segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Companheiros do STF: presentes!


Supremo não permitirá violência contra Lula, afirma Gleisi

Charge by Aroeira
Fonte: Internet
2018-01-29

domingo, 28 de janeiro de 2018

Solução final

O Globo 28-01-2018
https://oglobo.globo.com/mundo/trump-pede-medidas-decisivas-contra-talibas-apos-atentado-em-cabul-22337517
Trump pede medidas decisivas contra talibãs após atentado em Cabul
Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagens originais: Google Maps; Creative Commons

2018-01-28

sábado, 20 de janeiro de 2018

Marola social global

O Estado de S Paulo 20-01-2018, por Jamil Chade

Davos admite que crise social ameaça sistema

Klaus Schwab, fundador da 
Igreja Davos dos Parasitas dos Últimos Dias, 
mostra aos fiéis a mais recente edição 
de sua bíblia particular intitulada
 “Como Refundar as Fundações da 
Economia de Mercado 
sem Mexer no Nosso Capital” 
(..) Durante a semana, Klaus Schwab, fundador do evento, insistirá que o mundo precisa de um “novo contrato social”. Assim como pacotes de resgate foram implementados há uma década para salvar bancos e economias, Schwab defende que “as fundações da sociedade sejam refundadas”.

Sem questionar o capitalismo, ele aponta que existe uma percepção hoje de que a prosperidade não tem sido repartida de forma justa e que o setor privado tem ficado com uma parcela exagerada dos ganhos. Para ele, a crise social é tão ameaçadora para o sistema como a crise financeira em 2008. (..)
 
2018-01-20

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Avebarna Domingo: O Capital no século XXI

Sinapsis 17-01-2018, por François Chesnais
https://puntosinapsis.wordpress.com/2018/01/17/el-capitalismo-se-ha-encontrado-con-limites-infranqueables/

¿El capitalismo se ha encontrado con límites infranqueables?

(..) 
La noción de “barreras” o “límites” al modo de producción

Casi diez años después de iniciada la crisis económica y financiera mundial, pues comienza en julio-agosto 2007 para explotar en septiembre 2008, la marcha de la tasa de crecimiento del PBI mundial es, según las últimas proyecciones del FMI, de 3% para 2017 y lo mismo para 2018.


Lo que está en discusión es si la crisis económica y financiera mundial de 2007-2008 puede ser vista simplemente como una “crisis muy grande” de un capitalismo todavía capaz de abrirse una nueva y larga fase de reproducción ampliada a escala del “mercado mundial finalmente constituido”; o si, por el contrario, indica el punto de partida del momento histórico en que el capitalismo se encuentra con límites que ya no podrá desplazar. En el libro III de El capital, Marx (2013: 321) argumenta:

La producción capitalista tiende incesantemente a superar estos límites que le son inmanentes, pero sólo lo consigue empleando medios que vuelven a alzar ante ella esos mismos límites, en escala aún más formidable.

La cuestión es establecer si la producción capitalista se enfrenta ahora con barreras que ya no puede superar, ni siquiera temporariamente. Se estaría ante dos formas de límites infranqueables que tienen muy fuertes implicaciones para la reproducción del capital y la gestión del orden burgués, sobre todo por una vía civilizada. Uno de ellos, relativo a los efectos de la automatización, se remonta al siglo XIX y tiene un carácter inmanente, interno al movimiento del capital, en el que Marx insistió con mucha fuerza. El otro, relacionado con la destrucción de los equilibrios eco-sistémicos y especialmente de la biosfera por la producción capitalista, no fue previsto por Marx e inicialmente fue definido como un límite externo.

Comencemos por el primero, sobre el cual Ernest Mandel planteó desde 1986 la tesis de que se estaba ante un cambio cualitativo. La maximización de la ganancia, que no admite límites, descansa en la maximización del monto de plusvalor o sobre-valor producido y realizado. Supone, contradictoriamente, el empleo del mayor número posible de proletarios y también el recurso a la mecanización, es decir, el reemplazo de trabajo vivo (de las/los asalariados) por el trabajo muerto (las máquinas), o sea, la disminución de la cantidad de trabajo vivo necesaria para valorizar un determinado capital. Debido a esto, escribe Marx (Ibíd.: 317):

[…] el desarrollo de la fuerza productiva vuelve a manifestarse en dos aspectos: primero, en el aumento del plustrabajo, es decir en la abreviación del tiempo de trabajo necesario que se requiere para la reproducción de la fuerza de trabajo. Segundo, en la disminución de la cantidad de fuerza de trabajo (número de obreros) que se emplea, en general, para poner en movimiento un capital dado.

