Queremos um Brasil de classe média, diz Dilma a jornal - Estadão 03-07-2012
Montagem: Avebarna
“A
presidente Dilma Rousseff disse em entrevista exclusiva ao Financial Times,
publicada na edição desta quarta-feira do jornal britânico, que um dos ganhos
importantes que o Brasil teve em quase dez anos de governo do Partido dos
Trabalhadores (PT) foi conquistar uma população de classe média. "Nós
queremos um Brasil classe média".”
Marilena
Chauí: classe média é violenta, fascista e ignorante -Pragmatismo Político 17-05-2013
(..) Chauí falou sobre o Bolsa Família para
exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o
recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo
que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior
de pobres e negros. Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média
é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é
violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante", concluiu
ovacionada.
Dvorak Cello Concerto in B minor London Symphony Orchestra cond. Daniel Barenboim Solista Jacqueline du Pré
The Cello Concerto in B minor, Op. 104, B. 191, is the last solo concerto by Antonín Dvořák. It was written in 1894–95 for his friend, the cellist Hanus Wihan, but was premiered by the English cellist Leo Stern.
(..) Dvořák wrote the concerto while in New York City for his third term as the Director of the National Conservatory. In 1894 one of the teachers at the Conservatory, Victor Herbert, also a composer, finished his Cello Concerto No. 2 in E minor, Op. 30, and premiered it in a series of concerts, commencing on 9 March. Dvořák heard at least two performances of the piece and was inspired to fulfill Wihan's request in composing a cello concerto of his own. Herbert had been principal cellist in the orchestra that premiered Dvořák's “New World” Symphony on 16 December 1893. Herbert's middle movement was in B minor, which may have inspired Dvořák to write his concerto in the same key. It was started on 8 November 1894 and completed on 9 February 1895.
Chauí: classe média é fascista, violenta e ignorante
"A classe média é
uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é
violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim", afirmou a
filósofa, durante lançamento do livro "10 anos de governos pós-neoliberais
no Brasil: Lula e Dilma"; em seu discurso, ela também grita: "Eu
odeio a classe média".
Berlín pide una nueva vuelta de tuerca a la reforma laboral
en España
Berlín se suma a Bruselas y espera que el Gobierno de
Mariano Rajoy de otra vuelta de tuerca a la reforma laboral, según Der Spiegel.
La Comisión Europea reclama que España reduzca el coste del despido
improcedente, en la última reforma se bajó hasta los 33 días por año trabajado
con un límite de 24 mensualidades, una rebaja sustancial respecto al anterior
(45 días con un tope de 42 meses). Para Berlín, se trata de “superar la
rigidez” del mercado laboral. (..)
Indignados tomam as ruas de Espanha no segundo aniversário
do 15M
Prestes a cumprirem-se dois anos desde aquele 15 de Maio de
2011, em que milhares de cidadãos decidiram ocupar as praças de várias cidades
espanholas para demonstrar a revolta contra o sistema politico e económico, os
"indignados" voltaram, este domingo, a sair à rua para atualizar os
protestos contra os cortes nos direitos sociais aplicados pelo Governo de
Mariano Rajoy.
Sob o lema "Da indignação à rebelião", milhares de
pessoas marcharam em mais de 20 cidades entoando palavras de ordem como
"Não nos representam".
Em Madrid, a simbólica praça Puerta del Sol voltou a
encher-se de manifestantes e cartazes reivindicativos. O protesto, que culminou
com um grito de "Sim, podemos", dividiu-se depois em várias
assembleias populares que fizeram reavivar o espírito do movimento que
conhecido como 15-M.
Caracterizado inicialmente pela espontaneidade, o massivo
movimento popular deu progressivamente lugar a uma rede de associações
autónomas, dirigidas a problemas concretos.
Nas marchas eram bem visíveis os distintos ramos a que foram
aderindo os ativistas: batas brancas na defesa da saúde pública, maré verde na
luta pela educação, plataforma de apoio aos afetados pelas hipotecas... entre
muitos outros.
