresso não dá! Aparece, Presidenta! Confirme o que disse anteontem! A senhora tem toda razão!

"Eu vi ontem um cartaz muito interessante que dizia 'desculpe o transtorno, estamos mudando o país'. Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. O meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Quem foi ontem às ruas quer mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo". (Dilma Roussef, 18-06-2013)
2
A esmagadora maioria dessas pessoas foram eleitoras de Dilma Roussef e, até o início da crise atual, continuavam sendo. Dizer que elas são conservadoras ou que estão aí manipuladas pelos conservadores é prova cabal de estupidez ou má fé.

Mas a atual direção do PT parece capaz de tudo para se proteger daquilo que, na melhor das hipóteses não entende e, na pior, teme como a peste.

Ninguém neste país, salvo o próprio Lula, tem mais legitimidade política do que Dilma Roussef, e foi por isso que ela declarou, anteontem: "Eu vi ontem um cartaz muito interessante que dizia “desculpe o transtorno, estamos mudando o país”. Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. O meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Quem foi ontem às ruas quer mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo". (Dilma Roussef, 18-06-2013)

Eu estou com esse povaréu, e, até segunda ordem, com Dilma. A direção do PT, em vez de voltar às bases para ouvir o movimento e aprender com ele, parece mais preocupada em identificar "fascistas", de preferência onde eles não estão. E já está apelando à Jornada da Juventude (dado que a Copa da Confederações foi para o beleléu) para dividir o movimento. Homessa! Filme velho e ruim!


3
Pessoalmente, acho que seria mais interessante a liderança - ser difusa não quer dizer que não exista - dar um tempo para fazer o balanço das imensas conquistas e pouquíssimas perdas e pensar um pouco no que pretende e como seguir adiante. Um mínimo de organização é indispensável, assim como a formulação de perspectivas. Não é bom andar no vazio e, de toda forma, o mundo não acaba amanhã. A Tarifa Zero ainda está no horizonte, a Olimpíada é em 2016 e a Copa do Mundo no ano que vem.

Impedir que os 20 centavos da tarifa sejam repassados de outra forma aos trabalhadores me parece ser o objetivo imediato (alguém acredita que não será tentado?), assim como revogar a concessão do Maracanã e dos demais estádios. Destruí-los seria agravar o malfeito dos governos estaduais, que gastaram o dinheiro, e federal, que deu a chancela e, no final, acabará pagando a conta.

Uma campanha por uma Lei Nacional do Passe Livre pode ser um caminho interessante, assim como a revogação da Lei da Copa. Se o Brasil quiser, pode revogar a própria Copa. Por que não uma campanha "Copa sem FIFA..."? "Olimpíada sem COI..."?


2013-06-26


terça-feira, 25 de junho de 2013

Arte japonesa séc XIX: Katsushika Hokusai


A grande onda de Kanagawa
Vista do Monte Fuji (1de 36)










O mar anda agitado...







Mas a montanha 
não se moveu!
2013-06-25

segunda-feira, 24 de junho de 2013

domingo, 23 de junho de 2013

Decifra-me ou te devoro

Montagem: www.avebarna.blogspot.com.vr

2013-06-24

sábado, 22 de junho de 2013

Dilma estava certa em 18 de junho


Dirigente político com anos de janela 
que insinua que isto era, servia a
ou estava conspurcado por uma 
“pauta conservadora” é um 
burocrata incorrigível ou 
está mal intencionado.
"Eu vi ontem um cartaz muito interessante que dizia “desculpe o transtorno, estamos mudando o país”. Eu quero dizer que o meu governo está ouvindo essas vozes pela mudança. O meu governo está empenhado e comprometido com a transformação social. Quem foi ontem às ruas quer mais. As vozes das ruas querem mais cidadania, mais saúde, mais educação, mais transporte, mais oportunidades. Eu quero aqui garantir a vocês que o meu governo também quer mais, e que nós vamos conseguir mais para o nosso país e para o nosso povo".  

Dilma Roussef, presidenta, em 18-06-2013

2013-06-22

sexta-feira, 21 de junho de 2013

A baranga do jogo



Imagem: Internet
── E aí, canhota, quem foi a baranga do jogo?
── Olhaquiô. A baranga do jogo... foi esse rapaz, o Falcão... Entrou aos 48 minutos do segundo tempo pra fazer gol contra! Ô Falcão! Ô Falcão ! Vai pra casa! Tu tem nome de craque mas é pereba pra caramba!

2013-06-21