Aquí se encuentra la causa de la disminución de la tasa de ganancia. Pero la situación del capitalismo era aún la de un sistema que disponía de tecnologías mucho menos drásticamente labor saving que hoy en día, y tenía todavía el planeta por conquistar. Marx (Ibíd.: 317-318) podía escribir entonces que sí “el plusvalor, en cuanto suma global, está en primer lugar determinado por su tasa, pero, en segunda instancia, por la masa del trabajo empleado con esa tasa”, se estaba en una situación en que “el desarrollo del modo capitalista de producción disminuye la tasa de ganancia, mientras que su masa aumenta al aumentar la masa del capital empleado”, y la acción de

…las fuerzas impulsoras contradictorias se desahogan periódicamente mediante crisis. Estas son sólo soluciones violentas momentáneas de las contradicciones existentes, erupciones violentas que restablecen por el momento el equilibrio perturbado (Ibíd.: 320).

(..)

2018-01-18

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Como de hábito

Imagem: Internet
Apesar da força indiscutível do bordão, o manifesto “Eleição sem Lula é fraude”, que se pretende instrumento de mobilização democrática contra um "puro ato de perseguição da liderança política mais popular do país", não passa de mal-disfarçado veículo de um abaixo-assinado de apoio à candidatura "Lula 2018" e à "união das esquerdas" por uma “vitória consagradora” sua em primeiro turno, [que] “significaria o fracasso do golpe [e] possibilitaria a abertura de um novo ciclo político”. 

Diz o manifesto que “o Brasil vive um momento de encruzilhada: ou restauramos os direitos sociais e o Estado Democrático de Direito ou seremos derrotados e assistiremos a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores”. 


Dado que a absolvição de Lula e a preservação de seus direitos políticos não têm, por si só, o dom de “restaurar os direitos sociais e o Estado democrático de direito” (até porque o governo deposto - pelo Congresso, com a cobertura do STF e por iniciativa da própria "base aliada" - foi o de Dilma, não o de Lula), muito menos de impedir “a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores”[*], deduz-se que os autores do manifesto só podem estar falando – de um modo francamente abusivo, salvo para os acólitos – dos efeitos esperados de sua recondução ao posto de presidente da República. 

Assinar essa “pegadinha” política é profundamente constrangedor para quem defende a absolvição de Lula no "processo do Guarujá" por insuficiência de provas, e a consequente preservação de seus direitos políticos, mas não tem intenção de reelegê-lo por discordar de sua atuação na Presidência e da política de seu partido.

O abaixo-assinado não visa mobilizar o maior número possível de pessoas em defesa dos direitos de Lula, mas coesionar seus próprios seguidores ao redor da mais recente contrafação petista da realidade brasileira - o "golpe da Lava Jato" - , agregar as personalidades de costume e os desavisados de ocasião e, na medida do possível, constranger os recalcitrantes do seu almejado monopólio da “política progressista” a concordar com aquilo de que discordam e dissuadi-los de desenvolver uma linha de ação independente.


Para mim, por exemplo, a eleição prevista para 2018 é fraude com ou sem Lula. Consumado o impeachment casuístico da presidenta eleita e estabelecido pelo tsunami de investigações em curso que o Congresso golpista é - perdoem-me as eventuais exceções - um antro de trambiqueiros, capachos do patronato e parasitas do Estado agindo à sombra da Constituição de 1988 e, desgraçadamente, dos próprios governos Lula e Dilma, só posso considerar legítima a eleição para um novo Congresso, ou Assembléia, de caráter Constituinte, imposto pelas multidões trabalhadoras - um tsunami democrático como o de junho de 2013, uma greve geral contras as reformas econômicas - com candidaturas oriundas dos movimentos civis e livre do poder do dinheiro e da aristocracia judiciária. 

Que espécie de "ciclo político", eu me pergunto, abrirá o governo Lula caso eleito, de maneira "consagradora" como quer o Manifesto, para administrar a massa falida da Nova República e seguir arrastando o seu cadáver insepulto?