Entretanto, o apoio aos dois principais partidos espanhóis continua em queda livre. Uma sondagem publicada ontem pelo El País indica que o PP não alcançaria mais de 22,5% dos votos (metade do obtido nas eleições de 2011), enquanto o PSOE ficaria pelos 20%. Esquerda Unida e UPyD seriam os beneficiados.
Socialist youth leader claims “right could be behind” 15-M protest movement
Montagem: Avebarna
The secretary general of the International Union of
Socialist Youth (IUSY), Beatriz Talegón, (..) turned her focus on the 15-M popular movement: "I am not one for conspiracy theories but at that time of attending protests and assemblies I started to see things that bothered me, and now I say it more strongly: there are those that say that the right might be behind this movement," the 29-year-old told Argentinean station Radio Hache.
Although the interview was taped several months ago, the recording started to circulate on social networking sites on Monday. Talegón states that at the beginning, 15-M was "a cry out against everything, against the system, and was quite right in much of what it said."
However, she then accuses 15-M of "opening the door to the right so it can destroy the welfare state."
Os mercados norte-americanos abriram hoje em alta com os investidores optimistas em relação ao dados do mercado imobiliário nos EUA, que vão ser divulgados hoje, e com a possibilidade de o Banco Central Europeu anunciar uma descida da taxa de juro directora. (..) Os investidores acreditam que o número de contratos de promessa de compra e venda de casas aumentou quase 1% em Março, mais um sinal de que o sector da construção está a recuperar nos EUA. (..)
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
I'm not sleepy and there is no place I'm going to
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
In the jingle jangle morning I'll come following you
Though I know that evening's empire has returned into sand
Vanished from my hand
Left me blindly here to stand but still not sleeping
My weariness amazes me, I'm branded on my feet
I have no one to meet
And the ancient empty street's too dead for dreaming
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
I'm not sleepy and there is no place I'm going to
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
In the jingle jangle morning I'll come following you
Take me on a trip upon your magic swirling ship
My senses have been stripped
My hands can't feel to grip
My toes too numb to step
Wait only for my boot heels to be wandering
I'm ready to go anywhere, I'm ready for to fade
Into my own parade
Cast your dancing spell my way, I promise to go under it
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
I'm not sleepy and there is no place I'm going to
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
In the jingle jangle morning I'll come following you
Though you might hear laughing, spinning, swinging madly across the sun
It's not aimed at anyone
It's just escaping on the run
And but for the sky there are no fences facing
And if you hear vague traces of skipping reels of rhyme
To your tambourine in time
It's just a ragged clown behind
I wouldn't pay it any mind
It's just a shadow you're seeing that he's chasing
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
I'm not sleepy and there is no place I'm going to
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
In the jingle jangle morning I'll come following you
And take me disappearing through the smoke rings of my mind
Down the foggy ruins of time
Far past the frozen leaves
The haunted frightened trees
Out to the windy beach
Far from the twisted reach of crazy sorrow
Yes, to dance beneath the diamond sky
With one hand waving free
Silhouetted by the sea
Circled by the circus sands
With all memory and fate
Driven deep beneath the waves
Let me forget about today until tomorrow
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
I'm not sleepy and there is no place I'm going to
Hey! Mr. Tambourine man, play a song for me
In the jingle jangle morning I'll come following you
PCdoB envia carta de solidariedade à Coreia do Norte; PT
nega endosso
Montagem: Avebarna
Imagens originais: Internet
Manifesto do PCdoB em nome de entidades "progressistas e anti-imperialistas" chama a Coreia do Sul de "fantoche" dos Estados Unidos.
(..) Citado entre os apoiadores do manifesto, o PT negou, por meio de nota divulgada hoje, que tenha assinado a carta-manifesto. A nota do PT enfatiza que o partido da presidente Dilma Rousseff não sabia da existência do documento dos comunistas e afirma discordar da afirmação de que o governo de Seul seria um "fantoche" dos EUA.
