domingo, 7 de abril de 2013

Trilha sonora: Força estranha

Gal Costa
Força estranha
Caetano Veloso
Por Gal costa

Eu vi o menino correndo eu vi o tempo
Brincando ao redor do caminho daquele menino
Eu pus os meus pés no riacho
E acho que nunca os tirei
O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei
Eu vi a mulher preparando outra pessoa
O tempo não parou pr'eu olhar para aquela barriga
A vida é amiga da arte
É a parte que o sol me ensinou
O sol que atravessa essa estrada que nunca passou
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista
O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece
Aquele que conhece o jogo
Do fogo das coisas que são
É o sol
É a estrada
É o tempo
É o pé
E é o chão
Eu vi muitos homens brigando ouvi seus gritos
Estive no fundo de cada vontade encoberta
E a coisa mais certa de todas as coisas
Não vale um caminho sob o sol
E o sol sobre a estrada
É o sol sobre a estrada
É o sol
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz tamanha
Por isso uma força me leva a cantar
Por isso essa força estranha
Por isso é que eu canto não posso parar
Por isso essa voz, essa voz, essa voz tamanha



quarta-feira, 3 de abril de 2013

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Trilha sonora: Overture to The School for Scandal

Samuel Barber
1910-1981

Overture to The School for Scandal
Samuel Barber

(..) Costuma-se associar imediatamente o nome de Barber ao conhecido e hoje quase vulgarizado Adagio para cordas (que, na verdade, trata-se de uma transcrição do segundo movimento do seu Quarteto de Cordas, op. 11). Sua obra, porém, não pode se modelar por somente esse exemplo: além de diversificada em gêneros e caráteres, apresenta contrastes que, no entanto, nunca deixam de revelar a sua própria personalidade criadora que permaneceu ativa até seus anos mais tardios. A abertura para A Escola do Escândalo, porém, foi composta em 1931, quando o compositor completava seus estudos no Curtis Institute. Tendo sido sua primeira composição para grande orquestra, feita quando ele contava com apenas 21 anos, essa obra já demonstra a excelência de Barber nas técnicas da composição e da orquestração, e revela a personalidade artística independente, desvinculada de quaisquer dogmatismos escolásticos, que lhe marcou o caminho criador. Fundamentada na comédia homônima de Richard Brinsley Sheridan, essa obra de Barber, procurando refletir o espírito da peça, é marcada por um brilho particular na orquestração e por contrastes frequentes em tempo, dinâmica e caráter. A abertura para A escola do Escândalo, ademais, ajudou a projetar o nome de Barber no cenário nacional norte-americano e ganhou, em 1933, ano de sua estreia, o prêmio Joseph H. Bearns, conferido pela Columbia University.

Moacyr Laterza Filho
Pianista e cravista, Mestre em Teoria da Literatura, Doutor em Literaturas de Língua Portuguesa, professor da Fundação de Educação Artística e da Escola de Música da UEMG.
https://www.filarmonica.art.br/educacional/obras-e-compositores/obra/a-escola-do-escandalo-abertura/


domingo, 13 de janeiro de 2013

Trilha sonora: Criança

Marina Lima
Marina Lima 
Criança

Vou
Vou levar
O tempo que for
Vou
Vou levar
Até desvendar caminhos e ver
Como eu chego em você

Vou
Vou levar
Até descobrir
Onde está
O mapa da mina

Eu sei (eu sei)
Criança, eu sei
Mas se você disser
Que quer
Eu tô quase lá...

Vou
Vou levar
O tempo que for
Vou
Vou levar
Até decifrar segredos e ser
O que eu desejo pra você

Vou
Vou levar
Até conseguir
Alcançar
A sua inocência

Eu sei (eu sei)
Criança, eu sei
Mas se você disser
Que quer
Eu vou adorar



terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Paulistana 2: Meia-noite na Bela Vista

Fonte: Blog do Diego*
Em breve estada num hotel decadente da Bela Vista, durante duas noites meu sono foi embalado pelo burburinho de vozes e o retinir de talheres vindos  de uma velha casa contígua.