PS: Os interessados podem acessar o manifesto e o abaixo assinado pelo link
https://www.change.org/p/sociedade-brasileira-em-defesa-do-direito-de-lula-ser-candidato-a-presidente-do-brasil  

_____
(*) "impedir a definitiva implantação de uma sociedade de capitalismo sem regulações, baseada na superexploração dos trabalhadores” é uma curiosa, mas extremamente significativa formulação da intelligentsia lulista, a indicar que seu programa é a manutenção de uma sociedade de capitalismo com regulações, baseada na exploração normal dos trabalhadores. 


2018-01-15


quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O capital no século XXI: competição global, Estado nacional, desbarato geral


Guerra abierta entre las aerolíneas de Estados Unidos y los países del golfo
Imagem: Internet
(..) Los ataques cruzados entre Delta y Qatar, American y Etihad o Emirates y United son continuos. Pasan desde asuntos anecdóticos hasta argumentaciones de mayor calado: desde Estados Unidos se acusa abiertamente a los gobiernos del golfo de haber subvencionado con cerca de 50.000 millones de dólares a sus compañías. Como respuesta a ello, Emirates publicó un informe analizando en profundidad a quienes la atacan y como resumen también aparecen ayudas, en este caso de la administración estadounidense con sus compañías de aviación, indicando que se ha apoyado con mas de 100.000 millones de dólares al sector en asuntos como pensiones, protección en casos de quiebra o bancarrota, exenciones fiscales, garantías de préstamos o subvenciones directas.

Por otro lado, cuando se menciona el asunto de la perdida de puestos de trabajo estadounidenses gracias al crecimiento de las aerolíneas del golfo, estas recuerdan los enormes contratos que tienen con el fabricante de aviones Boeing y toda la riqueza que la construcción de esos aviones que acabaran volando con los colores de esas aerolíneas generará no solo en las fabricas, sino también en los muchos proveedores estadounidenses en la cadena de suministros para la fabricación de los B-777 o 787 que volarán en el futuro. (..) 

2018-01-10

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Sindicato das arábias


Onze príncipes sauditas são detidos após protesto

Eles protestavam contra medidas de austeridade promovidas pelo governo

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet


2018-01-08

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Tamanho é muito documento!

El País 03-01-2018, por J. M. Ahrens

Trump responde al líder de Corea del Norte: “Mi botón nuclear es mucho más grande y poderoso”

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet
2018-01-05

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

And the winner is...

Imagem: Internet
O PT está concorrendo ao Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro de Ficção com o filme A Verdade sobre o Golpe: Quem Depôs Dilma Foi Moro, produzido nos estúdios do partido. Não chega a ser sucesso de público, mas é cult em certos círculos e atrai um bom número de seguidores.

Para quem duvida, segue um trecho da fala de José Dirceu ao blog Nocaute em 01-01-2018:
"Por isso o povo está de costas para eles, para os golpistas, para aqueles que querem refundar a República quando não receberam esse mandato da nação. São juízes, não foram eleitos, mas fazem algo mais grave. Querem usurpar o poder do Legislativo e do próprio Executivo, violando direitos fundamentais".http://www.nocaute.blog.br/…/ze-dirceu-nos-derrotamos-ditad…
Ou seja, Temer, Cunha, Calheiros et caterva não estão apenas perdoados; foram isentados pela intelligentsia petista de qualquer responsabilidade no bem-sucedido motim parlamentar da "base aliada" contra a Subcomandanta Rousseff  e já podem retornar ao aprisco lulista para tomar parte de seu futuro governo de "unidade popular".

Não admira que o PT não consiga organizar uma campanha autenticamente suprapartidária pela absolvição de Lula por insuficiência de provas e consequente preservação de seus direitos políticos: os gurus da legenda estão ocupados em jogar poeira nos olhos do público em geral, e dos trabalhadores em particular, para encobrir o fato de tê-los arrastado para a arapuca dos governos PT-PMDB-sei-lá-mais-quê em parceria com o Cartel das Empreiteiras.