Eu vi o menino correndo eu vi o tempo Brincando ao redor do caminho daquele menino Eu pus os meus pés no riacho E acho que nunca os tirei O sol ainda brilha na estrada e eu nunca passei Eu vi a mulher preparando outra pessoa O tempo não parou pr'eu olhar para aquela barriga A vida é amiga da arte É a parte que o sol me ensinou O sol que atravessa essa estrada que nunca passou Por isso uma força me leva a cantar Por isso essa força estranha Por isso é que eu canto não posso parar Por isso essa voz tamanha Eu vi muitos cabelos brancos na fronte do artista O tempo não para e no entanto ele nunca envelhece Aquele que conhece o jogo Do fogo das coisas que são É o sol É a estrada É o tempo É o pé E é o chão Eu vi muitos homens brigando ouvi seus gritos Estive no fundo de cada vontade encoberta E a coisa mais certa de todas as coisas Não vale um caminho sob o sol E o sol sobre a estrada É o sol sobre a estrada É o sol Por isso uma força me leva a cantar Por isso essa força estranha Por isso é que eu canto não posso parar Por isso essa voz tamanha Por isso uma força me leva a cantar Por isso essa força estranha Por isso é que eu canto não posso parar Por isso essa voz, essa voz, essa voz tamanha
(..) Costuma-se associar imediatamente o nome de Barber ao conhecido e hoje quase vulgarizado Adagio para cordas (que, na verdade, trata-se de uma transcrição do segundo movimento do seu Quarteto de Cordas, op. 11). Sua obra, porém, não pode se modelar por somente esse exemplo: além de diversificada em gêneros e caráteres, apresenta contrastes que, no entanto, nunca deixam de revelar a sua própria personalidade criadora que permaneceu ativa até seus anos mais tardios. A abertura para A Escola do Escândalo, porém, foi composta em 1931, quando o compositor completava seus estudos no Curtis Institute. Tendo sido sua primeira composição para grande orquestra, feita quando ele contava com apenas 21 anos, essa obra já demonstra a excelência de Barber nas técnicas da composição e da orquestração, e revela a personalidade artística independente, desvinculada de quaisquer dogmatismos escolásticos, que lhe marcou o caminho criador. Fundamentada na comédia homônima de Richard Brinsley Sheridan, essa obra de Barber, procurando refletir o espírito da peça, é marcada por um brilho particular na orquestração e por contrastes frequentes em tempo, dinâmica e caráter. A abertura para A escola do Escândalo, ademais, ajudou a projetar o nome de Barber no cenário nacional norte-americano e ganhou, em 1933, ano de sua estreia, o prêmio Joseph H. Bearns, conferido pela Columbia University.
Em breve estada num hotel decadente da Bela Vista, durante duas noites meu sono foi embalado pelo burburinho de vozes e o retinir de talheres vindos de uma velha casa contígua.
Na terceira e última noite, ávido por uma refeição que me confortasse o estômago, desci à rua, dei a volta em três quarteirões, até descobrir uma promissora sopa de abóbora no mesmíssimo restaurante cuja algaravia entretinha o meu sono.
Levei ali um tempo razoável, mas que, no final, resumiu-se ao breve interregno de uma sucessão de fotogramas que trago na lembrança. Enquanto, no fundo da sala, um casal retrô se beijava furiosamente alheado do mundo, ao meu lado, junto à janela, um curioso quarteto formado por jovens espectros de Mário Pedrosa, Pagu, André Breton e Frida Khalo apreciava beatificamente os vinhos da casa expelindo, a cada cinco minutos, embevecidos monossílabos. Eu juro que vi passar em dado momento, esvoaçando, o anjo da Libelu. Admirado, terminei vagarosamente o meu repasto, despedi-me da cena e retornei ao meu quarto de hotel para sonhar um sonho comezinho.