Na terceira e última noite, ávido por uma refeição que me confortasse o estômago, desci à rua, dei a volta em três quarteirões, até descobrir uma promissora sopa de abóbora no mesmíssimo restaurante cuja algaravia entretinha o meu sono.

Levei ali um tempo razoável, mas que, no final, resumiu-se ao breve interregno de uma sucessão de fotogramas que trago na lembrança. Enquanto, no fundo da sala, um casal retrô se beijava furiosamente alheado do mundo, ao meu lado, junto à janela, um curioso quarteto formado por jovens espectros de Mário Pedrosa, Pagu, André Breton e Frida Khalo apreciava beatificamente os vinhos da casa expelindo, a cada cinco minutos, embevecidos monossílabos. Eu  juro que vi passar em dado  momento, esvoaçando, o anjo da Libelu.

Admirado, terminei vagarosamente o meu repasto, despedi-me da cena e retornei ao meu quarto de hotel para sonhar um sonho comezinho.


sábado, 5 de janeiro de 2013

Paulistana 1: O pão nosso de cada dia

Inauguração da Avenida Paulista em 1891. 
Aquarela de Jules Martim*
Encontros extraordinários só me acontecem em Botafogo e Ipanema, nunca em Bangu ou Belford Roxo. Sempre que alguém me diz, “Puxa, como este mundo é pequeno”, eu respondo: “Nós é que somos poucos”.

Para não me deixar mentir, quis o acaso que, numa breve e quase anônima estada de três dias numa metrópole de mais de 20 milhões de habitantes, terceira ou quarta maior aglomeração urbana do planeta, cruzei, na entrada de um centro comercial da Avenida Paulista, como se fosse um evento absolutamente corriqueiro, com a urbanista mais famosa do Brasil.

Ela não me reconheceu, por certo – eu não sou, decididamente, uma figura popular. Fato é, creiam-me, que o encontro extraordinário ocorreu, tão inexorável como seria se frequentássemos, toda manhã, a mesma padaria. 

Mundo pequeno, mesmo! Botafogo, Ipanema e Jardim Paulista.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Olimpo: de píncaro divino a poço sem fundo

ESPN 19-12-2012, por Thiago Arantes, São Paulo, 
http://espn.estadao.com.br/noticia/299720_orcamento-privado-do-rio-2016-aumenta-68-em-tres-anos-e-governo-pagara-a-conta

Orçamento privado da Rio 2016 aumenta 68% em três anos e governo pagará a conta

Montagem: Avebarna
Imagem original: Internet
Que novidade! Nossa brava (em todos os sentidos) presidenta Dilma Roussef precisa vir a público explicar como funciona o contrato do governo brasileiro com a transnacional do entretenimento chamada Comitê Olímpico Internacional. 

Supõe-se que o Tesouro brasileiro esteja investindo bilhões nesse empreendimento privado para obter retornos para o país, certo? Onde está, porém, essa avaliação? Que instituição do Estado brasileiro avaliou ganhos e perdas do investimento olímpico, com base na experiência recente, para saber que se trata de um bom negócio? As noções de "prestígio internacional" e "não podemos ficar para trás" falam por si mesmas? Os intangíveis são fabulosos? 

A nação tem o direito de saber o que pensam, de fato, sobre a matéria, os governantes que ela elegeu. O país inteiro aplaudiria se a presidenta viesse à TV explicar porque a Olimpíada de 2016 é um bom negócio para a maioria trabalhadora do país. Talvez seja. Discutamos, pois. Democracia é isso.

2012-12-20

domingo, 16 de dezembro de 2012

Trilha sonora: A Rosa

Chico Buarque

A Rosa
Chico Buarque
por Chico Buarque e Djavan

Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some

E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa

A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente

Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça

A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa

Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa

Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto

Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa

A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango

Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada

A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa

Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa 


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

No caminho dos elefantes

Lancenet 05-12-2012, por Igor Siqueira 

Clubes não aprovam intenção da CBF de levar Série A para 'elefantes brancos' 

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagens originais: Internet

2012-12-10


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Leia também neste blog 
Montagem: Avebarna