Imagem: Internet
2018-01-04

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Palavra de pajé

Nocaute 01-01-2018, por José Dirceu
http://www.nocaute.blog.br/brasil/ze-dirceu-nos-derrotamos-ditadura-militar-e-nao-vamos-permitir-ditadura-da-toga.html

Nós derrotamos a ditadura militar e não vamos permitir a ditadura da toga 

(..) O povo sabe que o Estado é indispensável para um projeto de desenvolvimento nacional com bem-estar, com distribuição de renda.
Por isso o povo está de costas para eles, para os golpistas, para aqueles que querem refundar a República quando não receberam esse mandato da nação. São juízes, não foram eleitos, mas fazem algo mais grave. Querem usurpar o poder do Legislativo e do próprio Executivo, violando direitos fundamentais. (..) 

Eis aí. O programa do PT do século XXI para o país é o consórcio Estado-mercado - eufemismo moderno para o conúbio do patronato com o Tesouro da União - animado e arbitrado por Lula à falta de uma burguesia minimamente prestigiosa aos olhos da nação e administrado pela intelligentsia partidária especializada em governos de frente popular.

No entendimento da minha ignorância, a coisa fica assim: a nobiliarquia patronal parasita o seu próprio Estado, acelerando-lhe a ruína pela via das duas modalidades de corrupção, a endêmica e a epidêmica, e o cacicado lulista (tal qual a burocracia patronal, que não se nota tanto porque vem de fábrica) parasita alternativamente o patronato companheiro ou o tronco putrescente do Estado em decomposição. 


2018-01-03

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A miséria da filosofia

Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet
2018-01-02

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mais do mesmo

Em 2016, o PT foi incapaz de organizar uma campanha nacional em defesa do MANDATO de Dilma Rousseff. Os democratas legalistas que quisessem unir forças aos petistas em defesa do MANDATO eram obrigados a optar entre não fazer nada e entubar o pacote petista completo: o governo Dilma, seu ministério, o onisciente Lula e até as análises de conjuntura de Rui Falcão. Dirão que houve manifestações unitárias. Sim, houve umas poucas, tão inflamadas quanto insignificantes, à margem de qualquer movimento organizado de caráter nacional e quando nada mais restava senão espernear. 


O exemplo mais pungente dessa tragédia foi o desabafo da atriz Monica Iozzi, que, ao se sentir incluída numa manchete de sua própria empregadora como defensora do governo Dilma por ter comparecido a uma manifestação pseudo-unitária no Largo da Carioca, declarou num tweet: "Corrigindo a manchete. Manifestação em DEFESA DA DEMOCRACIA. 'Ser legalista não é o mesmo que ser governista'".

O resultado do desprezo pela autêntica unidade de ação entre democratas de diferentes afiliações foi o que se viu: derrota acachapante, confusão inominável e ascensão ao poder - mesmo de dentro da cadeia - da canalha peemedebista acobertada, durante os anos dourados do crescimento econômico, como amiga do povo pelos técnicos petistas da unidade popular.

Menos de três anos depois, o erro se repete: em vez de organizar uma campanha nacional em defesa do DIREITO DE LULA À CANDIDATURA em 2018, em que possam se manifestar petistas e não petistas, lulistas e não lulistas, verdes e vermelhos, nacionalistas e internacionalistas, democratas e socialistas, a máquina petista de contrafações políticas tenta impingir a todas as correntes democráticas a PRÓPRIA CANDIDATURA DE LULA como objeto da unidade - com o pacote completo: os golpistas de 2015 devem ser perdoados em prol do “bem maior” da governabilidade porque, afinal, a culpa pelo impeachment de Dilma é do movimento de 2013 e a responsabilidade pela catástrofe econômica do Brasil, e até pela falência do Estado do Rio é, como se sabe, da Lava-Jato.

Se eu fosse membro da liderança do PSOL, proporia uma "embaixada" ao PT para discutir as condições de uma campanha nacional, aberta a todas pessoas e entidades interessadas, pelo DIREITO DE LULA À CANDIDATURA em 2018. Abrir mão de candidatura própria não seria, definitivamente, uma delas. Ao contrário: afirmá-la seria, nessas condições, uma enorme contribuição para a educação política de suas bases, das bases do PT e até das multidões!


2018-01-01


terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Mau augúrio

Deu na Folha de S Paulo online 25-12-2017, por BBC Brasil
http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2017/12/1945973-o-estranho-asteroide-em-forma-de-caveira-que-vai-voltar-a-passar-perto-da-terra-em-2018.shtml

O estranho asteroide em forma de caveira que vai voltar a passar perto da Terra em 2018

Imagem: Internet

2017-12-26

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Me imprensa que eu gosto

Deu no G1 online 21-12-2017, por G1
https://g1.globo.com/mundo/noticia/eleicoes-na-catalunha-liberais-vencem-mas-independentes-reservam-maioria-das-cadeiras-no-parlamento.ghtml
Eleições na Catalunha: liberais vencem, mas independentistas reservam maioria das cadeiras no parlamento

Os liberais venceram? Só se for na satrapia dos Irmãos Marinho. 