Inauguração da Avenida Paulista em 1891. Aquarela de Jules Martim*
Encontros extraordinários só me acontecem em Botafogo e Ipanema, nunca em Bangu ou Belford Roxo. Sempre que alguém me diz, “Puxa, como este mundo é pequeno”, eu respondo: “Nós é que somos poucos”. Para não me deixar mentir, quis o acaso que, numa breve e quase anônima estada de três dias numa metrópole de mais de 20 milhões de habitantes, terceira ou quarta maior aglomeração urbana do planeta, cruzei, na entrada de um centro comercial da Avenida Paulista, como se fosse um evento absolutamente corriqueiro, com a urbanista mais famosa do Brasil. Ela não me reconheceu, por certo – eu não sou, decididamente, uma figura popular. Fato é, creiam-me, que o encontro extraordinário ocorreu, tão inexorável como seria se frequentássemos, toda manhã, a mesma padaria. Mundo pequeno, mesmo! Botafogo, Ipanema e Jardim Paulista.
Orçamento privado da Rio 2016 aumenta 68% em três anos e governo pagará a conta
Montagem: Avebarna Imagem original: Internet
Que novidade! Nossa brava (em todos os sentidos) presidenta Dilma Roussef precisa vir a público explicar como funciona o contrato do governo brasileiro com a transnacional do entretenimento chamada Comitê Olímpico Internacional. Supõe-se que o Tesouro brasileiro esteja investindo bilhões nesse empreendimento privado para obter retornos para o país, certo? Onde está, porém, essa avaliação? Que instituição do Estado brasileiro avaliou ganhos e perdas do investimento olímpico, com base na experiência recente, para saber que se trata de um bom negócio? As noções de "prestígio internacional" e "não podemos ficar para trás" falam por si mesmas? Os intangíveis são fabulosos?
A nação tem o direito de saber o que pensam, de fato, sobre a matéria, os governantes que ela elegeu. O país inteiro aplaudiria se a presidenta viesse à TV explicar porque a Olimpíada de 2016 é um bom negócio para a maioria trabalhadora do país. Talvez seja. Discutamos, pois. Democracia é isso.
2012-12-20
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes troca meu nome
E some
E some nas altas da madrugada
Coitada, trabalha de plantonista
Artista, é doida pela Portela
Ói ela
Ói ela, vestida de verde e rosa
A Rosa garante que é sempre minha
Quietinha, saiu pra comprar cigarro
Que sarro, trouxe umas coisas do Norte
Que sorte
Que sorte, voltou toda sorridente
Demente, inventa cada carícia
Egípcia, me encontra e me vira a cara
Odara, gravou meu nome na blusa
Abusa, me acusa
Revista os bolsos da calça
A falsa limpou a minha carteira
Maneira, pagou a nossa despesa
Beleza, na hora do bom me deixa, se queixa
A gueixa
Que coisa mais amorosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Arrasa o meu projeto de vida
Querida, estrela do meu caminho
Espinho cravado em minha garganta
Garganta
A santa às vezes me chama Alberto
Alberto
Decerto sonhou com alguma novela
Penélope, espera por mim bordando
Suando, ficou de cama com febre
Que febre
A lebre, como é que ela é tão fogosa
A Rosa
A Rosa jurou seu amor eterno
Meu terno ficou na tinturaria
Um dia me trouxe uma roupa justa
Me gusta, me gusta
Cismou de dançar um tango
Meu rango sumiu lá da geladeira
Caseira, seu molho é uma maravilha
Que filha, visita a família em Sampa
Às pampa, às pampa
Voltou toda descascada
A fada, acaba com a minha lira
A gira, esgota a minha laringe
Esfinge, devora a minha pessoa
À toa, a boa
Que coisa mais saborosa
A Rosa
Ah, Rosa, e o meu projeto de vida?
Bandida, cadê minha estrela guia?