"Copa e Olimpíada: política anti-crise, de desenvolvimento ou de prestígio?"
http://www.avebarna.com/2011/10/copa-e-olimpiada-politica-anti-crise-de.html



domingo, 2 de dezembro de 2012

Trilha sonora: Hurricane

Bob Dylan
Hurricane
Bob Dylan
Jacques Levy

Pistol shots ring out in the barroom night
Enter Patty Valentine from the upper hall
She sees the bartender in a pool of blood
Cries out, “My God, they killed them all!”
Here comes the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For somethin’ that he never done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world

Three bodies lyin’ there does Patty see
And another man named Bello, movin’ around mysteriously
“I didn’t do it,” he says, and he throws up his hands
“I was only robbin’ the register, I hope you understand
I saw them leavin’,” he says, and he stops
“One of us had better call up the cops”
And so Patty calls the cops
And they arrive on the scene with their red lights flashin’
In the hot New Jersey night

Meanwhile, far away in another part of town
Rubin Carter and a couple of friends are drivin’ around
Number one contender for the middleweight crown
Had no idea what kinda shit was about to go down
When a cop pulled him over to the side of the road
Just like the time before and the time before that
In Paterson that’s just the way things go
If you’re black you might as well not show up on the street
’Less you wanna draw the heat

Alfred Bello had a partner and he had a rap for the cops
Him and Arthur Dexter Bradley were just out prowlin’ around
He said, “I saw two men runnin’ out, they looked like middleweights
They jumped into a white car with out-of-state plates”
And Miss Patty Valentine just nodded her head
Cop said, “Wait a minute, boys, this one’s not dead”
So they took him to the infirmary
And though this man could hardly see
They told him that he could identify the guilty men

Four in the mornin’ and they haul Rubin in
Take him to the hospital and they bring him upstairs
The wounded man looks up through his one dyin’ eye
Says, “Wha’d you bring him in here for? He ain’t the guy!”
Yes, here’s the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For somethin’ that he never done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world

Four months later, the ghettos are in flame
Rubin’s in South America, fightin’ for his name
While Arthur Dexter Bradley’s still in the robbery game
And the cops are puttin’ the screws to him, lookin’ for somebody to blame
“Remember that murder that happened in a bar?”
“Remember you said you saw the getaway car?”
“You think you’d like to play ball with the law?”
“Think it might-a been that fighter that you saw runnin’ that night?”
“Don’t forget that you are white”

Arthur Dexter Bradley said, “I’m really not sure”
Cops said, “A poor boy like you could use a break
We got you for the motel job and we’re talkin’ to your friend Bello
Now you don’t wanta have to go back to jail, be a nice fellow
You’ll be doin’ society a favor
That sonofabitch is brave and gettin’ braver
We want to put his ass in stir
We want to pin this triple murder on him
He ain’t no Gentleman Jim”

Rubin could take a man out with just one punch
But he never did like to talk about it all that much
It’s my work, he’d say, and I do it for pay
And when it’s over I’d just as soon go on my way
Up to some paradise
Where the trout streams flow and the air is nice
And ride a horse along a trail
But then they took him to the jailhouse
Where they try to turn a man into a mouse

All of Rubin’s cards were marked in advance
The trial was a pig-circus, he never had a chance
The judge made Rubin’s witnesses drunkards from the slums
To the white folks who watched he was a revolutionary bum
And to the black folks he was just a crazy nigger
No one doubted that he pulled the trigger
And though they could not produce the gun
The D.A. said he was the one who did the deed
And the all-white jury agreed

Rubin Carter was falsely tried
The crime was murder “one,” guess who testified?
Bello and Bradley and they both baldly lied
And the newspapers, they all went along for the ride
How can the life of such a man
Be in the palm of some fool’s hand?
To see him obviously framed
Couldn’t help but make me feel ashamed to live in a land
Where justice is a game

Now all the criminals in their coats and their ties
Are free to drink martinis and watch the sun rise
While Rubin sits like Buddha in a ten-foot cell
An innocent man in a living hell
That’s the story of the Hurricane
But it won’t be over till they clear his name
And give him back the time he’s done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world


domingo, 18 de novembro de 2012

Trilha sonora: Agnus Dei

Samuel Barber
Agnus Dei
Samuel Barber
por Viaams Radiokoor


Agnus Dei (Lamb of God) is a choral composition in one movement by Samuel Barber, his own arrangement of his Adagio for Strings (1936). In 1967, he set the Latin words of the liturgical Agnus Dei, a part of the Mass, for mixed chorus with optional organ or piano accompaniment. The music, in B-flat minor, has a duration of about eight minutes.