Imagem: Internet
Ao votar majoritariamente nos partidos da burguesia catalanista e da pequena-burguesia democrática e independentista, o povo catalão pronunciou-se inequivocamente, pela segunda vez em menos de 3 meses, por seu direito à autodeterminação e sua própria República - contra o franquismo insepulto, a coroa borbônica, a bancocracia da União Europeia, a aristocracia espanhola e catalã, a burguesia bitcoin de Ciudadanos e Ciutadans (dita “os liberais” pelo G1), o baronato socialdemocrata e todas as organizações da velha e da nova esquerda simpatizantes, caudatárias ou simplesmente submissas à Ordem de La Moncloa. 

A clara mensagem, inclusive aos partidos vencedores, é: rumo à Assembleia Constituinte da República da Catalunha forjada pelo povo insurgente em 1-3 de outubro e declarada pelo parlamento autonômico em 27 daquele mês. 

No que respeita à classe trabalhadora, a tarefa não é simples, mas me parece clara: reconstruir, nesse processo, sua identidade, sua organização e seu programa confiscados e sistematicamente enxovalhados, há muitas décadas, pelos partidos Social-Democrata e Comunista, coveiros históricos do socialismo. 

A emancipação dos trabalhadores catalães não será obra da pequena-burguesia democrática, muito menos da burguesia catalanista. E tampouco é tarefa de seus partidos. Além disso - admitamos -, o socialismo propriamente catalão é uma entidade tão quimérica quanto seria o grego, se pretende o chinês e gostaria de ser o bolivariano. 

Contudo, menos de três anos passados da revolta grega abortada por Tsipras, a insurgência popular catalã é mais uma janela que se abre para uma nova Espanha e uma nova Europa. Socialista que lhe dá de ombros ou assumiu o lado da ordem ou, como diria Caetano, não está entendendo nada.


22-12-2017

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Papelão


Deu no Metrópoles
07-12-2017, por Agência Estado
“Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio”, diz Lula
Em caranava, ex-presidente insinuou que operação tem a ver com situação financeira do estado
Em caravana há três dias pelo Espírito Santo e Rio de Janeiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) insinuou, na noite desta quarta-feira (6/11), que a Operação Lava Jato teria ajudado a quebrar o Rio.
Imagem Internet
“A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio. É preciso fazer uma distinção: se um empresário errou, prende o empresário. Mas não precisa quebrar a empresa,  porque quem paga o pato é o trabalhador, que é inocente”, afirmou o petista. “Por causa de meia dúzia que eles dizem que roubou, e que ainda não provaram, não podem causar o prejuízo que estão causando à Petrobras”, completou, em um ato em Maricá, cidade praiana a 60 quilômetros da capital fluminense governada pelo PT.
(..)“Eu nunca na minha vida vi o Rio tão pobre, infeliz, quase na falência. O governador não tem 1% de aprovação, o outro governador está preso, o outro também, a governadora também, o presidente da assembleia também. A política está em processo de destruição no país e o Rio é a grande vítima disso”, continuou, referindo-se ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB), aos ex-governadores Sérgio Cabral  (PMDB), Anthony Garotinho  (PR) e Rosinha Garotinho (PR) e ao presidente afastado da Alerj Jorge Picciani (PMDB). (Continua)
2017-12-08

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Quebrados numa boa

Deu no Economia ao Minuto 14-11-2017, por Bruno Mourão

Como bom samaritano, o venerando
Sócrates assume que fumou e tragou.
E não parou mais. Desde então,
pode-se vê-lo todos os dias 
sentado em seu trono na entrada
do Ateneu fumegando 
como uma locomotiva a vapor.
Esta semana o filósofo, que apesar 
de cético incurável é também 
visceralmente progressista, 
decidiu ajudar a República de Platão
recomendando a todos os gregos o
remédio milagroso com que Tsipras 
espera curar a economia debilitada
pelas sanguessugas de Austeridade,
a Medusa do século XXI. 
Grécia tem uma arma secreta para fazer crescer a economia: a canábis