Vadia, me esquece na noite escura
Mas jura
Me jura que um dia volta pra casa
Enter Patty Valentine from the upper hall
She sees the bartender in a pool of blood
Cries out, “My God, they killed them all!”
Here comes the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For somethin’ that he never done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world
Three bodies lyin’ there does Patty see
And another man named Bello, movin’ around mysteriously
“I didn’t do it,” he says, and he throws up his hands
“I was only robbin’ the register, I hope you understand
I saw them leavin’,” he says, and he stops
“One of us had better call up the cops”
And so Patty calls the cops
And they arrive on the scene with their red lights flashin’
In the hot New Jersey night
Meanwhile, far away in another part of town
Rubin Carter and a couple of friends are drivin’ around
Number one contender for the middleweight crown
Had no idea what kinda shit was about to go down
When a cop pulled him over to the side of the road
Just like the time before and the time before that
In Paterson that’s just the way things go
If you’re black you might as well not show up on the street
’Less you wanna draw the heat
Alfred Bello had a partner and he had a rap for the cops
Him and Arthur Dexter Bradley were just out prowlin’ around
He said, “I saw two men runnin’ out, they looked like middleweights
They jumped into a white car with out-of-state plates”
And Miss Patty Valentine just nodded her head
Cop said, “Wait a minute, boys, this one’s not dead”
So they took him to the infirmary
And though this man could hardly see
They told him that he could identify the guilty men
Four in the mornin’ and they haul Rubin in
Take him to the hospital and they bring him upstairs
The wounded man looks up through his one dyin’ eye
Says, “Wha’d you bring him in here for? He ain’t the guy!”
Yes, here’s the story of the Hurricane
The man the authorities came to blame
For somethin’ that he never done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world
Four months later, the ghettos are in flame
Rubin’s in South America, fightin’ for his name
While Arthur Dexter Bradley’s still in the robbery game
And the cops are puttin’ the screws to him, lookin’ for somebody to blame
“Remember that murder that happened in a bar?”
“Remember you said you saw the getaway car?”
“You think you’d like to play ball with the law?”
“Think it might-a been that fighter that you saw runnin’ that night?”
“Don’t forget that you are white”
Arthur Dexter Bradley said, “I’m really not sure”
Cops said, “A poor boy like you could use a break
We got you for the motel job and we’re talkin’ to your friend Bello
Now you don’t wanta have to go back to jail, be a nice fellow
You’ll be doin’ society a favor
That sonofabitch is brave and gettin’ braver
We want to put his ass in stir
We want to pin this triple murder on him
He ain’t no Gentleman Jim”
Rubin could take a man out with just one punch
But he never did like to talk about it all that much
It’s my work, he’d say, and I do it for pay
And when it’s over I’d just as soon go on my way
Up to some paradise
Where the trout streams flow and the air is nice
And ride a horse along a trail
But then they took him to the jailhouse
Where they try to turn a man into a mouse
All of Rubin’s cards were marked in advance
The trial was a pig-circus, he never had a chance
The judge made Rubin’s witnesses drunkards from the slums
To the white folks who watched he was a revolutionary bum
And to the black folks he was just a crazy nigger
No one doubted that he pulled the trigger
And though they could not produce the gun
The D.A. said he was the one who did the deed
And the all-white jury agreed
Rubin Carter was falsely tried
The crime was murder “one,” guess who testified?
Bello and Bradley and they both baldly lied
And the newspapers, they all went along for the ride
How can the life of such a man
Be in the palm of some fool’s hand?
To see him obviously framed
Couldn’t help but make me feel ashamed to live in a land
Where justice is a game
Now all the criminals in their coats and their ties
Are free to drink martinis and watch the sun rise
While Rubin sits like Buddha in a ten-foot cell
An innocent man in a living hell
That’s the story of the Hurricane
But it won’t be over till they clear his name
And give him back the time he’s done
Put in a prison cell, but one time he could-a been
The champion of the world