Barber's Adagio for Strings began as the second movement of his String Quartet, Op. 11, composed in 1936. At the request of Arturo Toscanini, he arranged it for string orchestra, and in January 1938 sent that version to the conductor, who premiered it in New York with the NBC Symphony Orchestra. In setting it to the liturgical Agnus Dei, a part of the Mass, Barber changed the music only a little. As with the other arrangements of Adagio for Strings, it was published by G. Schirmer. 


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

El rey desnudo

El País 15-11-2012, por Fernando Gualdoni e Pablo Ximénez Sandoval
https://elpais.com/internacional/2012/11/15/actualidad/1353002019_735993.html

España busca un salvavidas en América Latina
La Cumbre de Cádiz se transforma en un foro económico donde el Gobierno español intenta recuperar la condición del mejor socio para los países iberoamericanos. 
Montagem: Avebarna

O que quer dizer "Espanha" neste caso? Não me consta que nenhum espanhol saiu às ruas esta semana para exigir "Invistamos na América Latina!!!" 

Estarão os banqueiros e financistas espanhóis pensando em participar dos lucros na AL para aliviar o lado dos compatriotas mutuários que estão perdendo suas casas? E se não houver espaço para todos no turbo-hélice latino-americano? Tem salva-vidas para nosotros debaixo do assento?

2012-11-16

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

O futuro chegou!

Viento Sur 07-11-2012, por Nacho Álvarez
https://vientosur.info/wp-content/uploads/spip/pdf/La_financiarizacion_de_la_economia_espanola-1.pdf

La financiarización de la economía española: endeudamiento, crisis y recortes sociales

(..) La financiarización de la economía española se ha traducido como hemos visto en una creciente fragilidad sistémica. El ciclo de expansión basado en el crecimiento del crédito termina cuando los inversores más sobreendeudados empiezan a vender activos para pagar deudas. A partir de esse momento los activos inmobiliarios dejan de aumentar de precio y de actuar como colaterales aceptables para seguir endeudándose. La crisis aparece entonces en toda su dimensión: los activos de empresas y, especialmente, de instituciones financieras se deprecian con intensidad mientras que sus enormes deudas permanecen congeladas.

El proceso de financiarización resultó funcional al restablecimiento de la rentabilidad económica durante las últimas décadas, permitiendo superar la crisis económica de 1970. Sin embargo, lo hizo a costa de trasladar al futuro las contradicciones del modelo de acumulación: la desreglamentación, la expansión financiera y la transferencia de rentas han permitido una enorme acumulación de “activos ficticios” que constituyen derechos de cobro sobre el valor efectivamente producido en la economia real, pero que son incobrables en este momento.

El divorcio entre el ámbito financiero y el productivo nunca puede llegar a completarse, ni es sostenible en el tiempo: el fuerte crecimiento de las cotizaciones bursátiles no puede progresar indefinidamente si no está respaldado por incrementos en la productividad y los beneficios reales de las sociedades, del mismo modo que el continuo incremento de la deuda no puede mantenerse si no crecen los ingresos de las empresas y los hogares. (..)

2012-11-14

domingo, 28 de outubro de 2012

Trilha sonora: Bachiana brasileira no. 4


Heitor Villa-Lobos


Bachiana brasileira n° 4 para piano (1930-1941), orquestrada em 1942

Composta para piano a partir de 1930, mas estreada somente em 1939. Recebeu novo arranjo para orquestra em 1941, estreando em meados do ano seguinte. Esta obra contém quatro movimentos:

Prelúdio (Introdução) — Lento
Coral (Canto do Sertão) — Largo
Ária (Cantiga) — Moderato
Dança (Miudinho) — Muito animado