(..) Em recente entrevista, o ministro do desenvolvimento rural e da alimentação Evangelos Apostolou mostrou interesse em investir cerca de 1,5 mil milhões de euros em estufas e outros projetos de cultivo e produção de canábis, o primeiro passo numa estratégia que pretende tornar a Grécia num dos importantes membros do mercado global desta droga recreativa. As contas do governo de Alexis Tsipras apontam para um mercado global de 200 mil milhões de euros nos próximos 10 anos e uma pequena fatia deste valor daria um contributo importante para a economia grega sedenta de dinheiro e recuperação.

2017-11-15


domingo, 29 de outubro de 2017

Visca la República!

Deu no Ara.cat online
27-10-2017, por G. Pruna, N. Orriols, M. Toro, M. Roger e X. Tedó
El Parlament proclama la República i posa en marxa el procés constituent

À espera, ao que parece, de um ilusório apoio da União Europeia dos barões da banca - ao invés de postular a Catalunha independente no marco de uma Federação Hispânica e uma Europa autenticamente republicanas e democráticas (socialistas seria exigir demais de Junts pel Sí) - e quem sabe assustados com o ímpeto militante de suas próprias bases eleitorais, o parlamento da Catalunha e a presidência do governo autonômico protelaram, desmobilizaram, desorganizaram - eu diria quase desmoralizaram! - o mandato popular do Referendo Nacional de 1 de Outubro.

Mas cumpriram-no, finalmente - em condições muito menos favoráveis do que teria sido em 3 de outubro, quando a nação, que assombrara o mundo dois dias antes impondo à Coroa e ao franquismo insepultos o Referendo democrático, se pôs em greve geral e tomou as ruas para aguardar, celebrar e defender a declaração de independência e a proclamação da República.

Três vivas aos deputados independentistas e republicanos do parlamento autonômico! Aconteça o que acontecer, a semente da República democrática da Catalunha - e dos povos da Espanha - está lançada. 

Seus membros, a começar de Puigdemont e Junqueras - presidente e vice da Generalitat -, assim como Sánchez e Cuixart - dirigentes da ANC e Omnium já prisioneiros em Madrid -, precisarão ser defendidos da repressão vingativa do Estado espanhol e seus acólitos da "comunidade internacional", com unhas e dentes, por todos os adeptos da democracia, da soberania popular, da autodeterminação dos povos e - sem direito a tergiversação! - do socialismo.

Está provado que somente a solidariedade ativa das multidões trabalhadoras da Espanha e da Europa poderá proporcionar à República da Catalunha as condições políticas indispensáveis à eleição e instalação de sua Assembléia Constituinte. 

Está provado também que o Estado espanhol de 1978 e a República democrática da Catalunha não cabem na mesma União Europeia. 

Tire cada um as suas próprias conclusões. 

A minha é que está aberta a temporada, dure quanto durar,  de luta pela Assembleia Constituinte livre, soberana e democrática da República da Catalunha.

O mesmo vale para tantas quantas forem as nações hispânicas que acharem por bem exigir o seu direito à autodeterminação.

E vale também para as nações oprimidas da Europa, na perspectiva de uma outra União Europeia: uma união socialista dos povos livres do continente.

2017-10-29

sábado, 28 de outubro de 2017

Por um bolivarianismo vernáculo?

José Dirceu: É hora de dialogar com os militares
 Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Internet

Leia também
"Dirceu: povo não cabe no projeto que a elite quer para o Brasil", Brasil 247 28-10-2017 
https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/324303/Dirceu-povo-n%C3%A3o-cabe-no-projeto-que-a-elite-quer-para-o-Brasil.htm

2017-10-28

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Macri, Macron e Macrinho

Folha de S Paulo 26-10-2017, por Matias Spektor
Modelo de Luciano Huck não é Macron, mas Mauricio Macri
Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagfens originais: Internet
2017-10-27

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Luta de classe II

Deu no Ara.cat onlinee
26-10-2017, por Agências / Barcelona
CCOO avisa els funcionaris catalans que el 155 és legal i la DUI il·legal
El secretari general del sindicat, Unai Sordo, recorda que la independència "no té encaix legal"
Montagem: avebarna.blogspot.com.br
Imagem original: Intenet

2017-10-26