A suíte começa com o famoso prelúdio, cujo motivo provém do thema regium, ou tema real, utilizado na composição de todas as peças que compõem a Oferenda Musical de Bach. No segundo movimento, o Canto do Sertão, a nota si bemol é repetida várias vezes por um instrumento, sugerindo o canto da araponga, ave que possui um canto estridente e composto de uma só nota.


sábado, 27 de outubro de 2012

Guinness record

El País online 26-10-2012, por Manuel V. Gómez

El paro en España supera el 25% por primera vez en la historia

La Encuesta de Población Activa arroja un aumento de 85.000 personas, hasta los 5.778.100. España destruye 96.900 puestos de trabajo durante el verano
Clique na imagem para ampliar
Montagem: Avebarna
Fonte: El País
(..) La magnitud de estas cifras es de tal calibre que por sí mismos bastan para hacerse una idea del tamaño del desastre. Pero si a esta cifra se añade una lista de países con los que España comparte este grave problema la idea se puede transformar en pesadilla. Grecia, Serbia, Bosnia, Armenia, Suráfrica... Estados casi fallidos o países que todavía se recuperan de traumas históricos muy recientes. (..) 

2012-10-27

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Rockefeller à brasileira

GGN 21-10-2012, por Cristina Grillo e Lucas Vettorazzo

'Terão que fazer minha estátua', diz Eike Batista

Montagem: Avebarna
O empresário Eike Batista diz que o governo deveria investir mais em suas empresas, já que, acredita, graças a elas o país terá, em alguns anos, melhores condições de infraestrutura.

(..) "Alguém vai ter que fazer uma estátua para mim em algum lugar", diz o bilionário, que recebeu a Folha em seu escritório, no centro do Rio, com vista para a baía de Guanabara e o Pão de Açúcar.

(..) Feliz quem tem um sujeito que pensa o país 50, 100 anos na frente. Não faz puxadinho. E coça seu bolso antes. Porque a turma do financiamento vem depois. O BNDES devia vir mais. Faço o pleito toda hora. Os fundos de pensão estrangeiros me compram e são meus sócios. E os fundos brasileiros, cadê? Alô, vocês estão perdendo 15%, 20% de taxa de retorno.

(..) Se meus projetos não ficarem em pé, é o Brasil quem vai sofrer.
 
2012-10-22

domingo, 7 de outubro de 2012

Trilha sonora: Forever Young

Bob Dylan

Forever Young
Bob Dylan

May God bless and keep you always
May your wishes all come true
May you always do for others
And let others do for you
May you build a ladder to the stars
And climb on every rung
May you stay
Forever young
Forever young
Forever young
May you stay
Forever young
May you grow up to be righteous
May you grow up to be true
May you always know the truth
And see the lights surrounding you
May you always be courageous
Stand upright and be strong
And may you stay
Forever young
Forever young
Forever young
May you stay
Forever young
May your hands always be busy
May your feet always be swift
May you have a strong foundation
When the winds of changes shift
May your heart always be joyful
May your song always be sung
And may you stay
Forever young
Forever young
Forever young
May you stay
Forever young


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Madri, 25 de setembro de 2012


Desconheço a autoria desse manifesto, que recolhi no facebook, mas acredito que milhões de espanhóis, gregos, portugueses, italianos, franceses, islandeses, húngaros, alemães, russos e até estadunidenses - gente de todo o mundo, por quê não? - nele estarão hoje se sentindo representados. 

"Nós, pessoas comuns, cansadas de viver as consequências de um sistema condicionado e forçado a adaptar a si próprio aos mercados, o qual é em todos aspectos insuportável, e nos conduziu a sermos vítimas de um golpe em larga escala -o qual chamam 'crise'. Nós nos unimos para redigir esse manifesto e convidamos todos os cidadãos a se unirem às exigências que aqui fazemos.

Consideramos que a situação atual ultrapassou todos os limites toleráveis e que somos vítimas de um ataque sem precedentes por parte do poderio econômico, que utilizando a crise como pretexto, estão arruinando nossas vidas. Os culpados são aqueles que se apresentam como oligarquia intocável, com a cumplicidade de todas as forças políticas representadas no parlamento, manipulando todos os instrumentos do Estado para manter seu privilégio e enriquecimento excessivo e ilícito.

Não há como esconder que vivemos numa gigantesca fraude social, com governos que sistematicamente nos traem fazendo exatamente o oposto do prometido em seus discursos eleitorais; e que não há justiça alguma para os banqueiros, políticos e empresários culpados por tal situação.

Nós acreditamos que o problema é de uma envergadura tal e suas raízes tão profundas que a solução não será fundamentada por reformas baseadas nos mecanismos do sistema político atual, por isso exigimos:

- A completa demissão do governo, assim como a dissolução das Cortes e da Chefia do Estado, por terem traíção ao país e à cidadania de forma premeditada, levando-nos ao desastre.

- A abertura de um processo constituinte transparente e democrático, a fim de redigir uma nova Constituição, com participação de todos os cidadãos, de maneira que lhes seja própria, pois não reconhecemos qualquer caráter democrático no atual texto constitucional, redigido por uma corja de costas para o povo, que consagrou a dominação dos herdeiros do franquismo e aqueles que com eles compactuaram. Deve ser o povo quem determina o modelo de organização social no qual quer viver e não o contrário.

- A auditoria da dívida pública da Espanha, com moratória para pagamento da dívida até que se tenha definido claramente aquilo que não deverá ser pago pela nação por ter servido a interesses privados que utilizaram o país para os seus próprios fins e não aos do conjunto de cidadãos espanhóis. Do mesmo modo, exigimos que sejam processadas todas aquelas pessoas que se demonstrem suspeitas de tais manobras, e que respondam com seus bens em caso de condenação.

- A reforma da lei eleitoral com o desenho de um novo processo eleitoral, a fim de que represente verdadeiramente a vontade do povo diante de qualquer eleição que seja necessária para facilitar o desenvolvimento de um processo constituinte democrático.

- A imediata suspensão de todos os cortes e reformas contra o Estado de bem-estar tomados com a desculpa da crise, e que supõem restrições de direitos e liberdade dos cidadãos, pois não somente são um desastre para o país, mas foram impostos pela traição à vontade popular.

- Uma profunda reforma fiscal, que faça pagar mais a quem mais benefícios obtém da sociedade. Igualmente, exigimos a abolição da anistia fiscal decretada pelo governo, cuja injustiça é uma verdadeira gozação com os contribuintes honrados.
- A supressão de todos os privilégios de quem ostenta cargos políticos ou públicos, e a implantação de mecanismos eficazes de controle no desempenho de suas funções.

- A paralisação imediata de todos os desalojamentos, e a colocação à disposição da população a preço social dos imóveis em propriedade dos bancos e caixas que foram ajudados com as reservas públicas.

- A criação de novos empregos, cuja primeira premissa seja a sustentabilidade, e cujos fins sejam o desenvolvimento da humanidade, assim como a gestão coerente dos empregos disponíveis de tal modo que toda a população possa trabalhar e viver sem que se veja obrigada a viver para trabalhar. É um grande engano que se deva trabalhar cada vez mais, falácia sustentada na avareza dos grandes interesses e contrária aos interesses das pessoas comuns.

Por tudo que foi exposto, convocamos os cidadãos ao dia 25 de Setembro de 2012 a manifestarem-se de forma indefinida nas portas do Congresso até conseguir a demissão do Governo e a abertura de um Processo Constituinte, fazendo deste, o chamado de união de todas as lutas por uma Sociedade mais justa.
Somos a imensa maioria, somos o povo, temos razão e não vamos deixá-los passar." 

2012-09-26



domingo, 23 de setembro de 2012

Trilha sonora: Beatriz

Chico Buarque,
Milton Nascimento, 
Edu Lobo

Beatriz (O Grande Circo Místico)
Chico Buarque / Edu lobo
Voz: Milton Nascimento

Olha
Será que ela é moça
Será que ela é triste
Será que é o contrário
Será que é pintura
O rosto da atriz
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha
Será que é de louça
Será que é de éter
Será que é loucura
Será que é cenário
A casa da atriz
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva pra sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Aí, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha
Será que é uma estrela
Será que é mentira
Será que é comédia
Será que é divina
A vida da atriz
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se o arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida